Alguns de nós poderá reclamar, com razão, que o árbitro Vuaden deveria ter marcado pênalti a favor do Santos logo aos 4 minutos de jogo. A bola ia em direção ao gol e foi interceptada pela mão do adversário. Ainda há pouco todo lance assim era pênalti. Agora, parece que não é.

Outros poderão lembrar que o lance que originou o gol do alvinegro de Itaquera não foi falta de Zeca, no que também estará correto. Não foi falta nem aqui, nem na China, muito menos no primeiro mundo do futebol, que é a Europa. Mas assim como aqui os árbitros dão pênaltis dependendo da cara do freguês, também marcam faltas que são mais convenientes.

Porém, apesar desses erros já esperados da arbitragem, a verdade é que o Santos nada fez para ganhar a partida e se houvesse mesmo um vencedor, como houve, seria o Itaquerense, que tomou a iniciativa do jogo.

É claro que Lucas Lima e Gabriel, na Seleção, e Ricardo Oliveira, lesionado, fazem uma falta absurda. Sem eles o Santos fica sem ataque e também sem armação no meio de campo. O máximo que se podia esperar do clássico seria um 0 a 0.

Eu poderia dizer que as substituições promovidas por Dorival Junior enfraqueceram a marcação no meio de campo e pouco acrescentaram ao ataque, mas ele alegará que tentou ganhar o jogo nos 15 minutos finais, e eu terei de concordar que é um direito que ele tem. Nada garantiria que a manutenção de Elano, Leo Cittadini e Serginho impediriam o gol solitário do rival. O Santos estava cada vez mais dentro de sua própria área. Assim, perde-se de qualquer um, em qualquer lugar.

Não faltou luta, mas futebol

Não se pode dizer que algum jogador do Santos encostou o corpo no clássico. Mas os buracos na lateral direita continuaram e foi por ali que saiu o cruzamento para o gol, como tem acontecido nas últimas partidas. Victor Ferraz dificilmente está na posição certa. Com aquela pouca altura toda, o que ele fazia no meio da área? Alguém tem de ajudar a fechar aquele espaço!

Bem, mas questões táticas ainda podem ser resolvidas. O que não tem jeito, ao menos a curto prazo, é corrigir a deficiência técnica e psicológica de alguns jogadores. Pela partida de ontem deu para perceber que, além de Vitor Bueno, ninguém que jogou do meio para a frente merece continuar no Santos. Talvez na terceira reserva, vá lá, mas entrar em um jogo desses é sinal da mediocridade técnica do ex-Glorioso Alvinegro Praiano.

Nos enganamos com a Globo

Há muito temos falado que a Rede Globo protege o alvinegro de Itaquera. Porém, depois de ela mudar o horário do jogo do seu preferido, um clássico que daria cinco vezes mais audiência do que a partida do tricolor do Morumbi, percebemos que estávamos errados. Parece que a preocupação dela não é divulgar o alvinegro da capital, mas sim esconder o Santos do grande público torcedor do Brasil. Colocar a partida no pay per view foi sacanagem. No mínimo, deveríamos ter uma explicação para isso. Mas ela não vai explicar nada e ninguém vai cobrar.

Domingo de manhã, hora de lotar o Pacaembu

De volta à realidade, temos de admitir que este será mais um Brasileiro em que o Santos tentará evitar o grande vexame de ser rebaixado para a Segunda Divisão. Só mesmo no Brasil é que o time que mais cede jogadores para a Seleção é um dos rabeiras do campeonato nacional. Enfim, é o que nos resta. E para não sofrer esse grande dissabor, vamos empurrar o time para uma vitória diante do Botafogo, domingo, às 11 horas, no Pacaembu. Quem sabe surge uma luz no fim do túnel. O santista só pode contar com ele mesmo e com esse elenco brancaleone que está aí. Tudo bem. Já passamos por momentos piores. Santista não perde a fé!


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E você, o que achou do Santos no estádio que ajudamos a construir?