Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: março 2016 (page 1 of 5)

Virada e liderança!

Segue o boicote odioso da Globo ao Santos

Mesmo com cinco jogadores das Seleções Brasileiras Principal e Olímpica, o Santos está sumido da tevê Globo e de seus filhotes Sportv e Premiere. É claro que isso já era esperado e é uma retaliação ao fato de o Glorioso Alvinegro Praiano ter assinado com o Esporte Interativo a partir de 2019. O que a Globo faz, como empresa jornalística, é inominável. Mas algumas coisas estão mudando em nosso País e esse poder que ela tem sobre o futebol e sobre os clubes está no fim.

Clique aqui para ler sobre o boicote da Globo ao Santos

A entrada de Lucas Lima no lugar de Alison mudou o Santos da água para o vinho, e o time, que terminou o primeiro tempo perdendo para a Ferroviária por 1 a 0, virou para 4 a 1 na segunda etapa, com gols de Zeca, Paulinho (2) e Gabriel, de pênalti. Além de Lucas Lima, os destaques santistas foram Joel, Paulinho e Zeca.

Com o resultado, o Santos volta à liderança do Grupo A, com 26 pontos, sete vitórias, 11 gols de saldo e 21 gols marcados, contra 24 pontos, seis vitórias, 10 gols de saldo e 19 gols marcados pelo São Bento, o segundo colocado.

Ao Santos restam ainda o Capivariano fora e o Audax em casa, enquanto o São Bento enfrentará o Audax fora e o São Paulo em casa. Uma vitória domingo, às 18h30, contra o Capivariano, pode garantir o primeiro lugar do grupo ao Santos, desde que o São Bento não vença o Audax fora de casa.

É importante terminar em primeiro porque isso dará ao Alvinegro Praiano a vantagem de fazer o jogo único das quartas de final em casa. Se vencer, fará também a semifinal diante de sua torcida.

Sem os titulares David Braz, Renato e Ricardo Oliveira, Dorival Junior escalou o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Alison (Lucas Lima) e Rafael Longuine; Gabriel, Paulinho (Elano) e Joel (Ronaldo Mendes).

A Ferroviária, dirigida por Sérgio Vieira, jogou com Rodolfo, Igor Julião, Marcão, Luan e Thallyson; Juninho, Matheus Rossetto (Luiz Gustavo) e Fernando Gabriel; Tiago Marques (Caíque), Samuel e João Paulo (Rafinha).

Depois de alguma instabilidade no primeiro tempo, o Santos dominou a partida e conseguiu uma ótima vitória na segunda etapa. O único fato a lamentar foi o pequeno público do Urbano Caldeira: apesar dos apelos dos jogadores e da imprensa local, apenas 4.208 pessoas pagaram para ver a boa vitória santista.

Flashes de uma democracia que funciona:

E você, o que acha disso?


Agiotagem da Doyen nos casos de Geuvânio e Leandro Damião


Ricardo Oliveira pegou pouco na bola, mas fez um gol e acertou um chute no travessão. Lucas Lima jogou só 15 minutos, mas deu outro padrão ao time.

E mais essa: Fifa multa o Santos em 282 mil reais

Recebi esta manhã uma mensagem da Fifa dizendo que o Santos foi multado em 75.000 francos suíços (equivalente a R$ 282.225,00) e recebeu ainda um aviso e uma advertência por violar o artigo 18bis (edição de 2008), bem como o anexo 3 do regulamento da entidade no que tange a contratos de trabalho com jogadores. O clube foi julgado responsável por celebrar contratos que permitiram a participação de terceiros, por não declarar as informações obrigatórias ao Sistema de Transferência Internacional e por não cooperar com uma investigação conduzida pela FIFA. A mensagem não explica quais contratos tiveram irregularidades e nem cita nomes de jogadores ou dirigentes, mas talvez isso já tenha a ver com a Doyen e a contratação de Leandro Damião.

AGIOTAGEM DA DOYEN NOS CASOS
DE GEUVÂNIO E LEANDRO DAMIÃO

Apresentado ao Santos, o “motorneiro” Leandro Damião abraça Odílio Rodrigues, o presidente que assinou contrato com a Doyen sem prestar atenção nas cláusulas.

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

Segundo informação do Odir, dependendo de sentença, o “empréstimo” da Doyen para comprar o Damião poderia custar 18 milhões de euros ao Santos. Como o contrato deste “empréstimo” não está à disposição, resolvi ler o contrato da venda dos direitos do Geuvânio vazado pela FOOTBALL LEAKS, para entender o MODUS OPERANDI do fundo. Em face de um rombo de 18 milhões de euros nunca será excessivo chatear aos leitores com textos prolixos e maçantes para tentar expor um ou outro elemento talvez não considerado ainda, quiçá útil para a causa do Santos.

1 – PERGUNTA AO LEITOR

Se você, leitor deste blog, tivesse vendido duas casas geminadas a um fundo imobiliário em novembro de 2014 e a primeira casa tivesse sido revendida no mercado em janeiro de 2016 com prejuízo (em relação ao preço pago a você acrescido de juros de 10% ao ano até a revenda) e o fundo imobiliário tivesse direito de exigir que você o indenizasse pelo prejuízo, e se a segunda casa não tivesse sido vendida ainda em fevereiro de 2017 e você fosse obrigado a aceitar a devolução desta pelo fundo e repagar a ele o valor do preço recebido acrescido de juros de 10% ao ano, pergunto:

…você acha que você vendeu mesmo as duas casas geminadas ao fundo imobiliário em novembro de 2014, como sugere o contrato?

Evidentemente que não, porque a despeito de qualquer falsidade nas denominações dos termos do contrato, a operação que mais se aproxima dos efeitos das cláusulas, é a de que você em 25 de novembro de 2014 não vendeu, mas cedeu as duas casas em consignação ao fundo imobiliário, recebendo deste não um preço de venda, mas um adiantamento financeiro sujeito a juros, sendo que a venda com transferência de propriedade da primeira casa ocorreu apenas em janeiro de 2016, não ao fundo imobiliário, que agiu apenas como agente, mas ao terceiro. Como o preço de venda pago pelo comprador foi inferior ao adiantamento recebido e acrescido de juros, você, proprietário da casa teve que cobrir o déficit do agente. Também a devolução da segunda casa coaduna perfeitamente com esta intepretação.

A contrapartida lógica deste contrato seria que na hipótese em que o valor de venda da casa ao terceiro em 2016 tivesse superado o valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros, o fundo imobiliário sendo apenas agente, teria que lhe remeter a quantia do superávit.

Infelizmente ledo engano meu caro, porque você cedeu uma terceira casa em 2014 ao mesmo fundo imobiliário com um contrato de conteúdo absolutamente idêntico, sendo esta a casa foi revendida igualmente em 2016, mas neste caso com superávit em relação ao valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros de 10% ao ano. Mas o fundo imobiliário, com base no contrato embolsou todo o superávit sem repassar um centavo a você. Neste caso o fundo considerou ter comprado a casa em 2014.

Então você não seria imbecil a ponto de assinar “contratos” que definem a sua verdadeira natureza dependendo de um resultado futuro, seja uma transação de consignação a um agente com adiantamento financeiro deste, ou seja, uma transação de venda efetiva no ato da assinatura do contrato, alternativas que têm a finalidade única de alocar todos os lucros ao fundo imobiliário e todos os prejuízos a você.

Um contrato destes deve ser enquadrado como AGIOTAGEM, com o fundo imobiliário no papel de AGIOTA. E você, vítima da agiotagem, além de ter pagado o custo da construção da casa durante anos, vai pagar juros, manutenção e arcar com todos os riscos envolvendo a casa no período de 2014 e 2016.

Mas as casas das quais falamos, não são casas, correspondem na verdade a 35% dos direitos econômicos do GEUVÂNIO. O imbecil não foi você, mas o Santos Futebol Clube e a imobiliária não foi imobiliária, mas a Doyen.

Evidentemente o mecanismo híbrido não é apresentado no ”Contrato de participação em direitos econômicos” da Doyen na forma em que foi exposto em nosso exemplo imobiliário. É camuflado elegantemente em duas alternativas simplórias. Na hipótese em que houver superávit na venda dos direitos no futuro, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-a, que a propriedade dos direitos foi transferida a Doyen no ato da assinatura em novembro de 2014, ficando o superávit auferido em 2016 com a Doyen. No caso em que no futuro houver déficit na venda dos direitos, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-b que a Doyen jamais assumiu a propriedade dos direitos, ficando o prejuízo constatado em 2016 a cargo do Santos. No caso em que nem mesmo a Doyen consiga encaminhar a “revenda” do jogador no mercado, a obrigação de repagamento do adiantamento financeiro acrescido de juros de 10% ao ano é instrumentado através da “opção” da Doyen para “revender” o jogador ao Santos, conforme a CLÁUSULA 13.

A taxa de juros de 10% ao ano não é barata em euros, é cara, com o risco do benefício que o Santos teria em relação às taxas de juros superiores em reais ser suplantado múltiplas vezes pelo risco cambial da dívida, como de fato foi.

Mesmo sem conhecer o “contrato de empréstimo” firmado entre o Santos e a Doyen para financiar a compra do DAMIÃO, mas a julgar pelas informações fragmentárias publicadas na mídia, como a de que no mínimo 80% do lucros da “revenda” do Damião ficam com a Doyen, é quase certo que se trata igualmente de uma compilação de transações diferentes empacotadas num único contrato, valendo aquela que dependendo do resultado da venda futura beneficiar a Doyen e prejudicar o Santos.

Se o desempenho do Damião, estacionado no Santos, fosse mal e o seu valor não atingisse 18 milhões de euros, o contrato funcionaria como um contrato de empréstimo e o Santos fica devendo 18 milhões de euros à Doyen. Mas se o jogador fosse bem, a Doyen não se considera mais cedente de um empréstimo, mas proprietária de no mínimo 80% dos direitos desde o início da transação em Janeiro de 2014.

2 – GEUVÂNIO: AS CLÁUSULAS 6.3 e 10-C DE EXPECTATIVA DE REVENDA AO “VALOR RAZOÁVEL”

No modelo simplificado não ilustramos a CLÁUSULA 6.3, que define um “VALOR de oferta de transferência RAZOÁVEL e valor mínimo de mercado do jogador” de 4 milhões de euros como parâmetro para uma “revenda” dos seus direitos, o que para a fatia de 35% da Doyen corresponde a um valor de 1,4 milhões de euros, ou seja, um rendimento de 86,7% (1,4 /0,75 milhões). A expectativa de atingir este valor numa “revenda” teria sido considerada “por ambas a partes como essencial para a assinatura do contrato”.

Mesmo que a CLÁUSULA 6.3 não estipule de forma afirmativa uma obrigação do Santos de indenizar a Doyen caso o rendimento não atingir a marca do valor razoável, tal obrigação pode ser deduzida de forma indireta da CLÁUSULA 10.1-c, que usa o artifício da possibilidade de renúncia da Doyen a uma indenização (definida por “valor adicional devido”), nos casos em que ela “concordar voluntária e explicitamente ” em receber apenas o valor da venda efetiva, quando inferior ao “valor razoável”.

Assim a CLÁUSULA 10.1-c parece servir também como instrumento de pressão para oferecer graciosamente ao Santos a renúncia ao valor “RAZOÁVEL” em troca de novos direitos econômicos de outros jogadores. Acrescente-se que o contrato através de extensas cláusulas, aqui não comentadas, é orientado para incentivar o Santos a ceder novas fatias como forma de pagamento.

Considerar o “valor razoável” como base de indenização do Santos à Doyen para garantir a ela uma rentabilidade mínima de 86,7 % na “revenda” da fatia, não passaria de AGIOTAGEM DELIRANTE. O valor de 4 milhões de euros não tem qualquer fundamentação econômica e deveria ser simplesmente ser ignorado pelos tribunais.

3 – GEUVÂNIO: A CLÁUSULA 7.4, LÓGICA, MAS POSSIBILITADORA DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA

A CLÁUSULA 7.4 do contrato do Geuvânio prevê que se houver uma oferta de terceiros pelos direitos econômicos do jogador e o Santos não quiser vender a sua parte ou ceder o jogador, a Doyen terá o direito de exigir do Santos o montante oferecido pela “fatia dela”. Se a Doyen fosse realmente proprietária da fatia, a cláusula seria sem dúvida lógica do ponto de vista econômico, mas com o defeito de teoricamente poder possibilitar a formação de quadrilha contra o Santos. Seria o caso teórico em que Doyen incitar um clube amigo europeu em fazer uma oferta superfaturada para poder superfaturar o Santos.

Ocorreu uma situação na qual houve forte suspeita de que a Doyen tenha fomentado uma oferta falsa. O Olympique Marseille, cujo presidente Vincent Labrune é parceiro do presidente Nélio Lucas da Doyen, sendo que o denominaria por “Jerry Maguire” em alusão ao personagem encarnado por Tom Cruise no filme “A grande virada”, ofereceu 15 milhões de euros pelos direitos do Damião em carta oficial enviada ao Santos. A oferta do Oympique ao Santos foi grotescamente superfaturada em relação a desempenho pífio do jogador no Santos e no Cruzeiro, mas pôde ser feita sem risco de realização, porque naquele momento o Santos não podia aceitá-la, visto que o jogador havia conseguido romper o seu vínculo na justiça. É possível que a Doyen tenha incitado o Olympique Marseille a fazer a oferta superfaturada para justificar “um valor de mercado” irreal como prova para uma eventual contenda judicial com o Santos. A cronologia dos eventos sustenta esta hipótese, porque a oferta de foi feita em 30 de agosto de 2015, três meses após da absurda sentença de 3 de junho de 2015 do juiz Pérsio Luís Teixeira de Carvalho da 4ª Vara do Trabalho de Santos rescindindo o contrato do jogador com o clube, que faturaria 650.000 reais mensais, sem justificar nem 20.000.

Porque o Olympique tão interessado no Damião, não renovou a sua oferta de 15 milhões de euros quando apenas quatro meses após (em janeiro de 2016) o Santos e o Damião entraram em acordo? Em janeiro de 2016 vários sites anunciaram que Doyen foi à Justiça para cobrar uma dívida acima de 80 milhões de reais do Santos. Se a “oferta” do Marseille tiver sido anexada como PROVA nesta ação da Doyen contra os Santos, o que não sabemos, haveria suspeita de formação de quadrilha contra o Santos.

4 – O SUBFATURAMENTO ELOQUENTE DA FATIA DO GEUVÂNIO

O Santos “vendeu” a fatia de 35% dos direitos do Geuvânio em 25 de Novembro de 2014 à Doyen por 750.000 euros, o que corresponde a 2,143 milhões de euros por 100% dos direitos. Naquele momento o jogador já havia superado a fase negra iniciada antes da Copa, recuperando o nível paulatinamente após. Já em 26/9/2014 depois da derrota para o Atlético em Minas por 3×2, o Odir comentava: “Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem”.

Exatamente 14 meses depois da “venda” da fatia à Doyen, o jogador acabou vendido por 11 milhões de euros ao clube chinês Tianjin Quanjian. Uma “valorização” de 2,2 a 11 milhões em 14 meses seria ainda mais surpreendente se levarmos em conta que até ser vendido, o jogador estava quatro meses ausente dos campos após a sua contusão em setembro de 2015.

Se argumentássemos que o Geuvânio foi vendido a um preço acima das expectativas devido a um “inflacionamento chinês”, e se considerássemos em vez dos 11 milhões pagos, que o jogador valia apenas 6 milhões de euros, este valor seria ainda o triplo do preço fixado de apenas 2,2 milhões de euros.

Tampouco seria honesto recorrer à valorização de jogadores em sites europeus, que incorrem no “bias” sistêmico de atribuir valores extremamente baixos para jogadores brasileiros que não saíram do país e valores mais realistas quando estão na Europa. Pegue-se o caso do site alemão Transfermarkt, que valoriza o Galhardo, eleito melhor lateral direito do Brasileirão de 2015 a 1,75 milhão e o Bruno Peres, seu ex-concorrente no Santos, em 10 milhões de euros. Óbvio que a confirmação da capacidade do jogador em alguns campeonatos europeus aumenta o seu valor, mas jamais nas proporções que transparecem nos sites eurocêntricos; jogador não aprende futebol quando está sentado no avião cruzando o Atlântico, ainda mais quando já tem a idade de 23 anos como o Geuvânio.

O Corinthians andou exigindo uma compensação de 2 milhões de euros pelo juvenil Vitinho, que saiu com 15 anos para o Manchester City, exatamente o valor que o Orlandelli e do Odílio aceitaram pelo consagrado Geuvânio de 23 anos, eleito melhor meia e revelação do Paulista de 2014. É portanto evidente que houve subfaturamento brutal na “venda” da fatia do Geuvânio, lesando o Santos em milhões de euros.

5 – O FERIMENTO DO ESTATUTO DO SANTOS NA VENDA DAS TRÊS FATIAS

Antes dos contratos com a Doyen terem sido vazados, conjecturava-se que a venda das fatias de três jogadores efetuada nos últimos três meses anteriores ao término do mandato, teria ferido no mínimo o espírito do Artigo 91 do Estatuto, que cita apenas direitos “federativos” e não explicitamente os econômicos. Mas a própria redação do Artigo definindo “compra e venda” de direito federativo, implicava que abrange os econômicos, porque os federativos não se vendem, são apenas registros em federação, decorrentes da venda dos econômicos, os únicos vendíveis.

Mas para acabar com as dúvidas, contrato divulgado pela Footbal Leaks revela que o Estatuto foi mesmo violado, porque a Doyen foi solicitada pela CLÁUSULA 7.8 a prospectar “desde já” (portanto desde 25 de novembro de 2015) propostas de transferência do jogador, incluindo a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes aos Santos, a partir do dia 1° de janeiro de 2015. Se a partir deste dia o Santos se recusasse a vender a fatia dos direitos econômicos que ainda lhe pertencem, a Doyen poderia fazer uso da CLÁUSULA 7.4 e forçar o Santos recomprar a fatia “vendida” em 25 de novembro de 2014, o Santos sendo obrigado a ceder por falta de caixa. Portanto concedendo esta configuração de cláusulas, a gestão Odílio deu poderes a um terceiro a encaminhara a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes ao Santos “desde já”, o que equivale à uma permissão para transferência do direito federativo, ferindo o-pé-da-letra do Artigo 91 do Estatuto, porque dar permissão a alguém vender, equivale a vender.

Sendo “ineficaz o ato em contrário” como diz o Artigo 91 do Estatuto, os três contratos de venda de fatias do Geuvânio, do Gabriel e do Daniel Guedes não têm validade jurídica pelo Estatuto.

6 – MEDIDAS A SEREM TOMADAS PELO SANTOS

Imagino que o contrato do Geuvânio seria considerado inválido pela justiça em vários países, porque transgride os mais elementares princípios que regem contratos em geral e transações patrimoniais em particular. Seja pelo fato da verdadeira substância do contrato ser definida apenas retroativamente na dependência de um resultado futuro, sempre para direcionar o lucro à Doyen e prejuízo ao Santos, o que é ilícito, seja com a violação do princípio de que lucros ou perdas na revenda de patrimônio, só podem ser atribuídos aos proprietários do patrimônio, e não como decorre pelas cláusulas 10.1-b e 14 a supostos “ex-proprietários”, ou no caso do Damião ao suposto “cedente de empréstimo financeiro”, seja por falsidades ideológicas na terminologia do contrato e por fixação de valores fantasiosos.

Os termos agiotas e ilícitos do contrato da Doyen não podem ser, como pretendido pelos seus autores, escondidos e desativados pela CLÁUSULA 22 de confidencialidade, dissimulados através da troca dos conceitos de “cessão” e “financiamento por empréstimo”, tampouco serem neutralizados por terminologias ou textos dissimulatórios, como a denominação eufemística de “RAZOÁVEL” da relação entre a “Taxa de concessão” e o valor da CLÁUSULA 6.3, na realidade extorsiva e fantasiosa, ou por alegações falsas nas CONSIDERAÇÕES (2) e (3) que o Santos“ estudou diversas alternativas“ considerando a transação como “a alternativa mais vantajosa do mercado”, pontos que NÃO DISSIMULARÃO a agiotagem perante os tribunais.

Também a intenção dissimulatória das CLÁUSULA 16.2 com a declaração do Santos que o Estatuto não foi ferido, primeiro, não oculta o ferimento do mesmo pelo próprio contrato e segundo não provaria qualquer alegação da Doyen de desconhecimento do Estatuto do Santos, que é do domínio público, obtenível no site do clube, nas federações e qualquer advogado zeloso e digno desse nome como também os advogados da Doyen devem tê-lo no dossiê do “empréstimo” milionário feito ao Santos para financiar a compra do Damião. Finalmente A CLÁUSULA 17 estipulando que a Doyen não tem direito de exercer influência na administração do Santos, visando blindagem do regulamento da FIFA, não dissimula a interferência da Doyen no Santos pelo próprio contrato. Enfim o ”contrato” da Doyen parece um verdadeiro pasquim de compilação de arbitrariedades ilícitas e de cláusulas cosméticas que tentam dissimulá-las.

Inevitável que a bomba dos “contratos” da Doyen em si desequilibrados pelo favorecimento ilícito do fundo, detonaria no dia em que um jogador não desse certo. Foi o caso do Damião. Espera-se que a Justiça limpe o futebol e proteja os clubes brasileiros da agiotagem de investidores nacionais e internacionais, bem como de “empresários” que manipulam causas trabalhistas de jogadores de salários milionários, apenas para pilhar direitos econômicos.

7 – O OBJETIVO DO SANTOS NO CASO GEUVÂNIO

Fato é que o Comitê de Gestão do Odílio pressionado pelo peso das obrigações financeiras geradas pelo Damião, que no ponto 8 que se segue, consideramos falsas, acabou “cedendo“ as fatias dos três jogadores. O Odílo nega que tinha avalizado pessoalmente dívidas com a Doyen, não podendo então ser este o motivo da venda das três fatias. Se confessasse o que o motivou na calada da noite a vendê-las, prestaria um enorme serviço ao Santos na sua ação contra a Doyen.

Mesmo que o Santos tenha sido prejudicado essencialmente pelo subfaturamento na cessão do Geuvânio, que em magnitude absoluta superou todos os demais dispositivos agiotas do contrato, o objetivo de uma ação judicial seria invalidar e “desempacotar” o contrato, que encerra elementos de transações distintas e validar apenas a transação que se aproxima mais da substância real, considerando os preceitos de consistência econômica, obedecendo aos princípios elementares de “arms’ length” e excluindo os elementos extorsivos e agiotas.

Pelas razões citadas, a substância mais realista é que a transação do Geuvânio corresponde a um mero empréstimo financeiro da Doyen concedido ao Santos em euros e a juros de 10% ao ano, permitindo à Doyen obter um futuro benefício pelo clube europeu que comprasse o jogador.

Um elemento suplementar de grande relevância para se concluir de que a suposta “venda” não passa de mero empréstimo financeiro, é o fato do Santos ter arcado durante anos com os custos de formação do jogador, pago o seus salários, sustentado os custos de suas prolongadas contusões e ter faturado em janeiro de 2016 por sua fatia de 35% apenas 3,6 milhões de euros, enquanto que a Doyen nada mais fez que investir 750.000 euros e pretende faturar igualmente 3,6 milhões de euros, quase o quíntuplo do investimento feito 14 meses antes. Tampouco a Doyen investiu na venda do jogador, que foi inteiramente da inciativa do treinador Vanderlei Luxemburgo, que já em janeiro de 2015 pretendia a sua contratação pelo Flamengo, time que então treinava.

Finalizando, o Santos no caso do Geuvânio deve à Doyen apenas o repagamento do empréstimo financeiro de 750.000 euros acrescido de juros e nada mais, sendo esta interpretação realista da substância da transação compatível com o Estatuto do Santos. Também as fatias do Gabriel e do Daniel Guedes jamais foram vendidas à Doyen, como pretendem os respectivos contratos ilícitos.

8 – OBJETIVO DO SANTOS NO CASO DAMIÃO

Se o valor de 18 milhões de euros pelo qual a Doyen estaria processando o Santos, corresponder a um valor definido por “RAZOÁVEL”, como na Cláusula 6.3 do contrato do Geuvânio, deve ser considerado fantasioso. O único valor real da transação são os 12 milhões de euros transferidos.

Já havia opinado em comentário no post do Odir de 27/01/2016 “Somos todos Grande Rio!” que os direitos do Damião jamais pertenceram ao Santos, que serviu apenas de laranja. Sempre com a ressalva de não conhecer o “contrato de empréstimo”, apenas informações derivadas, acho que o objetivo no caso Damião é idêntico ao do caso Geuvânio, “desempacotar” o contrato ilícito que encerra uma confusão de elementos de operações diversas e validar apenas aqueles que correspondem à substância mais realista dos fatos.

O apetite da Doyen em canalizar 12 milhões de Euros através do Santos, sabidamente um dos clubes mais endividados do Brasil, e a exigência contratual do auferimento de 100%, no mínimo 80% dos lucros na “revenda“ do jogador a benefício Doyen e não ao Santos, falsamente considerado“ proprietário” dos direitos, revela de forma incontestável a substância real da transação, de que o Santos serviu apenas de “laranja” para uma fatia de direitos econômicos pertencentes de fato ao fundo maltês. A Doyen teve dúvidas quanto à capacidade do jogador e estacionou os seus direitos no Santos, dissimulando a transação em “contrato de empréstimo financeiro” para o que na verdade é um contrato de empréstimo de direitos econômicos, visando deixá-los definitivamente nas mãos do Santos, caso o jogador não justificasse o valor (o que de fato ocorreu).

O objetivo é uma sentença determinando que no mínimo 80% dos direitos do jogador sejam considerados pertencentes à Doyen a partir de Janeiro de 2014. E que consequentemente os juros eventualmente pagos sobre o falso ”empréstimo”, sejam devolvidos ao Santos, que em contrapartida deverá transferir os direitos econômicos que detém ainda gratuitamente à Doyen.

O risco tomado pela Doyen ao consignar 80% dos direitos econômicos ao Santos deveria ser desmembrado em duas categorias, primeiro o da evolução do valor de mercado dos direitos e segundo, o da perda da fatia de 80% dos direitos em nome do Santos.

O RISCO DE PERDA DE VALOR DE MERCADO afetando no mínimo 80% dos direitos do Damião foi tomado claramente pela Doyen como detentora real destes e o prejuízo de sua desvalorização não pode ser de forma nenhuma atribuído ao Santos, que deu todas as chances imagináveis ao jogador, prejudicando até a classificação nos campeonatos, devido às suas pífias atuações. O mesmo sucedendo no Cruzeiro.

Consignando a sua fatia de direitos econômicos de 80% a um clube financeiramente frágil, a Doyen assumiu também em parte o RISCO DA PERDA DA FATIA PELO SANTOS, porque os direitos poderiam ser perdidos não apenas por negligência e má fé do Santos, como também por iniciativas de terceiros fora de controle do clube, como atos do próprio jogador e do seu ganancioso “empresário” e de sentenças da Justiça de Trabalho Brasileira, que podem ser falhas.

Mas na medida em que a Justiça julgue o Santos responsável pela perda de parte dos direitos (segundo post do Odir, apenas 45% estão registrados em seu nome), a indenização do Santos à Doyen se limitaria ao valor atual de 35% dos direitos que foram perdidos (80%-45%=35%), porque, como opinamos, 45% detidos pelos Santos deveriam ser transferidos gratuitamente para a Doyen.

O valor atual dos direitos do Leandro Damião deveria ser determinado por uma corte arbitral. Supondo como exemplo um valor de 4 milhões de euros, o Santos deveria indenizar a Doyen por 4 milhões x 35%= 1,4 milhão de euros.

E você, o que acha deste artigo de Tana Blaze?


Reservas mereciam vencer


Reveja os melhores momentos do jogo e constate que só deu Santos.

O Santos criou chances para ganhar por dois ou três gols de diferença, mas parou nas boas defesas do goleiro Denis. O gol santista só saiu no começo do segundo tempo, em ótima jogada de Joel, que girou em cima do zagueiro e bateu forte, de esquerda, entre a trave e o goleiro.

O mesmo Joel, entretanto, atrapalhou Gustavo Henrique na marcação de um escanteio, e isso permitiu que Alan Kardec subisse primeiro que os santistas para cabecear para o chão e empatar a partida, a menos de 10 minutos para o final.

Com o empate, o Santos foi a 23 pontos e o São Paulo a 18. Só que, por saldo de gols, o Alvinegro Praiano perdeu a primeira posição do Grupo A para o São Bento. Agora o Santos volta a jogar na quinta-feira, contra a Ferroviária, às 21h30, na Vila Belmiro.

O destaque negativo do Sansão foi o público, de apenas 6.239 espectadores. Ou seja, apesar dos ingressos mais baratos, apenas 1/3 da Vila Belmiro foi ocupado. Nem vou lembrar que a partida poderia ter sido realizada no Pacaembu, pois não havia jogos na Capital.

Santos 1 x 1 São Paulo

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju;
Renato (Alison), Vitor Bueno (Neto Berola), Léo Cittadini (Serginho) e Rafael Longuine; Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Júnior.

São Paulo: Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, João Schmidt, Thiago Mendes (Kelvin) e Daniel (Alan Kardec); Centurión (Lucas Fernandes) e Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza.

Gols: Joel aos 13 e Alan Kardec aos 37, ambos no segundo tempo.

Arbitragem: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira.

E você, achou esse empate bom?


Humildade é essencial

O Santos que enfrenta o São Paulo nesse domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, pode ser considerado um time misto, já que não contará com os cinco jogadores que servem às Seleções Brasileiras e também está sem o titular David Braz, voltando de contusão. Porém, há um lado positivo: o time terá muitos jogadores querendo mostrar serviço, jogando ao lado de seu torcedor e diante de um adversário que tem sido motivador para os santistas. Por fim, a humildade dos reservas guarda o espírito apropriado que um time de futebol deve ter, sempre, como ficou provado, mais uma vez, no jogo da Seleçãozinha Brasileira diante do Uruguai.

Digo Seleçãozinha porque é um time de jogadores pequenos, no tamanho e no futebol. Um bando de desconhecidos dos quais a gente só reconhece Daniel Alves e Neymar. Os dois únicos grandões, David Luiz e Miranda, me fizeram ver com melhores olhos a dupla de zaga santista. Caramba, nunca imaginei que um dia a Seleção teria dois becões tão ruins.

Engraçado é que Dunga só fez entrar os santistas Ricardo Oliveira e Lucas Lima quando a viola já estava em cacos. Se ganhasse, a glória seria do bando de anõezinhos; como caminhava para a derrota, entraram os santistas. Colocar Lucas Lima em campo aos 41 minutos da segunda etapa é sacanagem. Ricardo Oliveira entrou aos 32 minutos, mas não pegou na bola. Todo mundo embolou na área do Uruguai querendo fazer o gol da vitória e, como ele não recebeu um passe, virou um espectador.

Estamos cansados de saber que a Seleção Brasileira não está mais entre as principais do mundo, mas parece que Dunga e os jogadores ainda não sabem. O individualismo do time é decepcionante. Longe do organizado Barcelona, Neymar volta a ser o moleque irresponsável que foi durante seus últimos tempos no Santos. Ele não tem o mínimo perfil para ser o capitão do time, pois é irritadiço, não sabe comandar pelo exemplo e só joga melhor quando é colocado em uma posição de coadjuvante, como ocorre no Barcelona, time no qual se contenta em ser mais um servidor do Messi.

Com 2 a 0 era para cadenciar o jogo, atacar na boa, marcar bem Suárez e Cavani, os dois uruguaios que poderiam mudar a sorte da partida, como realmente mudaram. Mas todos esses medíocres e egocêntricos jogadores brasileiros querem fazer de cada vez que pegam na bola um momento viralizante na Internet. Falta-lhes autocrítica para reconhecer o verdadeiro tamanho de seu futebol e falta-lhes inteligência para perceber que o sucesso de cada um depende do sucesso de toda a equipe.

Bem, como os amigos santistas podem perceber, ainda torço e me incomodo com o mau futebol da Seleção, ela que era uma extensão do Santos no período áureo do futebol brasileiro, de 1958 a 1970. Mas, é claro, o jogo mais importante para nós é mesmo o desse domingo, diante do São Paulo.

Leio a escalação e acho que pode ser um bom time, se os reservas aproveitarem a oportunidade para provar que merecem ser titulares. Com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alison, Renato, Serginho e Rafael Longuine; Paulinho e Joel o Santos pode jogar e vencer bem. Eu confio.

O São Paulo, com Michel Bastos no lugar de Ganso, deverá ser escalado por Bauza com Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Daniel; Centurión, Michel Bastos e Calleri.

O ingresso está barato, o clima é bom, o time está na liderança de seu grupo, o adversário não passa por uma boa fase, ou seja, as condições são propícias para o torcedor lotar o Urbano Caldeira e empurrar o time para mais uma vitória em um Sansão. Torçamos.

E você, o que espera do Santos no clássico?


A inteligência de Cruyff

Um tributo ao craque incomparável:

Um exemplo do futebol solidário da Holanda na Copa de 1974:

Morreu hoje, a um mês de completar 69 anos, o holandês Johan Cruyff, provavelmente o craque mais inteligente que pisou um campo de futebol. Não falo só da inteligência de jogar, mas de enxergar o todo que envolve o esporte. E mais do que inteligente, Cruyff tinha personalidade e era um líder respeitado. Por isso foi um atleta, técnico e dirigente bem acima da média.

Melhor jogador da Copa de 1974, merecia ter sido campeão. Um título ali o teria colocado em um patamar ainda mais alto na história do futebol. Mesmo assim, nenhum jogador brasileiro – com exceção de Pelé – representou tanto para o esporte como ele.

Maior expoente do estilo revolucionário da Holanda, seleção que foi chamada de “Laranja Mecânica”, mas também de “Carrossel Holandês”, pois fazia o jogo evoluir em círculos, Cruyff era o maestro daquele “futebol total”, em que os jogadores não guardavam posição e os defensores tinham tanta habilidade quanto os atacantes. Depois, como técnico, levou essa filosofia para o Barcelona, que hoje domina seus adversários com muita movimentação e um toque de bola irresistível.

Contrariado com a ditadura que imperava na Argentina, recusou-se a jogar a Copa de 1978, na qual a Holanda terminou em segundo lugar. Antes, sua opinião tinha sido decisiva para impedir o Ajax de disputar o título mundial na América do Sul, contra o campeão da Copa Libertadores. Abominava a violência e as trapaças usadas pelos times sul-americanos para vencer os europeus. A recusa do Ajax acabou com o sistema anterior do Mundial Interclubes e levou a decisão para um jogo só, em campo neutro, no Japão.

Em seu livro sobre a Copa de 74, que li em apenas uma tarde, define a Seleção Brasileira como “Os Gigantes Sul-americanos”. Cruyff, assunto de 80% dos blogs esportivos nesta quinta-feira, resumiu seus conhecimentos sobre o futebol em frases claras e profundas. Abaixo reproduzo as 10 que considero mais importantes:

10 frases de Cruyff

1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso, se praticar. Dá até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.

2. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá, obrigatoriamente, a melhor equipe.

3. No meu time o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.

4. Jogadores que não são verdadeiros líderes, mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade já sabem que os outros vão errar.

05. Em uma partida de futebol é estatisticamente provado que os jogadores tem a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é: o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é o que determina se você é um bom jogador ou não.

06. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.

07. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fique o menor possível.

08. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.

09. Acho ridículo quando um talento é rejeitado baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas qualidades, técnicas e visões não podem ser detectadas por um computador.

10. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.

Ganso fora do Sansão

Por uma falta boba diante do Botafogo, Paulo Henrique Ganso foi suspenso e desfalcará o São Paulo no clássico de domingo, na Vila. Bom para o Santos, ruim para o Sansão. Quando ele surgiu, me deu a impressão de que finalmente o Brasil teria um meia como os melhores da história. Mas, provavelmente devido aos seus problemas clínicos, além de seu caráter instável e individualista, Ganso poucas vezes justificou o prestígio conquistado naquele primeiro semestre mágico de 2010. Mais uma prova de que para ser um jogador completo, como Cruyff, é preciso muito mais do que ter habilidade e visão de jogo. É preciso ser um craque o tempo todo, dentro e fora do campo.

E você, o que acha disso?


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