Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: agosto 2015 (page 1 of 5)

Obrigado Ricardo Oliveira!

Figueirense é o adversário nas quartas!

Sorteio realizado há pouco na sede da CBF definiu que Santos pegará o Figueirense nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Caso passe pelo time catarinense, o adversário do Alvinegro Praiano na semifinal será o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco. Os outros jogos das quartas reunirão Palmeiras x Internacional e Grêmio x Fluminense.

A ordem dos mandos de campo será definida logo mais, às 14 horas, em sorteio na CBF.

A única diferença entre o futebol mostrado pelo Santos e pelo Cruzeiro, no jogo do Mineirão, foi o gol de Ricardo Oliveira. Um golaço, no finalzinho do primeiro tempo, em um chute de esquerda, de fora da área, que entrou no ângulo do gol de Fábio. No mais, o Santos se defendeu, tocou a bola e esperou o tempo passar. Não jogou bem como vinha fazendo, mas venceu sua primeira partida fora de casa neste Campeonato Brasileiro e pode entrar definitivamente na briga pelo G4 se voltar a somar três pontos contra o Chapecoense, quinta-feira, na Vila Belmiro.

Depois de pressionado nos quinze minutos iniciais do jogo, o Santos conseguiu ter mais posse de bola e criar algumas jogadas ofensivas. Numa delas, Neto Berola chegou centímetros depois de Fábio, em um passe de Lucas Lima que poderia ter gerado o primeiro gol santista. Gol que surgiu de uma maneira inesperada, em um chute de longa distância de Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Victor Ferraz, tocou para o lado e encheu o pé. Uma pintura!

No segundo tempo, o Santos voltou a ser aquele time preguiçoso e defensivo que costuma ser quando atua fora de casa. Sua única chance foi outro chute de Ricardo Oliveira que passou raspando a trave.

Dorival Junior fez três substituições: tirou Neto Berola para colocar Leandro; Thiago Maia para por Lucas Otávio, e Lucas Lima para fazer entrar Léo Cittadini. Elas não mudaram o jogo. Mesmo com Fabrício expulso aos 40 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro continuou pressionando até o fim, incentivado por sua torcida – que já deve estar preocupada com a possibilidade do rebaixamento.

Atuações dos Santistas

Vanderlei – Firme, tranqüilo, mas pouco exigido. 6,5.
Victor Ferraz – Seguro, apoiou pouco, mas marcou melhor. 6,5.
David Braz – Dessa vez, não deu sustos. 6,5.
Gustavo Henrique – Bem no alto, bem no chão. 7,5.
Zeca – O ponto fraco da defesa. Deu umas três bobeadas. 5.
Renato – Calma, experiência e segurança no meio-campo. 7.
Thiago Maia – Apareceu pouco, mas foi eficiente. 6,5.
Lucas Lima – Muito bem marcado, ainda conquistou a bola e criou jogadas. 7.
Marquinhos Gabriel – Estava indo bem quando entrava no transcorrer do jogo. Dessa vez que começou desde o início, ficou devendo. Perdeu contra-ataques e desperdiçou jogadas. Mas, taticamente, foi útil, ajudando na marcação. 6,5.
Ricardo Oliveira – Pegou pouco na bola, mas decidiu o jogo. Além do gol, ajudou na marcação. 8.
Neto Berola – Não soube como usar sua velocidade. Mais baixos do que altos. 5,5.
Dos jogadores que entraram, Leandro apareceu mais, porém não se pode dizer que jogou bem. Fez faltas bobas ao ajudar a defesa e não teve fôlego nas jogadas ofensivas em profundidade. 5,5. Lucas Otávio só deu trombadas, assim como Leó Cittadini. Como tiveram pouco tempo, ficam sem nota.
Dorival Junior – Não quis arriscar e buscou, perigosamente, segurar a vantagem mínima. Pouco ousado, poderia ser castigado no final com o empate. Mesmo assim, pela vitória, 6.

A história desse time precisa ser preservada

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

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E você, o que achou da vitória do Santos sobre o Cruzeiro?


Entre o G4 e o Z4




Um Santos feliz ao cair da tarde, por Ricardo Saibun.

Entre o G4 e o Z4


Esta vitória contra o Cruzeiro, no Mineirão, marcou a arrancada do Santos no Brasileiro de 2002. O time de Minas também era treinado por Luxemburgo.

Mesmo sem Gabriel, machucado, e Geuvânio, suspenso, o Santos pode fazer um jogo contra o Cruzeiro, domingo, às 18h30, no Mineirão e, no caso de uma vitória, se aproximar do G4. Por outro lado, uma derrota faria o time se preocupar novamente com a zona de rebaixamento.

Marquinhos Gabriel vai entrar e tem jogado bem. A outra vaga é mais problemática. O técnico Dorival Junior prefere Leandro, cuja contratação ele pediu, ou Neto Berola, mas a maior parte da torcida prefere Rafael Longuine. Eu acho que Longuine está mais em forma, Berola é mais rápido, mas Leandro tem mais potencial. Passo a responsabilidade da escolha para a técnico.

Com Gabriel e Geuvânio, o Santos é mais rápido nos contra-ataques e mais perigoso no geral. Ambos, mais Ricardo Oliveira e Lucas Lima, formam um dos melhores sistemas ofensivos do Campeonato Brasileiro. Sem os dois garotos, não sei se o ideal é manter a fórmula de três atacantes. Talvez, com a entrada de Paulo Ricardo no meio, este setor ficasse mais protegido e fosse possível liberar Lucas Lima e Marquinhos Gabriel, que poderiam flutuar entre o meio e o ataque, bagunçando a defesa adversária.

O certo é que o jogo pode ajudar a decidir as pretensões do Santos para o restante do campeonato. Como está exatamente na metade do caminho entre o G4 e o Z4 – a seis pontos de um e outro –, uma vitória no Mineirão pode valer muito na briga por uma vaga na Copa Libertadores. Claro que ainda há a possibilidade de se conquistar a Copa do Brasil e garantir a vaga, mas se é possível, também, lutar por ela no Brasileiro, por que não?

Cruzeiro e Luxa na corda bamba

O Cruzeiro atual não é mais o bicho-papão que se tornou bicampeão brasileiro. O elenco foi reformulado para pior. O técnico Vanderlei Luxemburgo está com dificuldade para encontrar o time ideal e a torcida já está pegando no seu pé. Por isso, é previsível que o time mineiro não jogue fechado, dando ao Santos espaços e oportunidades para chegar ao gol.

Leio em matéria do jovem Lucas Musetti, colaborador do jornal A Tribuna de Santos, que o Cruzeiro enfrentou o Palmeiras com seis jogadores que já atuaram no Santos, entre eles Mena, Leandro Damião, Henrique e Charles. Talvez aí se explique a má fase do time de Minas. Espero que os ex-santistas voltem a ser escalados domingo.

Coquetel com os astros e frete pago do livro Time dos Sonhos

Um dia desses, um comprador do livro Time dos Sonhos, nessa campanha de pré-venda da Kickante que está entrando nas duas últimas semanas, perguntou-me se o valor do frete já estava incluído no preço das recompensas. Na hora me deu um branco e não soube responder. Chequei com o pessoal da Kickante e confirmei que sim, o frete está incluído no preço. Quem participar da campanha receberá o livro no endereço que quiser, sem nenhum custo adicional.

Outra novidade é que estamos fechando o coquetel de lançamento e o bate-papo com os pesquisadores do Santos no Museu Pelé, em outubro, com a presença dos jogadores lendários que atuaram no Time dos Sonhos. Assim, os participantes da campanha terão também a oportunidade de conhecer o Museu e conversar pessoalmente com aqueles que atuaram no melhor time de todos os tempos.

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E você, o que espera do Santos contra o Cruzeiro?


Barba e Cabelo

Este é o filme do Rachid. Mostra a torcida do Santos em Itaquera. Veja até o fim:

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Barba e Cabelo

Nos tempos idos diziam que o time fazia barba e cabelo no outro quando ganhava tanto no jogo de aspirantes, quanto no principal. Empresto essa expressão para saudar o Santos, que derrotou o líder do Campeonato Brasileiro na Vila Belmiro e no Itaquerão. E o melhor é que jogou no campo do adversário como se estivesse em casa, vencendo por 2 a 1, sem sustos, classificando-se para as quartas-de-final da Copa do Brasil e deixando algumas evidências que só não vê quem não quer:

1 – Dá para jogar fora de casa tão bem como na Vila. O técnico Dorival Junior teve mérito nisso, sem dúvida, mas contou com a colaboração dos jogadores, que se doaram na marcação sem a bola, e tocaram rápido quando a tinham. Nó tático no afamado treineiro adversário.

2 – Dá para mandar jogos em um estádio da capital e ser tão bem-sucedido como na Vila. Se com a grande maioria da torcida contra, o time se impôs, é fácil imaginar o que não faria se tivesse 95% dos torcedores a favor. É preciso negociar com a Prefeitura de São Paulo a parceria com o Pacaembu. Se quiser, mesmo, sai negócio, e muito bom para o Santos.

3 – No futebol, o Santos sempre vai equilibrar com os melhores do Brasil. No dia em que também fora de campo for melhor administrado, com mais ousadia, competência e visão, voltará a produzir grandes façanhas.

4 – Boa parte da imprensa esportiva deve ficar triste ao constatar que o Santos é que tem jogado o melhor futebol nos últimos dias. Os dois queridinhos da mídia foram eliminados ontem da Copa do Brasil. O time do Guerrero caiu diante do Vasco. E o pior, para eles, é que o Corinthians não tem um craque. Um dos poucos que trata bem a bola é Renato Augusto. Mas não dá para engraxar as chuteiras de Lucas Lima.

5 – Esta vitória, no campo do adversário, é uma amostra do que o Santos pode fazer. Comecemos a associar o Alvinegro Praiano com grandes estádios, grandes platéias, patrocinadores poderosos, dezenas de milhares de associados e dinheiro para dar e vender. Este é o Santos Gigante que o santista não pode deixar morrer nos seus sonhos. Nada de se apequenar, de se restringir ao seu bairro. O Santos é do mundo!

Atuações dos santistas

Vanderlei – Não foi muito exigido, mas quando o foi, se saiu bem. 7.
Victor Ferraz – Atento, com ótimo controle de bola, rápido, fez uma de suas grandes partidas. 7,5.
David Braz – Discreto, mas seguro. Não bobeou. 7.
Gustavo Henrique – Formou uma dupla eficiente com David Braz. 7.
Zeca – Boa atuação. Só se descuidou das costas no gol corintiano. 6,5.
Renato – Sua experiência valeu. Organizou a marcação no meio. Sabe o que faz com a bola. Mas de uma cruzada de bola sua saiu o gol do adversário. 6,5.
Thiago Maia – O que ainda lhe falta de experiência, sobra de garra e vontade. Deu o passe para Marquinhos Gabriel no segundo gol. 7.
Lucas Lima – O maestro do time. Se Dunga viu bem o jogo, LL saiu da partida como titular da Seleção Brasileira. 8.
Gabriel – Gol de grande oportunismo. Vinha mujito bem até se machucar. 7,5.
Ricardo Oliveira – Experiência, presença de área e um golaço. 7,5.
Geuvânio – Caiu no segundo tempo, mas enquanto teve fôlego, criou muitas jogadas. Deu lindo passe para o gol de Gabriel. 7,5.
Dos jogadores que entraram, o melhor foi Marquinhos Gabriel, que se apresentou para o jogo e deu passe perfeito para o gol de Ricardo Oliveira. 7,5. Leandrinho entrou meio sonado, mas merece um 6. Pior foi Chiquinho, sem ritmo, que cismou de dar um calcanhar no meio-campo e quase ajuda o adversário a empatar a partida.
Dorival Junior – Está amadurecendo como técnico. Derrotou o decantado Tite duas vezes. Ontem, fatiou o rival. Não caiu na cômoda armadilha de colocar o time na defesa. Botou seus rapazes para comandar no Itaquerão. Merece um 8.

Corinthians 1 x 2 Santos
Itaquerão, 26/08/2015, 22 horas
Jogo de volta das Oitavas-de-final da Copa do Brasil
Público e renda: 37.338 pagantes e R$ 2.353.824,50.
Corinthians: Cássio; Edílson, Felipe (Edu Dracena), Gil e Uendel; Ralf e Bruno Henrique (Cristian); Matheus Pereira (Romero), Renato Augusto e Malcom; Vagner Love. Treinador: Tite
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato e Thiago Maia (Leandrinho); Gabriel (Marquinhos Gabriel), Lucas Lima e Geuvânio (Chiquinho); Ricardo Oliveira. Treinador: Dorival Júnior.
Gols: Gabriel aos 14 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 18 e Romero aos 28 do segundo.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), auxiliado por Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Márcio Eustáquio S Santiago (Especial 1 – MG).
Cartões Amarelos: Bruno Henrique, Felipe, Vagner Love, Ricardo Oliveira e Lucas Lima.

E você, o que achou de Santos 2 x 1 Corinthians?

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Segredo é jogar sem medo


O último jogo entre os dois, no Itaquerão, foi assim.


Ricardo Oliveira: “Vamos para fazer um grande jogo e vencer”.

Hoje é dia de jogo decisivo contra o maior rival e no campo deste. Natural que muitos santistas fiquem nervosos. Mas os jogadores têm de estar apenas motivados, sem qualquer temor. O medo prende as pernas, os músculos, e diminui o rendimento. Um atleta precisa gostar desses momentos definitivos, que definem o grande jogador.

Nos dois anos em que convivi com o preparador físico Nuno Cobra, como ghost writer do livro “Semente da Vitória”, que se tornaria o maior best seller na história dos livros sobre esporte no Brasil, ouvi dele muitos conceitos interessantes. Sobre o medo antes de uma competição, Nuno dizia: “O atleta só deve ter medo de sentir medo”.

Sim, porque, como eu disse, o medo trava, ele impede que você desenvolva todo o seu potencial. A melhor atitude é a da alegria e da motivação por estar vivendo momento tão especial. Nesse particular, o tenista Jimmy Connors era um exemplo. Ele adorava ganhar, mas também adorava competir. É este o sentimento que o jogador do Santos deve levar a campo esta noite, no estádio do Corinthians.

Lembro-me até hoje quando, finalmente, depois de uma viagem exaustiva e cheia de escalas, pousei minha mala no quarto do hotel Hollyday Inn de San Juan de Porto Rico e me deparei, além da enorme janela, com um pedaço de mar em que lanchas desfilavam e esquiadores compunham com o céu azul do fim de tarde. Uma visão linda e acolhedora. Estar ali era o momento mais importante daquele meu início de profissão, e me dediquei com tanto afinco à cobertura dos Jogos Pan-americanos que, ao lado do amigo Castilho de Andrade, conquistamos o Prêmio Esso de 1979 com aquele trabalho. Espero que os santistas tenham a mesma sensação, hoje, quando pisarem na moderna arena do adversário. A sensação de estarem participando de algo importante, que vai lhes exigir o máximo do físico e da mente.

O resultado obtido na Vila Belmiro dá muitas opções ao Santos hoje. Pode até perder por um gol de diferença, resultado que seria normal em outra circunstância. Porém, será um jogo atípico, em que o adversário terá de ter energia para abrir e manter uma boa vantagem, mas, ao mesmo tempo, o confronto poderá ser definido com um ou mais gols santistas. Enfim, será um duelo daqueles que deixarão minha mão gelada. Nessas horas eu entendo perfeitamente quando um jogador diz que é bem melhor jogar do que ficar torcendo do lado de fora.

Técnica, garra e tranqüilidade

Hoje, como sempre, é importante evitar os erros bobos, as falhas que dão vantagens gratuitas ao adversário. Também é essencial lutar pela posse da bola, ocupar cada espaço do gramado, dificultar a armação de jogadas do oponente. Porém, é preciso se empenhar fisicamente sem perder a serenidade psicológica. Hoje o santista não pode importunar o árbitro e nem revidar as possíveis entradas desleais do adversário. Pior do que sofrer um gol é ter um jogador expulso, pois isso desequilibraria as forças.

É preciso, também, ter humildade para marcar bem os principais jogadores do alvinegro paulistano. Elias, Renato Augusto e Vagner Love precisam de atenção redobrada. Por outro lado, quando tiver a bola, o Santos deve ser o que tem sido: um time com volúpia de gol, motivado para penetrar na meta adversária. Com espaço para os contra-ataques, Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, apoiados por Lucas Lima, devem ter mais de uma oportunidade. Basta caprichar na hora da conclusão.

Caso se mantenha determinado, porém tranqüilo, o Santos poderá se aproveitar das muitas circunstâncias que lhes serão oferecidas. O adversário, por sua vez, passará o tempo todo sobressaltado com a possibilidade de sofrer um gol, o que tornaria sua missão ainda mais difícil. Assim, é um jogo para a experiência de Ricardo Oliveira, para a criatividade de Geuvânio e a fome de gol de Gabriel. É também um jogo para a versatilidade de Lucas Lima, para as avançadas de Victor Ferraz e, quem sabe, para mais um gol surpreendente do garoto Thiago Maia, ou mesmo do veterano Renato. Ou ainda, em uma bola parada, do zagueiro David Braz.

Não acredito que a arbitragem entrará com a intenção de ajudar o time da casa e também não creio que a grama da defesa do Santos será mais molhada do que a do resto do campo. Porém, estamos no Brasil, terra da corrupção. Não custa nada ficar esperto.

A história é cíclica

Em 17 de novembro se comemorará 80 anos do primeiro título paulista do Santos. Naquele dia, em 1935, o Alvinegro Praiano fez um jogo decisivo no Parque São Jorge e, contra os prognósticos da crônica esportiva paulistana, saiu com a vitória por 2 a 0, gols de Raul no primeiro tempo e Araken no segundo. Uma vitória épica, contra um adversário poderoso e no campo deste. As duas equipes podiam ser campeãs. As circunstâncias favoreciam o rival, que jogava em casa, mas o Santos queria muito aquele título e não teve medo de conquistá-lo.

Um dos motivos que me faz gostar da história, é que ela se repete. Conhecer o passado é, em parte, adivinhar o futuro. Penso no jogo de hoje como os santistas devem ter pensado no enorme desafio de quase 80 anos atrás. Com a diferença de que hoje sabemos que para o Santos façanhas assim não são nenhuma novidade. O time acabou escrevendo uma história de coragem, determinação e sucesso, independentemente do estádio em que atue.

Coloque o nome do seu santista mais querido na história do Santos

Seu pai? Seu filho? Sua mulher? Seu melhor amigo? Quem é o grande santista da sua vida, o seu companheiro nas vitórias e nas derrotas, nas horas boas e más de torcedor? Pois saiba que você pode dar a ele um presente inesquecível, incluindo o seu nome na história do Santos. Com apenas 70 reais você terá direito a um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará o nome completo – de quem você quiser – no último capítulo do livro.

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E você, o que espera de Corinthians e Santos no Itaquerão?


Jogo se decide no campo


Vanderlei está pronto para o duelo (Ivan Storti/ Santos FC)

Comunicado da Diretoria

Venda de ingressos para torcedores do Peixe para o jogo contra o Corinthians começa nesta terça-feira (25) na Vila Belmiro

A venda de ingressos para o jogo Corinthians e Santos FC, pela Copa do Brasil, que será realizado nesta 4ª feira (26), às 22h00, na Arena Corinthians, começa nesta terça-feira (25), das 12 às 18 horas, para torcedores do Peixe, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Como o mando do jogo é do Corinthians, os 1.700 ingressos disponibilizados já virão confeccionados, com a grande maioria (80 %) dos ingressos no valor de inteira, motivo pelo qual o sócio do Peixe, conselheiro, proprietários de cadeiras cativas, especiais e camarotes não usufruirão do direito da meia entrada.

Se ainda restarem ingressos, as entradas seguirão à venda na 4ª feira (26), dia do jogo, das 10 às 13 horas, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Jogo se decide no campo

Um jogo de futebol se decide no campo, não nas arquibancadas. Isso não quer dizer que a torcida não tenha nenhuma participação. Sim, ela influi. Geralmente para o bem, mas às vezes para o mal. Quando torna o time de casa ansioso, com pressa de marcar gols, às vezes provoca falhas que podem ser exploradas pelo adversário, como as equipes argentinas já mostraram várias vezes em jogos no Brasil. Nesta quarta-feira, no Itaquerão, o Santos deve ser um time cerebral e guerreira, como uma equipe argentina, mas sem esquecer sua alma brasileira, com faro de gol.

Hoje, muitos santistas, influenciados por depoimentos de técnico e jogadores, vivem com a estranha e perigosa sensação de que o Alvinegro Praiano só consegue jogar bem na Vila Belmiro. Isso não é verdade. Nunca foi. As melhores exibições da história do Santos ocorreram no campo do adversário, com torcida contra – torcida que era seduzida gradativamente e no final da partida estava a favor, batendo palmas, conquistada pela beleza e a eficiência do futebol santista.

Ganhar jogos seguidos na Vila Belmiro e afastar-se da zona de rebaixamento é espetacular, mas enquanto jogadores, técnico, diretoria e muitos torcedores não se conscientizarem de que o Santos precisa recuperar a coragem de jogar o mesmo futebol em qualquer estádio, o time poderá cair muito quando atua longe de sua casa e jamais será o gigante que poderia ser.

Como sabem, considero a casa do Santos qualquer estádio com uma grande maioria de santistas. Estive no Teixeirão na última rodada do Brasileiro de 2004 e posso afirmar que fizemos daquele estádio uma ardente casa santista. Nos tempos de Pelé, como adiantei, o time tinha a capacidade de transformar até o reduto inimigo em um doce e acolhedor lar.

O engraçado é que o adversário desta quarta-feira, mesmo sendo um time de ótimo aproveitamento em seu estádio, o Parque São Jorge, fundado em 1928, jamais relutou em mandar os seus jogos em outros palcos. Time que passou alguns anos sem perder na Fazendinha, e que chegou a conquistar o título paulista de 1936 com dez vitórias em dez jogos, o Corinthians se mudou para o Pacaembu quando percebeu que estaria perdendo dinheiro e visibilidade se continuasse jogando em seu velho alçapão, hoje com capacidade para apenas 15 mil pessoas.

Depois, também não houve nenhuma revolta dos torcedores mais tradicionais quando a equipe deixou de mandar seus jogos no Pacaembu, no coração de São Paulo, para jogar em sua atual arena, no distante bairro de Itaquera, a 24,7 quilômetros do Paulo Machado de Carvalho. É nesse moderno estádio, com capacidade para 47.605 espectadores, que veremos o grande e decisivo clássico alvinegro pela Copa do Brasil.

Não sei precisar em que momento os corintianos perceberam que o seu pequeno Alfredo Schuring não faria milagres, mas tenho uma boa pista: em 4 de novembro de 1962, acreditando que a magia do Parque São Jorge seria suficiente para acabar com o tabu que os atormentava, a diretoria corintiana marcou o clássico com o Santos, pelo Campeonato Paulista, para suas acamadas dependências. Nada menos do que 33 mil pessoas se apertaram para ver o milagre do estádio que ganharia o jogo. Cássio abriu o marcador para o time da casa; mas Coutinho empatou e Pelé virou para 2 a 1, provando, mais uma vez, que arquibancadas não entram em campo.

É por isso que eu acredito em um resultado feliz para o Santos nesta quarta-feira, assim como acredito que o Glorioso Alvinegro Praiano pode jogar bem e vencer partidas mesmo quando atua distante da umbilical Vila Belmiro. Pois assim como basta que algumas pessoas se reúnam e orem em nome de Deus para que Ele se faça presente, creio que, da mesma forma, quando santistas se juntam em um estádio para gritar pelo time, fazem dali uma casa santista.

Para a bola, ou para os adversários escorregarem?

itaquerao - molhando o gramado

Há tempos o Junior, leitor e comentarista deste blog, tem levantado a questão de que o gramado do Itaquerão é molhado, antes do segundo tempo, apenas no lado em que o Corinthians ataca. Isso teria causado problemas para as defesas de várias equipes adversárias. Alguns desses casos, como nos jogos contra Ponte Preta, Atlético Mineiro e Cruzeiro, foram retratados pela mídia. Na verdade, o time mandante tem o direito de molhar o gramado para tornar o jogo mais rápido. Porém, mesmo isso tem limites. O gramado tem de ser molhado igualmente, não apenas do lado em que o time da casa vai atacar, pois é evidente que o goleiro e os defensores têm mais dificuldade de atuar em um piso escorregadio. Enfim, não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Não custa nada ficar de olho e ir para o jogo levando também chuteiras de trava alta. Sabemos que essas malandragens, infelizmente, são bem possíveis no nosso futebol.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

secretaria da presidência protocolando a entrega do documento
Soraia, secretária do presidente Modesto Roma, recebe o abaixo-assinado dos conselheiros do Santos reivindicando jogos em São Paulo.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

Bairrismo e política à parte, a verdade é que o Santos não pode deixar de jogar na cidade de São Paulo, onde tem mais torcedores do que na Baixada Santista e não só consegue arrecadações maiores, como pode viabilizar um projeto ambicioso para atrair milhares de novos associados e conseguir importantes patrocinadores. Pensando nisso, um grupo de 37 conselheiros eleitos e um conselheiro suplente entregaram ao presidente Modesto Roma e ao Comitê Gestor uma reivindicação para que o Santos faça jogos na Capital neste Campeonato Brasileiro. A ênfase é dada ao duelo marcado para 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, diante do Atlético Mineiro, jogo que certamente atrairá grande público caso seja realizado na capital. Segue a íntegra do documento entregue à presidência do clube:

Ilmo Sr. Modesto Roma Junior, presidente do Santos Futebol Clube
Ilmos Srs. Membros do Conselho Gestor do Santos Futebol Clube:

Gastone Righi
Paulo Roberto Dias
José Macedo Reis
Antônio Carlos Cintra
Andres Enrique Rueda Garcia
Luiz Antônio Ruas Capella
Carlos Manoel da Silva

Em primeiro lugar, reforçamos nossos votos de estima e consideração aos senhores que comandam os destinos do nosso tão amado Santos Futebol Clube. Que tenham forças e sejam abençoados para tomar as decisões corretas e recolocar nosso clube no caminho do sucesso e da grandeza do qual nunca deveria ser descarrilado.

Vimos, por meio deste, como conselheiros eleitos e também responsáveis por defender os interesses do clube, de seus associados e torcedores, fazer uma importante reivindicação aos senhores, com a expectativa de que esta seja bem recebida e prontamente atendida.

Considerando que:

1 – É vital para o Santos Futebol Clube aumentar consideravelmente o seu faturamento nesse momento de crise financeira que está atravessando;

2 – O Santos tem na Grande São Paulo um número superior a um milhão e meio de torcedores,muitos deles ansiosos por ver o clube mandar jogos na Capital durante este Campeonato Brasileiro, o que ainda não ocorreu uma única vez;

3 – A cidade de São Paulo possui estádios com capacidades para até 70 mil pessoas que já receberam contingentes recordes de santistas. O recorde de público do Pacaembu e os jogos de maior público no Morumbi, por exemplo, tiveram participação decisiva da torcida do Santos;

4 – Desde que divulgados com antecedência – usando-se para isso os recursos de comunicação do próprio clube, o trabalho de assessoria de imprensa, o espaço gratuito nos blogs e sites de santistas e a rede social – os eventos marcados para São Paulo certamente se tornarão sucessos de público, renda e marketing, dando ao Santos a possibilidade de negociar bons contratos pontuais de patrocínio;

5 – Ao atuar em um estádio maior, o Santos também poderá contemplar um número maior de sócios e, ao mesmo tempo, sinalizar positivamente aos que pensam em se associar ao clube, criando condições propícias para iniciar o tão esperado plano de associação em massa que estava previsto para começar neste segundo semestre – uma das alternativas mais eficientes para o clube arrecadar muito dinheiro em pouco tempo;

6 – A sucessão de jogos na Vila Belmiro gradativamente esgotará o poder de compra do santista da Baixada Santista. Mesmo muitos dos sócios do clube que vivem em Santos consideram mais saudável um rodízio de jogos entre Santos e São Paulo;

7 – A Polícia Militar de São Paulo, por motivo de segurança, não tem permitido que o Santos jogue na Capital no mesmo dia em que outro clube paulistano o faz;

8 – Há também uma determinação do Regulamento Geral das Competições 2015, da CBF, de que as mudanças na tabela devem ser pedidas com o mínimo de 10 dias de antecedência.

Levando-se em conta todas essas considerações expostas, pleiteamos, como lídimos conselheiros do Santos Futebol Clube, que o presidente Modesto Roma e os ilustres membros do Conselho Gestor intercedam, primeiramente, para que o Alvinegro Praiano possa se exibir em São Paulo nas duas datas em que a rodada não prevê nenhum jogo para a capital paulista, o que não provocaria o veto da PM. São elas:

– Dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, quando o Santos enfrentará a Chapecoense.
– Dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, quando o adversário será o Atlético Mineiro, clube que disputa a liderança da competição.

Cremos que estes dois jogos, mais propriamente o duelo contra o alvinegro de Minas Gerais, devem proporcionar um grande público, desde que divulgados com bastante antecedência.

Outros jogos viáveis

Tomamos ainda a liberdade de sugerir que o Ilustríssimo presidente Modesto Roma e os respeitáveis membros do Conselho Gestor analisem com carinho a possibilidade de pedir a antecipação, para sábado, de três jogos marcados, em princípio, para domingo. São eles:

Santos x Internacional, pela tabela marcado para 27 de setembro, domingo. No sábado, dia 26, não há nenhum jogo programado para São Paulo. Como a rodada anterior e a rodada posterior a esta partida serão em domingos, os jogadores não teriam problemas para descansar.

Santos x Goiás, dia 18 de outubro. Mesmo caso do exemplo anterior.

Santos x Palmeiras, 1º de novembro. Também poderia ser antecipado para sábado, 31 de outubro.

Estas, senhores, são as opções de jogos do Santos na Capital neste Campeonato Brasileiro. Reiteramos, entretanto, que nosso pleito se refere, principalmente, ao jogo contra o Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, às 22 horas. Sabemos que, por ser no meio da semana, entre dois dias úteis, e pelo adiantado da hora, muitos santistas da Grande São Paulo não poderão ir à Vila Belmiro caso a partida seja confirmada para o querido Urbano Caldeira.

Julgamos que por todos os motivos expostos anteriormente este jogo tem tudo para marcar uma importante presença da comunidade santista em São Paulo e contribuir substancialmente para amenizar a situação financeira do clube.

No aguardo de uma resposta positiva de parte dos senhores, despedimo-nos, atenciosamente. Endossam esse pedido os Conselheiros abaixo:

Nº sócio Nome Completo do Conselheiro
03.361 – Jayme Garcia dos Santos
04.171 – Adriano Riesemberg (Conselheiro Suplente)
09.138 – Oscar Cesar Leite Junior
16.065 – Jose Carlos Peres
19.417 – Neli de Faria
36.168 – Leonardo Dias de Carvalho Junior
36.271 – Edilson Ap Oliveira
37.139 – Eduardo A. A. Figueiredo
37.146 – Sergio Figueiredo
37.618 – Fabio Jose Cavanha Gaia
37.702 – Marcelo Covas Lisboa
37.848 – Vitor Luiz Paiva Pereira
37.926 – Nilton Ramalho Jr.
38.243 – Antonio Galli
38.619 – Carlos Eduardo Gonçalves da Cunha
38.622 – David Rego Jr
39.440 – Anilton Perão
39.872 – Daniel Bykoff
40.860 – Marcello Pagliuso
40.866 – Andre Luis Curvo
41.382 – Claudio Caldas
41.487 – Odir Cunha
41.710 – Esly Juliano Pedroso da Silva
41.745 – Maurício Barros
41.780 – Rachid Youssef Bourdoukan
41.873 – Sylvio Novelli
42.208 – Andre Ferreira de Abreu
42.753 – Alessandro Rodrigues Pinto
42.852 – Luiz Louzada de Castro
43.425 – Antonio Alfredo Glashan
43.433 – Alex Bessa
43.783 – Antonio Carlos Terci
43.941 – Urubatan Helou
44.674 – Paulo Cesar de Oliveira Coelho
44.732 – Guilherme Coelho de Souza Nascimento
44.747 – Eduardo Varjão
44.991 – Paulo Dias Gonçalves
45.585 – Gabriel Ribeiro dos Santos
46.279 – Nelson Jafet

Obs. A lista conta com 37 nomes de Conselheiros Eleitos e de um Conselheiro Suplente, o Sr. Adriano Riesemberg.

Santos, 20 de agosto de 2015

pedido dos conselheiros

Só mais 17 dias do livro Time dos Sonhos com preço de pré-venda!

time dos sonhos - autor autografa livro para Andre Luiz
Em 2004, o zagueiro André Luiz, uma das “torres gêmeas”, foi um dos presenteados com um exemplar de Time dos Sonhos.

Você tem mais 17 dias para adquirir o livro Time dos Sonhos com o preço promocional de pré-venda e ainda ter o seu nome, ou o nome de seu filho, seu pai, ou um amigo ou amiga santista no capítulo final do livro. Já pensou que presente?

Time dos Sonhos conta toda a história do Santos desde a fundação até o título brasileiro de 2002. Em suas mais de 330 páginas a obra tem tantas informações que é chamada de “A Bíblia do Santista”. Esgotada nas livrarias, ela está sendo relançada nessa campanha de financiamento coletivo.

Clique aqui para adquirir o seu Time dos Sonhos com 58% de desconto e ainda ganhar seu nome – ou o nome de quem você preferir – impresso no último capítulo do livro

E você, acha que o Santos pode jogar tão bem fora como dentro de casa?


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