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Acima, o jornalista e escritor chileno Luis Urrutia e eu estamos com a rara camisa santista de Pelé com a terceira estrela, em homenagem à conquista da Recopa Mundial. Abaixo, com a camisa que o Rei usou no amistoso com o Flamengo, em que seu suor formou um coração perfeito no peito.

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Em meio ao clima de expectativa em Santiago pelo duelo entre Chile e Brasil, abrindo as Eliminatórias, eu e Suzana fomos ao belo Museu da Moda, mantido pelo mecenas Jorge Yarur. Nele, há duas camisas de Pelé que o amigo jornalista Luis Urrutia convidou-me para identificar. Uma, do Santos, com as três estrelas (a terceira pelo título da Recopa Mundial) e uma da Seleção Brasileira, aquela que Pelé usou em um amistoso contra o Flamengo e na qual a mancha de seu suor formou um coração perfeito no peito.

Estudioso do futebol e de Pelé, Urrutia havia cedido para o acervo do Museu Pelé revistas sobre o histórico Santos 6, Seleção da Tchecoslováquia 4, de janeiro de 1965. Em retribuição, presenteei-o com o livro “Segundo Tempo, de ídolo a mito”, que ele, educadamente, classificou como “um tesouro”.

Situado no elegante bairro de Itacura, com três pisos climatizados no subsolo dedicados ao acervo, o Museu da Moda está preparado para dezenas de exposições, com mais de 13 mil peças guardadas, com cuidado, em um espetáculo de objetos, utensílios e imagens raras e de bom gosto.

No momento, está em cartaz a exposição “Mad Men, o testemunho de uma época”, que retrata o estilo nova-iorquino do final dos anos 60. Mas há um vasto e precioso material para uma exposição sobre dezenas de preciosas camisas originais de craques do futebol, como as de Johan Cruiff, Maradona, Rivellino, Carlos Alberto Torres e, obviamente, Pelé.

Há até uma estátua de Pelé, em tamanho natural, que está sendo identificada e deverá fazer parte da exposição. Conhecer esse museu foi uma experiência fascinante. Um dia os museus terão, na América Latina, a mesma importância que desfrutam na Europa e nos Estados Unidos. Deixo essa dica para quem visitar Santiago do Chile. Visitem o site:

Clique aqui para entrar no Museo de la Moda, de Santiago do Chile

Hoje pode dar qualquer coisa, mas não creio que o Chile perderá

Os chilenos respeitam o futebol brasileiro como poucos. Dizem que, quando o Chile é eliminado antes, ou não está participando de uma competição, torcem para o Brasil. Mas a verdade é que o time dirigido por Jorge Sampaoli está em grande fase, solidário, tocando bem a bola, com Valdivia criando as jogadas para Alexis Sanchez arrematar. Seu fraco é a defesa, mas, logicamente, essa fraqueza só aparece quando a equipe é atacada.

Outra fragilidade chilena, essa psicológica, é o excessivo respeito pelo Brasil, a quem La Roja dificilmente vence. Hoje, porém, algo me diz que o empate já será bom para a equipe de Dunga. Acabei de ver o teipe de Chile 3, Paraguai 2, jogado há um mês, nos Estados Unidos, e creio que dificilmente o Brasil parará o toque de bola rápido dos chilenos.

Curiosamente, Lucas Lima, que joga melhor do que qualquer um escalado por Dunga para o meio-campo da Seleção, e o atacante Ricardo Oliveira, vão começar no banco de reservas. O único jogador em campo que nos lembrará o Santos é o lateral-esquerdo Mena, titular do Chile, que foi para o Cruzeiro devido aos salários atrasados.

Eu e Suzana assistiremos ao jogo no apartamento de Luana, em um um jantar à brasileira com direito a caipirinha que fui escalado para fazer. Teremos mais brasileiros, venezuelanos e colombianos do que chilenos, mas o espírito será o da total fraternidade latina. Sabemos muito bem que o esporte deve unir e jamais separar as pessoas.

E pra você, o que significa a Seleção Brasileira?