O presidente Modesto Roma continua insistindo na ideia de o Santos ter um novo estádio em sua cidade. Como o projeto da arena no terreno do Portuários foi barrado, unanimemente, pelos conselheiros da Portuguesa Santista, Roma agora quer fazer uma parceria com o Jabaquara para erguer o estádio santista onde fica o tradicional Caneleira, do Jabuca.

Toda ideia empresarial, em princípio, é válida, e pode ser concretizada desde que estudos prévios e um bom planejamento comprovem que ela tem possibilidades reais de sucesso. Do contrário, o empreendimento terá grande possibilidade de se transformar em uma fonte de grande prejuízo. No caso de um novo estádio de futebol na cidade de Santos, nada indica que o mercado local comporte mais um, ou que atenda aos interesses do Santos.

A primeira informação que se tem hoje, de concreto, é a frequência da Vila Belmiro, que em 2016 não chegou a 10 mil pessoas por partida. Em 34 jogos com seu mando de campo o Santos alcançou a média de 10.469 pagantes, mas nesse total estão incluídos os jogos no Pacaembu, que atraem um público bem maior do que no Urbano Caldeira.

Porém, como a Vila Belmiro reduziu sua capacidade, pesquisei o ano de 1962, considerado o melhor em toda a história do clube, pois nele o Santos ganhou todos os títulos oficiais que disputou. Nele o time jogou uma final de Copa Libertadores no Urbano Caldeira, além de jogos importantes do Campeonato Paulista, que lhe deram o tricampeonato estadual.

Em 1962, ano do seu cinquentenário, o Alvinegro Praiano realizou 26 jogos no Urbano Caldeira, entre oficiais e amistosos. Seu recorde de público ocorreu no dia 2 de agosto, pela final da Libertadores, em que perdeu para o Peñarol por 3 a 2. Naquele dia, 23 mil pessoas se apertaram para testemunhar o título sul-americano, que viria com um empate, mas não veio e só foi conseguido na terceira partida, em Buenos Aires, quando o Santos venceu por 3 a 0.

Pois bem. Naquele ano mágico de 1962, em que era considerado o melhor time do mundo e tinha o lendário ataque Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, o Santos teve a média de público, em jogos na Vila Belmiro, de 11.923 pessoas. Uma curiosidade: no primeiro jogo no estádio, após a conquista do título mundial, com todas as feras em campo, o público foi de 7.600 pessoas.

A conclusão que se chega, ao estudar a média histórica de público dos jogos do Santos em Santos, é que esperar uma média superior a 18 mil pessoas, como seria o necessário para se pagar, em décadas, a arena no Portuários, seria uma grande temeridade, quase um loucura. E ainda haverá o agravante do preço médio dos ingressos.

Infelizmente o País passa por um crise de empregos e salários, e a Baixada Santista não é exceção. Ao contrário. O cancelamento das operações do pré-sal frustrou a economia da região. No final de 2016 a a crise econômica atingiu em cheio o Porto de Santos, que demitiu 10 por cento, ou 1.500 dos seus 15 mil empregados. Outra empresa que gera muitos empregos na cidade, a Cosipa, também está em má situação. O sucesso de um estádio na cidade teria de se basear em uma grande frequência dos santistas de fora da Santos, mormente de São Paulo. Porém, os custos da viagem, somados aos dos ingressos, mais caros do que o normal, não permitem boas perspectivas.

Sem os mais elementares estudos prévios, o negócio seria fechado unicamente pelo feeling e pela vontade do presidente Modesto Roma, que, entretanto, não tem se mostrado um empresário bem sucedido em suas ações individuais.

Como já foi dito inúmeras vezes, a solução do problema “média de público” do Santos passa, obrigatoriamente, por mais jogos no Pacaembu – alternativa que tem sido descartada pelo presidente Roma simplesmente por motivos políticos, pois sabe que os santistas da capital nutrem grande rejeição pelo seu nome. Parece que ao menos nesse ano eleitoral de 2017 esse quadro mudará. Porém, ao anunciar um novo estádio, agora no terreno onde fica o Caneleira, do Jabaquara, Roma mostra que não desistiu de sua onerosa fantasia.

E você, o que acha disso?

frete-gratis

Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

Para quem comprar os livros “Time dos Sonhos”, ou “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, o blog ainda enviará, gratuitamente, as versões eletrônicas dos livros Donos da Terra, Ser Santista e Na Raça!

E se você adquirir o “Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959” e também quiser os três livros eletrônicos de presente, é só escrever e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que nós lhe enviamos.

Escolha o seu livro e pague só o valor em promoção. Sem frete.

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
Time dos Sonhos – A história completa do Santos até o título brasileiro de 2002.
Apenas R$ 49,00
Clique aqui para comprar um exemplar de “Time dos Sonhos” com frete grátis, dedicatória exclusiva do autor e os ebooks de Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time por apenas 49 reais.

dossie - livro
Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959.
Apenas R$ 49,00
Clique aqui para comprar um exemplar do “Dossiê” por apenas 49 reais, com frete grátis, dedicatória exclusiva ao autor e, se quiser, os três ebooks de livros sobre o Santos.

segundotlat
Segundo Tempo, de Ídolo a Mito.
Apenas R$ 69,00
Clique aqui para adquirir um exemplar de “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, com frete grátis, dedicatória exclusiva do autor e três ebooks de presente (Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time) por apenas 69 reais.

Sonhos mais que possiveis - capa
Sonhos mais que possíveis – 60 histórias de superação de atletas olímpicos.
Apenas R$ 17,00
Clique aqui para comprar o livro de bolso “Sonhos mais que possíveis”, com frete grátis e dedicatória exclusiva do autor por apenas 17 reais.

Dinheiro
Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Apenas R$ 26,00
Clique aqui para comprar o livro “Dinheiro, é possível ser feliz sem ele”, com frete grátis e dedicatória exclusiva do autor por apenas 26 reais.

Os livros Dossiê, Time dos Sonhos e Dinheiro oferecem descontos incríveis para quem comprar dois exemplares. Entre na loja e confira!

Clique aqui para entrar na livraria do blog e fazer a festa