Em primeiro lugar, quero me desculpar por não apresentar aqui um balanço geral e detalhado envolvendo todas as sugestões que recebi para um Programa Administrativo do Movimento Por um Santos Melhor. Como muitos devem saber, trabalho como escritor e nesse período, sem descanso nem nas festas de fim de ano, estou correndo para terminar um livro, no caso uma ficção. Entretanto, li as sugestões e creio que posso fazer um resumo de seus pontos básicos, com os quais também concordo.

Obviamente tudo isso ainda será muito discutido e detalhado, mas é bom termos uma Carta de Princípios que servirá como base para nosso trabalho. Deixo claro que o objetivo desse movimento não é simplesmente ocupar e usufruir do poder no Santos, como tem acontecido nas últimas gestões, mas sim semear ideias que tornem o clube mais eficiente e transparente, colocando-o no mesmo patamar dos maiores clubes do mundo.

Filosofia – Um Santos de todos
O Santos será um clube voltado a utilizar o máximo de seu potencial mercadológico, não apenas uma pequena parte dele, como vem sendo feito. Um time que tem mais de sete milhões de torcedores no Brasil não pode sobreviver com uma média de público de nove mil pessoas nos jogos com seu mando de campo, e também não pode ter apenas 10 mil sócios adimplentes. Com o aumento substancial da média de público e do número de associados, os valores de patrocínio e da cota da tevê atingirão outros patamares.

Transparência – Vital para trazer credibilidade
Hoje o torcedor do Santos é surpreendido a cada dia por notícias de negócios mal explicados. Isso precisa acabar. Não basta ser honesto, é preciso mostrar e transparecer a honestidade. As relações com empresários, tanto dos profissionais, como dos jogadores da base, precisam ser tão claras a ponto de poderem ser expostas em assembleias do Conselho Deliberativo. O clube não pode mais ser prejudicado por negócios escusos, em que parte dos recursos que entrariam nos seus cofres são desviados para terceiros, ou segundos.

O presidente tem de dar o exemplo e informar o que recebe e quanto recebe para dirigir o clube. Hoje sabemos que é possível um presidente de clube ter um salário, mas isso tem de ser aprovado pelo Conselho Deliberativo. Se não for, o presidente terá de se sujeitar a doar três anos de sua vida ao Santos, pois esta será a única forma de atingir essa transparência e credibilidade. Do contrário, persistirá essa situação indefinida em que todos sabem que o presidente recebe, mas não se sabe quanto e nem como.

Locais dos jogos – Artista tem de ir onde o povo está
Ignorar uma cidade onde tem 1,2 milhão de torcedores vai contra todos os mais elementares princípios de marketing. Por isso é vital um revezamento entre Vila Belmiro e Pacaembu. A política tem de ceder lugar a um planejamento mercadológico que aumente a participação santista no mercado brasileiro e internacional do futebol.

Construir um estádio caro em uma região onde mantém uma baixa média de público é totalmente desaconselhável. Os exemplos estão aí. Se o alvinegro da capital, com aporte de dinheiro público e o comparecimento em massa de seus torcedores, vê sua dívida alcançar quase dois bilhões de reais devido ao seu novo estádio, por que o Santos precisa incorrer no mesmo erro? É inadmissível que o presidente Modesto Roma continue em tratativas para construir um estádio que só ele quer, um estádio que não tem um planejamento realista, um patrocinador conhecido e nem condições de pagamentos aceitáveis. Enfim, uma loucura.

Torcedor no estádio – Chega de sofrimento
O amigo Rachid Bourdoukan tem mostrado, em inúmeros vídeos, como o torcedor santista é maltratado nos estádios. Um dos problemas é a falha na venda antecipada de ingressos, com pouquíssimos pontos de venda quando os jogos são na capital paulista, e a determinação absurda de não se aceitar cartões de crédito para a compra desses ingressos. Isso provoca as filas, acirra os ânimos, gera desconforto e até violência. É muito fácil resolver isso. Basta querer.

A pequena taxa que se pagará pelo uso do cartão de crédito será compensada por um número maior de torcedores nos estádios, pela agilidade, segurança e tranquilidade para quem for aos jogos. Não dá mais para vender ingressos apenas em dinheiro vivo. Isso é pré-histórico.

Relação com a tevê – É preciso comprovar a força do Santos
Assim como no trabalho para a elaboração do Dossiê, a relação do Santos com a televisão tem de ser fundamentada em estudos sérios empreendidos pelo próprio clube. Não se pode aceitar as pesquisas de torcida da forma como são feitas, pois deixam muitos buracos, principalmente com relação à importância de cada mercado e ao poder aquisitivo dos torcedores.

O Santos tem, no mínimo, a quinta torcida do Brasil e a quinta torcida nas regiões mais ricas do País. Seu Ibope mostra isso e esse fato tem de ser mostrado e comprovado para que sua cota de tevê seja redimensionada.

Programa de associados – Todo santista que quiser, será sócio
Se somos bombardeados todos os dias por telefonemas de telemarketing oferecendo produtos que não significam nada para nós, imagine se o clube tivesse um programa permanente de captação de sócios, com planos e valores diversos que pudessem atrair santistas de todo o Brasil? E isso é plenamente possível, pois já é praticado por grandes clubes europeus, conforme me confirmou o especialista Amir Somoggi, que está conosco nesse movimento.

Haverá um grande programa de recompensas materiais para os sócios, o que exigirá que esse se torne um dos principais departamentos do clube. Porém, não há qualquer dúvida de que será bem sucedido e poderá, em dois anos, fazer o Santos superar a marca de 100 mil associados.

Uma das primeiras medidas nessa área, caso o movimento Por um Santos melhor vença as eleições, é promover uma ampla anistia a todos os sócios devedores. A ideia nunca será punir ninguém, mas atrair ao clube todos aqueles que querem participar e já participaram dele.

Lojistas e parceiros – Santos tem de estar mais presente
Crescem as escolinhas e as lojas de outros clubes porque essas agremiações têm dado mais apoio aos seus parceiros. Lojas e escolinhas de futebol são verdadeiras embaixadas do Santos e devem ser auxiliadas para crescer e atrair os santistas da região. Esse relacionamento do clube com seus parceiros tem de ser revisto e melhorado. O Santos tem sido negligente nesse aspecto.

Agilidade, modernidade – Aprimorar os métodos
Hoje, desde a área burocrática, até a procura por novos valores do futebol, os clubes de ponta contam com métodos e programas modernos que podem agilizar, facilitar e melhorar esse trabalho. Clubes europeus já usam um aprimorado sistema de inteligência para detectar oportunidades no mercado de jogadores. Isso tem de ser feito no Santos.

Comunicação – Uso da Internet
A comunicação é uma das áreas do Santos de melhor rendimento. Mesmo assim, porém, pode ser muito aprimorada. O uso da Internet para transmitir programas exclusivos e jogos do time deve ser intensificado. Mesmo quando houver empecilhos contratuais para a transmissão de jogos do time profissional, haverá a possibilidade de se divulgar e transmitir o futebol de base, o feminino, futsal, o de praia etc.

Endomarketing – Ninguém gosta do que não conhece
Volta e meia nos decepcionamos com entrevistas de jogadores do Santos que não conhecem a história e a grandeza do clube. Isso precisa mudar já. Todos os garotos da base, os funcionários do clube e os profissionais contratados para o futebol precisam assistir a palestras e receber livros, filmes e impressos que mostrem os grandes feitos santistas. Além disso, os profissionais da comunicação terão de estar bem informados para monitorar as entrevistas de técnicos, jogadores e de todos que falarem para a imprensa em nome do clube.

Trabalho de base – Força total aos Meninos da Vila
Sua vocação fez com que o Santos transformasse suas equipes infanto-juvenis em grife. Meninos da Vila se tornaram uma marca mundial e têm salvado o clube em seus momentos de aperto. As vendas dos passes de Geuvânio e Gabriel equilibraram as finanças da administração atual, assim como as vendas de outros Meninos do passado salvaram outras administrações. Por isso mesmo é essencial que o clube invista na captação de jovens por esse Brasil afora. Devemos defender a construção ou o aprimoramento de um novo CT para a base e métodos mais eficazes de seleção e treinamento. Não se pode permitir a ingerência de empresários na base do Santos.

Torcidas organizadas – A torcida da paz
Creio que as torcidas organizadas santistas possam ser aliadas do plano de marketing do Santos, desde que se comprometam a se unir em uma campanha permanente pela paz nos estádios e jamais promovam brigas e arruaças, ao mesmo tempo que usem os jogos para divulgar o clube positivamente. Esse é um tema delicado, mas penso que devemos ter boa vontade com as torcidas do Santos e encontrar a melhor maneira de fazer com que sejam aliadas do clube, mantendo a sua independência política.

Democracia – Chega de ditadores de ocasião
Na prática, o Santos não tem sido uma democracia plena. Boa parte dos sócios são impedidos de votar, pois o clube ainda não autorizou o voto à distância. Há um Conselho Deliberativo, mas a direção atual passa por cima dele constantemente, e quando tem as suas contas reprovadas dá um jeito de apelar e empurrar o problema para a frente.

Hoje o clube vive uma sob uma oligarquia, uma amigocracia que faz o que quer sem dar satisfações a ninguém. É preciso que o poder de fiscalização do Conselho Deliberativo seja restaurado, que a votação à distância seja sacramentada e que a questão da reeleição seja bem discutida. Creio que o melhor seja o presidente não poder ser reeleito, mas isso deve ser analisado com calma.

Bem, estes são alguns pontos básicos. Provavelmente há outros e o assunto está lançado para servir de ampla discussão. Fique à vontade para opinar.

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Ano Novo, livros mais baratos. Aproveite!
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Na foto acima estou com o amigo Ademir durante o lançamento da nova edição de Time dos Sonhos, no Museu Pelé. Ah, esqueça esse banner aí em cima do blog. No Brasil de hoje todos os preços aumentam, mas aqui no Blog do Odir os preços diminuem. E ainda tem um super brinde: a compra dos livro Time dos Sonhos ou Segundo Tempo, de Ídolo a Mito, dá direito às versões eletrônicas de três obras esgotadas em papel: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time, enviadas para o seu e-mail.

Confira:
Time dos Sonhos – A história completa do Santos até o título brasileiro de 2002.
Livro de 528 páginas por apenas 44 reais, mais o frete que a PagSeguro calcula para você. Livro segue com a dedicatória exclusiva do autor e, de brinde, três livros eletrônicos serão enviados para o seu e-mail: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time.
Dossiê – Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959.
Obra de 325 páginas, em papel couchê, que resgatou os primeiros campeões brasileiros, documento produzido por José Carlos Peres e Odir Cunha. Apenas 38 reais, mais o frete. Segue com a dedicatória de Odir Cunha.
Pelé – Segundo Tempo, de Ídolo a Mito
Livro de arte magnífico, de capa dura e 320 páginas, do editor Marco Piovan, do diretor de arte Clero Junior e do escritor Odir Cunha. Por apenas 65 reais mais o frete. Segue com dedicatória do autor e, de brinde, três livros eletrônicos serão enviados para seu e-mail: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Obra mostra as dificuldades que Pelé superou para se tornar o Rei do Futebol.
Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Livro de auto-ajuda de 184 páginas em que Odir Cunha fala de como superou graves dificuldades financeiras e descobriu a alegria de viver mesmo sem dinheiro. Apenas 19 reais mais o frete. Segue com a dedicatória do autor.
Sonhos mais que possíveis
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