O Santos saiu do G4 da maneira mais frustrante e, ao mesmo tempo, previsível possível. Mesmo diante de um adversário limitado, que lhe permitiu ficar mais tempo com a bola nos pés, se contentou em tocá-la de um lado para o outro e, muitas vezes, para trás. O Atlético Paranaense, mesmo recuado a maior parte do tempo, demonstrava mais apetite de gol quando atacava e, por querer mais a vitória, acabou conseguindo.

O resultado foi o mesmo com o qual o santista, em jogos fora de casa, já está acostumado: no finalzinho o time da casa aperta um pouco, consegue uma bola parada e um jogador sem marcação faz o gol da vitória. Inacreditável como o tempo passa e o Santos não consegue mudar sua atitude em jogos no campo do adversário. Só depois que sofre o gol e a viola está em cacos é que se vê alguma correria, alguma vontade de marcar gol, o grande objetivo do futebol. Mas aí é tarde.

Perder a partida e a vaga no G4 com um gol de Paulo André no fim do jogo é o ó do borogodó. Porém, mesmo nas jornadas mais funestas, como esta, ainda há lições a aprender. A primeira é que esse Yuri é mesmo um bom jogador e deve permanecer no time. Aliás, o rapaz pode escolher onde quer jogar, pois o Santos está carente em várias posições.

A segunda constatação que faço é que Renato realmente merece um descanso. O veterano tem errado muitos passes na saída de bola, não faz o jogo evoluir e passa a maior parte do tempo recuando a bola ou tocando de lado, diminuindo a velocidade do time.

Em terceiro lugar, gostaria que alguém me dissesse: quem é o empresário do Diogo Vitor? Aliás, quem é Diogo Vitor? Por que o Ronaldo Mendes, que fez o gol decisivo do título paulista, não entra mais no time e entram esse Diogo Vitor, o Paulinho e até o Alison?

Aliás, por que tirar o Thiago Maia nos últimos minutos para colocar o Alison fora de forma? Só para tomar um gol no finzinho? Dizem que o Thiago Maia disse que estava sentindo alguma contusão. Se foi isso, ainda há uma desculpa, mas não me pareceu que tivesse algum problema.

Bem, o Santos, às vezes, parece um time de moças de colégio de freiras. Seus jogadores não gostam de entrar em divididas, só querem jogar com a bola no pé. Hoje perderam um jogo que era para ganhar se tivessem mais vontade e mais coragem. O torcedor deve estar louco da vida, e com razão. Do jeito que o Santos jogou, perderia de qualquer um. No segundo tempo não chutou a gol, sabe o que é isso?

O técnico Dorival Junior, a quem já defendi várias vezes, hoje pisou no tomate. Parece que ele entra com o Léo Cittadini e o Joel só para poder substituí-los depois. Os dois têm um grave defeito: não sabem proteger a bola, fundamento número um de todo jogador profissional. Perdem na dividida, na cabeçada, perdem na corrida, perdem facilmente o que há de mais precioso no futebol, que é a sagrada posse da bola.

Victor Ferraz também não se achou na nova posição e o zagueirão Luiz Felipe quis entregar o ouro umas duas vezes, no mínimo. Quanto a Gabriel, rebolou mais do que passista da Xis Nove. Com 0 a 0 o rapaz estava dando toquinho de calcanhar. Alguém tem de dizer a ele que o Pelé marcava oito gols em um jogo e nunca rebolou. Mas se quiser rebolar, espere estar 3 a 0 e faltar um minuto para acabar o jogo.

Quem se salvou? Vanderlei, Vitor Bueno, Yuri, Zeca e Thiago Maia. E olhe lá…

Enfim, o Santos não teve a mínima competência para se segurar no G4. Com essa derrota deve cair para o meio da tabela. E se voltar a jogar sem sangue nas veias, sem fome de gol e com medo de entrar nas divididas, perderá de novo do limitadíssimo Fluminense. E perderá do mesmo jeito, com um gol de falha coletiva da defesa.

Como alguém já disse, esse Campeonato Brasileiro está mole de ganhar porque todos os times são medíocres. Mas o problema é que o Santos também é medíocre. Será campeão o medíocre que tiver mais personalidade, mais vontade de ser campeão, e o Santos, como diz o Bozo, parece que só quer chegar aos 44 pontos e entrar de férias.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Atlético/PR 1 x 0 Santos
Arena da Baixada, Curitiba, 18 horas
Atlético/PR: Weverton, Deivid, Otávio, Sidcley, Paulo André e Walter (Vinícius 13’2ºT); Giovany (Anderson Lopes 19’2ºT), Léo, Thiago Heleno, Ewandro (Pablo 29’2ºT); André Lima Técnico: Paulo Autuori .
Santos: Vanderlei;.Victor Ferraz, Luiz Felipe, Yuri e Zeca; Thiago Maia (Alison 39’2ºT), Renato, Vitor Bueno e Léio Cittadini (Paulinho 28’2ºT); Gabriel e Joel (Diogo Vitor 31’2ºT). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Paulo André 43’2ºT.
Arbitragem: Anderson Daronco (RS), auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Alexandre A. Kleiniche (RS).
Cartões amarelos: Giovanny e Sidcley (Atlético); Renato (Santos).

É assim que se joga futebol, com fome de gol, com decisão e coragem. E olhe que o México sempre complica para o Brasil, mas os chilenos passaram um trator por cima. Já que o Santos borrou as calças, o Chile compensou meu sábado:

E pra você, por que o Santos perdeu?