Mesmo com Rafael Longuine e Serginho desperdiçando cobranças de pênaltis, os reservas do Santos sobraram em Rio Branco e venceram com facilidade o Galvez por 3 a 0, gols de Longuine, Paulinho e Fernando Medeiros. Com o resultado, o Santos avança para as oitavas de final da Copa do Brasil. Há que se destacar a boa participação dos torcedores santistas do Acre, provando, mais uma vez, a universalidade da torcida santista.
Levando-se em conta que o sinal + quer dizer que o jogador foi bem, – que foi mal e = que ficou no meio termo, avalio os santistas da seguinte forma: Vladimir (=), Daniel Guedes (+), Valencia (=), Lucas Veríssimo (=), Luiz Felipe (=) e Caju (=); Leandrinho (=), Fernando Medeiros (+), Gregore (=), Rafael Longuine (+) e Serginho (-); Paulinho (+), Maxi Rolón (=) e Lucas Crispim (=). Técnico: Lucas Silvestre (=).


Reveja o golaço de Ricardo Oliveira e os melhores momentos da única vitória do Santos fora de casa no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Anteontem o amigo Luiz Tomaz, notável comentarista deste blog, sugeriu que discutíssemos as causas dessa bipolaridade santista, mormente no Campeonato Brasileiro, no qual é um predador na Vila Belmiro e uma presa fácil fora dela. A dificuldade será tática, técnica, psicológica, física ou de caráter? Bem, o assunto está na roda, na qual deve entrar todo aquele que tem algo a dizer.

O tema é grave e causa espécie o fato de a direção de futebol do clube não buscar a ajuda de especialistas para decifrar o que passa no corpo e na mente de nossos heróis durante a relevante competição nacional. Os números são aterradores.

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No Campeonato Brasileiro do ano passado, por exemplo, das 19 partidas que realizou como visitante, o Santos perdeu 11, empatou sete e venceu apenas uma, sobre o Cruzeiro, graças a um chute excepcional de Ricardo Oliveira, de canhota e de fora da área, em partida na qual o time de Minas teve oportunidades para empatar e mesmo virar o resultado.

Ao final da competição, o Alvinegro Praiano, que fez fama mundial vencendo os mais terríveis rivais em suas casas, tinha conquistado apenas 18,75% dos pontos que disputou em campos adversários, retrospecto pior do que os rebaixados Avaí, Vasco e Goiás e só melhor que o lanterna Joinville.

Justiça seja feita, o problema não é recente e não deve ser creditado apenas a esses jogadores e a essa comissão técnica. Lembro-me que em 1996, convidado para um programa de tevê em Santos, irritei o zagueiro Ronaldão ao lhe perguntar por que em casa o Santos podia vencer qualquer oponente e, fora dela, podia perder para qualquer um. Na verdade, naqueles tempos já era difícil encontrar as respostas.

Creio que os recentes desempenhos dos underdogs Leicester, campeão da Inglaterra, e Audax, semi-campeão paulista, tragam de volta a esquecida e refrescante sensação de que não é só o dinheiro, a fama ou a quantidade de torcedores que faz um time ser vitorioso e exibir-se de cabeça erguida mesmo no campo de batalha inimigo. Resta-nos, humildemente, aprender com esses dois exemplos.

Sabe-se que ambos surpreenderam os favoritos, principalmente, por seu desempenho fora de casa. Quando se julgava que abdicariam do ataque e passariam o tempo a especular alguma fortuita jogada ofensiva, se atreveram a encurralar o opositor, com excelentes resultados. Para conseguir isso, obviamente mostraram qualidades. Quais seriam elas? Eu diria, resumidamente:

1 – Inovação Tática. Ao avançar, quando todos esperavam que recuasse, assumir a posse da bola, ao invés de desfazer-se dela e deixar a iniciativa para o adversário. Inverter os papeis, não se conformar de ser o pequeno, o coadjuvante da história.

2 – Técnica suficiente para fazer a tática funcionar. Sim, porque não adianta pensar nas táticas mais mirabolantes se não há jogadores com habilidade, com fundamento para cumpri-las. Não será qualquer cabeça-de-bagre que terá calma e controle para sair jogando desde a sua defesa, de passar e lançar com perfeição. Contar com essa técnica requer a astúcia de garimpar jogadores bons e baratos no mercado, já que estamos falando de times sem orçamentos competitivos. Para a montagem dessas equipes foi preciso contar com verdadeiros especialistas em futebol, capazes de contratar pelo mérito absoluto e não por indicação ou pela amizade com empresários.

3 – Condição física capaz de impor um ritmo forte aos jogos. Um time menos favorito não pode desprezar a expressão “vencer pelo cansaço”. O condicionamento físico já fez milagres pelo Santos e pela Seleção Brasileira. Hoje se percebe que o Alvinegro Praiano não consegue manter o mesmo ritmo durante todo o jogo. E nesse mesmo quesito entra a idade dos jogadores. Obviamente os mais jovens têm mais força, velocidade e energia. É preciso ter coragem para renovar e visão para perceber quando o grande ídolo está virando o fio.

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4 – Confiança e desejo de vitória. Bem, este é o aspecto psicológico. Viu-se, ao final do jogo com o Santos, que alguns jogadores do Audax, de tão abatidos, choravam de tristeza. Poderiam estar contentes por, mesmo em um time menor, terem pressionado o Santos na Vila Belmiro. Mas queriam mais, queriam o título. Esse é o sentimento que os jogadores do Santos devem ter quando atuam fora de casa. As dimensões do campo continuam as mesmas e a torcida não participa do jogo. A questão é decidida em campo. Não há motivo real para se dedicar menos à partida, abrir mão da iniciativa, ou acreditar menos na vitória, só porque o jogo é fora de casa.

5 – Por fim, mais até do que a psicologia, há o caráter de cada jogador. Algo que se tem, ou não se tem. O jogador brasileiro de futebol sabe que, quando atua fora de casa, será menos cobrado em caso de derrota. Às vezes, nem cobrado será. Por isso, geralmente corre e se dedica menos ao time quando está longe de sua torcida. Esse comportamento desleixado tem cura? Não sei. Creio que dependa de uma boa liderança, algo que o Santos do técnico Lula e de jogadores como Zito e Mauro Ramos de Oliveira tinha. Caráter, no caso do atleta competitivo, é fazer questão de ganhar mesmo quando não é cobrado por isso. Na verdade, é ter um sistema de cobrança interno tão desenvolvido que independa das pressões externas.

O Leicester e o Audax – este em uma proporção bem menor, é verdade – conseguiram reunir, ao menos por uma temporada, essas condições mágicas que fazem os underdogs rosnarem na casa dos outros. Pena que seus times serão desmanchados pelos mais ricos e, ao que tudo indica, restará apenas a lembrança da efêmera ousadia.

Assim como o campeão inglês e o time de Osasco, um dia o Santos já foi a surpresa, o assombro que encantou a todos. E teve de repetir essa façanha dezenas, centenas de vezes, até conseguir um lugar entre os maiores do futebol. Agora, por ironia, parece destinado a buscar nesses times menores a inspiração para voltar a se impor em qualquer estádio, ou, como diz o seu hino, dentro ou fora do Alçapão.

Nesse sábado, às 18h30, em sua estréia no Campeonato Brasileiro, já terá um teste de ouro para checar seu status de bicampeão paulista em uma partida como visitante. Enfrentará o respeitabilíssimo Atlético Mineiro no Independência. O que veremos em campo com a camisa alvinegra praiana? O tigre que devora a todos na Vila Belmiro, ou o gatinho assustado que se inibe, se intimida ou se acomoda no campo do adversário?

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E pra você: o que falta para o Santos jogar bem fora de casa?