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Tudo o que eu poderia dizer a vocês, não só frequentadores deste blog e santistas em particular, mas também a amantes do futebol em geral que por aqui passam, é desejar-lhes um Natal de paz e harmonia, pois havendo esse estado de espírito entre as pessoas, tudo o mais de bom vem junto: a alegria, a felicidade, a saúde e a longevidade. E se há harmonia, há respeito, que é fundamental nas relações. Esse, talvez, seja o nosso grande desafio: respeitar o próximo e defender o seu direito de expressar suas opiniões e conceitos mesmo quando discordamos deles.

Como torcedores, queremos vencer sempre, mas como seres humanos somos obrigados a aceitar vitórias e derrotas com a mesma dignidade. Esse, certamente, é outro grande desafio. É fácil brindar o Natal apenas entre parentes e amigos, apenas entre pessoas que nos amam e amamos, mas nosso repto para este Natal e para o ano que se avizinha é brindar a democracia e a harmonia mesmo entre os que pensam diferente de nós.

Creio que essa é uma boa data para se reverenciar pessoas que foram importantes para nossas vidas e, no caso deste blog, para o nosso clube. Sempre falo deste senhor com reverência, pois o considero o maior responsável pelo Santos que assombrou o mundo e ainda hoje vive dos dividendos daquela fase maravilhosa. Refiro-me a Athié Jorge Cury.

Nascido em Itu, interior de São Paulo, em 1º de agosto de 1904, Athié morreu na Santos que tanto amava em 1º de dezembro de 1992, aos 88 anos. Assumiu a presidência do clube em 1945 e já levou o time para a maior excursão de uma equipe dentro do Brasil, passando três meses enfrentando os melhores times do Norte e Nordeste do Brasil e voltando invicto, em um feito inédito.

Como jogador, já tinha se acostumado a pensar grande, pois foi o goleiro do time do Santos que chegou aos inéditos 100 gols no Campeonato Paulista de 1927 e se manteve entre os melhores do País até 1931. Defendeu a meta santista de 1927 a 1934, em 142 jogos, e presidiu o clube de 1945 a 1971, na fase áurea do Alvinegro Praiano. Em seu período contratou jogadores como Formiga, Zito, Pagão, Pelé, Coutinho, Dorval, Mengálvio, Dalmo, Jair Rosa Pinto, Mauro, Gylmar… Enfim, com astúcia e visão, simplesmente montou o melhor time de todos os tempos.

Bem sucedido corretor de café de Santos e político eleito várias vezes deputado federal, Athié era apaixonado, mesmo, pelo futebol e pelo Santos. Enquanto presidiu o clube, não vendeu nenhum grande jogador sem ter um substituto à altura. Resistiu a propostas absurdas por Pelé. Não era um dinheirista, mas um verdadeiro e orgulhoso santista.

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O que mais se admirava em Athié era sua ousadia. Quando a prefeitura de São Paulo colocou obstáculos para que o Santos realizasse no Pacaembu o primeiro jogo da decisão do Mundial Interclubes de 1962, contra o Benfica, não teve dúvidas de levar a partida para o Maracanã e anunciar que o maior estádio do mundo seria a casa do Santos. Isso há 54 anos!

Que neste Natal todos nós, santistas, sejamos tocados por um pouco dessa visão e dessa ousadia de Athié Jorge Cury. Não só nas coisas do futebol, mas na nossa própria vida. Feliz Natal a todos e muito obrigado por elegerem este blog como um importante ponto de discussão dos assuntos do nosso amado Santos Futebol Clube.

Resposta na lata
O Flamengo queria contratar Pelé e já tinha depositado dois bilhões de cruzeiros em um banco da Guanabara com esse propósito. Um dirigente dinheirista e desonesto, o que, infelizmente, sempre foi comum no futebol brasileiro, marcaria uma reunião com os investidores e acertaria um negócio que ninguém saberia ao certo como foi feito. Porém, veja qual foi a reação de Athié:

Que este Natal lhe semeie um pouco da ousadia de Athié