O Santos que enfrenta o São Paulo nesse domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, pode ser considerado um time misto, já que não contará com os cinco jogadores que servem às Seleções Brasileiras e também está sem o titular David Braz, voltando de contusão. Porém, há um lado positivo: o time terá muitos jogadores querendo mostrar serviço, jogando ao lado de seu torcedor e diante de um adversário que tem sido motivador para os santistas. Por fim, a humildade dos reservas guarda o espírito apropriado que um time de futebol deve ter, sempre, como ficou provado, mais uma vez, no jogo da Seleçãozinha Brasileira diante do Uruguai.

Digo Seleçãozinha porque é um time de jogadores pequenos, no tamanho e no futebol. Um bando de desconhecidos dos quais a gente só reconhece Daniel Alves e Neymar. Os dois únicos grandões, David Luiz e Miranda, me fizeram ver com melhores olhos a dupla de zaga santista. Caramba, nunca imaginei que um dia a Seleção teria dois becões tão ruins.

Engraçado é que Dunga só fez entrar os santistas Ricardo Oliveira e Lucas Lima quando a viola já estava em cacos. Se ganhasse, a glória seria do bando de anõezinhos; como caminhava para a derrota, entraram os santistas. Colocar Lucas Lima em campo aos 41 minutos da segunda etapa é sacanagem. Ricardo Oliveira entrou aos 32 minutos, mas não pegou na bola. Todo mundo embolou na área do Uruguai querendo fazer o gol da vitória e, como ele não recebeu um passe, virou um espectador.

Estamos cansados de saber que a Seleção Brasileira não está mais entre as principais do mundo, mas parece que Dunga e os jogadores ainda não sabem. O individualismo do time é decepcionante. Longe do organizado Barcelona, Neymar volta a ser o moleque irresponsável que foi durante seus últimos tempos no Santos. Ele não tem o mínimo perfil para ser o capitão do time, pois é irritadiço, não sabe comandar pelo exemplo e só joga melhor quando é colocado em uma posição de coadjuvante, como ocorre no Barcelona, time no qual se contenta em ser mais um servidor do Messi.

Com 2 a 0 era para cadenciar o jogo, atacar na boa, marcar bem Suárez e Cavani, os dois uruguaios que poderiam mudar a sorte da partida, como realmente mudaram. Mas todos esses medíocres e egocêntricos jogadores brasileiros querem fazer de cada vez que pegam na bola um momento viralizante na Internet. Falta-lhes autocrítica para reconhecer o verdadeiro tamanho de seu futebol e falta-lhes inteligência para perceber que o sucesso de cada um depende do sucesso de toda a equipe.

Bem, como os amigos santistas podem perceber, ainda torço e me incomodo com o mau futebol da Seleção, ela que era uma extensão do Santos no período áureo do futebol brasileiro, de 1958 a 1970. Mas, é claro, o jogo mais importante para nós é mesmo o desse domingo, diante do São Paulo.

Leio a escalação e acho que pode ser um bom time, se os reservas aproveitarem a oportunidade para provar que merecem ser titulares. Com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alison, Renato, Serginho e Rafael Longuine; Paulinho e Joel o Santos pode jogar e vencer bem. Eu confio.

O São Paulo, com Michel Bastos no lugar de Ganso, deverá ser escalado por Bauza com Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Daniel; Centurión, Michel Bastos e Calleri.

O ingresso está barato, o clima é bom, o time está na liderança de seu grupo, o adversário não passa por uma boa fase, ou seja, as condições são propícias para o torcedor lotar o Urbano Caldeira e empurrar o time para mais uma vitória em um Sansão. Torçamos.

E você, o que espera do Santos no clássico?