Amigos e amigas sofredores santistas, eu juro que queria muito queimar a língua. Já tinha até escolhido uma imagem para ilustrar o post sobre o jogo contra o Internacional. Seria esta:
Mas não teve jeito. Mesmo ganhando um gol de presente, em uma falha da defesa do Inter bem aproveitada por Ricardo Oliveira, o Santos sofreu a virada e reabilitou mais um time da zona de rebaixamento. Porém, é preciso ser justo: o árbitro Rodrigo Batista Raposo prejudicou tremendamente o Santos ao não dar faltas, inverter marcações e forçar os cartões amarelos em cima de Lucas Lima e Ricardo Oliveira sob a alegação de “retardar o jogo”, ainda no primeiro tempo. Lucas Lima foi reincidente e acabou expulso, e Oliveira também não jogará domingo, contra o alvinegro da capital. O status quo do futebol agradece a severidade do árbitro e a pouca inteligência de Lucas e Oliveira. E por falar em pouca inteligência, o turrão Dorival Junior só tirou Léo Cittadini quando a viola já estava em cacos, e mesmo com dez em campo o time melhorou. O jovem Walterson foi jogado às feras e, como era de se esperar, nada fez (por que não usar o mais experiente Joel?). Enfim, o jogo foi o que a gente previa, infelizmente, mas a arbitragem do péssimo Rodrigo Batista Raposo, de Brasília, também serviu para afundar o Santos. Agora não sabemos se devemos fazer contas para entrar no G4 ou para se afastar da zona de rebaixamento. Desculpe se não me estendo mais. É como falar de um filme que todo mundo já assistiu. Vou tomar um banho quente e ler um romance para ver se consigo dormir…

Derrota Anunciada

É muito difícil para um santista fervoroso escrever um post desses, admitindo que nesta noite o Santos deverá perder, mesmo enfrentando um time que não vence no Campeonato Brasileiro há 14 jogos. Eu poderia fazer um título e um texto mais animadores, porém este blog reflete o ânimo do torcedor santista, e ele, escaldado por seguidas decepções, pressente que hoje, em Porto Alegre, o Santos vai reabilitar mais um time da zona de rebaixamento.

Sei que muito santista nem assistirá ao jogo de hoje, para não se estressar. O torcedor está careca de saber como o Santos perde fora de casa. Para começar, joga em um ritmo bem mais lento do que costuma adotar quanto atua diante de sua torcida. Ataca pouco, fica mais atrás, chamando o adversário e sem muitas opções de contra-ataque.

Para complicar, agora, segundo a filosofia tecnológica de Dorival Junior, está “valorizando a posse de bola” além do suportável, indo e voltando com o balão sem sequer tentar jogá-lo nas redes adversárias. Sem arrematar a gol, obviamente todo o domínio será estéril, mas a essa aula o professor faltou.

O santista também sabe que os momentos em que o time está mais vulnerável, como se ainda não tivesse entrado no jogo, ocorrem logo no início da partida, no final do primeiro tempo, no começo da segunda etapa e, principalmente, no finzinho da partida. O Santos pode estar até vencendo e jogando bem, mas o adversário começa a pressionar e em poucos minutos o Alvinegro costuma entregar a rapadura.

Aquelas bolas cruzadas em desespero para a área, aquelas arrancadas de um jogador sozinho, aqueles chutes malucos de longa distância, tudo isso dá resultado contra a defesa do Santos quando o time joga fora de casa. É só o adversário cismar que quer fazer o gol e o nosso sistema defensivo, bonzinho como ele só, contribui de bom grado.

Para completar, perdemos todas, ou quase todas, as divididas e as chamadas segundas bolas. Renato não amassa seu terno, Léo Cittadini não amassa seu jeans e trota como uma barata tonta pelo campo, sem desarmar ninguém. No banco, Yuri assistirá à partida, ao lado dos eternos espectadores Elano e Rafael Longuine.

Sim, Dorival levará 23 jogadores para Porto Alegre, não me perguntem por quê. Só para a meia há três jogadores para cada uma das duas posições. E para volante, posição essencial para se enfrentar o Inter no Beira-Rio, só teremos o alfaiate Renato, o trotador Cittadini e o eterno reserva Yuri. Uma pergunta que não quer calar: cadê o colombiano Valencia, que teve o seu contrato renovado por mais um ano, e o jovem Fernando Medeiros, especialistas da posição?

Para o ataque, Dorival levará, ainda, o jovem Walterson, do Santos B. Eu pergunto: qual a possibilidade lógica de lançar um garoto inexperiente contra o Inter, fora de casa, se para a mesma posição terá Ricardo Oliveira, Copete, Joel e Rodrigão? Bem, mas não duvidemos das razões do professor. Afinal de contas, o Santos está nadando em dinheiro e pode aproveitar esses jogos para levar os atletas para passear um pouco.

Um perigo: o Inter não tem ninguém

Olho a escalação do Inter e só reconheço o Valdívia genérico. Se eu fosse técnico do Santos, antes de mais nada, diria: “Marquem esse cara!”. No mais, que me desculpem os colorados que porventura leiam esse texto, não me lembro de ninguém. Porém, como santista, sei que alguns crescerão contra o Santos e, quero queimar a língua, mas o tal Valdívia, o único que deve ser olhado com atenção, certamente terá liberdade para jogar e fará a festa em cima de nossa defesa.

O técnico Celso Roth deverá escalar seu time com Danilo Fernandes, William, Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Fabinho, Seijas e Valdívia; Nico López e Aylon. O Inter está desfalcado de nada menos do que sete jogadores: Rodrigo Dourado, Ariel, Leandro Almeida, Eduardo Sasha, Jair, Marquinhos e Jacsson.

Enquanto isso, depois de descansar tanto que poderia fazer uma intertemporada, o Santos deverá entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Léo Cittadini, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira.

Perceba, caríssima leitora e caríssimo leitor e participante deste blog, que neste time há três jogadores que têm sido chamados pela Seleção Brasileira (Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Zeca), outros três que têm sido cogitados (Vanderlei, Victor Ferraz e Gustavo Henrique), um campeão da atual Copa Libertadores (Copete), um dos destaques entre as revelações do campeonato (Vitor Bueno) e um dos destaques entre os veteranos (Renato). Ou seja, no papel o Santos é um time bem melhor do que o adversário.

Porém, sabemos que no esporte a vitória não vem apenas para os que têm mais técnica. É preciso vontade, entrega, abnegação, espírito de sacrifício – qualidades que o Internacional, mesmo na zona de rebaixamento, tem de sobra, ao mesmo tempo que faltam aos santistas.

Um dia farei uma enquete perguntando, antes de um jogo do Santos fora de casa, qual será a desculpa do Dorival Junior para uma provável derrota. No jogo de hoje, como o time está parado há dez dias, acredito que o cansaço não virá à baila. Então, o que ele poderá alegar? Tentemos perscrutar a cabeça do mestre: 1 – A saída de Gabriel mexeu não só com a estrutura tática, mas com o psicológico do elenco. Até conseguir um substituto à altura, o time sentirá muito; 2 – A ausência de Thiago Maia, suspenso, fez o Santos perder a pegada na marcação do meio-campo (é claro que ele não explicará porque mantém os espectadores Renato e Cittadini nessa zona vital); 3 – O Inter teve azar em 14 jogos, mas agora voltou ao seu futebol, infelizmente justo contra o Santos; 4 – Muito tempo sem jogar tirou o ritmo de jogo da equipe; 5 – A diferença de clima entre Santos e Porto Alegre afetou o rendimento dos jogadores; 6 – A arbitragem; 7 – O impeachment de Dilma Rousseff; 9 – As manifestações contra Michel Temer; 10 – O excesso de açúcar no chá da tarde…

Um pacto furado pela negligência

Baseado nas constatações de que este ano não há nenhuma equipe de destaque no Campeonato Brasileiro, de que o campeão será o time menos medíocre e de que o Santos tem um dos melhores, ou menos piores, elencos da competição, criamos aqui no blog a meta de sete vitórias consecutivas, incluindo a partida contra o Figueirense como lambuja. Vencendo-as, hoje o Alvinegro seria o líder do Brasileiro e caminharia para um título que não conquista desde 2004.

Tudo estava indo bem, até que o jogo contra o Flamengo, com mando de campo do Santos, a ser realizado na Vila Belmiro ou no Pacaembu, foi vendido a um empresário que o levou para Cuiabá, região com maioria de torcedores adversários, o que significou inverter o mando. Como resultado, o Santos empatou o jogo, na bacia das almas, perdendo dois pontos.

Depois, mesmo com um time teoricamente bem superior, perdeu a chance de reassumir a liderança ao perder para o lanterninha América Mineiro por 1 a 0, em Belo Horizonte. Treinado por Enderson Moreira, com o veterano Leandro Guerreiro como seu único jogador conhecido, o América só venceu três partidas no campeonato e a última foi justamente essa contra o Santos, com gol aos 44 minutos do segundo tempo.

Essa decepção, porém, poderia ter sido parcialmente reparada se o time vencesse o instável Coritiba, em Coritiba. Entretanto, mesmo saindo na frente, o Santos foi completamente dominado pelo adversário, que lutava para fugir da zona de rebaixamento, e permitiu a virada, em uma partida sem ânimo e sem personalidade, uma de suas piores este ano.

Por fim, a gota d’água: o fracasso inominável de perder para o limitado Figueirense, na Vila Belmiro, e se distanciar da briga pelo título.

Se a lógica prevalecesse nos jogos citados, hoje o Santos assumiria a ponta do Brasileiro com uma vitória sobre o Internacional. Porém, o time se mostrou frouxo, pouco comprometido com o ideal de todos os santistas. Como já escrevi, parece que esses jogadores têm outro pacto e este não inclui ser campeão brasileiro.

A arbitragem será de Rodrigo Batista Raposo, auxiliado por Daniel Henrique da Silva Andrade e Reinaldo Nascimento Junior, todos de Brasília. A transmissão pela tevê poderá ser assistida nos canais SporTV (menos para o Rio Grande do Sul) e Premiere. Se você não quiser sofrer e preferir ver atletas dando a vida por uma vitória, em batalhas que podem levar horas de exaustão física e mental, veja as semifinais do US Open, no mesmo Sportv, com transmissão dos ótimo Eusébio Resende e Dácio Campos.

A 10 pontos do líder Palmeiras, no momento o Santos briga com o Corinthians pela quarta posição no campeonato, o que o colocará no grupo dos que disputarão a Copa Libertadores no ano que vem. Não é pouco, pois desde 2012 o Alvinegro Praiano não disputa essa competição que já venceu três vezes. Porém, para o Inter o combate é de vida ou morte. Mesmo o empate não será um bom resultado, pois completará 15 jogos sem vitória e permanecerá na Zona do Rebaixamento.

Como o Santos é pé mole fora de casa e o time gaúcho necessita demais da vitória, creio que não há muito mais o que falar sobre a partida de hoje. A única esperança de evitar o fracasso é que os jogadores tenham algum brio.

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