Vencer o Botafogo, no emblemático Pacaembu, é sempre bom, ainda mais por 3 a 0, o que dá uma melhoradinha no saldo de gols. Mas o santista não pode se empolgar muito com esse resultado, pois o alvinegro carioca nunca esteve tão fraco em sua história.

O destaque do Santos foi o garoto Vitor Bueno, que mesmo sem ter pé esquerdo e titubear em algumas jogadas, provavelmente por falta de experiência, mostrou-se combativo, criativo e fez um belo gol, abrindo o marcador.

Outros que merecem menção honrosa são Thiago Maia, Renato, o goleiro Vanderlei e os laterais Victor Ferraz e Zeca. Léo Cittadini melhorou um pouco, mas ainda parece um juvenil entre adultos. Um meia precisa ter mais presença e personalidade.

O camaronês Joel, mesmo querido pelo público, nada fez além do passe de calcanhar no segundo gol do Santos, marcado por Paulinho. No entanto, um defeito dividido igualmente por todos os santistas é a falta de reflexos, a falta de uma resposta rápida à iniciativa adversária. Isso se percebe tanto nas jogadas de ataque, como de defesa.

A lentidão dos zagueiros Gustavo Henrique e de David Braz – que cometeu um pênalti por chegar atrasado no lance – é a mesma do atacante Joel e do meia Cittadini. Parece que o Santos todo precisa ser ligado em uma tomada de 220 volts, pois o time continua perdendo quase todas as divididas, dá espaço para o adversário dominar a bola e, no ataque, se confunde na hora de escolher a melhor jogada.

De qualquer forma, a vitória deve ser comemorada. Não só porque deixa o Santos dois pontos acima da zona de rebaixamento, mas também porque mesmo com chuva, com o time desfalcado e em má fase e diante de um adversário mediano, atraiu 17.033 pessoas ao Pacaembu, das quais 16.536 pagantes, mais do que a capacidade total da Vila Belmiro, que é de 16.068 pessoas.

Outro grande motivo de comemoração foi o pênalti perdido por Neilton. A torcida resolveu pegar no pé do rapaz bem antes da cobrança e parece que isso o abalou, pois mandou a bola para fora, para delírio dos torcedores.

Agora o Santos volta a jogar pelo Brasileiro no próximo domingo, contra o Santa Cruz, em Recife. Lá, sim, poderemos checar se esses 3 a 0 no Botafogo indicaram alguma melhoria na equipe, ou foram resultado da ruindade do adversário.

Com ajuda da arbitragem, Brasil empata com Equador

Em sua estreia na Copa América, com os santistas Lucas Lima e Gabriel começando a partida no banco de reservas, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e foi favorecido por um erro da arbitragem, que apontou saída de bola em um cruzamento que o goleiro Alisson jogou para dentro de seu gol, em um frangaço. Veja os melhores lances da partida.

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