O amigo Esly Juliano, companheiro do Conselho do Santos, corrigiu-me ao explicar que as mudanças dos locais dos jogos, no Campeonato Brasileiro, só podem ser feitas com 10 dias de antecedência. Isso quer dizer que não dá mais para mexer no local do jogo com o Avaí, marcado para este sábado, às 18h30, na Vila Belmiro. Porém, ainda é possível mudar para o Pacaembu os jogos contra a Chapecoense, dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, e o jogaço diante do Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas. Nesses dois dias não haverá jogos na Capital.

Para quem, no início do Campeonato Brasileiro, prometeu no mínimo três jogos do Pacaembu e até agora não cumpriu nenhum, o presidente Modesto Roma está em falta com os santistas e os sócios do clube de São Paulo, e deve ao menos marcar os confrontos diante de Chapecoense e, principalmente, Atlético Mineiro, para o estádio municipal paulistano.

Isso não é um favor. Será apenas um sinal de inteligência. Se a Grande São Paulo é a região mais rica e de maior poder aquisitivo da América do Sul e nela vivem mais de um milhão de santistas, trazer um jogo importante para o Pacaembu, estádio que comporta 40 mil pessoas, demonstrará apenas que os dirigentes do clube estão começando a enxergar o óbvio.

Como para o jogo contra a Chapecoense “só” faltam 14 dias e talvez o Santos não seja hábil para pedir essa mudança, eu me contentaria apenas com o jogo diante do Atlético Mineiro. Quarta-feira, 22 horas, são o dia e o horário bem próximos do ideal para apreciarmos esse duelo. Espero que desta vez o presidente Modesto Roma e a diretoria do Santos não nos decepcionem.

Os veteranos e os meninos

Teve gente que não gostou de eu ser paciente com Ricardo Oliveira e exigente com Geuvânio e Gabriel. Ora, há uma diferença entre um jogador consagrado e dois garotos que estão começando e ainda têm muito o que aprender. Em primeiro lugar, se um jogador não consegue proteger a bola e dar um bom destino para ela, ele não terá futuro em time nenhum, muito menos nos melhores. Espero que Geuvânio e Gabriel, os jogadores que mais perdem a bola no Santos, se tornem mais consistentes e regulares. Caso consigam isso, como já possuem velocidade e habilidade (mais Geuvânio do que Gabriel), poderão se firmar no profissionalismo. Do contrário, seguirão marcando passo.

Acredito naquele ditado, que diz: “Quem avisa, amigo é”. Estou avisando, prevenindo para que trabalhem mais a fim de superar suas deficiências e se tornar grandes jogadores. Se preferem quem passe a mão na cabeça, podem escolher, pois o que não falta é bajulador.

Na verdade, o torcedor do Santos precisa ter paciência não só com Ricardo Oliveira, Gabriel e Geuvânio. Além deles, David Braz, Zeca, Thiago Maia e Paulo Ricardo ainda alternam boas e más jogadas. Mas é o que se tem pra hoje. Paciência. Vida que segue…

Outra coisa que os torcedores e os jogadores do Santos precisam deixar de fazer é esperar que Deus vá entrar em campo e ganhar o jogo para eles. Na hora do pênalti, vi Vanderlei ajoelhado e sabia ainda que, se saísse o gol, Oliveira comandaria a prece ao lado da bandeirinha de escanteio. Pô, mas será que se Deus fosse se meter no futebol, ele preferiria o Santos ao Atlético Paranaense, que tem só um título brasileiro?

Se Deus é o destino, ele já fez muito de fazer nascer tantos craques na Vila. Agora, está na hora de a diretoria do clube, comissão técnica e jogadores trabalharem mais. Treinem bastante o chute que não será preciso rezar para a bola entrar. Treinem bastante o passe – viu, seu David Braz – e toda hora haverá um santista na cara do gol. Deixem Deus fora disso!

2005 voltou?

Esta é uma tese sugerida por alguns leitores deste blog. Como se sabe, em 2005 uma série de coincidências envolvendo arbitragens acabaram favorecendo o time que seria campeão brasileiro naquela temporada. Por suspeita de fraude, 11 partidas foram realizadas novamente e isso alterou substancialmente a classificação do campeonato. A cereja do bolo foi o jogo entre o campeão e o Internacional, em que Márcio Rezende de Freitas, aquele, transformou um pênalti para o time gaúcho em falta pró campeão e expulsão de Tinga.

O que estamos vendo nessas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro sugere que aquelas coincidências voltaram. Primeiro, uma sequência de três pênaltis em que a bola na mão foi interpretada sempre de forma a favorecer o mesmo time e a prejudicar o seu concorrente direto ao título. Ainda coincidentemente, o Atlético Mineiro foi presidido até 2014 por Alexandre Kalil, um dirigente que já se colocou publicamente contra a divisão de cotas de tevê pela Globo e a favor da criação de uma liga de clubes, o que contraria os interesses da CBF e da Globo.

Neste domingo, justamente nas duas partidas em que a liderança estava em jogo, o Avaí teve um gol legal anulado quando a sua partida contra o líder estava 1 a 1 e já no segundo tempo. Depois, em Chapecó, o Atlético teve um jogador expulso em lance discutível e no fim, quando empatava em 1 a 1, mesmo com um jogador a menos, sofreu o segundo gol em jogada na qual Apodi levou a bola, escandalosamente, com a mão. Veja os dois lances e diga se não é mesmo muita coincidência que todos os erros de arbitragem sejam a favor ou contra os mesmos times:

Posso garantir que esse Time dos Sonhos está melhor do que o original

Na sexta-feira repassei o texto integral de Time dos Sonhos, com os adendos necessários, e passei o texto para o diretor de arte Clero Junior. Também estamos pesquisando fotos especiais para a obra. Isso quer dizer que, contrariando até mesmo o que eu disse, esse Time dos Sonhos que será relançado nessa campanha de crowdfunding da Kickante, estará mais bonito e mais completo do que o original.

E você poderá adquirir este livro de mais de 530 páginas, muito bem editado e encadernado, por apenas 70 reais. Como presente, ainda terá o seu nome no último capítulo da obra. Estou insistindo para que você entre, porque sei que não irá se arrepender. Eu entraria. Conhecer a história do Santos já me ajudou muito e seu que o ajudará também. Não só nas discussões (civilizadas) sobre futebol, mas para que você tenha uma ideia mais completa do que o nosso Santos representou e representa para este que é o esporte mais popular da Terra.

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E então, vamos pedir Santos e Galo no Pacaembu?