Mais eficiente, o time do Interior aproveitou as chances para alcançar a vitória.

Que a ótima imagem deixada na quinta-feira tenha sido manchada em São José dos Campos, diante de um público majoritariamente santista, com muitas crianças que queriam ver o seu time ganhar.

Que apesar de ter a posse de bola a maior parte do tempo, o Santos tenha chutado pouco a gol. Quem não chuta, não marca.

Que o Santos tenha se preocupado tão pouco com a defesa, a ponto de dar muito espaço para o veterano Roger e os jogadores adversários.

Que Ricardo Oliveira ainda esteja com a cabeça na China, que Gabriel tenha voltado a jogar mais para ele do que para o time e que Victor Ferraz tenha desaprendido de como cruzar.

Que Serginho, justo aquele que eu elogiei no último post, tenha se escondido do jogo e errado o passe que deu o primeiro gol ao Red Bull.

Que o árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo tenha engolido o cartão amarelo no primeiro tempo, o que permitiu ao Red Bull dar rasteira, empurrão, rabo de arraia e outros bichos.

Que Dorival Junior insista tanto com Patito Rodríguez, um jogador que não seria titular nem no Capivariano.

Que Lucas Lima tenha deixado a humildade de lado e reclamado acintosamente de seus companheiros, chegando a virar as costas para a jogada.

Que só pudemos assistir ao jogo pelo Sportv, no qual narrador e comentarista torciam o tempo todo contra o Santos.

Mas, ao mesmo tempo, é uma felicidade que o futebol reserve uma história diferente para cada partida. E no próximo domingo tem o Clássico Alvinegro, o Grande Jogo. E estou certo de que valerá a pena ver o Santos jogar.

E pra você, essa derrota foi uma pena por quê?