Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: junho 2016 (page 1 of 4)

Santos perde pra ele mesmo

O ataque fez dois, mas a defesa afundou novamente o Santos. O Grêmio é um time mediano, mas esforçado. O Santos é um time mais pra bom, mas meio preguiçoso e bem desatento quando joga fora de casa. Resultado: depois de sair perdendo por 2 a 0, conseguiu empatar, mas sofreu um gol aos 44 minutos do segundo tempo quanto tinha seis defensores contra dois atacantes gaúchos. Enfim, a história se repetiu e a vaga no G4 foi perdida pelas profundas deficiências defensivas do Santos.

Todos os gols gaúchos foram obtidos naquela avenida entre Victor Ferraz e Luiz Felipe, ou seja, entre a lateral direita e a zaga central do Santos. Entra jogo, sai jogo, e o buraco por ali continua. Os dois primeiros vieram de rebatidas de Vanderlei para o meio da área.

O Santos melhorou com as entradas de Yuri no lugar de Gustavo Henrique, Jean Mota no de Renato e Copete no de Vitor Bueno. Uma pena que o time tenha sempre de perder um jogo para o técnico Dorival Junior perceber quem ele deveria ter escalado desde o início da partida. A falta de percepção do técnico tem custado pontos preciosos ao Alvinegro Praiano.

Os decantados Lucas Lima, Gabriel e Thiago Maia não jogaram bem, e o Santos, que poderia dormir na liderança do campeonato com uma vitória, amargou mais uma derrota para uma time perfeitamente vencível. Uma pena. Dava pra ganhar com um pé nas costas.

Grêmio: Marcelo Grohe, Edílson, Rafael Thyere (Marcelo Hermes), Fred e Marcelo Oliveira; Walace, Jaílson, Giuliano, Douglas e Everton (Guilherme); Luan (Bobô). Técnico: Roger Machado.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique (Yuri), Zeca; Thiago Maia, Renato (Jean Mota); Vitor Bueno (Copete), Lucas Lima, Gabriel; Rodrigão. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Giuliano aos 3 e Douglas aos 43 minutos do primeiro tempo; Copete aos 19, Zeca aos 38 e Marcelo Hermes aos 44 minutos do segundo tempo.
Público total: 14.865 pessoas. Renda: R$ 363.345,00.
Arbitragem: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, auxiliado por Alessandro Rocha de Matos e Bruno Raphael Pires.
Cartões amarelos: Lucas Lima, Zeca, Edílson, Douglas e Walace.

E você, o que achou do Santos em Porto Alegre?


Olhe pra cima, Santos!

Desde as priscas eras Santos e Grêmio fazem bons jogos em Porto Alegre, e o Alvinegro Praiano, volta e meia, consegue uma boa vitória contra o tricolor gaúcho. Hoje os dois times voltam a se encontrar, às 19h30, e a vitória pode levar o Santos para a liderança do Campeonato Brasileiro. O time está jogando bem, motivado, e tem condições de conseguir os três pontos. Só não deve se contentar com o empate e ficar tocando a bola de lado. Pode até ser mais defensivo, às vezes, mas com uma mentalidade ofensiva.

O Grêmio vai atacar, correr, entrar decidido nas divididas e tentar encher a área santista de cruzamentos. Esse é o jogo do time do Sul. Não tem criatividade e nem craques, mas se entrega à partida com ardor. Sabendo usar os espaços que surgirão, o Santos pode repetir o que fez o Vitória e voltar de Porto Alegre com um triunfo fundamental para a busca do título. Vale a pena acreditar nisso.

O técnico Dorival Junior poderá repetir o time que fez boa partida contra o São Paulo: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabriel e Rodrigão. Trata-se de um bom time, com problemas nas bolas altas cruzadas na área, mas com um ataque perigoso e um meio de campo acima da média, que fica ainda melhor com a entrada de Yuri.

O jogo do Grêmio é organizado pelo veterano Douglas, um jogador com ótimo passe, mas com pouca mobilidade. Acho que o Santos tem de ser humilde e marcá-lo em cima. Dele saem a maioria das jogadas de ataque do tricolor. O técnico, Roger Machado, deverá escalar seu time com Marcelo Grohe, Edílson, Fred, Rafael Thyere e Marcelo Oliveira; Walace, Jaílson, Giuliano, Douglas e Éverton; Luan.

Não gosto de falar de arbitragem, ainda mais antes da partida, mas em jogos no Sul é preciso tomar cuidado com o excesso de entusiasmo dos gremistas, que costumam chegar forte demais em algumas jogadas. O jogo será arbitrado por Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO-ASP-FIFA), auxiliado por Alessandro A Rocha de Matos (BA-FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO-FIFA). Boa sorte para eles. Que vença o melhor!

As sugestões dadas no post anterior serão selecionadas e enviadas à Auditoria do Santos com a recomendação deste blogueiro. Agradeço a todos que participaram.

Promoção Time dos Sonhos em julho!
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
Estou pensando em uma promoção sensacional do livro Time dos Sonhos em julho, mês de aniversário da santista que eu mais amo no mundo, a Suzana, claro. Por isso, se quiser comprar o livro hoje, ou amanhã, aconselho-o a esperar mais dois dias. Na sexta-feira o seu suado dinheirinho valerá mais na compra de um exemplar de Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista.

Guarche ensinando os meninos
O amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória e estatística do Santos, envia e-mail, com fotos, informando que dá aulas de história do Santos para os meninos das equipes Sub-11 e Sub-13. Ótima iniciativa, que deve ser estendida a todas as categorias e cujas aulas/palestras devem ser ministradas, obrigatoriamente, para todos dos times e das comissões técnicas do clube.
guarche ensinando aos meninos

E você, acha que o Santos pode vencer o Grêmio?


Ideias simples para o Santos

Veja agora o que a tevê não mostrou sobre o show do Santos e dos santistas no Pacaembu. Atenção especial para as crianças em mais essa obra preciosa do conselheiro Rachid:

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Vaga-lumes. Gol de Lucas Lima visto da arquibancada verde. Antes, nervosos, os torcedores acendiam cigarros, hoje ligam o celular para gravar um lance do jogo. Olha como o tobogã do Pacaembu ficou iluminado. O santista previa o gol.

Ideias simples para o Santos

O colega Efigenio se oferece para trabalhar nos guichês do Pacaembu, se não houver nenhum funcionário disponível, a fim de facilitar a vida dos santistas. Estou com ele. Douglas, o nosso Bozo, ressalta, mais uma vez, o gasto enorme com a confecção de ingressos – quase 70 mil reais só para o jogo contra o São Paulo. Essas questões não são difíceis de se resolver. Talvez falte boa vontade, talvez falte competência, o certo é que problemas simples não são resolvidos e o Santos prossegue como um clube amador em plena era do profissionalismo selvagem. Que tal se abríssemos aqui no blog uma caixa virtual de ideias praticáveis para o clube que seriam discutidas e depois enviadas à Curadoria do Santos?

E como fiz a sugestão, já inicio o processo com algumas ideias que tenho há tempos. A primeira delas é uma pesquisa com os torcedores do Santos que vão aos jogos. Umas pranchetinhas, perguntas curtas e grossas – nome, idade, cidade e bairro onde mora – já seriam suficientes para termos uma boa ideia do santista que vai aos jogos do time. Se o marketing não faz, nós mesmos poderíamos realizar essa pesquisa.

Sobre a equipe de marketing do Santos, confesso que não entendo porque ela trabalha no horário comercial normal, já que os eventos vitais para o clube são os jogos de futebol, realizados nas noites dos dias de semana, aos sábados e domingos. O expediente da equipe de marketing, ou de boa parte dela, deveria ser parecido com o do jornalista esportivo, que no máximo folga um domingo por mês, às vezes nenhum.

Por outro lado, o Santos tem funcionários suficientes para se revezarem nessas ações, já que hoje a folha de pagamentos tem 526 contratados, sendo 308 pela CLT e 218 autônomos, ou PJs. Ou seja, o clube tem 200 funcionários a mais do que deveria ter se fosse minimamente eficiente. Acho que seria conveniente arrumar trabalhão para alguns, antes que a situação piore e tenham de ser demitidos.

Bem, voltando às ideias, uma enquete com os santistas é mais do que importante, é imprescindível. Se o marketing do clube não pode fazê-lo e não há dinheiro para contratar uma empresa especializada, acho que só aqui no blog conseguiríamos juntar uma boa equipe para empreender a tarefa.

Ainda sobre como aproveitar os jogos, o momento de maior aglomeração de santistas, eu sugiro que uma equipe comandada pelo marketing faça um corpo a corpo com os torcedores. Não é preciso fechar o negócio na hora, mas conversar, distribuir folders e marcar para entrar em contato depois. Estou certo de que muitos novos associados seriam conseguidos assim.

Ainda sobre pesquisas, como ex-pesquisador do IBGE devo dizer que me fascina empreender uma pesquisa de torcidas localizada em alguns lugares específicos, como as cidades de Santos e São Vicente e bairros da região da Capela do Socorro, em São Paulo. Algo me diz que o número de santistas será muito mais do que outras pesquisas divulgam. Mas é fazer para ver e crer.

Internet, como se manter na ponta

Quanto à área de comunicação/ divulgação, creio que o Santos tenha de usar ao máximo os espaços disponíveis na Internet e, para começar, estreitar seus laços com os jornalistas e blogueiros que escrevem sobre o time. Não imagine que estou pensando em mim. Sei que como sou visto como “um cara da oposição”, não serei convidado para nenhuma ação do clube, já que essa direção do Santos é essencialmente política. Mas não importa. O importante é o clube ter uma rede de formadores de opinião que espalhe rapidamente suas notícias, mantendo o torcedor santista bem informado. A Internet é o grande meio de comunicação com o jovem e, logo, logo, também o será com pessoas de todas as idades. O Santos tem de se manter na ponta dessa tecnologia.

A Santostv vai muito bem, mas pode melhorar. É possível transmitir os jogos da base, ao vivo, pela Internet, além de jogos do time feminino e outros eventos. É bem barato e seria possível vender publicidade, o que daria até lucro ao clube. Nessas transmissões também seria possível atrair associados e divulgar outros aspectos do clube e do time.

Ensinar a história, o endomarketing essencial

Os meninos da base, as garotas do time feminino e mesmo os jogadores profissionais precisam conhecer melhor a história do Santos. Eles são ou serão porta-vozes e formadores de opinião do clube. Quanto mais bem estiverem informados, mais positivas e enriquecedoras serão suas entrevistas, valorizadoras da rica história santista.

Nós, da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, já nos oferecemos para dar aulas, palestras ou cursos aos atletas santistas. Sei que Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória e estatística do Santos, já fez algumas palestras aos jogadores infanto-juvenis. Ótimo, mas isso não pode ser esporádico, tem de ter continuidade. E não é problema de verbas, pois faríamos isso de graça. E não entraríamos em política, se é isso que temem.

O ideal seria que todos os funcionários do clube passassem por essas aulas, pois o endomarketing estaria perfeito. Em um clube de futebol, que depende essencialmente da mídia para se promover, conhecer a história e os valores da instituição é peça fundamental de todo plano de endomarketing.

Camisa especial e outros brindes aos sócios

Como o sócio do Santos recebe muito pouco pela taxa que paga, sugiro que a cada ano o sócio adimplente recebe uma camisa oficial e especial confeccionada especialmente para ele. É óbvio que será uma camisa mais econômica, produzida a preço de custo e enviada a todos os sócios, que assim poderão, orgulhosamente, exibir por todos os cantos do Brasil a sua condição especial de colaborador do Glorioso Alvinegro Praiano.

Outros brindes, como pins, chaveiros, cartões postais, livros, CDs, revistas, poderão ser distribuídos regularmente aos sócios, que assim terão uma compensação pelo fato de se associarem a um clube que não tem instalações poliesportivas, ou sociais, e nada lhes pode oferecer no momento.

“Mas isso custará ao clube”, argumentarão alguns que já imagino quais são. Claro que custará, mas deverá ser menos do que o valor de contribuição anual do associado. Não dá para querer apenas que o torcedor santista ajude o clube sem lhes oferecer nada em troca.

Em alguns clubes, como o Sevilha, da Espanha, o número de associados está diretamente ligado à capacidade do estádio. Lá, eles só aceitam 30 mil sócios, pois estes são os lugares reservados a eles no estádio do clube, que comporta 45.500 pessoas. E quase todos recebem seus carnês no começo do ano e podem ir a todos os jogos. O preço, com desconto, dos ingressos, já está acoplado ao valor da anuidade. Essa é uma fórmula, mas no Santos não precisa ser assim.

O torcedor santista que mora longe de Santos e de São Paulo sabe que dificilmente poderá acompanhar todos os jogos do time, então ele se associa mais para ajudar o clube. Caso seja contemplado com brindes e vantagens, ele continuará fiel. Por isso, ao contrário do Sevilha, o Santos pode ter metas muito mais ousadas para o seu quadro associativo, ultrapassando 100 mil pessoas. Basta desenvolver esse departamento com planejamento e eficácia.

Começou Wimbledon. Deu vontade de jogar tênis? Não sabe? Que pena. Mas dê ao seu filho a oportunidade de aprender esse esporte tão legal. Inscreva-o na Clínica de Férias do Clube de Campo Castelo, com os professores Suzana Silva e Marcos Vasconcelos. Esses eu garanto!
Cartaz não sócios

Bem, vou parando por aqui. Tenho outras ideias, mas creio que as que expus já são suficientes. Agora quero saber que ideia simples e barata você tem para o Santos.


Reflexões sobre a festa


Esperto, Rodrigão se antecipa a Lugano e faz o segundo gol do Santos.

Os comentários dos leitores deste blog, no post anterior, já dizem tudo sobre a partida. Mas tenho, ainda, algumas observações a fazer sobre a grande vitória no Sansão, em um belo e inesquecível domingo, e como ela serviu para reforçar conceitos às vezes esquecidos por alguns santistas:

1 – Meta: ser campeão
Esqueçam lutar para não cair, ou se segurar no G4. Mesmo com alguns defeitos, como a insegurança de sua zaga, principalmente nas bolas altas, o Santos tem méritos e um padrão de jogo que o credencia a lutar pelo título brasileiro deste ano. Além de suas próprias qualidades, o momento para o Santos é bom porque nenhum time nacional tem apresentado um futebol de alta qualidade. A torcida deve confiar e, ao mesmo tempo, exigir desempenhos convincentes da equipe.

2 – Elenco: acima da média
Mesmo sem Ricardo Oliveira, o melhor atacante do Brasil no ano passado, o Santos reencontrou o caminho dos gols. Vitor Bueno está se firmando e o simples e objetivo Rodrigão, que a torcida anda chamando de Serginho Chulapa, tem marcado presença na área adversária. Domingo ele vinha sendo muito bem marcado por Lugano, mas foi só o são-paulino dar uma bobeada e o novo homem-gol santista se antecipou bem para marcar. Pena que Gabriel não tenha sido tão eficiente. Perdeu gol inacreditável por não ter a perna direita para só cumprimentar a bola para as redes.
Com essa ótima contratação do volante Yuri, além de outros de bom potencial, como os meias Jean Mota e Emiliano Vecchio, o atacante Jonathan Copete e o zagueiro Fabián Noguera, creio que Dorival Junior terá boas opções para montar um time bem competitivo. Por outro lado, muita gente deverá sair, pois o elenco ficou inchado.

3 – Sinergia Santistas & Pacaembu
A sinergia, a união, entre o Santos e sua torcida, no Pacaembu, é enorme. O público santista que comparece ao estádio é mais incentivador do que crítico e empurra o time em momentos cruciais. Quando o Santos recuou e deu oportunidade para o jovem time do São Paulo buscar o empate, a torcida percebeu o momento mal parado e passou a gritar o nome do Alvinegro Praiano. Isso chacoalhou os jogadores, que voltaram a correr, a se apresentar para jogadas de ataque, e chegaram ao segundo gol minutos depois, com o oportunista Rodrigão.

4 – Desempenho não depende de estádio
Desde que tenha um bom time e se empenhe para buscar a vitória, o Santos pode jogar bem tanto na Vila Belmiro, como no Pacaembu, no Alianz Parque, no Olímpico, em qualquer lugar. Essa vitória incontestável sobre o tradicional adversário foi a 13ª consecutiva do Santos no Pacaembu, onde comemorou também seu 500º jogo no belo estádio. Está na hora de se deixar qualquer superstição de lado e encarar o Santos com a grandeza que ele tem, mas que até alguns santistas teimam em não enxergar.

5 – Clássicos na Capital
Com a determinação do Ministério Público de que os clássicos, em São Paulo, terão torcida única até o final do ano, não tem mais sentido perder dinheiro e visibilidade mandando os jogos contra os outros grandes em um estádio menor. Sei que a ideia pode parecer polêmica, mas por que não mandar o jogo contra o Corinthians no Alianz Parque, e dar aos santistas o gostinho de lotar um dos estádios mais bonitos e modernos do Brasil? O Palmeiras ganhará com isso? Sim, mas o Santos ganhará muito mais. Uma diretoria com a cabeça aberta já estaria pensando nisso.

6 – Desorganização da diretoria
Assisti à partida da arquibancada verde. Estranhei o grande número de lugares vagos, já que dias atrás a diretoria do Santos informou que todos os ingressos para o setor estavam esgotados. Se estavam esgotados, por que as pessoas não foram ao jogo e, pior, por que esses ingressos não foram computados na arrecadação final? Houve quem insinuasse que estavam nas mãos de cambistas, mas até nesse caso paira uma dúvida: os cambistas compraram os ingressos, ou os pegaram “em consignação”, com a liberdade de devolvê-los caso não vendessem? A acusação é séria e o clube terá de explicar melhor essa história.

7 – Público era maior
Fiz fotos dos vários setores do estádio e depois as analisei com calma. Na pior das hipóteses o Pacaembu tinha 70% de sua lotação completa, o que resultaria em um público total de 28 mil pessoas. O público anunciado, de 24.840 pessoas, com 19.740 pagantes e renda de R$ 862.720,00, não condiz, na minha opinião, com a realidade.

8 – Potencial de público
Sei que muitos se empenharam para convencer o presidente Modesto Roma a fazer esse clássico na Capital. É uma pena que o presidente tenha de ser convencido a fazer algo que é extremamente benéfico para o clube e, em extensão, para a cidade de Santos, já que o dinheiro arrecadado em São Paulo desce a serra para pagar as contas do clube. No dia em que o clube se empenhar, com seriedade e profissionalismo, para organizar melhor os jogos do time no Pacaembu, o Alvinegro Praiano terá ter uma média aproximada de 25 mil pessoas por jogo.

9 – Associados
Em um estádio maior o Santos terá mais argumentos para reavivar o seu programa de sócios. É plenamente realizável a meta de colocar 20 mil associados por jogo no Pacaembu. Para isso, primeiro é preciso chegar a 20 mil sócios adimplentes, e depois, com agilidade, eficiência e segurança, garantir-lhes o lugar no estádio. Jogar mais no Pacaembu turbinará a campanha de sócios que o Santos precisa lançar e manter.

10 – Visibilidade
A empolgante vitória sobre o São Paulo, diante de um bom público formado apenas por santistas, no estádio mais tradicional da cidade, no qual o adversário reinou na década de 1940, é realmente emblemática. Ela mostra que o Alvinegro Praiano tem um espaço generoso e reservado entre os torcedores da Capital. Ele fincou sua bandeira na maior cidade da América Latina. Ele não é um forasteiro, mas um político com mais de um milhão de eleitores na metrópole. Sua voz precisa ser ouvida e respeitada. Essa exibição, mostrada para todo o país, fez mais pela visibilidade do Santos do que todos os outros jogos que fez neste Campeonato Brasileiro. E visibilidade atrai patrocinadores, associados e mais espaço da mídia.

11 – Patrocinadores
Sei de duas empresas que, antes da gestão atual, se interessaram por patrocinar o Santos, mas desistiram ao saber que o clube não estava disposto a fazer mais jogos na Capital. É evidente que um patrocinador quer a maior exposição possível para a sua marca. Se no Pacaembu o público presente e a cobertura da mídia são maiores, obviamente o patrocinador terá mais retorno e por isso estará disposto a pagar mais para ter seu nome vinculado ao Santos.

Mais um comparado, injustamente, a Pelé
Para terminar, uma palavrinha sobre o Chile, a Argentina e Messi. Bem, em primeiro lugar, torci para o Chile porque minha filha está morando lá e gosto muito de Santiago e dos chilenos. Não vi o jogo, mas sei que a Argentina foi melhor. Para mim, Messi não será menos jogador porque perdeu um pênalti. É um craque, mas tem dificuldade em jogos decisivos por sua seleção. Uma pena para ele, pois o grande jogador cresce nos momentos importantes. Pelé fez duas finais de Copa do Mundo: na primeira, em 1958, com 17 anos, marcou dois gols, um deles um dos mais bonitos de todas as Copas; na segunda, em 1970, a quatro meses de completar 30 anos, fez um gol antológico de cabeça e deu passes para mais dois. Nem vou falar dos jogos decisivos pelo Santos, pois seria covardia. Enfim, Messi é um craque, mas ficará para a história como mais um que ousaram comparar a Pelé, o Rei do Futebol.

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E você, o que acha disso?


Todos ao Pacaembu!


Pacaembu, estádio no qual o santista comemorou mais títulos.


Um tricolor foi vencido, e fora de casa. Falta o outro…

Todos ao Pacaembu!

Nesse domingo à tarde o torcedor do Santos viverá um momento histórico. Pela primeira vez o Glorioso Alvinegro Praiano fará um clássico na Capital diante apenas de sua torcida. Um Pacaembu lotado de santistas confirmará uma grandeza que os pequenos públicos da Vila Belmiro teimam em esconder, e uma vitória contra o São Paulo provavelmente devolverá o Santos ao G4. Sugiro que você faça um esforço para comparecer ao estádio mais carismático e charmoso do futebol brasileiro.

Abaixo repito os locais de venda de ingressos. Lembro ainda que pessoas com 60 anos ou mais e crianças com menos de 12 anos não pagam. Para entrar, é só levar um documento, com foto, comprovando a idade. A entrada mais rápida para esses casos é pelo portão principal do estádio. Chegando meia hora antes é suficiente pare entrar sem atropelos. Idosos e crianças santistas, o Pacaembu espera por vocês domingo!

Soube que a ideia de levar o clássico para o Pacaembu foi do diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, a quem parabenizo. Certamente ele sofreu a resistência dos bairristas de plantão, mais preocupados em manter o domínio sobre o clube do que vê-lo crescer, mas conseguiu que a lógica prevalecesse. Seria importante que o público fosse muito bom para que a ideia de jogar os grandes jogos no Pacaembu se consolide. Agora que os clássicos paulistas terão torcida única, o Santos se sentirá ainda mais em casa enfrentando os rivais na Capital. Não terá sentido perder dinheiro pela superstição de que na Vila o time é invencível.

Há muita gente se mobilizando para esse jogo. Nas redes sociais, jovens santistas anunciam a partida para outros e essa divulgação cresce em progressão geométrica; nas cidades do Interior grupos de torcedores se organizam para ir ao Pacaembu; quem tinha receio de ir a clássicos do Santos na Capital, agora irá por ser torcida única. O conselheiro Rachid, conhecido pelos santistas pelos vídeos que faz sobre como os torcedores são tratados nos estádios, promete uma edição especial nesse domingo, priorizando mulheres e crianças. Acho que teremos lindas imagens para exibir aqui no blog.

Tem gente que quer ver o Pacaembu lotado e mais uma multidão de santistas do lado de fora, na Praça Charles Miller. Essas pessoas sabem que um comparecimento monstruoso de santistas é a única forma dessa diretoria aceitar o óbvio ululante de que o Santos precisa voltar a mandar jogos em estádios condizentes com sua grandeza. Na Vila Belmiro é voz corrente, entre as pessoas ligadas à diretoria, que o Alvinegro só deve enfrentar times pequenos em São Paulo, deixando os clássicos para o Urbano Caldeira. Penso exatamente o contrário e acho que boa parte dos santistas que pensa no clube antes de pensar em si mesmo concorda comigo.

Reunião do Conselho: gravidade e enrolação

Na quinta-feira à noite tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Santos. Como já havíamos antecipado neste blog, a Comissão Fiscal, que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2015, reprovou também as contas do primeiro trimestre de 2016. Mesmo diante de um quadro financeiro gravíssimo, que exige corte radical de despesas e aumento substancioso das receitas, o presidente Modesto Roma e seu sttaf continuam, irresponsavelmente, aumentando a dívida do clube, sem apresentar nenhum plano para aumentar as receitas.

Como já afirmamos aqui, o Santos é um Titanic depois de bater no iceberg e Roma é o violinista mor, tocando enquanto o navio afunda. Um cálculo simples: se a dívida do Santos chegará a cerca de 420 milhões de reais ao final do ano, e se a Vila Belmiro está avaliada, no máximo, em 200 milhões, isso quer dizer que mesmo vendendo o seu estádio o Santos ainda ficará com 220 milhões de dívidas, um passivo ainda maior do que foi deixado por Marcelo Teixeira em 2010.

Na assembleia, louvo as participações dos conselheiros Quixadá e Daniel Bykoff. O primeiro, de forma clara e precisa, destacou os equívocos expostos no balanço trimestral; o segundo, elegantemente, apertou o presidente do Conselho, Fernando Bonavides, por ter acatado uma ação contra a decisão do mesmo Conselho, a que reprovou as contas de 2015. Bonavides provavelmente se esqueceu de que a partir do momento em que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, deixou de servir a uma chapa e passou a servir aos interesses do clube.

O presidente Modesto Roma compareceu à assembleia, mas, como sempre, estava despreparado para responder objetivamente às questões. A impressão que o presidente dá é que vai seguir enrolando o CD e os santistas até o final de seu mandato. Não vejo nenhuma vontade séria de tirar o Santos dessa crise. O melhor para o clube e, creio, para o próprio Modesto Roma, seria ele se retirar e haver novas eleições. Roma deveria se recolher, cuidar de sua saúde e deixar o clube para quem tem mais competência e energia do que ele.

Postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.
Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.
Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.
Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre
Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.
Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Olha aí Copete chegando…

Veja o que ele já fez…

E então, vamos ao Pacaembu domingo?


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