Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: maio 2016 (page 1 of 3)

Santos x Inter: falar o quê?

Em jogo de muita marcação e raríssimas jogadas bonitas, o Santos perdeu do Internacional por 1 a 0, gol de Aylon, de cabeça, aproveitando uma cobrança de escanteio a dez minutos para o final da partida. Assim, como já se desenhava nos últimos jogos, a longa invencibilidade na Vila Belmiro acabou. Agora, de candidato a líder, o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Veja o teipe do gol do Inter e perceba que o garoto Matheus Nolasco, que tinha acabado de entrar, foi o escalado para marcar o autor do gol gaúcho. E toda a defesa ainda reclamou dele. Cadê os zagueiros santistas? Cadê Vanderlei, que ficou no meio do caminho?

Bem, mas não adianta achar culpados. Este Brasileiro é um campeonato de times medianos e, desfalcado dos seus melhores jogadores, o Santos é menos do que mediano. Sem os jogadores da Seleção e sem Ricardo Oliveira, o Santos no Brasileiro será isso aí mesmo: um time sem capacidade ofensiva e com muitos cochilos na defesa.

Entretanto, até que a equipe melhorou um pouco com as substituições no segundo tempo. As entradas de Ronaldo Mendes, Lucas Crispim e Matheus Nolasco nos lugares de Rafael Longuine, Paulinho e Joel tornou a equipe mais rápida e um pouquinho mais ofensiva. Porém, em uma bola parada, o pontinho de outro empate se foi.

Menos de 4.500 pessoas pagaram para assistir ao jogo. Um público de teatro municipal para um espetáculo equivalente a um pagode desafinado. No canal Premiere entrevistaram mais os jogadores do Internacional do que do Santos. Até na Vila a Globo trata o Santos como coadjuvante. E a verdade é que nesse domingo ele foi mesmo.


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E você, o que achou do Santos contra o Inter?


Empate com as calças na mão

O título deste post define como terminou o jogo contra o Figueirense, com os santistas rezando para os cinco minutos de acréscimo acabarem logo. Sem os seus três principais jogadores – Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel – e ainda com um jogador a menos, já que Gustavo Henrique foi expulso após uma falta grotesca, o time só se defendia e, pelas circunstâncias, o empate de 2 a 2 com o Figueirense, de quem geralmente perde em Florianópolis, foi até bom. Mas o título do post não diz tudo.

Antes de o Santos chegar ao extertor da partida, momento em que sua torcida sempre tem sofrido, qualquer que seja o resultado parcial, o time ainda teve alguns bons repentes e deu a impressão de que poderia, finalmente, ganhar um jogo fora de casa. Vencia por 2 a 1, com dois gols de pênalti, e tinha a possibilidade de, em um contra-ataque, definir a partida.

A substituição de Rafael Longuine por Matheus Nolasco foi boa e garoto passou a ajudar na marcação à direita da defesa, onde a avenida Braz-Ferraz já tinha permitido um gol a Rafael Moura no primeiro tempo. Mas aí deu tilt no sempre calmo Gustavo Henrique, que resolveu operar as amígdalas de Dudu sem anestesia, e foi expulso, o que transformou a última meia hora de jogo em martírio para os santistas.

Para recompor a defesa, Dorival Junior tirou Joel e colocou o zagueiro Luiz Felipe. Sem jogadores para atrapalhar a saída de bola do Figueirense, o time da casa atacou, atacou, e o Santos recuou, recuou, até que passou a ocupar apenas metade de seu campo. Os outros ¾ do gramado pertenceram ao time de Santa Catarina, que pressionava sem parar.

Nessas horas é que se percebe como os jogadores do Santos, com raras exceções – o jovem Matheus Nolasco foi uma elas – não sabem marcar. Os adversários sempre conseguem matar a bola e ter tempo para o passe, ou mesmo para o drible, ou o chute. O Santos só se aglomera lá atrás, mas não tem atitude para roubar a bola dos pés do adversário.

Esse hábito de só cercar fez com que Marquinhos Pedroso pudesse dominar a bola da ponta esquerda e, com calma, cruzasse entre Renato e Victor Ferraz. O lateral ainda deu um pulinho para a bola não pegar nele. Ora, à queima-roupa, sem espaço para pegar velocidade, o que uma bolada pode machucar? Profissional não pode ter medo de levar bolada. Esses pulinhos pegam mal. Na área, livre, Ermel acertou um belo voleio que empatou a partida e quase permitiu a virada do Figueira.

A torcida e os jogadores locais reclamaram de um pênalti de Thiago Maia em Ferrugem. Deviam pensar: “se o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães deu dois pênaltis para o Santos, por que não deu ao menos um para o Figueirense?”. E poderia dar, pois Thiago realmente cometeu a falta.

Bem, mas gostei ao menos do espírito de luta do Santos. Se jogasse andando, com as mãos nas cadeiras, como já fez em muitos jogos fora de casa, mesmo com Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel, teria perdido mais uma. Acho que o caminho é esse. O da humildade e da abnegação. Mas é preciso gostar de marcar, aprender a dar o bote no tempo certo, e não meia hora atrasado, como fez o garotão Gustavo Henrique.

Mesmo com domínio do Santos durante a maior parte do primeiro tempo, o empate foi justíssimo. Na verdade, o time de Santa Catarina mostrou mais coragem e vontade de vencer. Ainda não foi dessa vez que o Santos se libertou de seu complexo de inferioridade quando joga fora de casa.

Uma coisa precisa ficar bem clara para Dorival Junior e seus jogadores: o campeão deste Brasileiro será o menos medíocre e o mais determinado. Craque, craque, nenhum time tem. Mas se tiver 11 homens com vergonha na cara, um pinguinho de habilidade e ao menos dois neurônios conectantes, já será meio caminho andado.


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Figueirense 2 x 2 Santos
Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, 25/05/2016, 19h30
Público pagante: 5.927 torcedores.
Figueirense: Gatito Fernandéz, Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel (Luiz Felipe). Técnico: Dorival júnior.
Gols: Rafael Moura aos 37 e Vitor Bueno, cobrando pênalti, aos 41 minutos do primeiro tempo; Joel, cobrando pênalti, aos 11 e Ermel aos 47 minutos do segundo.
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ-ASP-FIFA), auxiliado por Rodrigo F. Henrique Correa (RJ-FIFA) e Luiz Claudio Regazone (RJ-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime, do Figueirense; Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho, do Santos.
Cartão vermelho: Gustavo Henrique.

E você, o que achou do Santos contra o Figueirense?


Vitória da cãibra

Quando a gente acha que já viu tudo, o futebol nos reserva novas histórias que, contadas no futuro, parecerão fantásticas. Pois não é que o veterano Renato, com cãibra nas duas panturrilhas, continuou em campo porque o professor Dorival Junior já tinha feito as três substituições, foi jogar mais à frente para não comprometer o setor defensivo, e acabou marcando, de cabeça, o gol da vitória em cima da hora do jogo enrolado contra o Coritiba. A cãibra de Renato obrigou Thiago Maia, que errava todos os passes, a ficar mais atrás, e incluiu o famoso elemento-surpresa no meio da defesa adversária, o que acabou definindo o jogo.

Esses três pontos caíram do céu, mas não podem esconder os problemas do Santos neste Brasileiro. Sem Ricardo Oliveira, com Lucas Lima meia boca e Gabriel esperando um passe que nunca veio, o Santos dava a impressão de que jogaria mais dois dias e duas noites e não faria o gol da vitória diante do Coritiba. E a realidade é que esses três destaques não deverão continuar no time, ou seja, o Santos terá de aprender a jogar – e vencer – sem eles. Se essa partida mostrou como será o Brasileiro sem os três, o santista pode se preparar para sofrer.

De qualquer forma, a luta pela vitória mostrou que os laterais Victor Ferraz e Zeca continuam sendo válvulas de escape do Santos, que o garoto Vitor Bueno pode se firmar como um bom cobrador de faltas e que Renato ainda dá algum suco. Gostei também da entrada do rápido garoto Matheus Nolasco (criou espaços na direita, de onde veio o passe para o gol da vitória).

Porém, menos talento e criatividade, o Santos deste Brasileiro terá de, ao menos, ser um time mais brigador. Para isso, precisará ter um condicionamento físico melhor. Uma das vantagens de estar acostumado a treinar e jogar ao nível do mar, com uma temperatura mais quente e úmida, é que os adversários, teoricamente, devem se cansar antes. Porém, as cãibras e o cansaço extremo dos santistas mostrou o contrário. Parece que Curitiba é que é uma cidade de praia.

Os adoradores da Vila Belmiro têm mais um motivo para celebrar: o Santos chegou ao seu 29º jogo sem perder no Urbano Caldeira, sendo 25 vitórias e quatro empates. Renato completou a sua 300ª partida com a camisa do Alvinegro Praiano.

Como se esperava o time buscou a vitória até o final e se superou jogando na Vila Belmiro. Agora, fica a pergunta: como o Santos se comportará na próxima partida do Brasileiro, fora de casa, contra o fatídico Figueirense?


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As conquistas devem ser comemoradas. Mas os verdadeiros campeões nunca estão satisfeitos. O Santos tem mais duas competições este ano.

E pra você, o que significou a vitória contra o Coritiba?


O Santos e a Seleção

Brasil com oito do Santos

Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).


Assim jogou o Brasil contra a Alemanha, em Hamburgo, no dia 5 de maio de 1963. Além de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, a Seleção tinha os santistas Gylmar, Lima e Zito (Rildo ainda não tinha sido contratado pelo Santos). Os “intrusos” são Roberto Dias (3º de pé) e Eduardo. Em tempo: a Seleção ganhou por 2 a 1, de virada, com gols de Coutinho e Pelé.


Seis santistas participaram do jogo de maior público da história da Seleção Brasileira. Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel, Rildo, Pelé e Edu jogaram na vitória de 1 a 0 sobre o Paraguai que classificou o Brasil para a Copa de 70. Gol de Pelé, em jogada de Edu, aos 32 minutos do segundo tempo. Público pagante: 183.341 pessoas. Data: 31 de agosto de 1970.

O Coritiba e o Brasileiro merecem cuidados

O jogo deste domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro, contra o Coritiba, é daqueles que não deveria preocupar o santista. Mas preocupa. Será que o time que mostrou tão pouco diante do Atlético Mineiro, poderá mudar radicalmente seu comportamento só porque a partida é no Urbano Caldeira? Esperamos. Mas há uma pulga atrás da orelha. Esse Coritiba matreiro do Gilson Kleina estreou com uma vitória sobre o Cruzeiro. Merece respeito e cuidados. Aliás, o torcedor percebe que o Santos deverá ter muito cuidado nesse Brasileiro.

A teoria da conspiração é a de que o fato de não assinar com a Globo e ter puxado a fila dos clubes que assinaram com o Esporte Interativo, fará o Santos ser perseguido nesse campeonato pela rede carioca de televisão e, consequentemente, pela Confederação Brasileira de Futebol, parceira tão próxima da emissora que altera a tabela da competição a seu pedido. Não chego a tanto. Acho que o Santos, para ter sucesso nesse Brasileiro, dependerá, basicamente, dele mesmo. Mas não custa se prevenir.

Não sei qual é o grau da contusão no joelho de Ricardo Oliveira, mas confesso que fiquei contente de saber que ele pediu dispensa da Seleção Brasileira que jogará a Copa América. Gostaria que Lucas Lima, também machucado, e Gabriel, ainda muito distante de ser o craque que alguns, suspeitamente, apregoam, preferissem o Santos. Algo me diz que serão usados e devolvidos, aos bagaços, à Vila Belmiro.

No auge do nosso futebol, quando três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, Santos e Seleção Brasileira de confundiam. João Saldanha incluiu nove santistas entre as suas “feras” e seis deles foram titulares em todos os jogos das Eliminatórias para a Copa de 1970. Depois, admitiria que ajudou a falir o Santos ao tirar-lhe todos os craques durante um ano (o Santos ficou sem quase todos os seus titulares em boa parte de 1969 e durante todo o primeiro semestre de 1970).

Em 2005, desfalcado de Robinho e Léo, chamados para a Seleção que disputava a Copa das Confederações, o Santos acabou eliminado pelo Atlético Paranaense nas quartas-de-final da Copa Libertadores. Tinha mais time e era franco favorito para passar não só pelo Atlético, mas também pelo Chivas Guadalajara, na semifinal, pois o time mexicano, mais preocupado com seu campeonato nacional, usou reservas na Libertadores.

O tempo ensina. Hoje Robinho deve saber que só não foi coadjuvante no Santos. Teve até bons momentos na Seleção, mas jamais foi lá o mesmo astro que brilhou no Alvinegro Praiano. Léo, então, perdeu tempo de ir para a Seleção para ser um eterno reserva, enquanto o Santos deixava escapar uma enorme oportunidade de chegar a mais uma final de Libertadores.

Acho que Lucas Lima é um jogador mais completo e pode ajudar o time de Dunga, mas Gabriel, enquanto não aprimorar seus fundamentos, principalmente o domínio e o chute com o pé direito, estará arriscando sua imagem e sua carreira ao aceitar tanta responsabilidade. Um dia uma bola decisiva sobrará para seu pé cego, e a falha, se provocar uma derrota importante do Brasil, poderá jogar sua carreira no ostracismo, como fez com tantos outros “craques” instantâneos.

Enfim, o Santos já foi a carne, os ossos, o esqueleto, enfim, o corpo da Seleção Brasileira. Dele, extraíram todo o seu sangue. Sobrou a alma, que é sua história, tão importante que não pode ser esquecida. Essa história é que faz o santista se lembrar que o time para o qual torce já foi o melhor do mundo. Poderá voltar a sê-lo? É a nossa esperança. Para quem já conhece, o caminho talvez não seja tão árduo.


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Santos x Coritiba
Vila Belmiro, 21/05/2016, 11 horas
Segunda rodada do Campeonato Brasileiro
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Lucas Lima); Gabriel e Joel (Ricardo Oliveira). Técnico: Dorival Júnior.
Wilson, Dodô, Luccas Claro, Juninho e Carlinhos; João Paulo, Alan Santos, Ruy, Cesar González e Vinícius (Negueba); Kleber Gladiador. Técnico: Gilson Kleina.
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Pablo Almeida Costa e Celso Luiz da Silva, todos de Minas Gerais.

Minha opinião: O Santos é favorito e deverá ser mais ofensivo. Acho que Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão poupados. Algo me diz que Vitor Bueno e Ronaldo Mendes terão boas atuações e poderão até marcar gols. Porém, esse Coritiba é melhor do que o do ano passado e já está se prevenindo desde já para não sofrer na zona de rebaixamento, como ocorreu em 2015. Só espero que o Alan Santos não marque gol contra seu ex-time.

E você, o que acha disso?


Associação Santos Vivo reage contra aprovação judicial das contas de 2015

Domingo tem matiné na Vila

Santos e Coritiba jogam às 11 horas do domingo no Urbano Caldeira. O Alvinegro deve voltar a correr, marcar o adversário e marcar gols. Enfim, o Santos voltará a ser o Leão da Vila. Abaixo lembro três jogos nos tempos em que o Santos ganhava do Coritiba dentro ou fora do Alçapão:


Perceba nesse jogo a grande torcida do Santos em Cascavel/PR.

Note a postura do Luxemburgo, chamando o time na chincha.

Clique aqui para lembrar das explicações que o Dorival Junior deu por escalar reservas contra o Coritiba no ano passado.

Associação Santos Vivo reage contra aprovação judicial das contas de 2015

Amigos, recebi este comunicado do Associação Santos Vivo, que apoiou a candidatura de José Carlos Peres na última eleição do Santos e que na última assembleia do Conselho Deliberativo do Santos votou em peso pela reprovação das contas do clube de 2015, seguindo o parecer independente do Conselho Fiscal. Como esta mensagem concorda totalmente com nossa posição aqui no blog, tomo a liberdade de reproduzi-la.

Faço isso também como mais um alerta à administração omissa e irresponsável que vem se abatendo sobre o Santos. Mesmo com uma situação financeira caótica, com credores batendo à porta do clube a todo momento; mesmo com o desfalque dos mais importantes jogadores do time para a Seleção Brasileira, sem que nenhuma ação prática seja tomada para impedir o sequestro desses atletas ou ao menos o pagamento de seus salários; mesmo com suas obscuras contas de 2015 reprovadas, de verdade, pelo Conselho Deliberativo; mesmo com o time com perspectivas sombrias neste Campeonato Brasileiro, o presidente Modesto Roma, como se tocasse o seu violino enquanto o Titanic afunda, já confirmou presença na abertura da Copa América, a convite da CBF. Ora, o time não pode nem subir a serra para jogar em São Paulo, mas o presidente, que precisa estar presente para resolver os problemas que surgem a cada dia, viaja para um evento festivo… Que maravilha! Bem, vamos ao boletim da Santos Vivo:

Associação Santos Vivo – Boletim nº 2

Muito tem sido falado sobre a reunião do Conselho Deliberativo que aprovou o parecer do Conselho Fiscal que, por seu turno, recomendou a rejeição das contas do exercício 2015 (as primeiras da gestão Modesto Roma).

É importante esclarecer o posicionamento dos conselheiros da Santos Vivo, para que não pairem dúvidas sobre a posição adotada por nossos conselheiros.

Vamos contextualizar?

O Conselho Deliberativo desse exercício é o primeiro a abrigar conselheiros vindos de três das cinco chapas concorrentes à direção do clube. Um avanço, um verdadeiro marco na história recente do clube. Sua função legisladora e fiscalizadora constituem a verdadeira voz do associado junto ao SANTOS FC.

Esse Conselho Deliberativo votou na composição do Conselho Fiscal. A chapa única do Conselho Fiscal é composta por integrantes dessas três correntes políticas sufragadas pelos sócios. Seu papel fundamental é debruçar-se sobre as contas e práticas administrativas do clube, com total autonomia de convocação do CD sempre que entender necessário esclarecer aos conselheiros (representantes dos sócios) os assuntos relacionados às finanças do clube.

Nesse contexto, o Conselho Fiscal analisou os demonstrativos financeiros do clube, relativos ao exercício de 2015 e elaborou um parecer contundente sobre o que considerou errado, tanto na apresentação das contas, quanto no tocante às práticas administrativas levadas a cabo pela atual diretoria.

De forma corajosa, independente e mirando a excelência que todos nós queremos para o nosso SANTOS, recomendou a rejeição das contas e remessa desses assuntos à Comissão de Inquérito e Sindicância (outro órgão independente, plural e que tem como objetivo apurar eventuais infrações estatutárias).

Foi esse o parecer que foi votado pelo Conselho Deliberativo, e que resultou na votação de 83 x 81 pela sua aprovação (com consequente rejeição das contas apresentadas).

Os conselheiros Santos Vivo votaram quase unanimemente a favor do parecer do Conselho Fiscal (que rejeitava as contas).

Entendemos que nosso papel fiscalizador nos obrigava a acolher o parecer, à vista das irregularidades apontadas, até para que se abrisse para a Diretoria a oportunidade de defesa, de explicações, de apresentação de novos dados, de comprometer-se com novas práticas administrativas.

Ter contas rejeitadas não é o fim do mundo. O fim do mundo é ter contas irregulares aprovadas.

Isso é atitude golpista? Não. Isso é respeitar o voto que recebemos do associado para fiscalizar a administração do nosso clube.

Ter contas rejeitadas é uma sentença de morte? Não. A direção teria amplo direito para defender suas práticas administrativas junto à Comissão de Inquérito e Sindicância, teria amplo direito de explicar os apontamentos realizados, teria, enfim, direito até a entender corretos os questionamentos e refazer suas demonstrações.


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Essa votação de 83 x 81 a favor do parecer do Conselho Fiscal foi questionada judicialmente e uma liminar sustou os seus efeitos, entendendo incorreta a proclamação do resultado, uma vez que, segundo o conselheiro autor dessa demanda, 3 dos votos computados não poderiam ter sido tomados (já que proferidos por ex-integrantes do CG, que voltaram à condição de conselheiros do clube).

Qual o efeito prático dessa decisão? A diretoria não precisa explicar os atos à Comissão de Inquérito e Sindicância, que, por sua vez, não pode deliberar sobre a matéria para apresentá-la ao Conselho Deliberativo, que, por seu turno, não poderá emitir seu parecer.

Resumindo: os sócios ficarão sem as devidas explicações sobre as contas de 2015!!!!

Entendemos que a ação intentada pelo conselheiro, ao fim e ao cabo, cala o CD e cala os sócios. Ela foi ajuizada com esse propósito: reverter uma legítima votação dos conselheiros que queriam apurar eventuais transgressões estatutárias.

Quem perde com tudo isso? O SANTOS FC, não somente os conselheiros que votaram pela aprovação do parecer. Os sócios perdem também porque, no sistema representativo, ao calar a voz do CD, cala-se a voz de quem os elegeu.

A judicialização era, segundo nosso entendimento, absolutamente desnecessária, arbitrária e denota um claro propósito da diretoria do clube em passar um rolo compressor na voz dos sócios.

Estamos vigilantes, atentos e não transigiremos com nosso papel fiscalizador. Essa é a razão para estarmos lá: honrar o voto que recebemos.

Por isso, somos Santos Vivo!!!

E você, o que acha disso?


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