Por Tana Blaze, direto da Alemanha

1 – Meu agradecimento ao Odir

Iniciado o ano das eleições do Santos, já tardou demais a hora deste agradecimento ao Odir pelo nosso encontro no dia 19 de setembro de 2016, o convite para o almoço e, sobretudo pelo espaço que me deu no blog. Sem falar da mãe de todas as perguntas que fez, seu eu pretendia ser candidato à presidência do Santos, pergunta tão honrosa quanto irrealista sob alguns aspectos, começando pela circunstância de que se tivesse esta ambição já teria sido sócio do clube há dez anos, o que não sou até hoje. Deve ter sido uma gentileza da parte dele para retribuir minha sugestão que antecedeu o nosso encontro, feita no texto do último post de início de setembro de que ele mesmo se tornasse candidato à presidência, trecho que pediu para não publicar.

No relato do nosso encontro há um pequeno mal entendido, que mesmo sem qualquer interesse para os leitores convém retificar. Acho que tentei dizer que minha família estava enraizada em São Vicente desde a década de 1880 (há tempos não mais) e que quando jovem passava lá as férias de janeiro, fevereiro e julho, “tendo sido praticamente criado por lá”, mas saiu que eu tinha nascido e criado lá de fato. Na realidade nasci e fui criado em SP.

Deixando os assuntos pessoais de lado e voltando ao importante, acho que devemos celebrar sem restrições os bons encaixes do time em 2016 e felicitar os seus protagonistas, os jogadores, o Dorival e, sobretudo o Dagoberto. Porque mesmo que improvável, encaixes felizes de um time podem levar até ao título da Libertadores, tal como o Guarani foi campeão brasileiro e o São Caetano disputou a final da Libertadores. No entanto o que faz um clube ser grande não são encaixes felizes, transitórios por natureza, mas uma base institucional ancorada num estatuto à prova de água e orientado para a transparência e o sucesso, inteligência estratégica dos investimentos e a amplitude e engajamento da torcida, de espectadores e dos sócios.

2 – A nova ordem do futebol

Empresas ou clubes que nos momentos em que ocorrem fatos de grande envergadura como inovações tecnológicas ou mudanças políticas não reagem, acabam apequenadas ou desaparecem do mapa, como dezenas de empresas sumiram da lista das maiores da revista Fortune nas últimas décadas. Depois de longo período de condições relativamente equitativas, dois fatos de grande envergadura mudaram o antigo equilíbrio do futebol brasileiro.

O primeiro foi a espanholização promovida por políticos com a CBF e a Globo à custa da maioria dos clubes. Pelos dados disponíveis de 2016 a 2019 Flamengo e Corinthians receberão cada 170 milhões de reais anualmente pela transmissão na TV aberta, mais que o dobro da cota anual de 80 milhões do Santos, portanto pelos 4 anos 360 milhões de reais mais que o Santos (170-80 =90 milhões anuais x 4 anos). Uma diferença que em cinco anos e dois meses financiaria o custo de 450 milhões reais do um estádio novo proposto pelo Modesto, o que ilustra a magnitude do desastre promovido pela Globo.

O segundo fato de envergadura foi à decisão acertada do Palmeiras de construir um estádio multiuso, colhendo receitas que deixam os demais clubes parecer anões.

Mas o Santos administrado pelo mesmo grupo dos atuais gestores, se moveu em direção contrária ao desenvolvimento do futebol quando em janeiro de 2009 deixou cair a peteca do projeto de estádio moderno proposto pela Hellmich numa área de 600.000 m2 disponibilizada pela Prefeitura de Diadema. Relembrando mais uma vez o que publicava o Diário do Grande ABC em 8 de Janeiro de 2009: “Santos não vê mais motivo para construir estádio em Diadema .O Marcelo Teixeira, declarou que o clube não tem mais interesse em erguer uma arena na cidade. É um assunto encerrado. Existia a intenção de construir um estádio em Diadema, mas o governo escolheu o Morumbi como sede para a Copa de 2014. Além da exclusão da arena nos planos para o Mundial”.

Enquanto isto o Grêmio e o Palmeiras, mesmo vendo seus projetos fora da Copa do Mundo, não hesitaram em erguer os seus estádios ao mesmo tempo em que os da Copa do Mundo eram construídos e hoje estão colhendo frutos milionários. O Santos que estava na pole position, quase três anos à frente do Palmeiras, acabou na lanterna, é hoje o único clube grande brasileiro que não dispõe de estádio próprio ou público, grande ou moderno.

Os resultados do distanciamento financeiro entre Palmeiras e Santos foram inteiramente previsíveis e começaram a fazer se sentir nas duas últimas temporadas com o Palmeiras sendo campeão em cima do Santos, na Copa Brasil de 2015 e no Brasileirão de 2016. Além disso, o Palmeiras vem contratando jogadores que o Santos pretendia, Keno e Guerra e o Flamengo já se empenhando pelo concurso do Marcos Guilherme.

A tendência desvantajosa para o Santos deverá se acentuar na medida em que os três clubes novos-ricos terminarem de pagar a suas dívidas e aprenderem a manejar com maior eficiência a sua riqueza. Os futuros Real e o Barça brasileiros talvez não sejam Corinthians e Flamengo, mas Palmeiras e Flamengo, porque o Corinthians cometeu o erro de construir um estádio que não é multiuso e consequentemente de amortização extremamente onerosa apenas com o futebol.

Na época de ouro do Santos eventuais diferenciais entre as receitas de bilheteria da Vila Belmiro e as do Trio de Ferro em estádios paulistanos, bem como a folha de pagamentos do clube relativamente elevada em relação ao trio, eram compensados pelo dinheiro das excursões anuais ao exterior do seu fantástico time. Depois tapou os diferenciais através da venda de direitos econômicos. Mas a partir de 2014 com a nova geração de estádios modernos nas grandes capitais tipo Allianz Parque, lotados a preços de ingressos elevados, o diferencial de receitas se tornou fatal para o Santos, se continuar jogando exclusivamente em Santos. A receita bruta dos 19 jogos todos realizados na Vila Belmiro pelo Brasileirão de 2015 de 5.186.000 reais foi superada pela receita de um jogo apenas, o da final da Copa Brasil do Palmeiras contra o Santos no Allianz Parque em Dezembro do mesmo ano de 5.336.000 reais.

Na nova ordem do futebol brasileiro darão a bola alguns poucos clubes como o Palmeiras e o Flamengo. Aos demais restarão as sobras. Mesmo que esta conclusão pareça excessivamente lapidar e polêmica, é preciso encarar a realidade.

3 – O terceiro pelotão à vista

A meu ver o Modesto Junior anda irreversivelmente obstinado na questão de um estádio pequeno em Santos e receio que estejam enganados os que acham que o revés da Briosa o demova desta ideia fixa. Receio que o terceiro ano do atual mandato e mais três anos de um eventual segundo mandato seriam dedicados inteiramente à realização deste projeto.

A mesma turma que estava no Santos em 2009 quando caiu a peteca em Diadema deixando clube posicionado na contramão da nova ordem do futebol ditada por receitas fantásticas de estádios, Marcelo Teixeira, Modesto Roma e José Carlos Peres, está de volta ao clube, (Marcelo Teixeira fora do clube, mas como seu patrono e tutor do novo presidente), arrisca agora com um estádio pequeno em Santos jogar a pá de cal nas pretensões do clube de permanecer no topo. Cimentaria de vez a enorme distância financeira do clube ao primeiro pelotão liderado pelo Palmeiras e Flamengo por 30 anos, o período de amortização do projeto de insuficiente retorno na Baixada Santista.

As prioridades estratégicas do Santos que decorrem lógica financeira parecem claras, primeiro investir num CT para a base santista na zona urbana de Santos, com investimentos que podem ser parcelados de acordo com as disponibilidades e num estádio multiuso no Planalto Paulistano, projetos que prometem gerar um bom fluxo de caixa e somente como terceiro investimento um estádio butique moderno em Santos, que sem dúvida também é necessário. Inverter a ordem seria fatal porque se colocar o estádio butique em Santos em primeiro lugar, um projeto de baixo fluxo de caixa, o clube arriscaria de ficar financeiramente atolado devido às dificuldades em amortizá-lo com lucros, não sobrando recursos para quaisquer outros projetos.

O Pacaembu alugado por partida ou por período será uma ótima alternativa para se jogar em São Paulo e evitar que o diferencial para as receitas do Palmeiras se torne excessivo. Mas não se sabe por quanto tempo e a quais condições o belo estádio permanecerá acessível ao Santos. Um dia o prefeito atual deixará o cargo e quaisquer investimentos do Santos no Pacaembu seriam no meu entender irresponsáveis.

Como tentamos expor no post “Estádio ou CT para a base no terreno dos Portuários?” publicado em 7/12/ 2015, a rentabilidade de um CT para a base é óbvia. Enquanto que a China aquece o mercado mundial de direitos econômicos de jogadores, oferecendo supostamente o maior salário do futebol mundial ao Carlos Tévez e 300 milhões de euros pelos direitos do R7, o que deveria levar qualquer cartola mediano a acelerar a formação de novos craques, o presidente do Santos despreza investimentos na base, que além do potencial de retorno, seriam obrigação moral e social de um grande clube de futebol e tributo a história do clube, podendo ser financiados por Incentivos ao Esporte. Deixa os meninos na precariedade, priorizando camarotes com estacionamento ao lado.

Poderíamos comparar a nova hierarquia do futebol brasileiro com uma prova de ciclismo de estrada tipo Tour de France com as diversas etapas correspondendo aos campeonatos anuais. Na base de frequências estatísticas o pelotão líder nos próximos 10 anos seria composto por dois a quatro clubes, entre eles o Palmeiras e o Flamengo. O segundo pelotão teria uns sete ciclistas, dos quais um ou dois podem em determinadas etapas desgarrar e chegar ao pelotão líder. O terceiro pelotão será composto por uns 30 ciclistas dos quais um ou outro pode arrancar ao segundo pelotão, mais dificilmente ao pelotão líder, sendo que os demais ciclistas deste grupo oscilarão entre as Séries A e B, a última sendo o quarto pelotão.

Opiniões divergem, mas acho que se o Santos ficar trancado contratualmente num pequeno estádio em Santos estará condenado a ser relegado ao terceiro pelotão. Se, no entanto construir um CT moderno para a base em Santos e jogar um certo número de partidas perante a sua maior torcida em São Paulo, digamos no Pacaembu, poderá ter cadeira cativa no segundo pelotão com acessos esporádicos ao primeiro. Na hipótese de investir na base e construir um estádio multiuso no Planalto qualificará ao pelotão líder, mesmo continuando prejudicado pela Globo.

Clube que pretende galgar ao topo terá que se ajustar à nova ordem ou derrubá-la. O Santos não terá alternativa senão construir um estádio próprio no planalto, caso queira fazer parte da elite. Não tem outro jeito. E poderá contribuir a médio prazo para derrubar a espanholização ao lutar com outros clubes pela proibição das negociações individuais com as emissoras de TV e por uma Nova Liga, na qual mandem os próprios clubes.

4 – Qual tipo de multiuso?

A fim de reduzir a ociosidade de um estádio novo, que no caso de 36 partidas de futebol de mando próprio seria de 329 dias ao ano, é quase mandatório que seja multiuso total, o que significa que tenha um gramado que possa rolar para fora do estádio, onde ficará exposto ao sol e ao arejamento e cobertura total retrátil, permitindo quaisquer eventos a qualquer tempo. Jogos de basquete, motocross, missas, shows, circos, congressos e outros de qualquer espécie.
O estádio multiuso total do Schalke construído pela Hellmich, a mesma que fez a proposta para o Santos em, estará completamente amortizado em 2019, portanto em apenas 15 anos de uso.

O estádio do Palmeiras é multiuso apenas parcial e dificilmente suporta maior número de shows que o atual, já se discutindo seriamente em colocar grama artificial, não servindo para uma série de eventos.

A tabelinha abaixo visualiza o óbvio, de que o valor absoluto a ser amortizado pelo futebol num multiuso total pode ser menor do que num estádio apenas para o futebol ou multiuso parcial.

Clique-aqui-para-visualizar-a-tabela

Os valores de investimentos de 550 a 850 milhões de reais foram inventados apenas para visualizar possíveis tendências. A lógica da tabelinha pressupõe que a margem bruta de uma partida de futebol seja idêntica à margem bruta (receita menos os custos cobrados por agentes e protagonistas) de um evento, o que na prática pode ser considerado pessimista, devendo em muitos casos a margem bruta de eventos ser superior à do futebol, sendo que neste caso a contribuição do futebol para amortizar o estádio poderá ser menor ainda.

Para o multiuso total foi considerado 1 evento por semana, ou seja, 48 ao ano, o que pode ser ampliado por eventos duplicados, como os dois shows do Justin Bieber em dois dias seguidos previstos no Allianz Parque no início de abril de 2017, ou da Helene Fischer na Arena do Schalke no passado. O número de eventos poderia ser menor sem alterar a tendência, se for considerado que alguns eventos podem ser altamente rentáveis.

Outro mérito do multiuso total é que teoricamente comportaria um número maior de eventos de que os que foram assumidos na tabelinha, até 7 eventos por semana, sem danificar o gramado.

O modelinho é aplicável sempre quando houver mercado suficiente, como é o caso da megalópole paulistana com seus 20 milhões de consumidores. Na Baixada Santista um multiuso total arriscaria de virar um tiro duplo pela culatra, caso não houver perspectiva de mercado suficiente tanto para o futebol, como para o conjunto de atividades multiuso a níveis suficientes para amortizar o investimento.

Face à queda incrível dos preços dos imóveis decorrente da atual depressão econômica brasileira, com fechamento de indústrias e liberação de grandes áreas, o Santos teria que comprar um terreno, ou opções de compra com certa urgência, antes que feche esta janela de oportunidade.

O estádio teria que ser posicionado em local de boa acessibilidade, idealmente ao lado de trilhos, sejam os do metrô ou os que encontram com o Rodoanel (como em Ribeirão Pires).

5 – A eleição de 2017, talvez a última cartada

Fora alguns pontos como o elogiado encaixe do time e a assinatura com o Esporte Interativo que devem ser aplaudidos, a gestão Modesto tem primado por intransparência, autocracia e a meu ver, cegueira estratégica.

• Desperdiçou irresponsavelmente dois anos preciosos tentando com diletantismo ímpar articular na base do “trial and error” um estádio num local de mercado insipiente para amortizar o montante de investimento anunciado, a condições financeiras que nem ousou revelar. Enquanto que continua a divulgar que o Santos “não pagaria nenhum tostão”, o relator do projeto no Conselho Deliberativo, pressionado por alguns conselheiros indicou que o investidor reteria 87,5% dos “lucros” (Post “Balão de ensaio” de 24/8/2016). O presidente acha que ceder 87,5% dos “lucros” por 20 anos equivale a pagar nenhum tostão. O amadorismo irritante do presidente acabou atestado pela goleada de 40×0 aplicada pelos conselheiros da Briosa nos coirmãos do Comitê de Gestão do Santos.

• Ao rejeitar jogar em São Paulo privou o clube de receitas significativas causando danos financeiros ao clube.

• O Conselho Fiscal acaba de deixar passar um orçamento com 92 milhões de reais de receitas de venda de direitos econômicos, o que equivaleria vender os direitos do Thiago Maia e do Zeca por quase 18 milhões de euros cada (100%), auferindo o Santos respectivamente 70% e 75% destes. Ao mesmo tempo gastaria apenas 6,4 milhões com a aquisição de novos direitos. Se não for enganação orçamentária para tapar com uma peneira um rombo financeiro previsto, o fato demonstra no mínimo o enorme aperto financeiro do clube que prefere jogar para poucos pagantes em Santos. Outro fato citado pelo Odir de que no CD “ninguém entendeu por que o departamento de marketing do Santos, tão pouco produtivo, precisará dessa fortuna (21,9 milhões de reais) no ano vindouro. Como ninguém na presidência, diretoria ou comitê gestor estava presente, discutiram-se conjecturas” mostra até que ponto chegou esta administração. Uma falta de responsabilidade do Presidente da Mesa não ter exigido a presença de um membro do GG, do Conselho Fiscal para responder perguntas. A discussão sobre as despesas de marketing mostra também que muitos conselheiros aprovaram um orçamento que não saberiam explicar, devendo alguns ter comparecido como pau mandados.

Há o temor na oposição que o Modesto não queira alterar o Estatuto em dois quesitos essenciais para a democratização do clube, o voto à distância e um segundo turno. Veremos.

Quanto ao voto à distância, sugeri em minha conversa com o Odir que com base no Artigo 45 (h) do Estatuto atual, trinta conselheiros lançassem uma petição de reforma do Estatuto, que no caso de ser derrotada no Conselho Deliberativo, serviria para expor na mídia os nomes dos conselheiros que votaram contra. Afinal de contas os sócios santistas têm o direito de saber quem vota contra a democracia e pela exclusão. O Odir achou que iria fazer uma enquete a respeito.

Honestamente estou pessimista quanto ao futuro do Santos, dado o número insuficiente de pessoas competentes, informadas e independentes nas diversas facções políticas e nos Conselhos do clube. Não vejo gente de nível em número suficiente para defender e tocar um projeto que aparentemente parece o mais ousado, mas que poderá sair mais barato e ser o único possível para catapultar o Santos ao topo. Há anos que o Santos se aproxima de entidades duvidosas como o Iraty, a DIS, a Doyen, TBZs e outros, talvez porque aparentemente seus gestores não tem visão nem competência de tocar qualquer projeto próprio, enquanto que clubes profissionais como o Grêmio montam um projeto e se refinanciam com o BNDES.

Diante desta situação de difícil senão impossível virada, julgo essencial uma reforma do Estatuto para atrair santistas profissionalmente qualificados a serem sócios e conselheiros. Fato é que entre os torcedores santistas deve existir um número maior de profissionais qualificados residentes na cidade de São Paulo do que em Santos, proporção dada pelos tamanhos das economias das cidades. Mas nenhum candidato de nível residente em São Paulo vai topar ser conselheiro para descer a serra e deparar com o que se está se vendo hoje no CD e não ter o poder para decidir ou votar nada. Pessoas de nível só topam sacrificar seu tempo e entrar em cena se podem influenciar, fazer ou decidir.

Temo que o peixe esteja morrendo pela cabeça.

6 – Candidatura do Odir

Seria redundante apresentar ou fazer campanha pelo Odir. Imagino que ele, apoiado por um grupo de alguns valorosos conselheiros, sócios e torcedores possa constituir um ótimo núcleo para uma chapa. Considero-o mais adequado que os candidatos que se apresentaram nas últimas eleições.

Provou ter caráter, coragem, tolerância para opiniões diversas e equilíbrio. Quando criticado, contesta com fatos e ideias, sem recorrer a insultos, chamar os críticos de mentirosos, covardes, arrogar-se a dar-lhes conselhos de conduta ou outras bobagens.

A despeito das calorosas cornetagens inerentes às paixões do futebol, da qual não me eximo de qualquer culpa pela parte que me cabe, o nível relativamente cordial e objetivo que foi mantido no blog por anos a fio deve ser o resultado da consideração por parte dos participantes pelo jeito de ser do Odir. No caso de eleito acho que a consideração que lhe é prestada no blog possa ser transportada à comunidade santista.

Tem uma ótima visão não apenas do futebol e do Santos, mas dos esportes em geral.

Defende o desejo da maioria dos torcedores de ver o time dividir os jogos entre Santos e São Paulo e partilha comigo e com outros santistas a opinião quanto à prioridade de um CT para a base em Santos que se torne referência internacional, tornando a cidade um centro para o futebol, que por si só atrairia os jovens e respectivos pais.

Necessitará acercar-se de profissionais nas áreas de administração, projetos, nas quais lhe faltam conhecimentos e experiência e ter a coragem de confiar neles. Deverá reintegrar profissionais que já prestaram, ou estão prestando sob o Modesto bons serviços ao clube.

Tenho certeza de que o Odir será o primeiro presidente a impor transparência ao Santos, porque o jogo aberto faz parte do seu natural e das suas convicções, o que por si só motivará a adesão de sócios e torcedores a incentivar melhorias.

Em todos os casos, mas principalmente se não houver um segundo turno garantido pelo Estatuto, não restaria alternativa senão recomendar que candidatos que tenham um programa de gestão similar se unam em torno de um apenas. Recomendaria também que os assim unidos façam campanha eleitoral juntos, digamos em duo ou trio.

Ante a falta de transparência do clube e a obstinação contra todas as evidências berrantes do atual presidente por um projeto perdulário, receio que esta eleição seja a última cartada para aprumar o clube a fim de mantê-lo com chances ao topo.

7 – Já disse o que o tinha a dizer

Finalizo com outro assunto reportado pelo Odir, de eu me tornar raro no blog. Desculpo-me pela petulância de comentar este assunto pessoal e sem interesse para a maioria, mas não foi novidade, pois já há um ano havia anunciado numa discussão com o Dr. Alvinegro no post de 22/12/2015 que pretendia finalizar a minha fase assídua com um post sobre o Estatuto. Trata-se portanto de um recuo planejado.

No preâmbulo do pretendido do último post “A reforma do Estatuto: uma encruzilhada despercebida”, que saiu em 6 de junho de 2016, fiz constar propositalmente “antes de me tornar mais raro neste blog… “. O post parecia ser um fecho de certa utilidade, porque 15 conselheiros do Santos pediram o texto em PDF e o submeteram à Comissão do Estatuto do clube, a fim de que algumas sugestões fossem consideradas.

Quando dei por encerrada a minha participação assídua com os dois posts sobre o Estatuto, eis que de repente o Modesto insiste em divulgar seu projeto de um estádio pequeno com duas frases que arriscam iludir incautos: “Conseguimos o mais difícil, o financiamento” ou “o Santos não vai pagar um tostão”, o que me levou a mandar mais três posts que não estavam previstos à queima roupa: “Tive um pesadelo com grama sintética e camarotes”, “A fábula do estádio gratuito“, “Um projeto inviável financeiramente”.

Como disse à Susana, um dos motivos de tornar-me raro é que já disse o que tinha a dizer, não faria sentido ficar repetindo o já dito. A prova de que ando me repetindo é este próprio post, no qual defendo a necessidade de um multiuso total no planalto, conteúdo praticamente similar ao post de quatro anos atrás, “Os riscos proibitivos de um estádio em Cubatão”, publicado em 20/12/2012.

No encontro com o Odir clamei para que mantivesse o blog, um grande pilar do Santos. Terei o prazer de continuar lendo os textos seus e de vários comentaristas, que considero amigos secretos e companheiros de jornada.

“Tornar-se raro” não significa “voltar jamais“. Obrigado e um grande abraço ao Odir e a todos.

E salve o Santos!

Tana Blaze

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