Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: maio 2016 (page 2 of 3)

O Estatuto não protege o Santos dos seus dirigentes


Como o articulista Tana Blaze fala da grande torcida do Santos que já lotou os maiores estádios de São Paulo, lembramos esse gol de Serginho, abrindo uma vitória sobre o Flamengo, no Campeonato Brasileiro de 1983, comemorado por um Morumbi com mais de 100 mil santistas, na voz do grande Osmar Santos.

O ESTATUTO NÃO PROTEGE O SANTOS DOS SEUS DIRIGENTES

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

O Santos é um dos poucos clubes do mundo cuja torcida em 1965-1970 foi uma das maiores, senão a maior no seu país, mas está regredindo ao pelotão médio do Brasileirão. É hoje um dos clubes mais endividados do Brasil, com receitas despencando percentualmente em relação às dos demais grandes, não tem CT moderno à disposição da base para usufruir da sua vocação de revelar jogadores, é o único dos grandes clubes brasileiros (considerando quatro cariocas, dois mineiros, dois gaúchos e o trio de ferro), que não tem estádio grande à disposição. É o clube que produziu o maior mico no futebol brasileiro e parece ser um dos poucos que registrou fraudes nas eleições, a primeira das carteirinhas falsas, talvez para solapar o quórum para a aprovação do voto à distância (cai nessa) e depois a do mesário. E tem um presidente que se elegeu com 26 % dos votos e prometeu em sua campanha eleitoral fazer jogar o time onde estivesse a torcida, especificamente no Pacaembu, para fazer exatamente o contrário.

Esta ficha decepcionante obriga concluir que a qualidade institucional do clube tem sido inferior a vários outros grandes. Conclusão que não pode ser refutada pelo número de títulos conquistados a partir do ano 2002 por duas razões. Primeira porque dos doze títulos conquistados, excetuados os três paulistas de 2006, 2007 e 2016, nove foram com Robinho e Neymar em campo, jogadores que o destino entregou em bandeja de ouro ao Santos, o Robinho desfilando o seu talento no Portuários e o Neymar na Portuguesa Santista, se restringindo o mérito da administração do Santos em fazê-los atravessar a rua e mantê-los por certo tempo.

A segunda razão é que as janelas de tempo nas quais o Santos, mesmo sem ter um raio em campo, é mais eficiente que seus rivais, como a da conquista do título Paulista de 2016, são curtas e deverão rarear no futuro. A concorrência passará a ser mais produtiva e a supremacia financeira dos rivais prevalecerá. O posicionamento frágil do Santos tornou-se visível mais do nunca quando no início deste ano viu vários zagueiros pelos quais se interessava serem contratados por outros clubes; as deficiências da zaga se fazendo sentir agora.

Claro que os presidentes do Santos empreenderam algumas obras boas, o que, todavia não passou de cumprimento dos seus meros deveres. Fato é que a despeito de alguns fatores negativos externos fora da influência do Santos, como a espanholização promovida pela política, e a convocação de seus jogadores para a Seleção durante torneios oficiais, os grandes atos de gestão ruinosa que levaram à degradação da posição do clube foram imputáveis ao seu executivo, seja a um Presidente, seja a um Comitê de Gestão.

Permitiram jogadores sair do clube sem gerar receitas, venderam jogadores abaixo do seu valor à DIS, ao Barcelona e à Doyen, contrataram um Damião. Hoje um presidente faz o Santos perder três anos ao pretender construir um estádio pequeno em Santos, aparentemente priorizando ter novos camarotes com estacionamento ao lado, mesmo que o Santos seria obrigado a tirar o time do seu principal mercado e maior centro econômico do hemisfério sul, que é o planalto paulistano.

O rosário de exemplos históricos de gestão ruinosa, todos insuficientemente controláveis pelas instâncias do atual Estatuto, mostram a inadequação do sistema quase absolutista de governança do Santos e do seu Estatuto, os presidentes e Comitês de Gestão fazendo o que querem, pouco respeitando a opinião dos sócios e da torcida.

O Odílio deu exemplo de como os presidentes têm desprezado a opinião dos torcedores, ao justificar outro dia ao Ademir Quintino, “que a contratação do Damião foi muito festejada pela imprensa e por TODOS”. Inverdade das grossas, porque não deve ter lido a mídia, nem o post no Blog do Odir do dia 10 de janeiro de 2014, os comentários do Nelson Jafet, Jair Sergio, Barbosa, Ricardo Gomes, Iwan Pereira, Rafa S., Evaldo, Silverado, Roberto, mac, Ricardo, Cleidson, Juliano-Smaug, Leo, para ver que uma maioria de santistas achava. Os opositores desesperados com a contratação do Damião deram goleada nos poucos que eram a favor.

Faltam ao Santos instâncias para coibir a libertinagem incontrolada do seu executivo

Existiriam duas instâncias que poderiam controlar as ações do Executivo, uma através de um CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, tão invocado por candidatos à presidência e comentaristas, e outra pelos CONSELHOS DELIBERATIVO e FISCAL já existentes, desde que tenham os devidos poderes, que o Estatuto atual lhes confere apenas em dose insuficiente.

Um CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO, pelo menos no sentido habitual das grandes sociedades anônimas, que com milhares de empregados, produtos e presença em vários países, são indevassáveis como selvas, seria um órgão ocupado por personalidades que têm grande experiência na gestão de sociedades, incumbido em fiscalizar do topo a atuação da presidência e dos principais órgãos dirigentes, o respeito ao Estatuto e às leis, visando preservar os interesses vitais da empresa e dos seus acionistas. Não é um órgão que controla e aprova transações individuais do dia-a-dia. No mais, quaisquer outras funções específicas dependeriam de definições dos respectivos Estatutos, sendo que a simples etiqueta “Conselho de Administração” pode denominar funções e conteúdos diversos em diversos clubes brasileiros de futebol.

Há poucas semanas os santistas assistiram envergonhados que vários clubes assinaram contratos para a venda dos direitos de TV-paga ao Esporte Interativo ou à Globo, após aprovação dos seus respectivos Conselhos Deliberativos, ao contrário do Santos, que divulgou o acordo com o Esporte Interativo sem aprovação e nem mesmo consulta ao seu CD.

Não sei se os demais presidentes fizeram aprovar os contratos televisivos pelos seus Conselhos Deliberativos por mero bom senso e respeito aos conselheiros eleitos, ou se havia obrigação estatutária. Fato é que os dirigentes do Santos têm dado pouca bola à opinião de conselheiros.

Então será necessário armar os CONSELHOS DELIBERATIVO e o FISCAL do Santos com poderes estatuários explícitos para que possam aprovar/vetar as transações de grande impacto, como investimentos a valores expressivos, construção de estádios, venda de direitos econômicos de promessas (que têm sido objeto dos principais contratos lesivos) e outras.

Ao contrário de um Conselho de Administração, que fiscaliza do topo, o CONSELHO DELIBERATIVO, como órgão muito próximo ao dia-a-dia do clube, é adequado para o controle e aprovação prévia das operações individuais em cima da hora. O Santos não sendo uma grande sociedade anônima cotada na bolsa, pagando milhões de bônus a gestores que muitas vezes vêm de fora, poderia prescindir de um Conselho de Administração, bastariam mais poderes ao Conselho Deliberativo para dar conta do recado, como comprovado pelo atual Conselho Fiscal, que com poderes mínimos, vem fazendo um ótimo trabalho.

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A meu ver a doença do Santos tem dois focos fundamentais:

1- O excesso de poder incontrolado e conferido pelo Estatuto ao executivo, seja de um Presidente ou de um Comitê de Gestão

2- A potencial falta de legitimidade e representatividade do executivo, possibilitada pelo sistema eleitoral do Estatuto.

Antes de olhar para estes dois pontos, um capítulo sobre o tão falado Comitê de Gestão.

1- A ETERNA QUESTÃO DO COMITÊ DE GESTÃO

Em campanha para as eleições de Dezembro de 2014 vários candidatos à presidência do Santos comunicaram que tencionavam acabar com o Comitê de Gestão e substituí-lo por um Conselho de Administração. A ojeriza ao Comitê de Gestão deve basear no péssimo exemplo do Comitê de Odílio, que dispensou administradores, imaginando que seria capaz de dar conta do recado e conduziu o clube ao caos.

Mas o exemplo do Comitê do Odílio não prova muita coisa, porque também um presidente único, poderia, como o Odílio, demitir administradores profissionais competentes ou nomear maus administradores ao seu bel prazer. Se um Conselho do Santos fizesse uso do poder de vetar nomeações ou demissões de administradores feitas por um Presidente ou Comitê de Gestão, não faria bem em fazer uso excessivo deste direito, pois um clube não funcionaria com um Presidente ou Comitê de Gestão às turras com um administrador mantido contra a sua vontade.

O exemplo do Barcelona, que é gerido por um órgão colegiado de 14 a 21 diretores (Artigo 30, entre eles o presidente e vice-presidente) todos honorários e não pagos (Artigo 33), prova que um Comitê de Gestão e uma boa administração profissional são compatíveis. Um clube pode ter um Conselho de Administração, um Comitê de Gestão, um Conselho Deliberativo (que seria a “câmara de deputados dos associados”) e uma gerência profissional ao mesmo tempo, instâncias que se bem dosadas, não se excluem e podem se complementar.

A meu ver o Comitê de Gestão oferece a vantagem de que pessoas com competências de alto nível se sintam motivadas a prestar ajuda gratuita ao Santos. A desvantagem é o risco inerente de uma dinâmica de grupo, na qual seus membros deixem de assumir responsabilidade individual e o grupo se julgue onipotente, dispensando as opiniões dos seus administradores, de profissionais, de sócios e torcedores em blogs.

Sabemos perfeitamente em quais situações no mínimo cinco dos nove membros do Comitê de Gestão do Santos falharam, mas não temos a menor ideia a que ponto os sete membros nomeados pelo presidente tenham contribuído positivamente para as ações do Comitê, exceto nos raros casos de cisão tornada pública, como a contratação do Dorival Júnior apoiada pelos sete membros, enquanto que o presidente estava focado no Oswaldo Oliveira. Em outras palavras: conhecemos as misérias do Comitê de Gestão, mas não sabemos até que ponto sem ele a situação teria sido pior. Notou-se que entre os que se demitiram discretamente do Comitê de Gestão estavam os especialistas em finanças, Álvaro de Souza, Eduardo Vassimon, Luiz Fernando Vendramini Fleury e José Berenguer. Será que se viam em ”minoria”?

O ex-presidente Laor, já licenciado, chegou à conclusão que o Comitê deveria ser extinto. Imagino que a sua frustação reflita o fato de que ele mesmo se tornara paulatinamente inadequado como presidente, alguns membros do seu Comitê se despediam discretamente e a facção do Vila Rica, que também não primava pela competência, se rebelou. No fundo o Laor queria decidir tudo sozinho.

Porventura o Modesto tenha ainda a mesma opinião do Laor, pronunciada na sua campanha eleitoral. Mesmo que o Comitê tenha ajudado a sua gestão, recusando a contratação do Oswaldo Oliveira e patrocinando a o Dorival Júnior; o presidente deu várias mostras que querer reinar sozinho. Então ambas as opiniões, a do Laor e do Modesto são valiosas, mas também suspeitas, porque podem refletir apenas as suas frustrações e ambições autocráticas pessoais e a sua incapacidade de agir em grupo.

Uma das grandes confusões a respeito do Comitê de Gestão tem sido a ilusão de que ele se auto-controlaria. O que é um engano porque ninguém pode controlar a si mesmo, o Comitê nada mais é que uma presidência em forma de grupo, que devido a seu desempenho histórico precisa ser controlada.

Acho que o problema maior do Santos não seja a manutenção ou não do Comitê de Gestão, mas o excesso de poder incontrolado que tanto um Comitê de Gestão como um Presidente Único têm pelo Estatuto.

Não estou defendendo a manutenção do Comitê, apenas alertando que o seu mero fechamento, como proposto por vários candidatos à presidência, não vai por si só resolver os problemas do Santos.

Como neste comentário considero uma Presidência Única e um Comitê de Gestão como instituições similares, passarei a denominá-las conjuntamente por “P-CG“.

2- O ARTIGO N°90, A MEU VER O VERDADEIRO VILÃO DO SANTOS

O excesso de poder conferido ao P-CG é exemplificado pela pérola do Artigo n°90, que permite abusos ilimitados, chegando ao cúmulo de sublinhar, que para “QUALQUER TRANSAÇÃO” (como a compra de direitos econômicos de um jogador, como o Damião) a valor SUPERIOR a 20% das receitas orçadas (ou seja, não inferiores, mas superiores a cerca de 35 milhões de reais, com open end para as alturas!), haver necessidade apenas de “PARECER” (ou seja, não de aprovação) “POSTERIOR” (ou seja, não prévio) pelo Conselho Fiscal ao fechamento vinculativo da transação e isto somente para os “ASPECTOS FORMAIS E ÉTICOS“ (ou seja, não para o conteúdo econômico do mesmo).

O Artigo N°90 divide o Santos entre um P-CG com poder quase absolutista e uma espécie de Academia Belmirense de Letras, condenada a tomar chá com torradas e fazer belos discursos, mas sem quase nenhum poder, a não ser fazer vazar um ou outro fato na mídia e denominado por “Conselho Deliberativo”.

Sendo este Artigo expressão da mais delirante cartolice e responsável pelo fato dos P-CG do Santos terem tratado o clube como a casa da mãe Joana, estabelecendo ao seu gosto parcerias com agiotas, negociando direitos econômicos de jogadores aquém do seu valor, quase sempre para o prejuízo do Santos.

A alternativa ao sistema atual P-CG quase absolutista, seria um parlamentarismo mais perto da base dos sócios, com os conselheiros do Santos desempenhando o papel de parlamentares, com maiores poderes de aprovação e veto.

Como no clube lusitano Porto, cujo Estatuto em contraposição ao artigo N° 90 mafioso do Santos, pelo menos impõe no seu Artigo 116, que “obras ou empreendimentos que impliquem responsabilidades financeiras para além do exercício da sua gerência devam ser aprovadas pelos conselhos do clube”, subentende-se: previamente. Portanto no Porto não seria impossível um P-CG assinar um “contrato de empréstimo” para financiar a “compra” dos direitos de um Damião, ou contrato para construção de um estádio sem aprovação prévia dos Conselhos, porque ambos os contratos levariam à reponsabilidades financeiras além do exercício da sua gerência.

Há poucos artigos no Estatuto do peixe que limitam de forma clara e direta a competência do P-CG, como o N° 88 que impede onerar o patrimônio social ou a primeira parte do Artigo N° 91 que proíbe antecipar, nem comprometer as receitas por período superior ao do seu mandato. Ou faltam limitações quantitativas para certas transações ou os artigos em questão são ineficientes ou imprecisos como o N° 89 que se limita apenas ao orçamento e não abrange o mais importante, que são os gastos reais e a segunda parte esdrúxula do Artigo 91 sobre a “venda de direito federativos” sem os econômicos.

Os artigos com os quais o Conselho Deliberativo pode sancionar os dirigentes, como N° 68 e N°92 são necessários, mas não refrescam, porque sancionando um dirigente “a posteriori”, seja não aprovando suas contas, seja decretando o seu impeachment, ou punindo os dirigentes de arcar com o prejuízo causado, não ajudará o Santos, o dano já estará feito e os presidentes não terão patrimônio pessoal para cobrir os danos causados.

3- O MESSIANISMO ILUSÓRIO E PORQUE O CONSELHO DELIBERATIVO É O FUTURO DO SANTOS

Antes de cada eleição certos candidatos à presidência são elevados a salvadores. Mesmo assim as últimas gestões “salvadoras”, inclusive as que por curto espaço de tempo conseguiram manter bons times, deixaram o Santos em posição financeira e estratégica ruinosa.

A mania do torcedor de se autoconsolar com esperanças messiânicas quanto a candidatos à presidência e ao potencial de jovens jogadores, tem ofuscado a percepção da necessidade do aprimoramento institucional do clube pelo Estatuto, que poderia protegê-lo melhor das fraquezas dos seus dirigentes e aprimorar a sua eficiência.

Talvez seja por causa da absoluta falta de poder dos conselheiros do Santos, que a sua maioria se comporte de maneira passiva, quando não bajula o P-CG. Salvo exceções conhecidas, como o Celso Leite, que ousou questionar a compra do Leandro Damião e os 38 heróis que ousaram pedir em abaixo-assinado que no Brasileirão de 2015 uma partidinha ao menos fosse jogada no maior centro econômico e populacional do Hemisfério Sul, onde estão localizados 2,5 milhões de simpatizantes do clube.

Então porque dar maiores poderes para o controle das operações do dia a dia ao Conselho Deliberativo, se a sua maioria tem-se mostrado como um grupo de submissos e omissos, acatando as lambanças do executivo?

Por quatro razões:

Primeira: o CD é a única instância que pode salvar o Santos, não há outra.

Segunda: se forem atribuídos poderes de aprovação prévia ao Conselho Deliberativo, principalmente para transações de vulto e formadas algumas Comissões Permanentes para diversas áreas, é de se esperar que com o maior peso da responsabilidade os seus membros atuais e futuros abandonem a passividade e passem a se empenhar mais a fundo, elaborando posições próprias.

Terceira: o P-CG, desafiado por um poder de veto do CD, se empenhará mais a fundo em apresentar propostas bem elaboradas para qualificarem à aprovação pelo CD. Dividir melhor a responsabilidade entre o CG e o CD poderia resultar numa competição de qualidade para o benefício do clube.

Quarta: com a perspectiva de se poder decidir algo no CD, haverá um maior número de profissionais competentes motivados a ingressar no quadro de sócios do clube e nas chapas futuras para as eleições, o que deverá a longo prazo melhorar a qualificação tanto do CD, como da administração do Santos. ESTE PODERÁ SER O MAIS IMPORTANTE EFEITO DE UMA REFORMA DO ESTATUTO.

Caso contrário, não se poderá contar com qualidade no futuro CD. A cidade de São Paulo abriga o maior número de profissionais altamente qualificados no Brasil, mas qual profissional de alto nível seria bobo a ponto de descer a serra para participar de reuniões nas quais não pode decidir quase nada e ver um grupo provinciano menos qualificado fazendo longos discursos para matar o tempo, a fim de postergar uma votação, até o último ônibus parta para subir a serra?

4-A FALTA DE LEGITIMIDADE DO P-CG DEVIDO À DISCREPÂNCIA ENTRE O SEU PODER E A VONTADE DOS ASSOCIADOS

Boa parte dos associados é impedida de participar das eleições, porque não existe a possibilidade de voto à distância. Com poucas exceções, como as do Grêmio e do Internacional que implantaram o voto à distância, esta ilegitimidade afeta todos os clubes brasileiros, só que o Santos é um dos mais atingidos, devido ao grande espalhamento geográfico de sua torcida.

Acresce de forma dramática o fato singular, de que o Santos é o único clube grande brasileiro que tem sede numa cidade e a maior torcida em outra, cidades separadas por acidente geográfico de relevo, e a atual facção eleita por uma minoria de 26% dos associados, com apenas 35 votos na cidade de São Paulo, está regionalizando o clube contra a maioria dos torcedores, havendo risco real de regionalizar o voto, através do impedimento de uma votação à distância nas próximas eleições.

O que piora tudo é a possibilidade de se poder eleger no Santos um presidente com maioria apenas relativa e não absoluta, possibilitando uma disparidade suplementar entre a vontade dos associados e a distribuição de poder no clube, aliás, ilustrada pela atual presidência.

O atual Presidente, eleito legalmente, mas visivelmente beneficiado pela fraude e anulação da eleição do dia 6 de dezembro de 2014, que fez com que na segunda eleição de 13 de dezembro de 2014 não voltassem às urnas muitos eleitores do interior, obteve apenas 26 % dos votos dos associados e com a eliminação das Chapas Rollo e Nabil acabou posicionando cerca 37% de correligionários da sua chapa ao grupo dos Conselheiros Eleitos, mas domina 100% do Comitê de Gestão, através de conselheiros que ele mesmo escolhe. Estes em casos de incompatibilidade se demitem ou são exonerados e substituídos por mais dóceis.

Esta possível disparidade entre a vontade dos associados e o monopólio de poder do Presidente é o segundo grande problema do Santos, que evidentemente também resulta das lacunas do sistema eleitoral do seu Estatuto.

5-A REFORMA DO ESTATUTO

Os santistas não deveriam se distrair com a decisão acertada e desejada por quase todos de assinar com o Esporte Interativo, com as boas atuações do time e com a administração parcimoniosa do futebol pelo Dagoberto, que com menos dinheiro vem obtendo melhores resultados. Não há tempo a perder para aprimorar o Estatuto. A meu ver, qualquer reforma do Estatuto deverá incorporar:

Obrigação do voto à distância, atualmente apenas opcional, mas não exigida pelo Artigo N° 30.

Obrigação de maioria absoluta nas eleições a presidência, seja por um segundo turno, seja por votos preferenciais.

Ampliar o Estatuto para que nos casos em que a chapa vencedora obtiver mais que 80% dos votos, a que obteve o segundo maior número de votos, não importa com qual porcentagem, possa nomear os seus representantes a conselheiros, guardadas as porcentagens do resultado eleitoral, a fim de evitar efeitos nefastos do monopólio do CD da chapa vencedora, como no caso da chapa Resgate após a reeleição do Laor com 87% dos votos.

Obrigação do P-CG em submeter qualquer transação de vulto à aprovação prévia do CD, (fixando limites mínimos para os diversos tipos de transação).

Obrigação do P-CG em submeter qualquer venda de direitos econômicos de jovens promessas à aprovação prévia do CD (limitada a jovens que jogaram um certo número de partidas no time profissional ou que foram convocados para as Seleções Brasileiras sub).

Imposição da assinatura dupla, inclusive para o presidente dos Santos, tal como exige o clube lusitano Porto (artigos 120 e 121 do seu Estatuto) e o Grêmio para algumas transações (Artigo 83 VIII b “sempre em conjunto”).

Se fosse conselheiro do Santos, investiria todo o meu tempo articulando a introdução voto à distância obrigatório para as próximas eleições.

E você, o que acha do artigo de Tana Blaze?


Existe bobo no futebol…

garfiel no brasileiro de 2016
Ou os bobos somos nós, os torcedores do Santos?

EXISTE BOBO NO FUTEBOL…

A meia frase é do meu irmão, Marcos, que assistiu ao jogo comigo. E ela se completa com as palavras… “quando o Santos joga fora”.

Realmente, tivemos a impressão, principalmente no primeiro tempo, de que os reservas do Atlético Mineiro formavam uma equipe de Champions League, enquanto o Santos era um aparvalhado time amador, que não segurava a bola no meio-campo ou no ataque e tinha uma defesa de jogadores limitados, mal distribuídos e totalmente atrapalhados.

Aos 10 minutos o Atlético já tinha dado três chutes a gol; o Santos, nenhum. Aos 13 minutos, ao tentar sair jogando, David Braz serviu o ataque adversário e Vanderlei teve de se esticar todo para espalmar uma bola que entraria no ângulo. Um minuto depois um chutão da defesa atleticana encontrou Cazares livre, entre David Braz e Renato, e o equatoriano teve tempo de matar a bola e escolher o ângulo, para fazer aquele que seria o único gol do jogo.

Descrever a partida, lance a lance, só vai mostrar o quanto os santistas se mostraram desnorteados durante todo o tempo, a ponto de aos 33 minutos da segunda etapa Gustavo Henrique, sem prestar atenção, cobrar uma falta curta para Renato, que estava de costas, e entregar mais uma bola ao ataque adversário, que por pouco não chega ao segundo gol.

Enfim, o que nós, santistas, temíamos, aconteceu: o time campeão paulista, jogando joga fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro, mostrou-se mais uma vez disperso, apatetado, como se só os jogos na Vila Belmiro contassem. Com essa derrota, completaram-se 11 anos que o Santos não estréia no Brasileiro com uma vitória.

Estreias do Santos nos Campeonatos Brasileiros desde 2006

2006 – Goiás 0 x 0 Santos
2007 – Sport 4 x 1 Santos
2008 – Flamengo 3 x 1 Santos
2009 – Grêmio 1 x 1 Santos
2010 – Botafogo 3 x 3 Santos
2011 – Santos 1 x 1 Internacional
2012 – Bahia 0 x 0 Santos
2013 – Santos 0 x 0 Flamengo
2014 – Santos 1 x 1 Sport
2015 – Avaí 1 x 1 Santos
2016 – Atlético/MG 1 x 0 Santos

A última vitória santista em estreia no Campeonato Brasileiro ocorreu em 2005, quando derrotou o Paysandu, no Estádio Anacleto Campanella, por 4 a 1.

A habilidade e a visão de jogo de Lucas Lima e o oportunismo de Ricardo Oliveira fizeram uma falta incrível. Gabriel é jogador para completar jogadas, não para criá-las. Sua deficiência de não chutar, não driblar, não fazer nada com a perna direita, é irritante.

O miolo de zaga do Santos está numa fase muito ruim. Os inseguros e atrapalhados David Braz e Gustavo Henrique não passam um jogo sem entregar, ao menos uma vez, o ouro ao bandido. Faz tempo que David Braz defende e sai jogando com deficiência. Está na hora de ir pro banco.

Quanto a Gustavo Henrique, sugiro que esqueça o desânimo por não ter sido chamado para a Olimpíada. Jogando assim, lento e desconcentrado, não será titular e nem continuará no Santos. Precisa ser mais esperto e mais rápido, garoto. Pare de fazer beicinho e jogue futebol.

Os laterais Zeca e Victor Ferraz foram mal dessa vez. Ferraz parece sem forças até para cobrar escanteios e faltas. Na armação, ambos não deveriam deixar o atacante dominar a bola, pois depois não conseguem roubá-la e têm péssima recuperação.

No meio de campo, não basta voluntariedade. É preciso ter um cérebro, um articulador de jogadas. Sem Lucas Lima, o jeito é insistir com Serginho, pois nenhum outro consegue segurar a bola. Renato está lento e perdendo reflexos. Em todo jogo sai jogando errado e cochila na marcação e na cobertura.

E no ataque, o Santos não teve ninguém. Gabriel tentou resolver tudo sozinho, mas não tem categoria e nem cabeça para tal. O rapaz está à beira de um ataque de nervos. Virou a prima dona do Santos. Ele deveria deixar de acreditar nos que dizem que ele será titular da Seleção Brasileira. Jogando assim, não será titular nem do Santos.

Uma pergunta que o Marcos e a Suzana fizeram, e eu não soube responder: “Se no final do jogo o Santos teve tanta energia para lutar em busca do empate, por que não mostrou a mesma determinação desde o começo?”. Eu complemento: por que esperar ficar atrás do marcador para só depois tentar jogar futebol?

A visão geral que tivemos do jogo é a de que o time experiente, superior, vitorioso, era o dos reservas do Atlético Mineiro. Após mais essa estréia desastrosa em um Brasileiro, além de rever a titularidade de muitos jogadores que não têm futebol e nem autoconfiança para jogar no Santos, o técnico Dorival Junior precisa, ele também, se dedicar mais ao seu ofício. Descansou os reservas durante a semana para quê? Que novidade tática o time apresentou? Que jogada ensaiada pudermos ver? (mais uma vez ficou provado que após um bom descanso, o Santos joga mal).

Enfim, nos acostumamos a ouvir que “não há mais bobo no futebol”, pois quando menos se espera somos surpreendidos com um resultado inesperado, em que um time considerado inferior, com garra e astúcia, supera um favorito. Porém, se é o Santos que joga fora de casa no Brasileiro, pode ter a certeza de que o jogo terá, sim, um bobo em campo.

As autuações dos santistas estão entre parênteses, sendo o sinal = para os mais ou menos: Vanderlei (=), Victor Ferraz (-), David Braz (–), Gustavo Henrique (-) e Zeca (=); Thiago Maia (=), Renato (-)(Maxi Rolón, aos 32 do 2º (=)), Vitor Bueno (=) e Ronaldo Mendes (=) (Matheus Nolasco, aos 19 do 2º (+)); Paulinho (-) (Serginho, no intervalo (=)) e Gabriel (=). Técnico: Dorival Júnior (-).

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Atlético Mineiro 1 x 0 Santos
Estádio Independência, Belo Horizonte, 14/05/2016, 18h30
Atlético Mineiro: Uilson, Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Lucas Cândido, Eduardo, Carlos Eduardo (Pablo aos 11 do 2º) e Cazares; Hyuri (Yago aos 41 do 2º) e Clayton. Técnico: Treinador: Diego Aguirre.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato (Maxi Rolón, aos 32 do 2º), Vitor Bueno e Ronaldo Mendes (Matheus Nolasco, aos 19 do 2º); Paulinho (Serginho, no intervalo) e Gabriel. Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Cazares, aos 14 min do primeiro tempo.
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas (BA), auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA) (marcou dois impedimentos errados que poderiam dar ao Santos a chance de ao menos empatar a partida. Tirando isso, não comprometeu).
Cartões amarelos: Cazares e Carlos Eduardo (Atlético/MG) David Braz e Gustavo Henrique (Santos).

Um jogo de valentes

Para ser campeão no tênis é preciso trabalhar todos os dias, às vezes em dois períodos. Quando não se joga, se treina ou se viaja. As partidas podem demorar três, quatro horas, e se o jogador quiser tirar uns dias de folga, perde por WO e cai no ranking. Para manter os patrocínios é preciso vencer e permanecer entre os melhores do mundo. Os astros não têm moleza. A cada torneio começam da primeira rodada, como os outros. O fato de o sérvio Novak Djokovic, número um do mundo, e o britânico Andy Nurray, número dois, chegaram às finais de Madrid e Roma, em semanas consecutivas, mostra como o tênis é justo e o mérito prevalece. É um esporte de quem tem talento e trabalha, mas também exige muita garra e inteligência. Veja os melhores lances da final de Roma e diga se não tenho razão:

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clinica no castelo

E você, acha que o Santos ainda pode fazer uma boa campanha no Brasileiro?


O que o Santos vai querer?

O último confronto importante entre Santos e Atlético Mineiro ocorreu na Copa do Brasil de 2010. Treinado por Vanderlei Luxemburgo, com o atacante Diego Tardelli em grande fase, o Atlético venceu em Belo Horizonte por 3 a 2. Porém, na Vila Belmiro, o Santos de Dorival Junior, com a dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso no auge da forma, venceu por 3 a 1 e se classificou para a semifinal da Copa. Reveja:

O QUE O SANTOS VAI QUERER?

Muitas das previsões que li e ouvi para este Campeonato Brasileiro dizem que Santos e Atlético Mineiro poderão chegar ao título. Dessa forma, o jogo deste sábado, às 18h30, no Estádio Independência, que abre o Campeonato Brasileiro de 2016, deveria ser revestido de uma valorização maior. Porém, concentrado na Copa Libertadores, o Atlético levará um time reserva a campo, sem seus titulares, entre eles Robinho; enquanto o Santos não terá suas duas maiores expressões técnicas, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, em tratamento de contusões.

Pode-se culpar o calendário pela menor atratividade de um jogo que poderia abrir o Brasileiro de maneira gloriosa, mas isso seria lugar-comum. Assim como para nós, santistas, é usual esperarmos um jogo do Alvinegro Praiano fora de casa com uma indefectível apreensão. A pergunta é: o que o Santos pretende nesse Brasileiro, até onde ele vai querer ir na competição?

Essa pergunta é essencial para se traçar um plano – técnico, tático, físico e, principalmente, mental – desde o início. Gostaria de imaginar Dorival Junior na frente do espelho do vestiário do Independência se perguntando: “Como quero ser lembrado quando abandonar o futebol? Um técnico mediano, que ganhava alguns estaduais, ou como um dos poucos que conquistou um Brasileiro e deixou seu nome nas grandes competições?”.

Seria interessante se, antes de adentrar o gramado de seu jogo inaugural em mais um Brasileiro, do qual não é campeão há 12 anos, todos os profissionais que atuam no Santos – o técnico, a comissão técnica, os dirigentes e, principalmente, os jogadores – olhassem no espelho de sua alma e se perguntassem o que querem dessa competição: se é jogar de verdade apenas na Vila Belmiro, e enrolar nos jogos em campos adversários; se é apenas garantir seus altos salários e ter uma boa desculpa na ponta da língua para os revezes fora de casa, ou, como homens íntegros e audaciosos, dignos da tradição do Santos, quererão dar um salto em suas vidas e carreiras?

É claro que nem todos os times e jogadores que querem ser campeões, serão, mas pode ter a certeza de que nenhum o será se não quiser, e muito. Por isso, tudo começa com essa vontade, esse sonho que se torna possível a cada jogo, a cada rodada, ms começa a ser construído dentro de cada um.

No Santos, os essenciais Lucas Lima e Ricardo Oliveira serão substituídos por Vitor Bueno e Ronaldo Mendes. É importante que se firmem, pois logo talvez tenham de substituir definitivamente os dois selecionáveis santistas, mirados por grandes clubes estrangeiros. Outro que volta a ter grande oportunidade de mostrar que é um grande atacante é Gabriel. Rapidez e alguma habilidade ele tem, mas está se perdendo no aspecto emocional.

No post anterior eu dizia que no Atlético jogaria com os titulares Victor, Junior Urso e Rafael Carioca, mas, alertado por um leitor do blog, o Felipe Santista, chequei a escalação com o jornal O Estado de Minas, de Belo Horizonte, e constatei que só mesmo reservas entrarão em campo pelo alvinegro de Minas hoje. O time escalado por Diego Aguirre deverá ser: Uilson, Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri.

Creio que nem preciso dizer aos leitores deste blog que, para os santistas, o jogo deve ser difícil e encarado como uma decisão. Para um time que só venceu uma partida fora de casa no Brasileiro do ano passado, toda oportunidade de repetir o feito vem cercada de dúvidas e sobressaltos. Como se portará a defesa, que costuma se distrair em lances decisivos? Como renderá o meio-campo sem o articulador Lucas Lima, e como se sairá o ataque sem a visão e a sagrada malandragem do pastor?

De qualquer forma, trata-se de um jogo ganhável. Mesmo o time titular do Atlético Mineiro não é flagrantemente superior ao do Santos. Portanto, sua equipe reserva não poderá sê-lo. O que pega é o local, a torcida adversária, o ambiente hostil que tanto tem incomodado o Alvinegro Praiano, um time que até o ano passado parece ter se contentado em ser caseiro. Esperemos que o Santos de 2016 siga o seu destino universal.

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Atlético/MG x Santos
Primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2016
Estádio Independência, 14/05/2016, sábado, 18h30,
Arbitragem: J ailson Macedo Freitas, auxiliado por Eduardo Gonçalves da Cruz e Elicarlos Franco de Oliveira.
Atlético/MG: Uilson; Gabriel, Edcarlos, Tiago e Carlos César; Eduardo, Lucas Cândido e Cazares; Carlos Eduardo, Clayton e Hyuri. Técnico: Diego Aguirre
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno e Ronaldo Mendes; Paulinho e Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.

E você, o que espera do Santos no Brasileiro deste ano?


Dentro ou fora do Alçapão


Mesmo com Rafael Longuine e Serginho desperdiçando cobranças de pênaltis, os reservas do Santos sobraram em Rio Branco e venceram com facilidade o Galvez por 3 a 0, gols de Longuine, Paulinho e Fernando Medeiros. Com o resultado, o Santos avança para as oitavas de final da Copa do Brasil. Há que se destacar a boa participação dos torcedores santistas do Acre, provando, mais uma vez, a universalidade da torcida santista.
Levando-se em conta que o sinal + quer dizer que o jogador foi bem, – que foi mal e = que ficou no meio termo, avalio os santistas da seguinte forma: Vladimir (=), Daniel Guedes (+), Valencia (=), Lucas Veríssimo (=), Luiz Felipe (=) e Caju (=); Leandrinho (=), Fernando Medeiros (+), Gregore (=), Rafael Longuine (+) e Serginho (-); Paulinho (+), Maxi Rolón (=) e Lucas Crispim (=). Técnico: Lucas Silvestre (=).


Reveja o golaço de Ricardo Oliveira e os melhores momentos da única vitória do Santos fora de casa no Campeonato Brasileiro do ano passado.

Anteontem o amigo Luiz Tomaz, notável comentarista deste blog, sugeriu que discutíssemos as causas dessa bipolaridade santista, mormente no Campeonato Brasileiro, no qual é um predador na Vila Belmiro e uma presa fácil fora dela. A dificuldade será tática, técnica, psicológica, física ou de caráter? Bem, o assunto está na roda, na qual deve entrar todo aquele que tem algo a dizer.

O tema é grave e causa espécie o fato de a direção de futebol do clube não buscar a ajuda de especialistas para decifrar o que passa no corpo e na mente de nossos heróis durante a relevante competição nacional. Os números são aterradores.

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No Campeonato Brasileiro do ano passado, por exemplo, das 19 partidas que realizou como visitante, o Santos perdeu 11, empatou sete e venceu apenas uma, sobre o Cruzeiro, graças a um chute excepcional de Ricardo Oliveira, de canhota e de fora da área, em partida na qual o time de Minas teve oportunidades para empatar e mesmo virar o resultado.

Ao final da competição, o Alvinegro Praiano, que fez fama mundial vencendo os mais terríveis rivais em suas casas, tinha conquistado apenas 18,75% dos pontos que disputou em campos adversários, retrospecto pior do que os rebaixados Avaí, Vasco e Goiás e só melhor que o lanterna Joinville.

Justiça seja feita, o problema não é recente e não deve ser creditado apenas a esses jogadores e a essa comissão técnica. Lembro-me que em 1996, convidado para um programa de tevê em Santos, irritei o zagueiro Ronaldão ao lhe perguntar por que em casa o Santos podia vencer qualquer oponente e, fora dela, podia perder para qualquer um. Na verdade, naqueles tempos já era difícil encontrar as respostas.

Creio que os recentes desempenhos dos underdogs Leicester, campeão da Inglaterra, e Audax, semi-campeão paulista, tragam de volta a esquecida e refrescante sensação de que não é só o dinheiro, a fama ou a quantidade de torcedores que faz um time ser vitorioso e exibir-se de cabeça erguida mesmo no campo de batalha inimigo. Resta-nos, humildemente, aprender com esses dois exemplos.

Sabe-se que ambos surpreenderam os favoritos, principalmente, por seu desempenho fora de casa. Quando se julgava que abdicariam do ataque e passariam o tempo a especular alguma fortuita jogada ofensiva, se atreveram a encurralar o opositor, com excelentes resultados. Para conseguir isso, obviamente mostraram qualidades. Quais seriam elas? Eu diria, resumidamente:

1 – Inovação Tática. Ao avançar, quando todos esperavam que recuasse, assumir a posse da bola, ao invés de desfazer-se dela e deixar a iniciativa para o adversário. Inverter os papeis, não se conformar de ser o pequeno, o coadjuvante da história.

2 – Técnica suficiente para fazer a tática funcionar. Sim, porque não adianta pensar nas táticas mais mirabolantes se não há jogadores com habilidade, com fundamento para cumpri-las. Não será qualquer cabeça-de-bagre que terá calma e controle para sair jogando desde a sua defesa, de passar e lançar com perfeição. Contar com essa técnica requer a astúcia de garimpar jogadores bons e baratos no mercado, já que estamos falando de times sem orçamentos competitivos. Para a montagem dessas equipes foi preciso contar com verdadeiros especialistas em futebol, capazes de contratar pelo mérito absoluto e não por indicação ou pela amizade com empresários.

3 – Condição física capaz de impor um ritmo forte aos jogos. Um time menos favorito não pode desprezar a expressão “vencer pelo cansaço”. O condicionamento físico já fez milagres pelo Santos e pela Seleção Brasileira. Hoje se percebe que o Alvinegro Praiano não consegue manter o mesmo ritmo durante todo o jogo. E nesse mesmo quesito entra a idade dos jogadores. Obviamente os mais jovens têm mais força, velocidade e energia. É preciso ter coragem para renovar e visão para perceber quando o grande ídolo está virando o fio.

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4 – Confiança e desejo de vitória. Bem, este é o aspecto psicológico. Viu-se, ao final do jogo com o Santos, que alguns jogadores do Audax, de tão abatidos, choravam de tristeza. Poderiam estar contentes por, mesmo em um time menor, terem pressionado o Santos na Vila Belmiro. Mas queriam mais, queriam o título. Esse é o sentimento que os jogadores do Santos devem ter quando atuam fora de casa. As dimensões do campo continuam as mesmas e a torcida não participa do jogo. A questão é decidida em campo. Não há motivo real para se dedicar menos à partida, abrir mão da iniciativa, ou acreditar menos na vitória, só porque o jogo é fora de casa.

5 – Por fim, mais até do que a psicologia, há o caráter de cada jogador. Algo que se tem, ou não se tem. O jogador brasileiro de futebol sabe que, quando atua fora de casa, será menos cobrado em caso de derrota. Às vezes, nem cobrado será. Por isso, geralmente corre e se dedica menos ao time quando está longe de sua torcida. Esse comportamento desleixado tem cura? Não sei. Creio que dependa de uma boa liderança, algo que o Santos do técnico Lula e de jogadores como Zito e Mauro Ramos de Oliveira tinha. Caráter, no caso do atleta competitivo, é fazer questão de ganhar mesmo quando não é cobrado por isso. Na verdade, é ter um sistema de cobrança interno tão desenvolvido que independa das pressões externas.

O Leicester e o Audax – este em uma proporção bem menor, é verdade – conseguiram reunir, ao menos por uma temporada, essas condições mágicas que fazem os underdogs rosnarem na casa dos outros. Pena que seus times serão desmanchados pelos mais ricos e, ao que tudo indica, restará apenas a lembrança da efêmera ousadia.

Assim como o campeão inglês e o time de Osasco, um dia o Santos já foi a surpresa, o assombro que encantou a todos. E teve de repetir essa façanha dezenas, centenas de vezes, até conseguir um lugar entre os maiores do futebol. Agora, por ironia, parece destinado a buscar nesses times menores a inspiração para voltar a se impor em qualquer estádio, ou, como diz o seu hino, dentro ou fora do Alçapão.

Nesse sábado, às 18h30, em sua estréia no Campeonato Brasileiro, já terá um teste de ouro para checar seu status de bicampeão paulista em uma partida como visitante. Enfrentará o respeitabilíssimo Atlético Mineiro no Independência. O que veremos em campo com a camisa alvinegra praiana? O tigre que devora a todos na Vila Belmiro, ou o gatinho assustado que se inibe, se intimida ou se acomoda no campo do adversário?

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E pra você: o que falta para o Santos jogar bem fora de casa?


Santos, um campeão humilde


Veja as imagens e ouça os sons que a tevê não mostrou da 22ª conquista estadual do Santos. Mais uma obra-prima de Rachid, o Spielberg da Vila. Protagonistas? Os torcedores do Santos Futebol Clube, o time mais carismático do planeta.




Santistas comemoram a conquista justa do maior campeão paulista da era profissional e também o maior campeão desde a fundação da Federação Paulista de Futebol, há 75 anos. Desde 1941, data da fundação da FPF, o Santos tem 21 títulos estaduais, um a mais do que o São Paulo, sete a mais do que o Palmeiras e seis a mais do que o Corinthians.

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SANTOS, UM CAMPEÃO HUMILDE

Mesmo na Vila Belmiro lotada, o Santos preferiu abrir mão da posse de bola e jogar nos contra-ataques. A tática, temerária e um tanto constrangedora para uma torcida acostumada a ver o time afogar os adversários no “Alçapão”, acabou dando certo e o Alvinegro Praiano venceu por 1 a 0 – gol de Ricardo Oliveira no finzinho do primeiro tempo, em grande arrancada após boa jogada de Vitor Bueno.

O triunfo torna o Santos bicampeão paulista e lhe dá o sétimo troféu estadual nos últimos 11 anos – período no qual foi outras três vezes vice-campeão. Só o timaço de Pelé teve uma hegemonia tão avassaladora no Estado. Com mais esse título, o Santos dispara na liderança da era profissional do futebol paulista, com 22 títulos, dois a mais do que o São Paulo e quatro a mais do que Palmeiras e Corinthians.

Além do gol espetacular de Ricardo Oliveira, que passou a bola entre as pernas de Bruno Silva e bateu na saída do goleiro Sidão, aos 44 minutos do primeiro tempo, no final da partida o Santos teve um gol de Joel absurdamente anulado, por suposto impedimento, e ainda Ronaldo Mendes perdeu um gol feito, na pequena área. Mas não se pode dizer que tenha sido uma vitória tranqüila.

O valente Audax cumpriu a promessa de sair jogando desde a sua defesa e teve quase 70% de posse de bola. Mesmo demasiadamente recuado, o Santos não impediu que o adversário criasse algumas oportunidades de gol e acertasse duas vezes a trave de Vanderlei.

A chance de o Santos equilibrar a posse de bola era Lucas Lima, mas este entrou em campo sem estar cem por cento da contusão no tornozelo e acabou sendo substituído por volta dos 24 minutos de jogo. Dorival Junior optou por colocar Paulinho no seu lugar e, por dificuldade técnica, a bola não parou mais no meio-campo ou no ataque do Santos.

Se no início do Campeonato Paulista o técnico Dorival Junior queria fazer o Santos sair com a bola no chão desde a sua defesa, e se nesta final o time preferiu se defender e buscar o gol nos contra-ataques, entende-se que Dorival admitiu o melhor toque de bola do adversário e por isso, mesmo na casa que tanto adora, colocou o time na defesa.

Deu certo. O Santos foi campeão. Toda conquista merece ser comemorada. Mas essa partida decisiva deixou evidente algumas lições que precisam ser apreendidas, sob o risco de o Alvinegro Praiano colecionar fracassos no Campeonato Brasileiro. Vamos a elas:

Não vale a pena colocar um jogador baleado em jogo decisivo. Ainda mais quando este jogador não tem demonstrado o mesmo rendimento e empenho de antes. Nem era para Lucas Lima ter entrado em campo. E o Santos precisa se preparar para viver sem ele.

Ricardo Oliveira fez o gol em sua única jogada na partida. Excelente. Mas não se pode manter um jogador no time à espera de uma única jogada. Como também deve sair do Santos brevemente, Dorival precisa treinar um outro jogador na posição.

Gabriel é rápido, tem alguma habilidade, mas passou a maior parte do tempo discutindo com a arbitragem e os adversários. É outro com o qual o Santos não deverá contar no resto do ano. Por isso, antes que saia pela porta dos fundos, que o clube saiba negociá-lo bem.

Sabendo-se que Thiago Maia e Vitor Bueno, além dos laterais Victor Ferraz e Zeca, foram os melhores jogadores do Santos, percebe-se que não é preciso ter 11 craques para se formar um bom time. Aliás, o próprio Audax, e também o Leicester, campeão inglês dessa temporada, provam que nem só de estrelas se faz uma boa equipe.

Alguns jogadores pareciam inseguros, mesmo jogando em casa diante de um time considerado pequeno. Isso é terrível. O jogo escancarou os problemas com a dupla de zaga Gustavo Henrique e David Braz e com o volante Renato. Mesmo Vanderlei dessa vez não demonstrou muita segurança. Na segunda bola na trave ele se ajoelhou, ao invés de saltar.

O Santos foi dominado mesmo jogando na Vila Belmiro, o que provou, mais uma vez, que estádio não faz milagres. Com coragem e sangue-frio, o Audax teve a iniciativa do jogo, como já fizera no Itaquerão. Ou seja, o time de Osasco jogou como o grande Santos jogava antes. Não acho que o jogo seria diferente se fosse no Pacaembu ou no Morumbi. A única diferença é que o Alvinegro Praiano colocaria, no mínimo, mais um milhão de reais no caixa.

Bem, mas agora é hora de ver e rever o belo gol de Ricardo Oliveira e comemorar esse feito que é muito importante, sim. Afinal de contas, que outro campeonato estadual tem quatro times que já foram campeões mundiais? Além da qualidade dos adversários, a sequência com que o Santos tem chegado à final é espantosa.

Considerando-se que a competição tem quatro equipes com possibilidades técnicas idênticas, além de outras, do Interior, que surpreendem a cada ano, qual seria a possibilidade matemática de o Alvinegro Praiano chegar à final oito vezes consecutivas? Com a palavra, os estatísticos.

Santos 1 x 0 Audax
Final do Campeonato Paulista de 2016
Vila Belmiro, 08/05/2016, 16 horas
Renda: R$ 934.920,00. Público: 16.018.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Paulinho) e Vitor Bueno (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão; Francis (Rodolfo), Yuri, Bruno Silva (Felipe Rodrigues) e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro, todos de São Paulo (estava indo bem, mas cometeu um erro gravíssimo ao final da partida, quando anulou um gol legítimo de Joel, alegando impedimento. Logo em seguida marcou outro impedimento errado de Gabriel, em lances que poderiam influir diretamente na sorte do jogo e do campeonato).
Cartões amarelos: Santos: Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Gabriel. Audax:Velika e Bruno Paulo.

Há 84 anos, o legítimo 7 a 1

Está na história, o tempo não apaga, no dia 8 de maio de 1932 o Santos goleava em sua praça de esportes, no bairro da Vila Belmiro, a equipe mais popular da capital paulista pelo estonteante placar de 7 a 1, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Marcaram para o vencedor Feitiço (3), Natinho (2), Vitor e Logu.

O Santos jogou com Athié; Silvio e Pinheiro; Floriano, Agostinho e Abreu; Natinho, Camarão, Feitiço, Victor Gonçalves e Logu. Na partida preliminar, pelo Campeonato Paulista de Segundos Quadros, o Peixe também o arquirrival pelo placar de 6 a 1, formando com Victor Lovecchio; Meira e Amorim; Roberto, Zinho, Oswaldo e Paiva; Armandinho, Catitu, Cepo e Magalhães.

Quem dirigia a equipe era o diretor-geral de esportes Urbano Caldeira. A segunda vez em que o Alvinegro mais famoso do mundo também venceu o arquirrival marcando sete gols foi no dia 5 de dezembro de 1964, no Estádio do Pacaembu, em partida do Campeonato Paulista que terminou com a goleada de 7 a 4, com 4 gols do Rei Pelé e 3 de Coutinho.

Curiosidade

Em partidas disputadas no Estádio Urbano Caldeira o Santos enfrentou o arquirrival em exatas 104 oportunidades, tendo vencido 47, empatado 22 e perdido 35, marcando 204 e sofrendo 185 gols. O Rei Pelé enfrentou o time paulistano na Vila Belmiro em oito partidas, tendo vencido cinco, empatado duas e perdido apenas uma, marcando 10 gols nesses jogos.

Guilherme Guarche
Coordenador do Centro de Memória e Estatística do
Santos Futebol Clube

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E você, como vê o dia seguinte ao título?


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