No campo, o Santos venceu por 2 a 1, com gol de pênalti cobrado por Ricardo Oliveira no finzinho do jogo, mas o time se cansou muito no segundo tempo e o Ituano, que perdia por 1 a 0, só não virou o marcador porque a arbitragem anulou erradamente um gol do time de Itu. Agora, nas arquibancadas a derrota foi profunda: apenas 5.501 pessoas pagaram para ver o jogo – que, como muitos anteriores, poderia ter sido realizado no Pacaembu.

Como o São Paulo só jogaria na Capital à noite, não haveria objeção da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Sociedade Protetora dos Animais, ou de qualquer outra entidade, para que o Alvinegro Praiano jogasse em São Paulo e arrecadasse, no mínimo, 300 mil reais líquidos a mais do que arrecadou jogando na Vila.

Mas o Santos está nadando em dinheiro e não precisa melhorar suas arrecadações, já que o santista da Baixada lota a Vila Belmiro em todos os jogos. Lota tanto que agora terá dois estádios idênticos, um ao lado do outro. A ideia é jogar meio tempo em cada um. A concorrência do público é tanta que se pagará para ver apenas meio tempo. Quem quiser ver o jogo inteiro, terá de pagar dobrado e estar disposto a sair da Vila e ir para o arena Portuários. Genial.

O mesmo presidente Modesto Roma que joga para outros a responsabilidade que é só dele na hora de definir local e horário dos jogos do Santos, escolheu as 11 horas da manhã deste verão infernal para a partida contra o encardido Ituano. No final, Ricardo Oliveira queria matar o responsável por fazer o time jogar naquela canícula. Mal ele sabia que foi seu próprio chefe quem deu o palpite infeliz. Em São Paulo, a 700 metros acima do nível do mar, no esverdeante Pacaembu, ao menos teríamos alguns graus a menos.

O jogo

Contra um time que se defendeu com afinco e se revezou na pancadaria, até que o Santos, mesmo sem ser empolgante, controlou o primeiro tempo e saiu na frente com um gol de cabeça de Gustavo Henrique após o primeiro escanteio que Lucas Lima bateu bem.
Na segunda etapa, o time começou a tocar a bola para trás e o Ituano empatou, com Marcão, mas o árbitro Douglas Marques das Flores assinalou impedimento. Aos 37 minutos, porém, não teve jeito. O zagueiro Naylhor pulou sozinho em um escanteio e fulminou Vanderlei: 1 a 1.

Dorival Junior já tinha iniciado as suas substituições. Ronaldo Mendes entrou com disposição no lugar de Paulinho e deveria receber mais passes; Elano entrou mal no lugar de Gabriel e só começou a acertar os passes nos últimos minutos de jogo, e Victor Bueno substituiu bem a Renato, que já estava exausto.

O pênalti, bem marcado, surgiu em cima do participativo Ronaldo. O artilheiro Ricardo Oliveira, que voltou a ter uma atuação apagadíssima, cobrou e deu a vitória ao Santos. O curioso é que o time jogou mal em suas duas partidas na Vila Belmiro neste ano, e mostrou melhor futebol justamente na partida fora de casa, contra a Ponte Preta. Será que em 2016 teremos o avesso de 2015?

Santos 2 x 1 Ituano
Vila Belmiro, 11 horas da manhã
Público pagante: 5.501 pessoas.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Victor Bueno), Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho (Ronaldo Mendes), Gabriel (Elano) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Ituano: Diego; Raul Prata, Naylhor Luiz Felipe e Peri; Jonatan Lima, Wellington Simião, Marcelinho (Fernando Viana) e Claudinho; Edinho (Marcão) e Ruan (Igor). Técnico: Tarcísio Pugliese.
Gols: Gustavo Henrique, aos 48 do primeiro tempo; Naylhor, aos 37 e Ricardo Oliveira aos 52 minutos do segundo.
Arbitragem: Douglas Marques das Flores, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Raul Prata, Luiz Felipe, Peri, Claudinho (Ituano) e Lucas Lima (Santos).
Cartão vermelho: Raul Prata.

E você, o que acha disso?