Desde o segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2010, quando, coincidentemente, também era dirigido por Dorival Junior, o Santos não sentia o gosto de figurar no G4, o grupo dos times que se classificam para a Copa Libertadores. Isso aconteceu, finalmente, nesse domingo, após uma justa e tranquila vitória sobre o Fluminense por 3 a 1, e pela goleada sofrida pelo Palmeiras em Chapecó. Agora, o Santos terá 11 dias para curtir o seu novo status no Brasileiro, e no dia 15, às 21 horas, tentará defender essa posição contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Com dois gols em dez minutos – Lucas Lima aos 5 e Marquinhos Gabriel aos 10 –, o Alvinegro Praiano praticamente definiu a partida diante de um limitado Fluminense, que poderia ter sofrido outros gols ainda no primeiro tempo. No segundo, Neto Berola marcou aos 38, de cabeça, e Robert diminuiu aos 46, em um chute que pegou Vanderlei desprevenido.

Em nenhum momento a vitória santista correu perigo. E poderia ser ainda mais fácil se o árbitro Sandro Meira Ricci expulsasse Gum e Pierre e ainda marcasse um pênalti de Gum sobre Gabriel.

O jogo mostrou, mais uma vez, que Dorival Junior está conseguindo manter o bom rendimento do time, apesar dos desfalques. Contra o Flu, os titulares Victor Ferraz e Zeca não jogaram, além de Geuvânio. Durante a partida, também Gustavo Henrique e Marquinhos Gabriel se machucaram, o que poderá complicar um pouco mais o ótimo trabalho que Dorival tem feito até aqui.

O único problema do Santos estava, mais uma vez, nas arquibancadas. Com apenas 7.491 pagantes, o jogo proporcionou uma arrecadação de 298 mil reais, que, depois da longa lista de despesas, resultará em uma renda líquida de, aproximadamente, 100 mil reais, seis vezes menor do que a da partida contra o Figueirense, no Pacaembu.

Como no domingo não houve outro jogo na capital, a partida contra o Fluminense – 20 anos após a inesquecível virada sobre o mesmo time, pela semifinal do Brasileiro – poderia ter sido marcada para o Pacaembu, ou mesmo para o novo estádio do Palmeiras, o que certamente resultaria em público e renda bem maiores.

Por mais que os jogadores gostem de atuar na Vila Belmiro – e, realmente, parecem correr e se esforçar mais quando atuam no Urbano Caldeira –, creio que a vitória contra esse combalido Fluminense viria em qualquer estádio com predomínio da torcida santista.

Em casa, o Santos segue invicto sob o comando de Dorival Junior, fato que merece aplausos. Porém, no campo do adversário, o Alvinegro é o time de pior rendimento nesse Brasileiro. Para continuar no G4, terá de mudar radicalmente esse retrospecto. Torçamos.

Santos 3 x 1 Fluminense
Vila Belmiro, 05/10/2015, 16 horas
Público e renda: R$ 298.780,00, 7.491 pagantes.
Santos: Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique (Werley, 22’/2ºT) e Chiquinho; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel (Neto Berola, 4’/2ºT) e Lucas Lima; Gabriel (Leandro, 38’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior
Fluminense: Diego Cavalieri; Jean, Gum, Marlon e Victor Oliveira (Robert, 28’/1ºT); Pierre, Higor Leite e Gerson; Marcos Junior (Lucas Gomes, 26’/2ºT), Oswaldo (Magno Alves, Intervalo) e Wellington Paulista. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Lucas Lima, aos 5’/1ºT (1-0); Marquinhos Gabriel, aos 10’/1ºT (2-0); Neto Berola, aos 38’/2ºT (3-0) e Robert, aos 46’/2ºT (3-1).
Arbitragem: Sandro Meira Ricci (Fifa-SC), auxiliado por Helton Nunes (SC) e Thiaggo Americano Labes (SC).
Cartões amarelos: Daniel Guedes, Thiago Maia e Neto Berola (SAN); Pierre e Marlon (FLU).

E você, acha que o Santos vai se segurar no G4?