Antes do jogo, meu irmão Marcos me ligou. Ele tem receio, justificável, da defesa santista. Mas eu o tranqüilizei. Dos jogos que vi do Coritiba, fiquei com a impressão de uma equipe extremamente limitada, sem nenhum poder ofensivo. “É jogo para 3 a 0 ou 3 a 1”, adiantei. Acabou sendo 3 a 0, menos pelas qualidades do Santos do que pelas deficiências do time paranaense.

A partida estava amarrada, dura, quase violenta, até que Geuvânio, aos 19 minutos, em jogada pessoal, driblou para o meio e desferiu uma bomba de canhota entre o goleiro Wilson e a trave. Belo gol!

Obrigado a sair, o Coritiba abriu espaços que se concretizaram no segundo gol santista aos 43 minutos, após troca de passes entre Gabriel e Lucas Lima e cruzamento para Geuvânio, que o lateral Ivan jogou para o fundo de suas redes ao tentar interceptar.

Como Geuvânio estava impedido e como sua presença pressionou Ivan, acho que o correto seria invalidar o gol. De qualquer forma, com 2 a 0 deu para perceber que o Coritiba não teria qualquer força para reagir. O gol de Ricardo Oliveira, aos 14 minutos do segundo tempo, aproveitando ótima assistência de Geuvânio, definiu o resultado.

Apesar do resultado, o Santos errou muitos passes do meio de campo para a frente, e sua defesa também deu uns cochilos. Mesmo sem poder ofensivo, o Coritiba poderia ter chegado ao gol em algumas oportunidades, graças às falhas dos defensores santistas.

Aos 25 minutos, Rafael Marques nem precisou saltar para cabecear livre, na pequena área, após um escanteio. Alguns minutos depois, ao tentar despachar o perigo, Gustavo Henrique chutou em cima do atacante adversário, que só não entrou livre porque Victor Ferraz fez a cobertura. E aos 41 minutos Zeca deu o bote na hora errada e o lance terminou com Evandro concluindo da pequena área. Só com essas chances o Coritiba poderia ter feito um ou dois gols.

No segundo tempo, Lucas Lima fugiu da marcação e passou a comandar o meio-campo. O Santos pôde tocar a bola e esperar as oportunidades de contra-ataque, que vieram, mas foram desperdiçadas, com exceção do gol de Ricardo Oliveira. Apesar da facilidade, aos 46 minutos a defesa parou e Rafael Lucas apareceu livre na frente de Vanderlei. Por sorte chutou por cima.

Com a vitória o Santos sobre para a 12ª posição e finalmente zera o seu saldo de gols. Mas para realmente terminar o primeiro turno menos pressionado ainda precisa vencer a partida da próxima quarta-feira, diante do Vasco, também na Vila Belmiro.

Por falar em Vila, é precisa destacar o bom público que foi ao estádio para ver a partida contra o Coritiba: 12.657 pagantes. Porém, foram feitas tantas promoções e tantos ingressos foram distribuídos gratuitamente, que se pegarmos a renda de R$ 306.585,00 e dividirmos pelo número de pessoas, dará a média de 24 reais por ingresso, menos do que a entrada do cinema. Isso é muito pouco para um clube que tem poucas opções de faturamento e uma dívida que, só de juros bancários, aumenta em milhões a cada mês.

Atuações dos Santistas

Vanderlei – Pouco exigido. 6.
Victor Ferraz – Não comprometeu, se apresentou bem pela direita. 6,5.
David Braz – Inseguro para sair jogando, não inspirou confiança. 5,5.
Gustavo Henrique – Teve pouco trabalho, mas precisa ficar mais atento. 6.
Zeca – Errático na marcação, regular no apoio. 5,5.
Thiago Maia – Às vezes se precipita, mas tenta marcar em cima. 6.
Renato – O melhor volante do Santos. Enxerga o jogo. 7.
Lucas Lima – Teve pouco espaço até sair o gol do Santos. Depois, foi o mesmo de sempre. 7.
Geuvânio – Dessa vez sua individualidade deu certo. Fez um gol, deu o passe para outro e participou do terceiro. 7,5.
Ricardo Oliveira – Movimentou-se bem, pegou pouco da bola, mas em uma delas decidiu. 6,5.
Gabriel – Rápido, ágil, tem potencial, mas precisa jogar mais para o time e errar menos passes e chutes. 6.
Dorival Junior: Escalou bem o time e preferiu não arriscar a entrada de Leandro, mantendo os garotos Gabriel e Geuvânio. Deu certo. No mais, fez o óbvio. 7.

Dos jogadores que entraram, Paulo Ricardo substituiu bem a Renato, Elano também não comprometeu, mas Neto Berola pareceu fora de ritmo.

Santos 3 X 0 Coritiba
Vila Belmiro, 08/08/2015, 21horas.
Público Pagante: 12.657 pessoas. Renda: R$ 306.585,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Elano), Renato (Paulo Ricardo) e Lucas Lima; Geuvânio (Neto Berola), Ricardo Oliveira e Gabriel. Técnico: Dorival Junior.
Coritiba: Wilson, Ivan (Juan), Leandro Silva, Rafael Marques e Juninho; João Paulo, Alan Santos (Thiago Galhardo) e Ruy; Evandro, Rafhael Lucas e Henrique Almeida (Fabrício). Técnico: Ney Franco.
Gols: Geuvânio, aos 19, e Ivan, contra, aos 43 minutos do primeiro tempo. Ricardo Oliveira, aos 14 minutos do segundo.
Arbitragem: Igor Junio Benevenuto/ MG (ASP-FIFA), auxiliado por Kleber Lucio Gil/ SC (FIFA) e Carlos Berkenbrock/ SC (ESP-1).
Cartões Amarelos: João Paulo (Coritiba), Ivan (Coritiba), Lucas Lima (Santos), Ruy (Coritiba), Juninho (Coritiba).

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