Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: novembro 2015 (page 1 of 4)

Santos entregou a vaga

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilhermine Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida da Silva
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

SANTOS ENTREGOU A VAGA

Não vou dizer que foi certo ou errado, isso o tempo dirá. Mas, ao usar times de reservas – e ainda mal escalados – contra os fraquíssimos Coritiba e Vasco, o Santos entregou a vaga do G4 de mão beijada.

Com a derrota de 1 a 0 para o Vasco o Santos deu adeus a qualquer possibilidade de chegar à Copa Libertadores por intermédio do Campeonato Brasileiro. Agora tem quatro pontos e duas vitórias a menos do que o irregular São Paulo.

Se ganhasse em São Januário, ainda iria para a última rodada do Brasileiro com boas chances, pois caso o São Paulo não vencesse o Goiás, em Goiânia, o Alvinegro Praiano garantiria a vaga no G4 derrotando o Atlético Paranaense na Vila Belmiro.

Assim, dos últimos 12 pontos disputados, nove deles contra times da zona de rebaixamento, o Santos só ganhou dois e não marcou nenhum gol: empatou em 0 a 0 com o Joinville, 0 a 0 com o Flamengo e perdeu de 1 a 0 tanto para o Coritiba, como para o Vasco.

Em São Januário, o Santos já começou perdendo na hora da escalação. Um time que quer vencer fora de casa não pode ser escalado com Leandrinho, Léo Cittadini, Marquinhos (que não é o Gabriel) e Nilson. Por que, santo padre, não colocar Alison, Paulo Ricardo, Rafael Longuine e mesmo Vitor Bueno – que entrou no lugar de Ledesma e foi bem? Quem sabe até incluir Caju na lateral-esquerda e passar Chiquinho para o meio. O certo é que, mesmo só com reservas, ainda dava para ter montado um time bem melhor.

Provavelmente o professor Dorival Junior, em suas andanças pela Europa, faltou nas aulas de avaliação de jogadores e de escalação. Insistir com o quarteto citado acima é caso de análise clínica, ou de trepanação. Como já escrevi em um comentário, esse Nilson deve ser um ser humano maravilhoso. Jogar futebol, entretanto, não é a praia dele.

Outra coisa que me deixou encafifado foi a substituição do Cittadini pelo Lucas Otávio. O time tentando pressionar o Vasco e o Dorival tira um meia para colocar o Batatinha? Aí eu diria, como aquele personagem do Jô Soares: “Me tira o tubo!”. Leandro, que deveria começar a partida, só entrou aos 25 minutos do segundo tempo, no lugar do insosso Marquinhos. Quanto ao Rafael Longuine, deve ter aprontado alguma fora de campo, porque ser reserva do Nilson ninguém merece.

Do jogo não dá para falar muita coisa. O Vasco é tão fraco que precisou da complacente arbitragem de Vuaden para vencer pela contagem mínima. Nenê cavou o pênalti do jogo e deu duas gravatas na frente do árbitro, mas, como estava pendurado, não levou cartão amarelo.

E para os que ficaram com dozinha do Vasco, eu lembro que, para a Globo, o cruzmaltino, que caiu duas vezes para a Série B nos últimos oito anos, é mais importante do que o Alvinegro da Vila e por isso recebe 20 milhões de reais a mais por ano.

Como escrevi no começo, é difícil dizer se foi correto poupar todos os titulares nesses dois últimos jogos pelo Brasileiro. Há um ditado, sábio como quase todos, que diz: “Tudo vai bem quando acaba bem”. Isso quer dizer que se o Santos for campeão da Copa do Brasil, na quarta-feira, Dorival e os titulares que se recusaram a jogar em Coritiba e São Januário serão elogiados pela inteligência. Porém, se o título da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores forem perdidas, certamente ficarão marcados na história do Santos pela falta de inteligência e coragem.

Só espero que os titulares santistas – que assistiram, confortavelmente instalados no sofá de suas casas, aos reservas do Alvinegro Praiano ralarem na lama de São Januário – estejam dispostos a comer grama e, se preciso, barro, na quarta-feira, no estádio do Palmeiras, em busca do título que restou como a única opção de o Santos participar da principal competição sul-americana em 2016.

E você, o que achou da maneira que o Santos perdeu a vaga no G4?


Joguem por suas carreiras!


Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

Times Sub-17 e Sub-20 são vencedores
Neste sábado, o Sub-17 e o Sub-20 do Santos foram vice-campeões paulistas, mas esses resultados não devem ser lamentados. Nessa idade, o que importa é revelar, preparar os jogadores para o profissional. O sub-17 empatou com o São Paulo em 1 a 1, sofrendo um gol no final, e o Sub-20 venceu o Corinthians por 3 a 2, ambos os jogos nos campos dos adversários. No Sub-20 estava difícil, pois o time teria de vencer por quatro gols de diferença para levar para os pênaltis. De qualquer forma, derrotar um adversário que estava invicto há 15 jogos e carimbar sua faixa, diante de 12 mil torcedores contrários, no Itaquerão, merece elogios. O jogo no Sub-17 foi no CT do São Paulo, sem a mínima segurança e com muita pressão sobre o árbitro, que acabou ajudando o time da casa. Como disse, nessa fase ser campeão ou vice dá na mesma e os dois times do Santos provaram que poderiam ficar com a taça. Destaco Rafael Oller, do Sub-20, que tem jeito para fazer gols. O detalhe é que o Santos chegou às finais das cinco categorias de base do Campeonato Paulista: Subs 11, 13, 15, 17 e 20. Isso é o que vale.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?


Tem santista em todo o Brasil

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Confira, no gráfico produzido pela Pluri Stochos, que o Brasil só tem sete times de futebol com torcidas nacionais: Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Fluminense e Vasco:
pesquisa Pluri-Stochos de regioes

Como previmos, o confronto decisivo da Copa do Brasil, entre Santos e Palmeiras, baterá todos os recordes de audiência do futebol na televisão brasileira em 2015. O primeiro jogo já deu 26 pontos em São Paulo, o principal mercado do País. A partida final, na próxima quarta-feira, deverá se acercar dos 30 pontos. Isso tem uma explicação lógica.

Em primeiro lugar, decisão de campeonato sempre dá mais audiência do que jogo de meio da tabela. E depois, porque Santos e Palmeiras fazem parte do seleto grupo de times que têm torcedores em todas as regiões do Brasil, principalmente nos mercados mais ricos do País, que são a Capital e o Interior do Estado de São Paulo.

O gráfico acima, de uma pesquisa da Pluri Stochos que dimensionou as maiores torcidas brasileiras nas cinco regiões do Brasil, mostra que poucos clubes são realmente nacionais, com torcedores em todo o País, e o Santos está entre eles.

Percebem-se algumas marcantes presenças regionais, como Cruzeiro e Atlético Mineiro no Sudeste, Grêmio e Internacional no Sul, mas os clubes nacionais continuam sendo os grandes de São Paulo, em primeiro lugar, e os do Rio de Janeiro, em segundo.

Com exceção do Flamengo, os outros três grandes cariocas perdem terreno para os grandes paulistas. Perceba que o Vasco tem menos torcedores do que o Santos no Sudeste e no Sul, justamente nas duas regiões de maior poder aquisitivo no mercado nacional, que, juntas, somam mais da metade da população brasileira.

Portanto, fica evidente, mais uma vez, a irrealidade dessa divisão de cotas estabelecida pela Globo, que designa ao alvinegro carioca 20 milhões de reais a mais, por ano, do que ao Santos. Sem contar o aspecto técnico, pois nos últimos anos o Santos tem sido campeão regularmente – com nove títulos nos últimos dez anos – enquanto o cruzmaltino já caiu duas vezes para a Série B nesse mesmo período.

Porém, o que se quer com esse post não é pedir uma cota maior para o Santos, nem menosprezar qualquer outro clube. Apenas lembrar, mais uma vez, que:

1 – Não é apenas a quantidade de torcedores de um time que garante as maiores audiências;

2 – A divisão de cotas pagas pela Globo é movida por interesses políticos, e não pelas leis de mercado;

3 – A filosofia correta para impulsionar o futebol brasileiro é fortalecer a competitividade entre os clubes e não criar uma reserva de prosperidade a dois privilegiados;

4 – Que sem adotar a meritocracia para a divisão de suas cotas, que é o dinheiro mais importante recebido pelos clubes, a tevê estará disseminando a desmotivação entre os clubes e a falta de credibilidade entre os torcedores, contribuindo para a perda da competitividade e a decadência do nosso futebol;

5 – Que o ideal é adotar a fórmula de distribuição de cotas de Alemanha e Inglaterra, com uma parte dividida igualitariamente entre os clubes da Série A, uma segunda parte distribuída segundo a classificação dos clubes no campeonato e uma terceira repartida segundo os índices médios de audiência na tevê. Só assim os que derem mais espetáculo serão premiados e será garantida a sagrada alternância de forças entre os concorrentes.

Para você, o que significa esse Ibope da final da Copa do Brasil?


Era para ser 4 a 0. No mínimo!

Viu o anúncio aí de cima?! Camisa retrô do Pelé, só nessa black friday, de R$ 200 por R$ 99! Vai perder esse gol?




Pode-se dizer que Gabriel perdeu dois pênaltis: um com a bola parada, que chutou na trave, outro com a bola rolando, que chutou em cima do goleiro; Ricardo Oliveira perdeu um gol quase na pequena área, chutando também em cima do goleiro, e Nilson perdeu o mais feito, embaixo das traves e sem goleiro. Sim, sem goleiro, e no último lance da partida. De qualquer forma, essa vitória de 1 a 0, belo gol de Gabriel, aos 33 minutos da segunda etapa, é uma boa vantagem, pois o Santos tem mais time que o Palmeiras e pode conseguir um bom resultado mesmo no campo do rival.

Aliás, parece que o Palmeiras foi à Vila Belmiro apenas para catimbar, dar pontapés e fazer cera. Para sua sorte, teve apenas um jogador expulso, o lateral-direito Lucas, aos 42 minutos do segundo tempo. Arouca entrou para perturbar Ricardo Oliveira e só conseguiu fazer um pênalti no atacante santista, logo no início do jogo. Deveria ter levado cartão amarelo no lance, o que provocaria sua expulsão depois.

O árbitro Lúcio Flávio de Oliveira foi bem na parte técnica, mas no aspecto disciplinar deixou a pancadaria correr solta, o que favoreceu o Palmeiras. Na segunda etapa, o árbitro sentiu uma contusão e foi substituído por Marcelo Aparecido de Souza.

O gramado estava ruim, mas não impraticável. Curiosamente, o Santos fez o gol e dominou ainda mais a partida quando a chuva começou. Apenas 14.116 pessoas pagaram para ver a partida, proporcionando uma arrecadação de R$ 1.631.560,00.

No Santos, os destaques foram os laterais Victor Ferraz e Zeca, o volante Thiago Maia e o armador Lucas Lima. Renato e Gustavo Henrique também se saíram relativamente bem. O ataque se mexeu bastante, mas não teve calma e precisão para definir o confronto. Como disse no título, se caprichassem mais, Gabriel, Ricardo Oliveira e Nilson já teriam definido essa decisão da Copa do Brasil.

A decisão ficará para a próxima quarta-feira, às 22 horas, no Alianz Parque. O Santos será campeão se vencer ou empatar. O Palmeiras ficará com o título se vencer por dois gols a mais. Uma vitória de um gol do Palmeiras leva a decisão para a disputa de pênaltis.

Por fim, nem vou cornetar o Nilton, porque seria covardia, mas continuo sem entender porque Rafael Longuine nunca mais teve uma oportunidade no ataque do Santos. O gol o Nilson perdeu hoje, até a mãe do Dorival faria. Espero que não faça falta.

Você acha que ficou mais difícil para o Santos ser campeão? Ou não?


Santos é luta. E hoje é dia!

Hoje é dia de luta, dia de energia, dia de fé, dia de Santos!

O técnico Dorival Junior relacionou todo o elenco para o jogo, assim como o técnico Marcelo Fernandes fez na final do Campeonato Paulista. Mas isso mais pelo efeito psicológico. Todos sabem que o time que deve jogar hoje será escalado com Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel. É uma equipe equilibrada e muito forte do meio-campo para a frente. Hoje todo santista está otimista.

SANTOS É LUTA. E HOJE É DIA!

Além da técnica, sempre valorizada na Vila Belmiro, tudo o que o Santos conseguiu na sua história foi com muita luta. Time de uma cidade menor, teve de buscar seus títulos mais importantes longe de casa, e assim conquistou milhões de torcedores pelo mundo afora.

Os dois hinos do Santos falam dessa luta eterna pela vitória. No “Alvinegro da Vila Belmiro”, de Carlos Henrique Roma, há uma clara referência a este que deve ser um mandamento sagrado de cada jogador do Santos: “Com técnica e disciplina, dando o sangue com amor, pela bandeira que ensina lutar com fé e com ardor”.

Em “Leão do Mar”, de Mangeri Neto e Mangeri Sobrinho, destaca-se o time valente dentro e fora de casa, pois, não fosse assim, jamais teria furado o cerco dos grandes da capital: “Santos!, Santos, sempre Santos, dentro ou fora do alçapão, jogue o que jogar, és o Leão do Mar, salve o nosso campeão!”.

E foi assim, superando grandes desafios, que o Santos chegou a esta final da Copa do Brasil, que começa a ser jogada nesta quarta-feira, às 22 horas, na sagrada Vila Belmiro, contra o Palmeiras. Trata-se de um jogo de 180 minutos, cujo primeiro tempo terá como palco o mítico e familiar Alçapão.

Todos os titulares estarão em campo e, qualquer que seja o estado do gramado, embaixo de tempestade, ou em uma noite morna e agradável de primavera, a certeza que todo santista tem é que o time dará tudo o que pode nessa partida, pois o grande momento chegou, e o Santos é, historicamente, um time que cresce nos jogos mais importantes.

Estou confiante e sei que os jogadores, a comissão técnica e os torcedores também estão. Sei que haverá um bom e histórico adversário pela frente, mas o Alvinegro Praiano fez um ano melhor do que o alviverde e superou oponentes mais difíceis para alcançar a final. Portanto, ser campeão também seria uma questão de justiça.

De qualquer forma, há 180 minutos a serem jogados, e o título só virá se cada um desses minutos forem disputados com garra, técnica, disciplina, talento e inteligência. Ser campeão exige tudo isso, e estou certo de que os jogadores do Santos estão dispostos a dar o que é preciso para levantar a taça.

Só para dar uma relaxada antes do jogão de hoje, o grande violonista Marinho de Oliveira oferece, com arte, o harmonioso hino popular do nosso Santos. Feche os olhos e curta:

E você, o que espera do Santos no primeiro jogo da final?


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