Veja as imagens e ouça os sons que a tevê não mostrou da 22ª conquista estadual do Santos. Mais uma obra-prima de Rachid, o Spielberg da Vila. Protagonistas? Os torcedores do Santos Futebol Clube, o time mais carismático do planeta.




Santistas comemoram a conquista justa do maior campeão paulista da era profissional e também o maior campeão desde a fundação da Federação Paulista de Futebol, há 75 anos. Desde 1941, data da fundação da FPF, o Santos tem 21 títulos estaduais, um a mais do que o São Paulo, sete a mais do que o Palmeiras e seis a mais do que o Corinthians.

O SANTOS FEZ A SUA PARTE E FOI CAMPEÃO MAIS UMA VEZ.
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SANTOS, UM CAMPEÃO HUMILDE

Mesmo na Vila Belmiro lotada, o Santos preferiu abrir mão da posse de bola e jogar nos contra-ataques. A tática, temerária e um tanto constrangedora para uma torcida acostumada a ver o time afogar os adversários no “Alçapão”, acabou dando certo e o Alvinegro Praiano venceu por 1 a 0 – gol de Ricardo Oliveira no finzinho do primeiro tempo, em grande arrancada após boa jogada de Vitor Bueno.

O triunfo torna o Santos bicampeão paulista e lhe dá o sétimo troféu estadual nos últimos 11 anos – período no qual foi outras três vezes vice-campeão. Só o timaço de Pelé teve uma hegemonia tão avassaladora no Estado. Com mais esse título, o Santos dispara na liderança da era profissional do futebol paulista, com 22 títulos, dois a mais do que o São Paulo e quatro a mais do que Palmeiras e Corinthians.

Além do gol espetacular de Ricardo Oliveira, que passou a bola entre as pernas de Bruno Silva e bateu na saída do goleiro Sidão, aos 44 minutos do primeiro tempo, no final da partida o Santos teve um gol de Joel absurdamente anulado, por suposto impedimento, e ainda Ronaldo Mendes perdeu um gol feito, na pequena área. Mas não se pode dizer que tenha sido uma vitória tranqüila.

O valente Audax cumpriu a promessa de sair jogando desde a sua defesa e teve quase 70% de posse de bola. Mesmo demasiadamente recuado, o Santos não impediu que o adversário criasse algumas oportunidades de gol e acertasse duas vezes a trave de Vanderlei.

A chance de o Santos equilibrar a posse de bola era Lucas Lima, mas este entrou em campo sem estar cem por cento da contusão no tornozelo e acabou sendo substituído por volta dos 24 minutos de jogo. Dorival Junior optou por colocar Paulinho no seu lugar e, por dificuldade técnica, a bola não parou mais no meio-campo ou no ataque do Santos.

Se no início do Campeonato Paulista o técnico Dorival Junior queria fazer o Santos sair com a bola no chão desde a sua defesa, e se nesta final o time preferiu se defender e buscar o gol nos contra-ataques, entende-se que Dorival admitiu o melhor toque de bola do adversário e por isso, mesmo na casa que tanto adora, colocou o time na defesa.

Deu certo. O Santos foi campeão. Toda conquista merece ser comemorada. Mas essa partida decisiva deixou evidente algumas lições que precisam ser apreendidas, sob o risco de o Alvinegro Praiano colecionar fracassos no Campeonato Brasileiro. Vamos a elas:

Não vale a pena colocar um jogador baleado em jogo decisivo. Ainda mais quando este jogador não tem demonstrado o mesmo rendimento e empenho de antes. Nem era para Lucas Lima ter entrado em campo. E o Santos precisa se preparar para viver sem ele.

Ricardo Oliveira fez o gol em sua única jogada na partida. Excelente. Mas não se pode manter um jogador no time à espera de uma única jogada. Como também deve sair do Santos brevemente, Dorival precisa treinar um outro jogador na posição.

Gabriel é rápido, tem alguma habilidade, mas passou a maior parte do tempo discutindo com a arbitragem e os adversários. É outro com o qual o Santos não deverá contar no resto do ano. Por isso, antes que saia pela porta dos fundos, que o clube saiba negociá-lo bem.

Sabendo-se que Thiago Maia e Vitor Bueno, além dos laterais Victor Ferraz e Zeca, foram os melhores jogadores do Santos, percebe-se que não é preciso ter 11 craques para se formar um bom time. Aliás, o próprio Audax, e também o Leicester, campeão inglês dessa temporada, provam que nem só de estrelas se faz uma boa equipe.

Alguns jogadores pareciam inseguros, mesmo jogando em casa diante de um time considerado pequeno. Isso é terrível. O jogo escancarou os problemas com a dupla de zaga Gustavo Henrique e David Braz e com o volante Renato. Mesmo Vanderlei dessa vez não demonstrou muita segurança. Na segunda bola na trave ele se ajoelhou, ao invés de saltar.

O Santos foi dominado mesmo jogando na Vila Belmiro, o que provou, mais uma vez, que estádio não faz milagres. Com coragem e sangue-frio, o Audax teve a iniciativa do jogo, como já fizera no Itaquerão. Ou seja, o time de Osasco jogou como o grande Santos jogava antes. Não acho que o jogo seria diferente se fosse no Pacaembu ou no Morumbi. A única diferença é que o Alvinegro Praiano colocaria, no mínimo, mais um milhão de reais no caixa.

Bem, mas agora é hora de ver e rever o belo gol de Ricardo Oliveira e comemorar esse feito que é muito importante, sim. Afinal de contas, que outro campeonato estadual tem quatro times que já foram campeões mundiais? Além da qualidade dos adversários, a sequência com que o Santos tem chegado à final é espantosa.

Considerando-se que a competição tem quatro equipes com possibilidades técnicas idênticas, além de outras, do Interior, que surpreendem a cada ano, qual seria a possibilidade matemática de o Alvinegro Praiano chegar à final oito vezes consecutivas? Com a palavra, os estatísticos.

Santos 1 x 0 Audax
Final do Campeonato Paulista de 2016
Vila Belmiro, 08/05/2016, 16 horas
Renda: R$ 934.920,00. Público: 16.018.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima (Paulinho) e Vitor Bueno (Ronaldo Mendes); Gabriel e Ricardo Oliveira (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão; Francis (Rodolfo), Yuri, Bruno Silva (Felipe Rodrigues) e Velicka; Tchê Tchê, Camacho e Juninho (Wellington); Bruno Paulo, Mike e Ytalo. Técnico: Fernando Diniz.
Gol: Ricardo Oliveira, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Raphael Claus, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro, todos de São Paulo (estava indo bem, mas cometeu um erro gravíssimo ao final da partida, quando anulou um gol legítimo de Joel, alegando impedimento. Logo em seguida marcou outro impedimento errado de Gabriel, em lances que poderiam influir diretamente na sorte do jogo e do campeonato).
Cartões amarelos: Santos: Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Thiago Maia e Gabriel. Audax:Velika e Bruno Paulo.

Há 84 anos, o legítimo 7 a 1

Está na história, o tempo não apaga, no dia 8 de maio de 1932 o Santos goleava em sua praça de esportes, no bairro da Vila Belmiro, a equipe mais popular da capital paulista pelo estonteante placar de 7 a 1, em partida válida pelo Campeonato Paulista. Marcaram para o vencedor Feitiço (3), Natinho (2), Vitor e Logu.

O Santos jogou com Athié; Silvio e Pinheiro; Floriano, Agostinho e Abreu; Natinho, Camarão, Feitiço, Victor Gonçalves e Logu. Na partida preliminar, pelo Campeonato Paulista de Segundos Quadros, o Peixe também o arquirrival pelo placar de 6 a 1, formando com Victor Lovecchio; Meira e Amorim; Roberto, Zinho, Oswaldo e Paiva; Armandinho, Catitu, Cepo e Magalhães.

Quem dirigia a equipe era o diretor-geral de esportes Urbano Caldeira. A segunda vez em que o Alvinegro mais famoso do mundo também venceu o arquirrival marcando sete gols foi no dia 5 de dezembro de 1964, no Estádio do Pacaembu, em partida do Campeonato Paulista que terminou com a goleada de 7 a 4, com 4 gols do Rei Pelé e 3 de Coutinho.

Curiosidade

Em partidas disputadas no Estádio Urbano Caldeira o Santos enfrentou o arquirrival em exatas 104 oportunidades, tendo vencido 47, empatado 22 e perdido 35, marcando 204 e sofrendo 185 gols. O Rei Pelé enfrentou o time paulistano na Vila Belmiro em oito partidas, tendo vencido cinco, empatado duas e perdido apenas uma, marcando 10 gols nesses jogos.

Guilherme Guarche
Coordenador do Centro de Memória e Estatística do
Santos Futebol Clube

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E você, como vê o dia seguinte ao título?