O último confronto importante entre Santos e Atlético Mineiro ocorreu na Copa do Brasil de 2010. Treinado por Vanderlei Luxemburgo, com o atacante Diego Tardelli em grande fase, o Atlético venceu em Belo Horizonte por 3 a 2. Porém, na Vila Belmiro, o Santos de Dorival Junior, com a dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso no auge da forma, venceu por 3 a 1 e se classificou para a semifinal da Copa. Reveja:

O QUE O SANTOS VAI QUERER?

Muitas das previsões que li e ouvi para este Campeonato Brasileiro dizem que Santos e Atlético Mineiro poderão chegar ao título. Dessa forma, o jogo deste sábado, às 18h30, no Estádio Independência, que abre o Campeonato Brasileiro de 2016, deveria ser revestido de uma valorização maior. Porém, concentrado na Copa Libertadores, o Atlético levará um time reserva a campo, sem seus titulares, entre eles Robinho; enquanto o Santos não terá suas duas maiores expressões técnicas, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, em tratamento de contusões.

Pode-se culpar o calendário pela menor atratividade de um jogo que poderia abrir o Brasileiro de maneira gloriosa, mas isso seria lugar-comum. Assim como para nós, santistas, é usual esperarmos um jogo do Alvinegro Praiano fora de casa com uma indefectível apreensão. A pergunta é: o que o Santos pretende nesse Brasileiro, até onde ele vai querer ir na competição?

Essa pergunta é essencial para se traçar um plano – técnico, tático, físico e, principalmente, mental – desde o início. Gostaria de imaginar Dorival Junior na frente do espelho do vestiário do Independência se perguntando: “Como quero ser lembrado quando abandonar o futebol? Um técnico mediano, que ganhava alguns estaduais, ou como um dos poucos que conquistou um Brasileiro e deixou seu nome nas grandes competições?”.

Seria interessante se, antes de adentrar o gramado de seu jogo inaugural em mais um Brasileiro, do qual não é campeão há 12 anos, todos os profissionais que atuam no Santos – o técnico, a comissão técnica, os dirigentes e, principalmente, os jogadores – olhassem no espelho de sua alma e se perguntassem o que querem dessa competição: se é jogar de verdade apenas na Vila Belmiro, e enrolar nos jogos em campos adversários; se é apenas garantir seus altos salários e ter uma boa desculpa na ponta da língua para os revezes fora de casa, ou, como homens íntegros e audaciosos, dignos da tradição do Santos, quererão dar um salto em suas vidas e carreiras?

É claro que nem todos os times e jogadores que querem ser campeões, serão, mas pode ter a certeza de que nenhum o será se não quiser, e muito. Por isso, tudo começa com essa vontade, esse sonho que se torna possível a cada jogo, a cada rodada, ms começa a ser construído dentro de cada um.

No Santos, os essenciais Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão substituídos por Vitor Bueno e Ronaldo Mendes. É importante que se firmem, pois logo talvez tenham de substituir definitivamente os dois selecionáveis santistas, mirados por grandes clubes estrangeiros. Outro que volta a ter grande oportunidade de mostrar que é um grande atacante é Gabriel. Rapidez e alguma habilidade ele tem, mas está se perdendo no aspecto emocional.

No post anterior eu dizia que no Atlético jogaria com os titulares Victor, Junior Urso e Rafael Carioca, mas, alertado por um leitor do blog, o Felipe Santista, chequei a escalação com o jornal O Estado de Minas, de Belo Horizonte, e constatei que só mesmo reservas entrarão em campo pelo alvinegro de Minas hoje. O time escalado por Diego Aguirre deverá ser: Uilson, Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri.

Creio que nem preciso dizer aos leitores deste blog que, para os santistas, o jogo deve ser difícil e encarado como uma decisão. Para um time que só venceu uma partida fora de casa no Brasileiro do ano passado, toda oportunidade de repetir o feito vem cercada de dúvidas e sobressaltos. Como se portará a defesa, que costuma se distrair em lances decisivos? Como renderá o meio-campo sem o articulador Lucas Lima, e como se sairá o ataque sem a visão e a sagrada malandragem do pastor?

De qualquer forma, trata-se de um jogo ganhável. Mesmo o time titular do Atlético Mineiro não é flagrantemente superior ao do Santos. Portanto, sua equipe reserva não poderá sê-lo. O que pega é o local, a torcida adversária, o ambiente hostil que tanto tem incomodado o Alvinegro Praiano, um time que até o ano passado parece ter se contentado em ser caseiro. Esperemos que o Santos de 2016 siga o seu destino universal.

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Atlético/MG x Santos
Primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2016
Estádio Independência, 14/05/2016, sábado, 18h30,
Arbitragem: J ailson Macedo Freitas, auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz e Elicarlos Franco de Oliveira.
Atlético/MG: Uilson; Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri. Técnico: Diego Aguirre
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes; Paulinho e Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.

E você, o que espera do Santos no Brasileiro deste ano?