barcelona

Tenho no escritório, enquadrado, o cartaz anunciando o jogo entre Santos e Barcelona, em 12 de junho de 1963, às “10,30 noche”. Há uma foto imensa do rosto de Pelé sorrindo que toma todo o centro da imagem. O jogo é apresentado como “Extraordinario Acontecimento Deportivo”. Mesmo sendo no “Estadio del club de futbol Barcelona”, cuja ilustração aparece ao fundo, o nome do Santos surge primeiro, apresentado como “Campeon del mundo inter-clubes”. Naquela época, não havia mesmo comparação entre o Santos, que seria bicampeão mundial naquele mesmo 1963, e o forte, mas quase discreto Barcelona. O que houve desde então?

Em que momento, não só o Glorioso Alvinegro Praiano, mas o futebol brasileiro, perderam a magia, o encanto, a excelsa superioridade sobre o futebol europeu? O que provocou essa diferença? A economia e a política dos países e dos continentes, a corrupção dos homens que dirigem o esporte, o caráter dos jogadores, os métodos de treinamento, a passividade e a falta de visão da nossa mídia esportiva? Difícil dizer. Talvez um pouco de tudo.

O certo é que é penoso ver o Barcelona, com o Menino da Vila Neymar, vencendo a iluminada Champions League, e no mesmo dia testemunhar o Santos sofrendo para empatar com a Ponte Preta, na mesma acanhada e pouco frequentada Vila Belmiro, caminhando para entrar na zona de rebaixamento do indigente Campeonato Brasileiro. Onde foi que erramos?

Você sabe a resposta? Diga-nos.