Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Month: setembro 2016 (page 1 of 4)

Sem meta não há motivação

O pequeno público na Vila Belmiro, o aparente desânimo de jogadores e da comissão técnica e os problemas administrativo-financeiros do Santos têm uma causa comum: a falta de metas em todas as áreas do clube. E sem meta, não há motivação para alcançá-la.

Tudo está ligado. O mesmo espírito de competição que atrai uma criança para o esporte, alimenta o sonho do atleta profissional. Vitórias, títulos – é isso que faz o esportista empenhar-se nos treinos e nos jogos. Sem um objetivo maior, lá no final, o ânimo para seguir lutando diminui.

Mesmo quando, com um time recheado de reservas, o Santos liderava o Campeonato Brasileiro e queriam saber do técnico Dorival Junior se a equipe estava na disputa do título, ele desconversava, dizia que não era bem assim e citava outros seis ou sete times que também poderiam ser campeões.

Mesmo conhecendo as dificuldades internas do clube e as limitações de cada um de seus jogadores, Dorival deveria ter demonstrado mais confiança, e dito algo como: “Temos muitas dificuldades com as mudanças constantes no elenco, mas mesmo assim lutaremos até o final pelo título brasileiro e também pelo título da Copa do Brasil. Esta é a sina do Santos: ser campeão de toda competição que participar”.

Talvez soasse como frase feita, mas seria um recado claro para os jogadores e deixaria evidente que ele, Dorival, não fugiria à sua responsabilidade de comandar um time grande para conquistas importantes. Esse “não é bem assim” tira a pressão dos jogadores e dele próprio, como se um time de futebol profissional fosse apenas um grupo de exibicionistas amadores que se reúne no fim de semana para eventos filantrópicos.

E o agravante é que há poucos dias o empresário de Dorival Junior teve a cara de pau de pedir aumento para o técnico. Ora, se não há objetivo alcançado; pior, se não há nem objetivo definido a ser alcançado, por que o Santos daria um aumento ao privilegiado Dorival Junior, que já recebe um salário acima do abiscoitado por 99,9999% dos brasileiros?

Na verdade, a falta de metas, típica de uma empresa e uma direção amadoras, permeia todas, ou quase todas, as áreas do Santos. Qual é, por exemplo, a meta para a média de espectadores a ser atingida nas partidas do time? A meta de tempo e de valor para se conseguir o patrocínio máster? A meta de tempo para a aquisição de novos sócios? A meta anual, semestral, trimestral, para a redução das dívidas? A meta de arrecadação com a venda do uniforme? A meta de redução do número de jogadores do elenco? A meta de redução da quantidade de funcionários do clube, que, ao invés de diminuir, só aumenta?

E se, em vez de definir e cobrar metas para cada área do clube e priorizar a redução de uma dívida que coloca o Santos em gravíssima situação financeira, o presidente não faz a sua obrigação e lança o balão de ensaio de uma pretensa arena milionária colada à Vila Belmiro, e ainda consegue o apoio de alguns, seduzidos por esse sonho maluco, então por que se preocupar com a chatice de ter objetivos e trabalhar duro para cumpri-los?

Enfim, o Santos é um clube sem metas. Isso explica também por que Gabriel foi para a Europa sem saber usar o pé direito; por que Victor Ferraz é indicado por Dorival Junior para a Seleção Brasileira mesmo sem saber marcar; por que jogadores jovens saem da base com habilidade com a bola, mas sem saber jogar sem ela; por que ninguém acerta um chute a gol de longa distância; por que não há comprometimento tático da equipe nos jogos fora de casa; por que nos jogos em que os atletas são um pouco mais exigidos, há sempre casos de distensão e cãibra; por que jogadores são contratados e não são usados pelo técnico; por que, enfim, diante de uma atuação firme dos conselheiros, cobrando competência, transparência e metas, sempre surge uma medida paliativa para deixar tudo como está e seguirmos, negligentemente, empurrando os problemas com a barriga, sem metas a cumprir, fazendo vistas grossas a tudo de errado que ocorre no nosso pobre e querido Santos Futebol Clube.

E você, o que acha disso?

Conheça em detalhes os tempos de ouro do futebol, em que o Santos tinha metas ousadas. E cumpria todas.

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Então, o que acha disso?


Para votar, fique sócio


Santos vence, mas poderia ser melhor
A sorte parecia estar ao lado do Santos no início do segundo tempo. Copete e Rodrigão, os jogadores mais fracos do time na primeira etapa, marcaram gols da pequena área e o terceiro gol santista parecia a caminho. A classificação para a semifinal da Copa do Brasil parecia sacramentada. Mas o Inter, mesmo com reservas, começou a atacar um pouco mais e as falhas da defesa do Santos apareceram.
O time do Sul avançava pela extrema esquerda, forçando o jogo pra cima de Victor Ferraz, que perdia todas por ali. Finalmente, depois de levar mais um drible previsível, Ferraz fez falta desnecessária e o Inter cobrou para fazer um gol que novamente torna a partida de volta dramática, pois se perder por 1 a 0, resultado normal em jogos fora de casa, o Santos estará eliminado.
Na tentativa de tornar o time mais ofensivo, Dorival Junior substituiu Vecchio e por Paulinho; Rodrigão por Joel e Thiago Maia por Rafael Longuine, mas o Santos piorou ao perder o domínio do meio de campo. Agora, as atuações dos santistas:
Vanderlei – A bola que foi, entrou. 5.
Victor Ferraz – Se apresenta no ataque, mas é nulo na defesa. 3.
Luiz Felipe – Deu algumas bobeadas. 5.
David Braz – Titubeou, mas não comprometeu. 5,5.
Zeca – Atacou e apoiou satisfatoriamente. 6.
Thiago Maia – Está enfeitando as jogadas, coisa que não sabe. Perdeu bolas bobas. 4.
Renato – Discreto até demais. 4.
Vecchio – Tocou bem a bola. 5.
Lucas Lima – Individualista. Mesmo assim, é o que tem mais categoria no time. 6,5.
Copete – Lutou, trombou, errou chutes, mas fez seu golzinho. 6.
Rodrigão – Igual ao Copete. 5,5.
Dos que entraram, nenhum fez algo digno de registro.
Dorival Junior – Poderia ter substituído Victor Ferraz por Daniel Guedes quando o Santos fez 2 a 0 e o Inter passou a forçar daquele lado.
Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Junior, de Pernambuco, não viu uma agressão sem bola em Lucas Lima e fez vistas grossas à cera e às faltas consecutivas do time gaúcho. Se o jogo tivesse sido arbitrado com o mesmo rigor que o último Santos e Inter, aquele raposado, o time do Sul teria terminado a partida sem, no mínimo, dois jogadores.
Público: Apenas 6.592 pessoas assistiram à partida, proporcionando renda de R$ 239.880,00, o que dá um ticket médio de 36 reais. Note-se que não era um jogo qualquer, mas uma partida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pois bem, se mesmo um jogo mais importante do que a maioria dos que são jogados pelo Santos na Vila Belmiro deu um público inferior a sete mil pessoas e um ticket médio de 36 reais, como acreditar que será viável conseguir, por 20 anos consecutivos, um público superior a 18 mil pessoas e um ticket médio de 82 reais?! Pois são essas condições que o Santos teria de aceitar para ficar com apenas 40% da pretensa arena. Outro detalhe: se esse jogo fosse na pretensa arena, o clube ficaria apenas com 12,5% do lucro líquido da partida, ou algo em torno de irrisórios 20 mil reais.

Hoje é dia de jogar 110%

Esqueça o Garfield. Hoje o Santos correrá mais. E será mesmo preciso, pois só uma boa vitória sobre o mistão do Internacional, às 19h30, na Vila Belmiro, deixará o torcedor santista tranquilo para o jogo de volta, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Mesmo desfalcado de Gustavo Henrique, Vitor Bueno e Ricardo Oliveira, machucados, e sem poder contar com Jean Mota, que já atuou pelo Fortaleza nessa Copa do Brasil, o Santos é franco favorito contra o Internacional, apesar de o time gaúcho, que já venceu o Alvinegro Praiano duas vezes este ano, não vir com uma escalação tão fraca como parece. Do meio-campo para a frente o Inter vem com jogadores respeitados, como Fernando Bob, Seijas, Valdívia e Nico López.

Pela primeira vez Vecchio deverá iniciar uma partida pelo Santos, e finalmente teremos uma boa oportunidade de avaliar o nível técnico e físico do argentino. Dorival Junior preferiu manter Rodrigão no ataque, já que o time precisa de gols. Todos sabemos que se vencer por uma diferença inferior a três gols o Santos passará sufoco no Sul.

Uma outra alternativa, porém, seria colocar Yuri no meio campo, liberar mais Lucas Lima para o ataque e escalar Copete de centroavante, com liberdade para cair pelos flancos do campo. Mesmo sem ser nenhum primor, Copete é mais técnico do que Rodrigão. Veremos se o pedreiro artilheiro volta a marcar e até quando a torcida terá paciência com suas caneladas.

O Santos deverá entrar em campo com Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz, Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima, Vecchio, Copete; Rodrigão. O Internacional deverá ser escalado por Celso Roth com Danilo Fernandes; Rak, Eduardo, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Eduardo Henrique e Seijas; Valdívia e Nico López.

A arbitragem será de Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabiano da Silva Ramires (ES). Só se espera que não inventem e não prejudiquem nenhuma das equipes. Todos sabemos como o senhor Rodrigo Batista Raposo raposou o Santos na última partida entre ambos, em Porto Alegre.

E você, o que espera do jogo de logo mais?

À procura de boas ideias, tenho ouvido santistas experientes, criativos, competentes, quase todos bastante preocupados com a sorte de nosso clube. Sugeriram-me Amir Somoggi, tomei um café com ele e, realmente, fiquei admirado com seu conhecimento e sua postura ética diante do futebol. Na semana passada Tana Blaze passou por São Paulo, a caminho de Mato Grosso, onde visitaria parentes, e não só tomei um café da amanhã com ele, como almoçamos, tanta coisa tínhamos para falar.

Natural de São Vicente, aos 33 anos foi trabalhar na Alemanha e hoje, 36 anos depois, vive em Munique com mulher e dois filhos que sequer falam o Português. Não voltará mais ao Brasil, mas continua amando o Santos como nos tempos em que frequentava a Vila Belmiro. Revelou-me seu nome verdadeiro, mas não me permitiu divulgá-lo. Tana prefere manter-se incógnito no mundo efervescente e às vezes perigoso do futebol. É compreensivo.

Outro santista amigo e com o qual aprendi e aprendo muito sobre o futebol é José Carlos Peres, meu parceiro no Dossiê, hoje responsável por contatos internacionais que poderão levar as escolinhas do Santos para recantos longínquos do planeta, trazendo importantes dividendos ao clube. Sonho um dia reunir os santistas de boas ideias e bom coração em uma mesma equipe, que trabalhe sem vaidades pessoais por um Santos melhor.

Sinto, não só aqui no blog, mas nas ruas, nas arquibancadas, no egrégio Conselho Deliberativo do nosso clube, um grande descontentamento com essa gestão atual, eleita com apenas um quarto dos votos, mas que age de maneira absoluta, sem dar satisfações de seus atos nem mesmo para o Conselho Fiscal. A propósito, Tana Blaze defende que o Conselho Deliberativo seja o órgão mais forte do clube e que as eleições presidenciais tenham segundo turno entre os dois candidatos mais votados, justamente para impedir que uma minoria assuma o comando do Santos e o trate como se fosse propriedade sua, tal qual vem ocorrendo.

Para todos os lados que olhamos, testemunhamos a incapacidade e a negligência dessa gestão, que aumenta desmesuradamente as despesas, fazendo ouvidos de mercador às recomendações dramáticas do Conselho Fiscal, ao mesmo tempo que não consegue incrementar as receitas, reduzindo-as até mesmo em quesitos básicos, como patrocínio de material, captação de sócios e bilheteria dos jogos.

Aos que me perguntam como mudar isso, só posso responder que o meio mais eficaz é votar nas próximas eleições, no final de 2017. E votar, obviamente, no candidato e na chapa que transmitirem mais credibilidade e apresentarem as melhores propostas para o clube.

Sei que alguns poderão dizer que escrevo este post porque tenho interesse de ser presidente do Santos. Quem me conhece bem sabe que estou livre dessa vaidade, meu maior sonho é, um dia, escrever um romance decente. Com relação ao Santos, meu desejo é vê-lo próspero, bem sucedido, forte, nos enchendo de orgulho. Sinceramente, não me interessa quem será o novo presidente, contanto que seja honesto, competente e faça aquilo que tem de ser feito, sem inventar e sem se julgar melhor do que todos os outros santistas, como vem ocorrendo.

Posso votar e pedir votos para qualquer um que me convença, não só com palavras, mas com atitudes e folha de serviços prestados ao Santos, que pode ser o instrumento de uma mudança na política administrativo-financeira do nosso clube, colocando-o no caminho da sustentabilidade e do progresso. Sem messias, sem caudilhos, sem heróis, apenas boas ideias, trabalho, honestidade e competência podem salvar o Glorioso Alvinegro Praiano.

Se você quer influir diretamente na escolha dos destinos do Santos, votando para presidente do clube no final de 2017, o tempo é curto. Como é preciso ter um ano como associado para votar, calculo que só há mais um mês de prazo para os interessados se associarem. Não dá para perder mais tempo.

É mais fácil e rápido ficar sócio enviando um e-mail ou comparecendo pessoalmente à sub-sede do Santos em São Paulo, situada na Avenida Indianópolis, 1772 – Indianópolis, São Paulo – SP, 04063-003. Telefones: (11) 3181-5188 ramal 5000 ou (13) 3257-4000 ramal 5000. O e-mail é subsedesp@santosfc.com.br Horário: das 9 às 18 horas.

Uma coisa puxa a outra
Tenho lido muitas queixas dos santistas com relação ao pouco empenho do clube na contratação de Diego e Robinho, dois ex-Meninos da Vila que poderiam formar novamente uma dupla poderosa no Santos atual. Para um contrato de um ano provavelmente o clube teria de ter uns 21 milhões de reais para contar com os dois, e essa verba o Santos não tem.
Porém, imaginemos que o fornecimento de material esportivo fosse vendido a uma marca conhecida, em vez de o próprio clube ter cismado de produzi-lo e comercializá-lo. Só aí haveria um ganho, mínimo, de 6,3 milhões. Imaginemos, ainda, que os grandes jogos do Santos tivessem sido realizados no Pacaembu, com públicos médios de 18 mil pessoas. Somemos mais uma dezena de milhões que foram desperdiçados com a mania de jogar só na Vila. Há ainda o que poderia ter sido arrecadado com uma campanha nacional de associados. 50 mil associados a 300 reais de anuidade para cada um, dá 15 milhões brutos, uns 12,5 milhões líquidos. Somemos essas três iniciativas, óbvias, e teríamos, mesmo sem o patrocínio máster e sem a verba de tevê, 28,8 milhões de reais, mais do que o suficiente para ter Robinho e Diego lutando pelo título brasileiro, da Copa do Brasil e já garantidos para a Copa Libertadores do ano que vem. Fora a enorme visibilidade e atração que a dupla exerceria em novos, velhos e futuros santistas.

E você, o que acha disso?


O que a gente temia


Antes do jogo, Renato pediu: “Todo mundo ligado, todo mundo se ajudando”. Adiantou?

Imagine tudo o que pode dar errado em um jogo do Santos fora de casa. Pois é. Ocorreu de novo. Um time que parecia brincar no rachão do CT, com jogadores que estão atuando abaixo da crítica há vários jogos, caiu mansamente diante de um Sport desorganizado, que tem Oswaldo de Oliveira como técnico, mas teve o mérito de correr mais e querer mais a vitória. Assim, melancolicamente, o Santos parece deixar escapar a chance de lutar pelo título brasileiro e põe em risco até a vaga no G4.

Para sintetizar a partida, faço a seguinte comparação: se o Santos enfrentasse o Barcelona de igual para igual, jogando aberto e deixando o adversário jogar, qual seria o resultado? Uma goleada estrepitosa do time espanhol, não? Pois o Sport jogou aberto até os 20 minutos do segundo tempo. Atacou e deixou o Santos atacar. E se o time pernambucano ganhou o jogo é porque foi melhor mesmo, não tem desculpa. Um time com três atacantes não marcar um golzinho no Sport é dose pra leão.

Como se previa, o árbitro errou em lances importantes contra o Santos. Não deu um pênalti de mão na bola que interceptou um chute em direção ao gol e expulsou Elano por reclamação. Parece que a paciência com os santistas será menor de agora em diante. Mas, mesmo com os erros da arbitragem, seria possível vencer, caso houvesse mais vontade.

Há jogadores que merecem um banco há alguns jogos, pois podem até ter uma boa técnica, mas não suam a camisa, não estão nem aí para o resultado da partida. Se tivesse mais personalidade, Dorival Junior colocaria na reserva Victor Ferraz, Lucas Lima e, talvez, Renato. Até mesmo Thiago Maia, antes um guerreiro, agora também deu de rebolar.

Para complicar, as contusões de Gustavo Henrique e Vitor Bueno atrapalharam a equipe. David Braz entrou no lugar do zagueiro e falhou constrangedoramente no gol de Rogério, aos 11 minutos de jogo. O atacante teve tempo de matar a bola, virar para o gol e bater, rasteirinho, no canto, diante de um Braz mais perdido do que cego em tiroteio.

Dorival preferiu colocar Elano no lugar de Vitor Bueno, creio que para tentar imprimir um pouco de garra ao time. Elano não estava mal. Percebi que até Lucas Lima começou a trotar um pouco mais rápido depois que o veterano entrou em campo. Porém, Elano foi reclamar e o que para qualquer jogador daria apenas um cartão amarelo, para o santista valeu dois amarelos e a expulsão.

Para o status quo do futebol não é bom mesmo o Santos tomar o lugar do queridinho da Globo no G4, mas o santista tem de estar preparado para lutar contra tudo e contra todos, e apesar de tudo a vitória era bem possível. Contra um time que jogue sério, esse Sport dificilmente venceria com um esquema tão suicida. Ocorre que o Santos perdeu a velocidade de contra-ataque sem Gabriel, e Lucas Lima tem segurado demais a bola.

Assim como os jogadores pedem prêmios por vitórias, assim como, recentemente, o técnico Dorival Junior pediu aumento, acho que seria justo aplicar uma multa aos jogadores e à comissão técnica por mais esse desempenho vergonhoso. Com um pouco mais de aplicação o Santos poderia ter vencido, como Coritiba, Corinthians e Palmeiras fizeram no campo do Sport. Ou ao menos empatado, como Internacional e o lanterninha América Mineiro. Perder foi lamentável e desanimador.

Os próximos jogos do time serão na Vila Belmiro. Espero que a torcida cobre esse time do começo ao fim dos jogos. Se bem que em casa esses jogadores, que não são bobos, costumam correr mais e mostrar uma vontade que some quando estão no campo do adversário. Enfim, este Santos, infelizmente, é muito frouxo para lutar pelo título. Que, então, ao menos se esforce pela vaga no G4. Deixar escapar, como no ano passado, outra chance de jogar a Copa Libertadores seria um desastre histórico.

Por fim, outro dia li uma crônica de Luis Fernando Veríssimo intitulada “Um dia de merda”. Ele ia viajar e sentiu uma baita dor de barriga. É fácil imaginar o que ocorreu no caminho para o aeroporto. Pois eu poderia chamar esse jogo do Santos de “um jogo de merda”. Tudo foi uma merda, até a narração e os comentários do Sportv. Uma merda geral que deve ser esquecida.

Sport 1 x 0 Santos
Ilha do Retiro, 24/09/2016, 18h30
Público: 7.934. Renda: R$ 129.495,00.
Sport: Magrão, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodnei Wallace; Rithely, Neto Moura (Paulo Roberto, 12’/2ºT), Diego Souza, Gabriel Xavier (Vinicius Araujo, 24º/2T) e Everton Felippe; Rogério. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique (David Braz, 4’/1ºT) e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Vitor Bueno (Elano, 10’/2ºT) Copete e Rodrigão (Jean Mota, intervalo). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Rogério, aos 11 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva – GO (FIFA) e Leone Carvalho Rocha – GO (CBF-1).
Cartões amarelos: Matheus Ferraz e Vinicius Araujo (Sport); Copete (Santos).
Cartão vermelho: Elano.

E você, o que achou do Santos em Recife?

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Conselhos para a batalha


Uma vitória sofrida em 2009, com milagres de Felipe.

Minha amiga e meu amigo santista, neste sábado, das 18h30 até o final da partida com o Sport, em Recife, uma coisa é certa: vamos sofrer. O adversário tenta escapar da zona de rebaixamento e o Santos precisa desesperadamente da vitória para continuar a perseguição aos ponteiros do Campeonato Brasileiro. Não se iluda: será mais uma batalha. Antes dela, em vez de admoestar, gostaria de incentivar e aconselhar cada um de nossos bravos guerreiros que entrarão em campo logo mais.

Vanderlei: Você está indo muito bem. Apenas eu diria para confiar mais nas suas saídas de gol, esquecer os dribles sobre os atacantes e caprichar na reposição de bola.

Victor Ferraz: Meu nego, com a bola no pé você vai muito bem. Só precisa erguer a cabeça e cruzar na direção de um companheiro de equipe. Também pode arriscar mais chutes a gol, já que às vezes a oportunidade aparece. Na defesa, porém, você tem falhado. Parece que se coloca, intencionalmente, distante do atacante contrário para depois não ser culpado caso este faça o gol. Ora, seja homem. Encoste no cabra, antecipe seus movimentos, dê duro, mas na bola. O jogo de hoje é decisivo. Não finja que não é e não me venha com desculpas depois. Boa sorte!

Luiz Felipe: Meu caro, se você jogar sempre como o fez contra o Vasco, logo será cogitado para a Seleção Brasileira. Continue assim.

Gustavo Henrique: Você também está mantendo um alto rendimento. Percebe-se que está mais seguro, mais determinado. É por aí mesmo. Força!

Zeca: Parabéns pela personalidade e pela determinação de vencer os jogos que, todos percebemos, você tem mais do que a maioria dos jogadores do Santos. Na frente, você tem sido mais um atacante, e dos bons. Agora, é preciso tomar mais cuidado na defesa. Se tiver problemas na marcação, peça para alguém ajudar.

Thiago Maia: O primeiro gol do Santos contra o Vasco teve a marca de sua garra e personalidade. Parabéns. A partida contra o Sport exigirá essas qualidades. Mesmo jovem, você tem espírito de liderança. Então, quando sentir que boa parte do time quer tocar a bola de lado e empurrar o jogo com a barriga, tome a iniciativa. Estaremos torcendo daqui. Força e cabeça! Abraço.

Renato: Sua categoria é inegável e a maneira como cuida do seu físico também. Mas, assim como disse ao Thiago, hoje é dia de querer a vitória acima de tudo. Com sua experiência, você sabe a hora de ir ao ataque e já fez gols decisivos para o Santos. Não se reprima se surgir a oportunidade. Outro pedido: se estiver cansado, lá pela metade do segundo tempo, não continue no jogo. Peça para ser substituído. Sua falta de fôlego já prejudicou o Santos ao final das partidas.

Lucas Lima: Já escrevi que você é o único craque em atividade no Brasil. Continuo achando isso, mas só quando você joga, humildemente, para a equipe. A vitória, hoje, colocará o Santos em uma posição muito boa para brigar pelo título, uma conquista que faria você entrar para a história do Santos e do futebol brasileiro, além de valorizar sobremaneira o seu passe. Segure menos a bola, anteveja a jogada e faça o ataque santista fluir. Se tiver chance, bata a gol. Acreditamos muito em você. Vá lá e jogue o que sabe.

Vitor Bueno: Garoto, você tem tudo para se consolidar como um craque, um dos melhores atacantes do Brasil. Porém, talvez pela juventude, suas atuações são marcadas pelos altos e baixos. Tente lutar contra isso. Seja sempre uma opção de passe, dê fluência às jogadas e se der oportunidade, bata com vontade a gol. Você chuta muito bem e isso pode decidir um jogo, como ocorreu diante do Santa Cruz. Outra coisa: ao perder a bola, não fique parado, passe a defender, a atrapalhar a saída de bola do adversário. Boa sorte!

Copete: Hermano, estás jugando muy bién, congratulaciones. Mesmo quando a jogada não dá certo, você luta, disputa a bola, e isso é muito valorizado pelos torcedores. Não tenha receio de driblar, porém às vezes é melhor servir um jogador mais bem colocado, como você fez no segundo gol do Santos contra o Vasco. Não tenha receio, também, de se deslocar para o meio e tentar o chute. Precisamos de gols. Buena sorte cumpaño!

Rodrigão: Meu caro, este blog lhe deu a maior força nos seus primeiros jogos pelo Santos. Porém, você caiu de produção. Se não jogar bem, não dá para elogiar, certo? Olha, você é forte, cabra, seu estilo é rompedor, oportunista, finalizador. Pare com esse negócio de querer dar toquinho. Vai lá pra área e se atire nas bolas cruzadas. De cabeça, peito, bunda, não interessa, o que interessa é botar a bola pra dentro do gol deles. Hoje a vitória é essencial e você é o nosso homem-gol. Vai lá meu nego. Gol neles!

Jean Mota: A imprensa tem anunciado que Dorival Junior optará por Rodrigão, mas eu acho que você poderá entrar nesse jogo, e entrar bem, como, aliás, vem fazendo. Gostamos da maneira como se atira às jogadas e de sua mentalidade ofensiva. Seus gols contra o Vitória e o Santa Cruz foram decisivos. Hoje a partida é contra mais um time nordestino… Quem sabe. Se chamado, vá lá e jogue o seu futebol. Sorte!

Dorival Júnior: Meu prezado professor, este blog é crítico, mas reconhece suas qualidades e seu caráter. Temos apenas algumas ressalvas quanto à sua coragem, mas sabemos que quem tem, tem medo. Hoje, lhe pedirei que nem pense em desculpas caso não vença a partida. Pense só no sucesso e transmita isso aos seus comandados. Com relação à tática, eu diria que a tentativa com um centroavante é válida, mas o Rodrigão tem jogado tão mal, que a entrada de mais alguém no meio de campo – Jean Mota, Vecchio ou Yuri –, talvez torne o time mais compacto e competitivo. Pense nisso. Abraço.

Prepare-se para se irritar com o Sportv

Tomara que eu queime minha língua e tenhamos uma transmissão imparcial, porém tudo indica que hoje assistiremos a mais um show de parcialidade do Sportv.

O narrador escalado para transmitir a partida na Ilha do Retiro é Rembrandt Junior, um sujeito simpático, mas torcedor doente do Sport. Os comentários serão de Maurício Noriega, um bom profissional, mas que está com o coração batendo forte com a possibilidade de título do seu Palmeiras. Não se espante se ele enxergar vários erros do árbitro a favor do Santos, o que, sabemos, acaba pressionando a arbitragem a prejudicar o time paulista.

As reportagens serão de Tiago Medeiros, também torcedor declarado do Sport, e de Fabíola Andrade, que não sei para que time torce, mas tem sido isenta e muito competente nas coberturas de jogos do Santos. Foi ela quem, no último Bem, Amigos, diante dos elogios às performances do Santos na Vila Belmiro, lembrou que o Alvinegro Praiano ganhou os últimos 13 jogos que fez no Pacaembu. Então, um conselho aos amigos do blog: tirando as opiniões e informações da Fabíola, não acreditem muito no que ouvirem durante o jogo.

O adversário e a arbitragem

O time provável do Sport será Magrão, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Ronaldo Alves e Rodnei Wallace; Rithely, Neto Moura, Diego Souza, Gabriel Xavier e Everton Felippe; Rogério. Seu técnico é Oswaldo de Oliveira.

Trata-se de uma equipe baseada em alguns veteranos, dos quais o melhor é o atacante Diego Souza. Este, apesar de mais pesado, exige uma marcação especial. Como recebe a bola de costas para o gol, é obrigatório não deixá-lo virar. O goleiro Magrão tem falhado nos últimos jogos. O Santos precisará chutar mais a gol. Rebotes virão.

A arbitragem será de uma trinca ligada à Federação Goiana de Futebol: árbitro Elmo Alves Resende Cunha – GO (ESP), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva – GO (FIFA) e Leone Carvalho Rocha – GO (CBF-1). Fui pesquisar os antecedentes do Elmo Alves Resende Cunha e encontrei algo preocupante.

Em 2009 ele foi afastado do restante do Campeonato Brasileiro depois de prejudicar o Sport em um jogo contra o Palmeiras. Ou seja, o homem ficou sem trabalhar depois de um erro contra o Sport. Como reagirá hoje? Por via das dúvidas, apitará a favor do time da casa, ou será imparcial, como se espera de um bom árbitro? Só teremos resposta para essa pergunta daqui a algumas horas. Oremos…

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Aviso ao amigo leitor de livros

eu-pele-e-as-criancas

Dos dias 10 a 31 de outubro a livraria deste blog não venderá nenhum exemplar. Estarei de férias.

Se quiser adquirir algum livro para dar de presente no período em questão, aconselho que o faça até o dia 10 de outubro.

Prossegue a promoção de adquirir um livro Time dos Sonhos e ganhar mais um exemplar igual, ou do Dossiê, e mais três livros eletrônicos. Aproveite e sugira aos amigos.

E em homenagem ao Rei Pelé, que faz aniversário dia 23 de outubro, quem adquirir o livro “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, não terá despesas de correio. Clique aqui para garantir o seu exemplar do belo “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito” com frete grátis e economize cerca de 20 reais)..

E você, o que espera de Sport e Santos?


Santos imita o Brasil

A impressão que a última reunião ordinária do Conselho Deliberativo nos deu é a de que o Santos Futebol Clube imita o Brasil, mais propriamente o governo de Lula e Dilma Rousseff, no quesito falta de transparência.

Apesar das recomendações do Conselho Fiscal, o clube continua gastando mais do que arrecada; apesar de as contas de 2015 terem sido reprovadas, nenhuma providência foi tomada, pois a situação é considerada sub judice pelo presidente da mesa, Fernando Bonavides; apesar da boa oferta para fazer a pré-temporada em Miami, o clube não irá e nenhuma explicação foi dada; apesar de alardear que ganharia mais com a fabricação do próprio uniforme, o Santos ganha muito menos do que os outros clubes que têm contratos com fornecedores de material esportivo; apesar das reclamações dos torcedores, não se fala em melhorar o processo de venda de ingressos para os sócios; apesar da necessidade de aumentar seu quadro associativo, nenhuma campanha efetiva é lançada para isso; apesar…

O caso das contas reprovadas é considerado sub judice porque o conselheiro Antonio Celso Pires Gonçalves, ligado ao presidente Modesto Roma, entrou com ação judicial solicitando anulação da reunião do Conselho Deliberativo que reprovou as contas de Roma em 2015. A anulação não foi deferida pelo juiz e o processo deveria continuar, obrigando Modesto Roma a explicar as contas do ano passado, mas Fernando Bonavides, presidente do Conselho Deliberativo, também ligado a Roma, disse que não fará nada enquanto não houver uma determinação da Justiça. Ora, isso pode se estender até o final da administração atual, o que, na prática, significaria empurrar com a barriga uma situação irregular.

Revoltado, o conselheiro José Carlos Morelli disse que a vontade do Conselho Deliberativo, que representa os sócios do clube, está sendo desrespeitada. Dessa forma, lembrou ele, toda decisão do Conselho poderá ficar sub judice desde que um conselheiro ligado ao presidente entre com uma ação judicial. Morelli também constatou que no segundo trimestre de 2016, contrariando os insistentes apelos do Conselho Fiscal para reduzir as despesas, o clube contratou 18 funcionários para o setor administrativo, com salários médios superiores a 20 mil reais.

“Com o Brasil em recessão e 12% de desempregados, o Santos contrata e ainda paga salários bem acima dos praticados em Santos. Vamos dar o prêmio Nobel da Economia para Roma”, discursou ele.

O conselheiro Rachid Bourdoukan, incansável defensor do torcedor santista, tomou o púlpito para criticar a forma com que o clube vende ingressos e trata o torcedor nos jogos do Pacaembu. Rachid apresentou um abaixo-assinado com o nome de dezenas de conselheiros, entre eles o deste blogueiro, e também levou, impressas, mais de 300 frases de torcedores que assinaram uma petição pública que o próprio Rachid lançou pela Internet. Lembrou Rachid que o Santos é um dos poucos clubes que não aceita cartão de crédito para a compra de ingressos e também é o único que mantém contrato com a suspeitíssima BWA, conhecida pelo seu histórico de processos jurídicos e criminais.

O conselheiro José Geraldo Gomes Barbosa cobrou uma resposta para o fato de o Santos não ter aceitado o convite para fazer a pré-temporada em Miami, com tudo pago, e a possibilidade de fazer jogos com o New York Cosmos. Lembrou da grande visibilidade que o time teria.

O Conselho Fiscal apresentou o balanço do primeiro semestre de 2016 e anunciou que houve um pequeno superávit, devido à venda de Geuvânio e o adiantamento da cota recebido do Esporte Interativo. Porém, ressaltou que a situação financeira do clube é, ainda, “muito grave” e está longe de ser sustentável.

Pedi a palavra apenas para dizer que todos os conselheiros, independentemente da chapa pela qual foram eleitos, certamente querem a transparência das finanças do Santos, o que não vem ocorrendo. E parabenizei o presidente Modesto Roma por, há um ano e nove meses, se dedicar em tempo integral ao clube, chegando a viajar para Europa e Estados Unidos, sem receber um tostão. Como o Estatuto do Santos não permite que presidente e vice sejam remunerados, Roma, desinteressadamente, está sacrificando sua vida pessoal e seus negócios pelo clube que ama. Sugeri que aprovássemos um salário para o dedicado presidente, ou, em caso contrário, erguêssemos uma estátua a ele pelo seu altruísmo.

Com relação à areninha no Portuários, sinto que o assunto está esfriando. Muitos conselheiros me disseram que, mesmo em Santos, já se comenta que ela nunca sairá, pois não há acordo entre as partes – Santos, Portuários e Portuguesa –, o terreno não está livre e as condições impostas para que o clube tenha apenas 40% do empreendimento são draconianas, o que faz com que muitos se lembrem do inferno que foi a “compra” do Parque Balneário, ousadia que quase quebra o Santos.

Em conversas com membros do Conselho Fiscal, percebi que nossos discursos de nada valerão, a não ser que sejam acompanhados de ações concretas. O Conselho Deliberativo tem um poder que nós, por boa fé, ou falta de conhecimento, estamos deixando de exercer. A situação do Santos é delicada e os esforços do Conselho para colocar o clube nos eixos estão sendo boicotados por pessoas ligadas à administração atual. A reprovação das contas e o constante descaso às recomendações do Conselho Fiscal já seriam razões suficientes até para o impedimento do presidente Modesto Roma.

Digo no título que o Santos imita o Brasil porque, assim como ocorreu com o governo que hoje sai pela porta dos fundos, deixando rombos por todos os lados, parece que enquanto houver dinheiro à mão, obtido pela eventual venda de jogadores, adiantamentos e empréstimos bancários, a administração atual do Alvinegro Praiano agirá como se o clube não tivesse nenhum problema financeiro, a ponto de continuar contratando funcionários, e com salários acima do mercado da cidade de Santos. Só de atletas são mais de 80.

O torcedor comum, que se baseia apenas no momento presente, provavelmente ficará muito decepcionado quando as consequências dessa temerária administração atual surgirem. O Santos está fora da realidade e sua situação lembra a daquele jogador português de um time à beira do rebaixamento que, após muitos fracassos, finalmente conseguiu vencer uma partida. Ao ser entrevistado, o raparigo encheu a boca para dizer:

“Estávamos à beira do abismo, mas hoje demos um passo à frente”.

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