Vanderlei está pronto para o duelo (Ivan Storti/ Santos FC)

Comunicado da Diretoria

Venda de ingressos para torcedores do Peixe para o jogo contra o Corinthians começa nesta terça-feira (25) na Vila Belmiro

A venda de ingressos para o jogo Corinthians e Santos FC, pela Copa do Brasil, que será realizado nesta 4ª feira (26), às 22h00, na Arena Corinthians, começa nesta terça-feira (25), das 12 às 18 horas, para torcedores do Peixe, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Como o mando do jogo é do Corinthians, os 1.700 ingressos disponibilizados já virão confeccionados, com a grande maioria (80 %) dos ingressos no valor de inteira, motivo pelo qual o sócio do Peixe, conselheiro, proprietários de cadeiras cativas, especiais e camarotes não usufruirão do direito da meia entrada.

Se ainda restarem ingressos, as entradas seguirão à venda na 4ª feira (26), dia do jogo, das 10 às 13 horas, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Jogo se decide no campo

Um jogo de futebol se decide no campo, não nas arquibancadas. Isso não quer dizer que a torcida não tenha nenhuma participação. Sim, ela influi. Geralmente para o bem, mas às vezes para o mal. Quando torna o time de casa ansioso, com pressa de marcar gols, às vezes provoca falhas que podem ser exploradas pelo adversário, como as equipes argentinas já mostraram várias vezes em jogos no Brasil. Nesta quarta-feira, no Itaquerão, o Santos deve ser um time cerebral e guerreira, como uma equipe argentina, mas sem esquecer sua alma brasileira, com faro de gol.

Hoje, muitos santistas, influenciados por depoimentos de técnico e jogadores, vivem com a estranha e perigosa sensação de que o Alvinegro Praiano só consegue jogar bem na Vila Belmiro. Isso não é verdade. Nunca foi. As melhores exibições da história do Santos ocorreram no campo do adversário, com torcida contra – torcida que era seduzida gradativamente e no final da partida estava a favor, batendo palmas, conquistada pela beleza e a eficiência do futebol santista.

Ganhar jogos seguidos na Vila Belmiro e afastar-se da zona de rebaixamento é espetacular, mas enquanto jogadores, técnico, diretoria e muitos torcedores não se conscientizarem de que o Santos precisa recuperar a coragem de jogar o mesmo futebol em qualquer estádio, o time poderá cair muito quando atua longe de sua casa e jamais será o gigante que poderia ser.

Como sabem, considero a casa do Santos qualquer estádio com uma grande maioria de santistas. Estive no Teixeirão na última rodada do Brasileiro de 2004 e posso afirmar que fizemos daquele estádio uma ardente casa santista. Nos tempos de Pelé, como adiantei, o time tinha a capacidade de transformar até o reduto inimigo em um doce e acolhedor lar.

O engraçado é que o adversário desta quarta-feira, mesmo sendo um time de ótimo aproveitamento em seu estádio, o Parque São Jorge, fundado em 1928, jamais relutou em mandar os seus jogos em outros palcos. Time que passou alguns anos sem perder na Fazendinha, e que chegou a conquistar o título paulista de 1936 com dez vitórias em dez jogos, o Corinthians se mudou para o Pacaembu quando percebeu que estaria perdendo dinheiro e visibilidade se continuasse jogando em seu velho alçapão, hoje com capacidade para apenas 15 mil pessoas.

Depois, também não houve nenhuma revolta dos torcedores mais tradicionais quando a equipe deixou de mandar seus jogos no Pacaembu, no coração de São Paulo, para jogar em sua atual arena, no distante bairro de Itaquera, a 24,7 quilômetros do Paulo Machado de Carvalho. É nesse moderno estádio, com capacidade para 47.605 espectadores, que veremos o grande e decisivo clássico alvinegro pela Copa do Brasil.

Não sei precisar em que momento os corintianos perceberam que o seu pequeno Alfredo Schuring não faria milagres, mas tenho uma boa pista: em 4 de novembro de 1962, acreditando que a magia do Parque São Jorge seria suficiente para acabar com o tabu que os atormentava, a diretoria corintiana marcou o clássico com o Santos, pelo Campeonato Paulista, para suas acamadas dependências. Nada menos do que 33 mil pessoas se apertaram para ver o milagre do estádio que ganharia o jogo. Cássio abriu o marcador para o time da casa; mas Coutinho empatou e Pelé virou para 2 a 1, provando, mais uma vez, que arquibancadas não entram em campo.

É por isso que eu acredito em um resultado feliz para o Santos nesta quarta-feira, assim como acredito que o Glorioso Alvinegro Praiano pode jogar bem e vencer partidas mesmo quando atua distante da umbilical Vila Belmiro. Pois assim como basta que algumas pessoas se reúnam e orem em nome de Deus para que Ele se faça presente, creio que, da mesma forma, quando santistas se juntam em um estádio para gritar pelo time, fazem dali uma casa santista.

Para a bola, ou para os adversários escorregarem?

itaquerao - molhando o gramado

Há tempos o Junior, leitor e comentarista deste blog, tem levantado a questão de que o gramado do Itaquerão é molhado, antes do segundo tempo, apenas no lado em que o Corinthians ataca. Isso teria causado problemas para as defesas de várias equipes adversárias. Alguns desses casos, como nos jogos contra Ponte Preta, Atlético Mineiro e Cruzeiro, foram retratados pela mídia. Na verdade, o time mandante tem o direito de molhar o gramado para tornar o jogo mais rápido. Porém, mesmo isso tem limites. O gramado tem de ser molhado igualmente, não apenas do lado em que o time da casa vai atacar, pois é evidente que o goleiro e os defensores têm mais dificuldade de atuar em um piso escorregadio. Enfim, não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Não custa nada ficar de olho e ir para o jogo levando também chuteiras de trava alta. Sabemos que essas malandragens, infelizmente, são bem possíveis no nosso futebol.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

secretaria da presidência protocolando a entrega do documento
Soraia, secretária do presidente Modesto Roma, recebe o abaixo-assinado dos conselheiros do Santos reivindicando jogos em São Paulo.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

Bairrismo e política à parte, a verdade é que o Santos não pode deixar de jogar na cidade de São Paulo, onde tem mais torcedores do que na Baixada Santista e não só consegue arrecadações maiores, como pode viabilizar um projeto ambicioso para atrair milhares de novos associados e conseguir importantes patrocinadores. Pensando nisso, um grupo de 37 conselheiros eleitos e um conselheiro suplente entregaram ao presidente Modesto Roma e ao Comitê Gestor uma reivindicação para que o Santos faça jogos na Capital neste Campeonato Brasileiro. A ênfase é dada ao duelo marcado para 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, diante do Atlético Mineiro, jogo que certamente atrairá grande público caso seja realizado na capital. Segue a íntegra do documento entregue à presidência do clube:

Ilmo Sr. Modesto Roma Junior, presidente do Santos Futebol Clube
Ilmos Srs. Membros do Conselho Gestor do Santos Futebol Clube:

Gastone Righi
Paulo Roberto Dias
José Macedo Reis
Antônio Carlos Cintra
Andres Enrique Rueda Garcia
Luiz Antônio Ruas Capella
Carlos Manoel da Silva

Em primeiro lugar, reforçamos nossos votos de estima e consideração aos senhores que comandam os destinos do nosso tão amado Santos Futebol Clube. Que tenham forças e sejam abençoados para tomar as decisões corretas e recolocar nosso clube no caminho do sucesso e da grandeza do qual nunca deveria ser descarrilado.

Vimos, por meio deste, como conselheiros eleitos e também responsáveis por defender os interesses do clube, de seus associados e torcedores, fazer uma importante reivindicação aos senhores, com a expectativa de que esta seja bem recebida e prontamente atendida.

Considerando que:

1 – É vital para o Santos Futebol Clube aumentar consideravelmente o seu faturamento nesse momento de crise financeira que está atravessando;

2 – O Santos tem na Grande São Paulo um número superior a um milhão e meio de torcedores,muitos deles ansiosos por ver o clube mandar jogos na Capital durante este Campeonato Brasileiro, o que ainda não ocorreu uma única vez;

3 – A cidade de São Paulo possui estádios com capacidades para até 70 mil pessoas que já receberam contingentes recordes de santistas. O recorde de público do Pacaembu e os jogos de maior público no Morumbi, por exemplo, tiveram participação decisiva da torcida do Santos;

4 – Desde que divulgados com antecedência – usando-se para isso os recursos de comunicação do próprio clube, o trabalho de assessoria de imprensa, o espaço gratuito nos blogs e sites de santistas e a rede social – os eventos marcados para São Paulo certamente se tornarão sucessos de público, renda e marketing, dando ao Santos a possibilidade de negociar bons contratos pontuais de patrocínio;

5 – Ao atuar em um estádio maior, o Santos também poderá contemplar um número maior de sócios e, ao mesmo tempo, sinalizar positivamente aos que pensam em se associar ao clube, criando condições propícias para iniciar o tão esperado plano de associação em massa que estava previsto para começar neste segundo semestre – uma das alternativas mais eficientes para o clube arrecadar muito dinheiro em pouco tempo;

6 – A sucessão de jogos na Vila Belmiro gradativamente esgotará o poder de compra do santista da Baixada Santista. Mesmo muitos dos sócios do clube que vivem em Santos consideram mais saudável um rodízio de jogos entre Santos e São Paulo;

7 – A Polícia Militar de São Paulo, por motivo de segurança, não tem permitido que o Santos jogue na Capital no mesmo dia em que outro clube paulistano o faz;

8 – Há também uma determinação do Regulamento Geral das Competições 2015, da CBF, de que as mudanças na tabela devem ser pedidas com o mínimo de 10 dias de antecedência.

Levando-se em conta todas essas considerações expostas, pleiteamos, como lídimos conselheiros do Santos Futebol Clube, que o presidente Modesto Roma e os ilustres membros do Conselho Gestor intercedam, primeiramente, para que o Alvinegro Praiano possa se exibir em São Paulo nas duas datas em que a rodada não prevê nenhum jogo para a capital paulista, o que não provocaria o veto da PM. São elas:

– Dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, quando o Santos enfrentará a Chapecoense.
– Dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, quando o adversário será o Atlético Mineiro, clube que disputa a liderança da competição.

Cremos que estes dois jogos, mais propriamente o duelo contra o alvinegro de Minas Gerais, devem proporcionar um grande público, desde que divulgados com bastante antecedência.

Outros jogos viáveis

Tomamos ainda a liberdade de sugerir que o Ilustríssimo presidente Modesto Roma e os respeitáveis membros do Conselho Gestor analisem com carinho a possibilidade de pedir a antecipação, para sábado, de três jogos marcados, em princípio, para domingo. São eles:

Santos x Internacional, pela tabela marcado para 27 de setembro, domingo. No sábado, dia 26, não há nenhum jogo programado para São Paulo. Como a rodada anterior e a rodada posterior a esta partida serão em domingos, os jogadores não teriam problemas para descansar.

Santos x Goiás, dia 18 de outubro. Mesmo caso do exemplo anterior.

Santos x Palmeiras, 1º de novembro. Também poderia ser antecipado para sábado, 31 de outubro.

Estas, senhores, são as opções de jogos do Santos na Capital neste Campeonato Brasileiro. Reiteramos, entretanto, que nosso pleito se refere, principalmente, ao jogo contra o Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, às 22 horas. Sabemos que, por ser no meio da semana, entre dois dias úteis, e pelo adiantado da hora, muitos santistas da Grande São Paulo não poderão ir à Vila Belmiro caso a partida seja confirmada para o querido Urbano Caldeira.

Julgamos que por todos os motivos expostos anteriormente este jogo tem tudo para marcar uma importante presença da comunidade santista em São Paulo e contribuir substancialmente para amenizar a situação financeira do clube.

No aguardo de uma resposta positiva de parte dos senhores, despedimo-nos, atenciosamente. Endossam esse pedido os Conselheiros abaixo:

Nº sócio Nome Completo do Conselheiro
03.361 – Jayme Garcia dos Santos
04.171 – Adriano Riesemberg (Conselheiro Suplente)
09.138 – Oscar Cesar Leite Junior
16.065 – Jose Carlos Peres
19.417 – Neli de Faria
36.168 – Leonardo Dias de Carvalho Junior
36.271 – Edilson Ap Oliveira
37.139 – Eduardo A. A. Figueiredo
37.146 – Sergio Figueiredo
37.618 – Fabio Jose Cavanha Gaia
37.702 – Marcelo Covas Lisboa
37.848 – Vitor Luiz Paiva Pereira
37.926 – Nilton Ramalho Jr.
38.243 – Antonio Galli
38.619 – Carlos Eduardo Gonçalves da Cunha
38.622 – David Rego Jr
39.440 – Anilton Perão
39.872 – Daniel Bykoff
40.860 – Marcello Pagliuso
40.866 – Andre Luis Curvo
41.382 – Claudio Caldas
41.487 – Odir Cunha
41.710 – Esly Juliano Pedroso da Silva
41.745 – Maurício Barros
41.780 – Rachid Youssef Bourdoukan
41.873 – Sylvio Novelli
42.208 – Andre Ferreira de Abreu
42.753 – Alessandro Rodrigues Pinto
42.852 – Luiz Louzada de Castro
43.425 – Antonio Alfredo Glashan
43.433 – Alex Bessa
43.783 – Antonio Carlos Terci
43.941 – Urubatan Helou
44.674 – Paulo Cesar de Oliveira Coelho
44.732 – Guilherme Coelho de Souza Nascimento
44.747 – Eduardo Varjão
44.991 – Paulo Dias Gonçalves
45.585 – Gabriel Ribeiro dos Santos
46.279 – Nelson Jafet

Obs. A lista conta com 37 nomes de Conselheiros Eleitos e de um Conselheiro Suplente, o Sr. Adriano Riesemberg.

Santos, 20 de agosto de 2015

pedido dos conselheiros

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time dos sonhos - autor autografa livro para Andre Luiz
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E você, acha que o Santos pode jogar tão bem fora como dentro de casa?