Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: julho 2015 (page 1 of 4)

Pelé deve inspirar orgulho

Ao pedir a Gylmar dos Santos Neves uma definição sobre Pelé, o mais nobre dos goleiros sacramentou: “Pelé desequilibrou o mundo!”. Nada mais verdadeiro. Pode-se dividir o futebol em antes e depois de Pelé. Ele mostrou novos caminhos para o esporte, criou parâmetros mais exigentes para o super craque. Pelé era extremamente habilidoso, como muitos antes dele, mas era também um atleta nato, rápido, elástico e forte, tinha inteligência e reflexos acima da média e uma coragem e personalidade que o faziam crescer nos grandes momentos.

Note, querido leitor e querida leitora, que Pelé jogava melhor os jogos mais importantes, justamente o contrário da maioria dos jogadores, que somem, se escondem, borram los pantalones nos desafios cruciais. Recordemos como Pelé se saiu nos seus três maiores jogos: nas finais das Copas do Mundo de 1958 e 1970 e na final do Mundial Interclubes de 1962…

Destaquemos que em dois desses compromissos, em 1958 e 1962, jogava diante da torcida adversária, outro detalhe que tem apequenado muito jogador afamado. Pois bem. Nesses três jogos o Rei do Futebol marcou seis gols, média de dois por partida, e deu três assistências, média de uma por jogo. Ou seja: apenas de seus pés, cabeça e genialidade saíram três gols por partida, o suficiente para definir essa trinca de confrontos decisivos.

Aos 17 anos marcou dois gols na goleada de 5 a 2 sobre a Suécia, um deles de lindíssima feitura, depois de dar um chapéu no zagueiro; aos 22 anos incompletos fez três gols e deu um passe açucarado para Coutinho marcar mais um diante do Benfica, no Estádio da Luz, então o maior da Europa, em outra goleada de 5 a 2, decidindo o Mundial Interclubes, e aos 29 anos e oito meses subiu mais do que o Estádio Azteca para inaugurar o marcador diante da Itália e depois ainda deu os passes para Jairzinho e Carlos Alberto Torres definirem a vitória por 4 a 1 que deu ao Brasil o título mundial e a posse definitiva da taça Jules Rimet.

Perceba que nem estou me referindo aos seus infindáveis gols, vitórias e títulos. Concentrei-me apenas, neste artigo, nos três grandes momentos de sua carreira. Só eles já explicam porque Pelé virou adjetivo, sinônimo de quem é o melhor no que faz. Certo está o intérprete e compositor Gilberto Gil, que canta: “Eu não sou Pelé, nem nada, se muito for sou um Tostão”.

Sim, qualquer jogador de futebol, comparado a Pelé, é uma pulga, um piolho, um tostão. E para nossa benção, Pelé sempre foi santista. Jogou 19 anos pelo Alvinegro Praiano, que se tornou bem mais Glorioso com ele. Por isso, Pelé inspira e deve inspirar, sempre, eterno orgulho a todo santista, a todo brasileiro que cultiva o precioso sentimento da gratidão.

Fiquei sabendo, pelo amigo e editor Marco Piovan, que a loja do Museu Pelé está lançando a camisa retrô de Pelé e do Santos dos anos 60. Creio que seja um dos presentes mais apropriados para o papai santista na data a ser comemorada dia 9 de agosto, domingo. Por isso o blog está com esse banner produzido gentilmente pelo amigo Vítor Queiroz. Clique nele e será direcionado à página que oferece este belo e precioso presente, além de toda uma linha de produtos da grife Pelé.

A loja do Museu Pelé oferece produtos de uma grife exclusiva do Rei do Futebol. Camisas, blusas, agasalhos, chuteiras, sapatilhas, bolas e os livros Primeiro e Segundo Tempo, que contam a magnífica história de Pelé. Ao comprar os artigos da loja, todos de grande beleza e qualidade, e a um preço abaixo do mercado, você também está contribuindo para manter um dos Museus mais importantes dedicados a um atleta e um dos patrimônios históricos da cidade de Santos e do Estado de São Paulo. Não se acanhe de sentir orgulho de Pelé. Vista a sua camisa!

Clique aui para acompanhar as atualizações do Mini Blog da Campanha pela volta do livro Time dos Sonhos

E você, que sentimento tem por Pelé?

Convido-o a revisitar a apaixonante história santista


Neste vídeo, produzido por João Lucca Piovan, explico por que Time dos Sonhos ficou conhecido como A Bíblia do Santista e que tipo de experiência ele proporciona com sua leitura

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas 13 dias para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos


A história é o trampolim

Todos nós temos amigos malas. Ao menos um, todo mundo tem. Digo isso porque também desfruto do convívio de um desses. Sei que é amigo porque já deu provas, já fez e está sempre disposto a fazer algo por mim e meus projetos, mas, por outro lado, parece absorver todas as críticas que fazem a mim e ao meu trabalho, e depois usá-las para me provocar. Ontem, estávamos conversando, por telefone, e ele arriscou: “Mas, Odir, você é um cara meio preso ao passado, não é?”.

Sei que ele disse isso porque estou envolvido nessa campanha de financiamento coletivo do livro “Time dos Sonhos”, pelos livros que escrevi e escrevo e também porque sou curador do Museu Pelé.

Contei até dez, como devemos fazer antes de responder a uma afirmação sem sentido vinda de um amigo, e respondi, pela enésima vez, que apenas gosto de conhecer e entender o passado porque acho que ele é a base, o trampolim para o futuro.

No fundo, acredito que o respeito pela história é uma obrigação das pessoas esclarecidas, mas nunca diria isso a um amigo. Percebo, rotineiramente, que a pesquisa, o cuidado com a busca e a interpretação do fato histórico, iniciativas tão valorizadas nas sociedades desenvolvidas, encontra opositores no nosso Brasil. Fazer o quê?

Bem, mas havia uma pergunta no ar, e meu instinto de repórter não me faz deixar uma questão sem resposta. É evidente que eu poderia responder apenas: “Sou um cara tão preso ao passado como qualquer pessoa que não tenha nascido hoje”. Mas também soaria ofensivo. Então, como meu amigo também é santista e sei muito bem porque ele estava tocando nesse assunto, falei do nosso time:

“Você quer dizer que o passado do Santos não vale nada se o presente está uma droga?”

“É por aí”, respondeu.

“Então, você diria que a Chapecoense é maior do que o Santos?”.

“Não, por que eu diria um absurdo desses?”, retrucou.

“Ora, porque ela está bem à frente do Santos na classificação do Brasileiro, a principal competição do presente”.

Como nada ouvi do outro lado da linha, reforcei que o Santos é maior do que a Chapecoense e do que a maioria dos times que estão à sua frente neste Brasileiro devido, única e exclusivamente, à sua história. “O que é o tão falado ‘peso da camisa’ se não a história, o currículo dessa camisa?”, insisti.

Como o silêncio perdurava, pedi que abrisse o computador na página do UOL e visse a bela matéria sobre o jogador de basquete Vin Baker, ex-astro da NBA, que ganhou cerca de 100 milhões de dólares na carreira e estava tentando recomeçar depois de perder tudo devido ao alcoolismo. “Leia o último parágrafo da matéria”, pedi. Nele, Baker diz:

“Estou com 43 anos e tenho quatro filhos, preciso juntar os cacos. Sou pai. Sou ministro na igreja do meu pai. Tenho que pegar minha história e mostrar que a pessoa pode dar a volta por cima.”

“Notou a ‘palavra chave’?”, enfatizei. “Minha história!”. “É isso que dará forças a Vin Baker para recomeçar sua vida e também é isso que, neste momento, pode dar ao Santos energia para aprender com seus erros e retomar o caminho que leve a novas conquistas”.

“É, acho que é por aí mesmo, Odir…”, finalmente admitiu uma voz quase imperceptível. “Você está certo. Eu estava só te enchendo o saco…”.

“E eu não sei que sua intenção é essa?”, respondi sem conseguir segurar o riso. “Mas agradeço por ter tocado nesse assunto. Acho que vou transformar esse nosso papo em um post no blog. Há outras pessoas que repetem isso que você falou, e essas eu não sei se fazem só para encher o saco, ou se são malas de nascença mesmo.“

Esse amigo, que foi meu repórter em uma das muitas revistas esportivas de vida breve que editei, costuma dizer que sou um dinossauro santista por torcer para o time desde os tempos de Pelé. Ele se orgulha de ter optado pelo Glorioso Alvinegro Praiano no Campeonato Brasileiro de 1995, quando Giovanni & Cia, com seus cabelos vermelhos, só não foram campeões porque o árbitro não deixou.

A última coisa que gostaria de ser é um desmancha-prazeres de santistas, mas qualquer dia vou lembrar a este amigo que a dramática virada sobre o Fluminense, no Pacaembu, no dia em que o time não desceu para o vestiário no intervalo, completa 20 anos neste 2015. Ou seja, para a garotada que torce para o Santos desde a geração de Robinho e Diego, ou de Neymar e Ganso, este meu amigo já é um “tiozinho”, um sério candidato a ser taxado como alguém “preso ao passado”.

Revisitando a apaixonante história santista


Neste vídeo, produzido por João Lucca Piovan, explico por que Time dos Sonhos ficou conhecido como A Bíblia do Santista e que tipo de experiência ele proporciona com sua leitura

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas duas semanas para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos

E pra você, respeitar a história do Santos é viver preso ao passado?


Detalhes…

Você, que me acompanha há mais tempo, sabe que não uso óculos cor-de-rosa. Talvez, às vezes, até exagere nas críticas, como todo torcedor. Inicio o texto com este aviso porque abordarei o desempenho do Santos no Campeonato Brasileiro de um ângulo que passará a impressão de que estou sendo muito otimista. Meu objetivo, porém, como sempre, é apenas destacar um aspecto que tem passado despercebido a muitos.

Estranhamos o fato de o Santos ter sido campeão paulista e depois estar cumprindo campanha deplorável no Campeonato Brasileiro, bem aquém das equipes que brigam pela liderança da competição. O Brasileiro teria revelado uma verdade que permaneceu submersa no Paulista. O verdadeiro Santos é este: coadjuvante, inferior… Mas, será mesmo?

Faço esta pergunta depois de analisar a classificação do campeonato nacional e relembrar a atuação do Santos contra os times que hoje compõem o G4: do líder Atlético/MG ele arrancou um empate em Minas Gerais, em partida na qual esteve vencendo; do segundo colocado, Corinthians, ele tirou os três pontos ao derrotá-lo na Vila Belmiro; do terceiro, Palmeiras, ele perdeu pela diferença mínima, em partida equilibrada, no campo do adversário, e do quarto colocado, Sport, ele só não venceu porque deu uma bobeada no último lance do jogo, na Vila.

Veja, amigo leitor e amiga leitora, que estou falando do desempenho do Santos contra os quatro melhores times do Brasileiro. Então, se o Alvinegro Praiano consegue jogar de igual para igual com as equipes de melhor performance, por que está tão mal colocado na tabela? Bem, aqui entramos nas teorias, e cada um tem uma. Como coordenador do blog darei a minha, mas estou ansioso para conhecer a opinião de todos, algumas delas, certamente, mais abalizadas do que a deste humilde escriba.

No aspecto técnico, confesso que alguns jogadores, como o goleiro Vladimir e o volante Lucas Otávio, jamais me convenceram como titulares. A opção de insistir com Victor Ferraz na lateral-esquerda também me pareceu desastrosa. Ao menos essas falhas foram corrigidas por Dorival Junior.

Quanto à formação tática, creio que insistir com três atacantes até nos jogos fora de casa tem sido uma temeridade que já tirou muitos pontos do Santos. Acho que é possível manter um time razoavelmente ofensivo com a formação 4-4-2, desde que ao menos dois jogadores do meio de campo, além dos laterais, possam apoiar o ataque. Espero que o Santos seja um pouco mais precavido diante do Flamengo, no próximo domingo, e contra o Atlético Paranaense, nos dois jogos fora de casa antes do final do primeiro turno.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que admito essas deficiências santistas, digo que não vejo nada tão melhor nas outras equipes. Infelizmente, como muitos jornalistas esportivos já têm enfatizado, o futebol brasileiro está nivelado por baixo. Mesmo os chamados times grandes contam com jogadores que em outros tempos não ocupariam sequer seu banco de reservas. Há uma angustiante escassez de talentos e isso também traz um prejuízo estético desesperador. Os jogos se tornam feios, amarrados, recheados de escolhas erradas, pois sem craques, além da beleza, fica faltando a sabedoria que torna o futebol simples e harmonioso.

Estou careca de saber que o “se” não existe, mas veja, querido leitor e querida leitora, que se o Santos tivesse um pouco mais de eficiência e mesmo sorte, hoje estaria bem mais próximo dos quatro times que comandam o Brasileiro, pois no confronto direto com os mesmos o Alvinegro Praiano mostrou que poderia vencê-los.

Obviamente, além da técnica e da tática, há outros fatores que influem no rendimento de uma equipe, e estes vêm da direção do clube. Agremiações bem administradas, sem os traumas financeiros que desestabilizam jogadores e comissão técnica, costumam ter a tranqüilidade e a confiança necessárias para obter performances melhores. E, como se sabe, o Santos vive momentos tortuosos advindos dos fluxos e refluxos do caixa.

De qualquer forma, este final de turno pode ser um divisor de águas. Caso vença seus jogos em casa, diante de Coritiba e Vasco, e ainda consiga roubar pontos preciosos de Flamengo e Atlético Paranaense, quem sabe o Santos não faça um segundo turno de recuperação, conquistando vitórias que até agora foram perdidas por detalhes.

E pra você, quais são os detalhes que têm prejudicado o Santos?

Reconstruindo o livro Time dos Sonhos

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas 15 dias para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos


Um terço da meta cumprida

Mesmo com os desfalques de Ricardo Oliveira, suspenso, e Lucas Lima, com febre, o Santos venceu o Joinville sem grande dificuldade, por 2 a 0, com dois gols de Gabriel, e assim cumpriu um terço de sua meta para se afastar da zona de rebaixamento ainda no primeiro turno. Os outros dois terços seriam vitórias sobre o Coritiba e o Vasco, com mando de campo santista. A equipe ainda jogará fora de casa diante do Flamengo, no próximo domingo, e do Atlético Paranaense, mas como o Santos costuma perder todas as partidas no campo do adversário, um planejamento realista não pode contar com nenhum ponto nesses dois jogos.

Seria preciso errar demais para não vencer o Joinville. O time de Santa Catarina é muito fraco. Além de ter alguns jogadores bem limitados, o técnico Adilson Batista ainda adotou uma tática temerária, adiantando o time, o que proporcionou a Gabriel marcar dois gols antes dos 20 minutos de partida (aos 3 e 18 minutos). Porém, por mais frágil que fosse o adversário, a verdade é que o Santos deu alguma sopa para o azar ao se afobar em busca do terceiro gol, o que abriu alguns buracos em sua defesa.

Por que Werley e David Braz precisam ir ao ataque, nas bolas paradas, se o jogo está tranqüilo e a única chance de o adversário chegar ao gol é justamente nessas avançadas dos defensores santistas? Isso ocorreu algumas vezes no segundo tempo, mas logo Dorival Junior reforçou o meio-de-campo, com as entradas de Elano no lugar de Geuvânio e de Serginho no de Nilson, tirando qualquer possibilidade de reação da equipe catarinense.

O horário das 11 horas da manhã e as promoções feitas pelo clube deram certo e a Vila Belmiro recebeu um bom público na manhã de domingo. Um público que vibrou com os gols de Gabriel, mas que prendeu a respiração cada vez que a bola era atrasada para Werley e David Braz. Por falar em Gabriel, o garoto saiu com uma distensão na coxa e terá de se submeter a tratamento para poder enfrentar o Flamengo, no próximo fim de semana.

Sobre os destaques da partida, fico com Gabriel, obviamente, pelos dois gols e a boa movimentação; com o surpreendente Paulo Ricardo, mais maduro a cada partida e uma ótima opção para o meio-de-campo, e com o veterano Renato, um jogador que supre a falta de físico e de fôlego com uma boa dose de neurônios.

Finalmente à frente de Cuba

Os primeiros Jogos Pan-americanos que me chamaram a atenção foram os de Winnipeg, Canadá, em 1967. Durante muito tempo guardei uma revista que trazia a foto dos 11 medalhistas de ouro do Brasil, gente boa como o velejador Joerg Bruder, o tenista Thomaz Koch e o nadador Silvio Fiolo. Mas depois daquela edição dos Jogos, em que o Brasil terminou em terceiro lugar, com quatro medalhas de ouro a mais do que Cuba, veio um período interminável em que a pequena ilha, que usava o esporte como meio de propaganda política, chegou até a rivalizar com os Estados Unidos.

Na minha primeira cobertura internacional, dos Jogos Pan-americanos de San Juan, Porto Rico, em 1979, testemunhei de perto o esforço que a delegação de Cuba fazia para competir com os capitalistas norte-americanos. Numa tarde, fugindo da chuva, entrei em um ginásio no qual um levantador de peso de Cuba estava batendo mais um recorde pan-americano. Era evidente que seu governo se valia da ajuda da União Soviética e dos países comunistas do Leste Europeu para se destacar em modalidades que distribuíam muitas medalhas. Em San Juan o Brasil ficou apenas em quinto lugar, com nove medalhas de ouro e 39 no total. Cuba ficou em segundo, com 64 de ouro e 145 no total. A distância era abissal.

Em 1991, nos Jogos de Havana, finalmente o governo cubano realizou o sonho de superar os Estados Unidos, com 140 medalhas de ouro e 265 no total, contra 130 de ouro e 352 no total dos norte-americanos. Quanto ao Brasil, apesar do brilho do velocista Robson Caetano, ouro nos 100 e nos 200 metros, e da vitória do basquete feminino, ficou novamente em quarto lugar, com 21 de ouro e 79 no total.

Nem mesmo no Pan do Rio, em 2007, o Brasil logrou ultrapassar os cubanos. Ganhou mais medalhas (157 contra 135), mas perdeu na quantidade de medalhas de ouro (52 a 59), o critério adotado para a classificação oficial. O mesmo ocorreu em Guadalajara, em 2011. No geral a delegação brasileira já era mais completa, se colocava melhor em um maior número de provas, mas os cubanos continuavam com mais vitórias.

Escrevo este post ao meio-dia e meia de domingo, quando o Brasil já garantiu o terceiro lugar em Toronto, com 41 medalhas de ouro, cinco a mais do que Cuba. É um marco. Em que pese a atuação decepcionante de algumas modalidades, como o atletismo, que ganhou apenas uma medalha de ouro e deveria ter ganhado uma dezena, o esporte brasileiro mostrou uma evolução natural, bem diferente do crescimento forjado pelo regime político de Cuba.

Faltam 17 dias para terminar a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas 17 dias para encerrar a campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos, que ficou conhecido como A Bíblia do Santista. Da meta de R$ 70 mil reais foram arrecadados, até a manhã deste sábado, R$ 9.820,00, ou 14% do total.

Tenho recebido e-mails de amigos e leitores do blog perguntando se devem entrar na campanha, pois como a meta não deverá ser alcançada, temem que o livro também não será ser impresso. A eles tenho informado que Time dos Sonhos será reimpresso e as recompensas serão dadas como estão sendo previstas. Portanto, devem participar, sim, e já agradeço antecipadamente por isso.

A meta de R$ 70 mil foi colocada para suprir todas as despesas materiais e de mão-de-obra de uma edição de 3.000 exemplares de 528 páginas, capa dura e fino acabamento. Como Time dos Sonhos já vendeu sete mil exemplares e ainda havia um bom interesse pela obra, a tiragem parecia razoável. Se o valor não for arrecadado, obviamente será preciso reajustar a quantidade de exemplares impressos e provavelmente contar com um aporte financeiro do autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala.

Se estou decepcionado? Claro que não. Tenho conhecido mais, a cada dia, sobre as características do mercado brasileiro de livros. Saiba, querido leitor e querida leitora, que segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio – Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos brasileiros não leram nenhum livro em 2014. Então, lidar com livros, no Brasil, é ser meio sonhador.

Porém, assim como sou grato ao Santos pelas alegrias que já me proporcionou, principalmente na infância e adolescência, da mesma forma sou e serei eternamente agradecido aos livros, meus grandes educadores, amigos de todas as horas que me abriram e me abrem um mundo de conhecimento, reflexão e aventura a cada página. Sei que eles podem mudar pessoas, países, a humanidade. A respeito, há uma poesia lapidar de Castro Alves, o rei de nossos poetas, que diz o seguinte:

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Há coisa de um mês um rapaz me disse que o primeiro livro que ele leu foi “Pedrinho escolheu um time”. Ouvir algo assim não tem preço. Acredito que por meio de livros que tratam de assuntos específicos, de grande interesse de um grupo particular de pessoas, como é o caso dos que falam da história do Santos, ao menos é possível estimular o gosto pela leitura dentre os santistas. O gosto pela leitura e o gosto pela história do time mais fascinante do planeta.

Bem, mas a campanha ainda continua e você ainda pode participar. Há vários valores e recompensas, mas destaco que com apenas 70 reais você terá um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará de presente o seu nome no último capítulo do livro. Pense sobre isso:

Clique aqui para garantir o seu exemplar de Time dos Sonhos por um preço promocional e ainda ganhar de presente o seu nome impresso no último capítulo do livro.

E você, acha que pelo que mostrou contra o Joinville, o Santos se afastará da zona do rebaixamento antes do final do primeiro turno?


Neste clássico da Z4, só a vitória interessa


“O Joinville tem qualidades e o jogo será dificílimo”

Neste domingo, às 11 horas da manhã, em uma Vila Belmiro que deverá estar lotada – pela praticidade do horário e também pelas muitas promoções feitas pela diretoria santista – Santos e Joinville jogarão uma partida de vida ou morte, um autêntico clássico da zona de rebaixamento. Se vencer, o Santos de Dorival Junior poderá colocar o nariz d’água, mas a vitória também é o objetivo do time catarinense dirigido por Adilson Batista.

Com a volta de Lucas Lima, que estava suspenso, mas sem Ricardo Oliveira, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras, o Santos deverá entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Paulo Ricardo, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Nilson e Geuvânio.

Dos garotos que podem atuar como volantes, técnico Dorival Junior tem preferido Paulo Ricardo a Thiago Maia e Lucas Otávio. E no ataque ele dará uma ótima oportunidade a Nilson, jogador indicado por Serginho Chulapa. Vamos ver… Em uma única jogada centroavantes podem queimar nossa língua. Espero que seja o caso desse desconhecido Nilson.

A vitória é imprescindível e deve fazer parte de um plano que inclui outras duas antes do final do turno, o que fará o Santos afastar-se da zona de rebaixamento, mas o problema é que o Joinville começou a jogar melhor e também vem a Santos com o sonho dos três pontos.

Sem Lucas Crispim, jogador santista emprestado ao time catarinense, Adilson Batista escalará seu time com Agenor, Naldo (Arnaldo), Guti, Douglas Silva e Rogério; Anselmo, Fabrício, Marcelo Costa e William Popp; Marion e Silvinho. A arbitragem será de Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Marcio Eustaquio S Santiago e Marcus Vinicius Gomes.

Faltam 18 dias para terminar a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas 18 dias para encerrar a campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos, que ficou conhecido como A Bíblia do Santista. Da meta de R$ 70 mil reais foram arrecadados, até a manhã deste sábado, R$ 9.450,00, ou 13% do total.

Tenho recebido e-mails de amigos e leitores do blog perguntando se devem entrar na campanha, pois como a meta não deverá ser alcançada, temem que o livro também não será ser impresso. A eles tenho informado que Time dos Sonhos será reimpresso e as recompensas serão dadas como estão sendo previstas. Portanto, devem participar, sim, e já agradeço antecipadamente por isso.

A meta de R$ 70 mil foi colocada para suprir todas as despesas materiais e de mão-de-obra de uma edição de 3.000 exemplares de 528 páginas, capa dura e fino acabamento. Como Time dos Sonhos já vendeu sete mil exemplares e ainda havia um bom interesse pela obra, a tiragem parecia razoável. Se o valor não for arrecadado, obviamente será preciso reajustar a quantidade de exemplares impressos e provavelmente contar com um aporte financeiro do autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala.

Se estou decepcionado? Claro que não. Tenho conhecido mais, a cada dia, sobre as características do mercado brasileiro de livros. Veja, querido leitor e querida leitora, que segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio – Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos brasileiros não leram nenhum livro em 2014. Então, lidar com livros, no Brasil, é ser meio sonhador.

Porém, assim como sou grato ao Santos pelas alegrias que já me proporcionou, principalmente na infância e adolescência, da mesma forma sou e serei eternamente agradecido aos livros, meus grandes educadores, amigos de todas as horas que me abriram e me abrem um mundo de conhecimento, reflexão e aventura a cada página. Sei que eles podem mudar pessoas, países, a humanidade. A respeito, há uma poesia lapidar de Castro Alves, o rei de nossos poetas. Diz ela:

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Há coisa de um mês um rapaz me disse que o primeiro livro que ele leu foi “Pedrinho escolheu um time”. Ouvir algo assim não tem preço. Acredito que por meio de livros que tratam de assuntos específicos, de grande interesse de um grupo particular de pessoas, como é o caso dos que falam da história do Santos, ao menos é possível estimular o gosto pela leitura dentre os santistas. O gosto pela leitura e o gosto pela história do time mais fascinante do planeta.

Bem, mas a campanha ainda continua e você ainda pode participar. Há vários valores e recompensas, mas destaco que com apenas 70 reais você terá um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará de presente o seu nome no último capítulo do livro. Pense sobre isso:

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Homenagem deste blog à Seleção Brasileira campeã pan-americana e à ex-santista Maurine, que no primeiro toque na bola marcou o gol olímpico que definiu a partida. Veja:

E você, o que espera do Santos nesta manhã de domingo?


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