Esperto, Rodrigão se antecipa a Lugano e faz o segundo gol do Santos.

Os comentários dos leitores deste blog, no post anterior, já dizem tudo sobre a partida. Mas tenho, ainda, algumas observações a fazer sobre a grande vitória no Sansão, em um belo e inesquecível domingo, e como ela serviu para reforçar conceitos às vezes esquecidos por alguns santistas:

1 – Meta: ser campeão
Esqueçam lutar para não cair, ou se segurar no G4. Mesmo com alguns defeitos, como a insegurança de sua zaga, principalmente nas bolas altas, o Santos tem méritos e um padrão de jogo que o credencia a lutar pelo título brasileiro deste ano. Além de suas próprias qualidades, o momento para o Santos é bom porque nenhum time nacional tem apresentado um futebol de alta qualidade. A torcida deve confiar e, ao mesmo tempo, exigir desempenhos convincentes da equipe.

2 – Elenco: acima da média
Mesmo sem Ricardo Oliveira, o melhor atacante do Brasil no ano passado, o Santos reencontrou o caminho dos gols. Vitor Bueno está se firmando e o simples e objetivo Rodrigão, que a torcida anda chamando de Serginho Chulapa, tem marcado presença na área adversária. Domingo ele vinha sendo muito bem marcado por Lugano, mas foi só o são-paulino dar uma bobeada e o novo homem-gol santista se antecipou bem para marcar. Pena que Gabriel não tenha sido tão eficiente. Perdeu gol inacreditável por não ter a perna direita para só cumprimentar a bola para as redes.
Com essa ótima contratação do volante Yuri, além de outros de bom potencial, como os meias Jean Mota e Emiliano Vecchio, o atacante Jonathan Copete e o zagueiro Fabián Noguera, creio que Dorival Junior terá boas opções para montar um time bem competitivo. Por outro lado, muita gente deverá sair, pois o elenco ficou inchado.

3 – Sinergia Santistas & Pacaembu
A sinergia, a união, entre o Santos e sua torcida, no Pacaembu, é enorme. O público santista que comparece ao estádio é mais incentivador do que crítico e empurra o time em momentos cruciais. Quando o Santos recuou e deu oportunidade para o jovem time do São Paulo buscar o empate, a torcida percebeu o momento mal parado e passou a gritar o nome do Alvinegro Praiano. Isso chacoalhou os jogadores, que voltaram a correr, a se apresentar para jogadas de ataque, e chegaram ao segundo gol minutos depois, com o oportunista Rodrigão.

4 – Desempenho não depende de estádio
Desde que tenha um bom time e se empenhe para buscar a vitória, o Santos pode jogar bem tanto na Vila Belmiro, como no Pacaembu, no Alianz Parque, no Olímpico, em qualquer lugar. Essa vitória incontestável sobre o tradicional adversário foi a 13ª consecutiva do Santos no Pacaembu, onde comemorou também seu 500º jogo no belo estádio. Está na hora de se deixar qualquer superstição de lado e encarar o Santos com a grandeza que ele tem, mas que até alguns santistas teimam em não enxergar.

5 – Clássicos na Capital
Com a determinação do Ministério Público de que os clássicos, em São Paulo, terão torcida única até o final do ano, não tem mais sentido perder dinheiro e visibilidade mandando os jogos contra os outros grandes em um estádio menor. Sei que a ideia pode parecer polêmica, mas por que não mandar o jogo contra o Corinthians no Alianz Parque, e dar aos santistas o gostinho de lotar um dos estádios mais bonitos e modernos do Brasil? O Palmeiras ganhará com isso? Sim, mas o Santos ganhará muito mais. Uma diretoria com a cabeça aberta já estaria pensando nisso.

6 – Desorganização da diretoria
Assisti à partida da arquibancada verde. Estranhei o grande número de lugares vagos, já que dias atrás a diretoria do Santos informou que todos os ingressos para o setor estavam esgotados. Se estavam esgotados, por que as pessoas não foram ao jogo e, pior, por que esses ingressos não foram computados na arrecadação final? Houve quem insinuasse que estavam nas mãos de cambistas, mas até nesse caso paira uma dúvida: os cambistas compraram os ingressos, ou os pegaram “em consignação”, com a liberdade de devolvê-los caso não vendessem? A acusação é séria e o clube terá de explicar melhor essa história.

7 – Público era maior
Fiz fotos dos vários setores do estádio e depois as analisei com calma. Na pior das hipóteses o Pacaembu tinha 70% de sua lotação completa, o que resultaria em um público total de 28 mil pessoas. O público anunciado, de 24.840 pessoas, com 19.740 pagantes e renda de R$ 862.720,00, não condiz, na minha opinião, com a realidade.

8 – Potencial de público
Sei que muitos se empenharam para convencer o presidente Modesto Roma a fazer esse clássico na Capital. É uma pena que o presidente tenha de ser convencido a fazer algo que é extremamente benéfico para o clube e, em extensão, para a cidade de Santos, já que o dinheiro arrecadado em São Paulo desce a serra para pagar as contas do clube. No dia em que o clube se empenhar, com seriedade e profissionalismo, para organizar melhor os jogos do time no Pacaembu, o Alvinegro Praiano terá ter uma média aproximada de 25 mil pessoas por jogo.

9 – Associados
Em um estádio maior o Santos terá mais argumentos para reavivar o seu programa de sócios. É plenamente realizável a meta de colocar 20 mil associados por jogo no Pacaembu. Para isso, primeiro é preciso chegar a 20 mil sócios adimplentes, e depois, com agilidade, eficiência e segurança, garantir-lhes o lugar no estádio. Jogar mais no Pacaembu turbinará a campanha de sócios que o Santos precisa lançar e manter.

10 – Visibilidade
A empolgante vitória sobre o São Paulo, diante de um bom público formado apenas por santistas, no estádio mais tradicional da cidade, no qual o adversário reinou na década de 1940, é realmente emblemática. Ela mostra que o Alvinegro Praiano tem um espaço generoso e reservado entre os torcedores da Capital. Ele fincou sua bandeira na maior cidade da América Latina. Ele não é um forasteiro, mas um político com mais de um milhão de eleitores na metrópole. Sua voz precisa ser ouvida e respeitada. Essa exibição, mostrada para todo o país, fez mais pela visibilidade do Santos do que todos os outros jogos que fez neste Campeonato Brasileiro. E visibilidade atrai patrocinadores, associados e mais espaço da mídia.

11 – Patrocinadores
Sei de duas empresas que, antes da gestão atual, se interessaram por patrocinar o Santos, mas desistiram ao saber que o clube não estava disposto a fazer mais jogos na Capital. É evidente que um patrocinador quer a maior exposição possível para a sua marca. Se no Pacaembu o público presente e a cobertura da mídia são maiores, obviamente o patrocinador terá mais retorno e por isso estará disposto a pagar mais para ter seu nome vinculado ao Santos.

Mais um comparado, injustamente, a Pelé
Para terminar, uma palavrinha sobre o Chile, a Argentina e Messi. Bem, em primeiro lugar, torci para o Chile porque minha filha está morando lá e gosto muito de Santiago e dos chilenos. Não vi o jogo, mas sei que a Argentina foi melhor. Para mim, Messi não será menos jogador porque perdeu um pênalti. É um craque, mas tem dificuldade em jogos decisivos por sua seleção. Uma pena para ele, pois o grande jogador cresce nos momentos importantes. Pelé fez duas finais de Copa do Mundo: na primeira, em 1958, com 17 anos, marcou dois gols, um deles um dos mais bonitos de todas as Copas; na segunda, em 1970, a quatro meses de completar 30 anos, fez um gol antológico de cabeça e deu passes para mais dois. Nem vou falar dos jogos decisivos pelo Santos, pois seria covardia. Enfim, Messi é um craque, mas ficará para a história como mais um que ousaram comparar a Pelé, o Rei do Futebol.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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