Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Month: fevereiro 2017 (page 1 of 3)

Invencibilidade na Vila


O Santos jogou mal, mas ganhou do Botafogo por 2 a 0, na Vila. Dessa vez Thiago Maia foi o melhor do time. Os piores foram Zeca e Leandro Donizete. Uma curiosidade é que o público foi de 5.208 espectadores, parecido com o do sábado passado, quando o Santos perdeu da Ferroviária, e teve 5.655 pagantes. Porém, o clássico Flamengo e Vasco, em Volta Redonda, só teve 5.484 pagantes. O que esses números significam?
Eles significam que cidades menores, como Santos e Volta Redonda, seguem um padrão e, em determinadas circunstâncias, geram públicos parecidos para o futebol. Detalhes: Volta Redonda tem 263 mil habitantes e está a 137 quilômetros do Rio de Janeiro, enquanto Santos tem pouco mais de 400 mil habitantes e está a 72,9 quilômetros da capital paulista, o maior reduto de santistas. Assim, tudo indica que o número de torcedores de um jogo está mais ligado à quantidade de habitantes da cidade em que este é realizado do que a qualquer outro fator.

Invencibilidade na Vila

Meus amigos e minhas amigas, podemos discutir qualquer aspecto do futebol, entrar até em religião, política e sexo, mas acho que numa coisa todos nós concordamos: a vitória nos aproxima e nos torna seres humanos melhores. Por isso, queremos, e muito, um triunfo neste sábado, às 17 horas, na Vila Belmiro, contra o terrível Pantera que vem de Ribeirão Preto. Perder duas vezes seguidas na Vila, em Campeonato Paulista, já foi algo raro e inominável. Agora, é mais fácil cair um asteroide na Avenida Paulista neste sábado do que o Alvinegro Praiano conhecer novo dissabor em seu alçapão.

O amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo Departamento de Memória e Estatística do Santos, me lembra, ou nos lembra, que a última vez que o Glorioso Alvinegro Praiano perdeu dois jogos consecutivos no Urbano Caldeira, pelo Paulista, ocorreu há mais de 24 anos, em novembro de 1992, quando no dia 14 foi derrotado pela Portuguesa de Desportos por 3 a 1 e no dia 28 perdeu para a Ponte Preta por 2 a 1.

No primeiro jogo o técnico santista era Geninho, no segundo, Dé. O Santos que perdeu da Portuguesa jogou com Sérgio, Dinho, Júnior, Luiz Carlos e Flavinho; Axel, Ranielli e Edmar (Serginho Fraldinha); Almir, Guga e Marcelo Passos. O técnico da Lusa era José Poy e o da Ponte, Wanderley Luxemburgo, ainda com dabliu e ipsilon.

O Santos deve entrar em campo neste sábado com Vladimir, Victor Ferraz, Cleber, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Vitor Bueno; Thiago Ribeiro, Copete e Ricardo Oliveira.

Sobre essa escalação devo dizer que Dorival Junior tem perdido a oportunidade de experimentar Matheus Ribeiro na lateral direita, colocar um zagueiro mais alto e transferir o Yuri para o meio e começar o jogo com Bruno Henrique e Kayke. Se não der certo, vai tirando, mas os caras foram contratados para jogar.

E você, o que acha disso?

O livro do Muller

muller e olivieri Muller e Olivieri, o seu biógrafo.

O companheiro Anderson Olivieri está lançando uma campanha de crowdfunfing (financiamento coletivo) para editar a biografia de Muller, um jogador que teve ótima passagem no Santos em 1997 e primeiro semestre de 1998. Lembro-me que na época o Muller, mesmo já veterano, jogou tão bem que foi lembrado para a Seleção Brasileira (mais um que o Santos recuperou).

Depois, como comentarista, Muller dizia sempre o que o adversário do Santos tinha de fazer para vencer, o que atrapalhou a boa imagem que eu tinha dele. Porém , o Olivieri é bom e seu livro mergulhará fundo naquele Santos de 1997/98, que saiu da fila, sim.

Para quem quiser participar da campanha, o link é esse:
Clique aqui para ver a campanha da biografia do Muller

Promoção de aniversário

Se você está pensando em comprar algum livro na Livraria deste blog, peço que espere até o começo de março. Em homenagem aos 105 anos do nosso Santos farei uma promoção que começará em março e terminará só no final de abril. Só não conhecerá a história do Santos até o título de 2002, lendo Time dos Sonhos, ou não terá o Dossiê unificação dos títulos brasileiros quem não quiser.

Quer ser jornalista? Tem de ler esse:

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Fluência. É isso que falta


Será que é difícil chutar assim, atacantes do Santos?

Fiquei de fazer um post analisando a situação do Santos, e como estou com a cabeça voltada para as excursões internacionais do Alvinegro Praiano nos anos 60, devido ao livro que escrevo em parceria com o amigo Marcelo Fernandes, a tarefa não me parece tão difícil. É só lembrar o que dava certo naquele grande Santos para se chegar à conclusão de que o que falta no Santos atual é fluência.

“Espere aí, Odir”, dirão meus críticos, e não são poucos. “Fluência é um termo muito vago. Você quer dizer incompetência, intransparência, ou qualquer outra “ência” mais objetiva?” Sim e não, responderei. Fluência envolve isso tudo. Mas, para evitar maiores delongas, vou ao ponto.

Veja, querido e querida santista, que o Santos de Athié, Lula, depois de Antoninho, fluía naturalmente. Aliás, fluência quer dizer exatamente o que flui, é natural e espontâneo. Há uma atitude que pressupõe outra consequente, e mais outra e outra. Quanto os atos têm consequências lógicas, fluem e nos dão uma sensação de confortável previsibilidade. Se o processo natural é interrompido, fica a sensação desagradável de incompletude.

Como isso se manifesta no futebol? Olha, é o caso do jogador que faz uma partida bem, ou está em uma sequência boa, e é tirado do time e não volta mais. Ou, caso inverso, do perna de pau que está sempre afundando a equipe, mas é sempre escalado. São coisas que deixam o torcedor, com o perdão da palavra, com o saco na lua (no caso dos torcedores masculinos, claro).

Assim, quando o goleiro Lalá veio do Ferroviário para o Santos, em 1959, já foi integrado à delegação que viajou para a Europa e entrou como titular contra grandes clubes europeus, chegando a conquistar o Troféu Teresa Herrera. O mesmo ocorreu com Orlandinho, ponta-direita do Comercial de Ribeirão Preto, que chegou ao Santos no começo de 1968 e imediatamente viajou com o time para participar do Octogonal do Chile, ajudando a equipe a ser campeã do torneio.

O que quero dizer com isso? Que se o jogador era contratado, era porque merecia a confiança da diretoria e do técnico. Não tinha de esquentar banco. Se não desse certo, iria para a reserva, entraria só de vez em quando e no final do ano seria negociado. Mas, antes disso, teria sua chance. O Santos não ficava com jogadores encostados, como hoje é o caso de tanta gente no elenco. Isso é falta de fluidez.

Foi contratado? Tem de ter as suas chances. Jogou bem? Fica. Não está conseguindo render o esperado? No ano seguinte não estará mais na Vila Belmiro. Isso se chama fluidez, a maneira lógica e justa de administrar um elenco. O que está ocorrendo no Santos, hoje, é uma verdadeiro bagunça.

O técnico Dorival Junior pede contratações nominais, não dá oportunidade ou encosta os jogadores que ele mesmo pediu, e quando o clube pretende negociá-los, casos de Rafael Longuine e do próprio Léo Cittadini, interfere e pede que os jogadores continuem no clube. Ora, essa falta de decisão do técnico incha o elenco, faz o Santos pagar uma fortuna de salários, divide os jogadores em vários igrejinhas e o time não anda.

O grande Santos tinha 18 jogadores, só. E jogava bem mais do que o atual. Você sabe quantos o atual tem? Vinte e cinco? Trinta? O número é incalculável, já que tem muita gente encostada, recebendo salário para não jogar. É o cúmulo do desperdício de dinheiro, de energia e de falta da famosa fluidez.

Agora leve esse conceito para os atos da direção do clube e veja como essa mesma espontaneidade faz falta. Aqui abro um parêntese para dizer que não pode haver naturalidade sem verdade, sem sinceridade. O natural é o óbvio, o que obedece ao inconsciente coletivo do santista. Por que o Pacaembu atrai 24 mil torcedores em um domingo de sol a pino e a Vila Belmiro, em uma agradável noite tropical, não chega a seis mil assistentes? Nem, vou responder, deixarei a pergunta no ar para que as pessoas sintam o quanto é antinatural se pensar em uma arena em Santos.

Na verdade, ninguém está pensando nessa arena, só o presidente, porque ele não segue o pensamento coletivo do santista, só o seu. Uma arena sem espectadores, o que será? Um elegante ou um baleia branca? Ainda bem que quase todos os santistas não acreditam na história da arena do Modesto, como jamais acreditaram na do superávit, pois já perceberam que para essa gestão vale tudo, mesmo as mentiras mais cabeludas, apenas para continuar sugando até a última gota do pobre Alvinegro Praiano, que consideram propriedade sua.

Uma mentira é algo que destrói a fluência de qualquer comunicação, de qualquer projeto, de qualquer relação entre o clube e o associado, entre o time e o torcedor. Não culpo apenas os jogadores pela situação depressiva em que o Santos entrou nesse início de 2017. Sei que têm, sim, sua responsabilidade, mas também estão sendo usados por uma gestão sem… sem… sem… digamos, sem fluência.

E você, o que pensa sobre isso?

A seguir, dois livros meus sendo lançados. O do Guga, que escrevi com o amigo Ricardo Lay, nesta quinta-feira na Livraria Travessa, do Rio de janeiro. E o Lições de Jornalismo, dia 14 de março, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Convite-Guga

Convite - Lições de jornalismo


Hora de pôr ordem na casa

A derrota para a humílima Ferroviária, na Vila sagrada, ainda ribomba nas nossas cabeças. É óbvio que há muita coisa errada no Santos e é natural que o torcedor se preocupe com a sorte do time na Copa Libertadores, a competição mais importante de 2017 (fora o Mundial, claro).

Não finjamos o contrário, por favor. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, todos os títulos têm a sua importância, mas a Libertadores vale mais, até porque pode colocar o Santos em um patamar acima de todos os outros clubes brasileiros.

Porém, se a equipe tem dificuldades em sua própria casa, o que esperar do Glorioso Alvinegro Praiano em 9 de março, uma quinta-feira à noite, quando iniciará a competição sul-americana de clubes enfrentando o respeitável Sporting Crystal, do Peru, em Lima?

Se o clima entre diretoria e comissão técnica, comissão técnica e jogadores, jogadores e torcida não melhorar, será mais sensato tirarmos o cavalinho da chuva, ou o peixe do mar, pois nem passaremos da primeira fase da Libertadores. Digo nós porque o momento é de união entre os santistas.

Um espírito de porco pode dizer: “Mas Odir, se o Santos for campeão da Libertadores, você jamais será eleito presidente do clube”. Pois eu respondo: ser campeão da Libertadores em 2017 é de importância fundamental para a história do Santos, perto desse feito quem será o próximo presidente santista não tem importância.

E como a gente critica, mas sugere soluções, apelo para que o presidente Modesto Roma, a direção de futebol, o técnico Dorival Junior e a comissão técnica tenham uma longa reunião para detectar o que está havendo e estabelecer metas e compromissos. Depois, que outra reunião, entre a direção do clube e os jogadores, seja realizada.

É preciso botar para fora tudo que está engasgando todo mundo. Sem lavar a roupa suja e colocar ordem na casa, o Santos vai passar um ano difícil. Não é hora de beicinho, nem de mimimi, nem de mentiras ou desculpas. Quem estiver incomodado, peça para sair. O time está diante de seu maior desafio desde 2012. É hora de ser forte, determinado, corajoso e de fazer jus a ser lembrado, para todo o sempre, na história do Santos e do futebol.

Sete providências recomendadas

1 – Priorizar a Libertadores, Usar o Campeonato Paulista para testar e dar ritmo a todos os contratados e aos garotos da base, mas não estafar os titulares absolutos nos jogos do Estadual.

2 – Criar um sistema de jogo mais precavido para os jogos fora de casa. Que Dorival e seu filho não se iludam. Fora de casa o bicho vai pegar. Mesmo o grande Santos, no seu melhor ano, que foi 1962, empatou em 1 a 1 tanto com o Cerro Porteño, em Assunção, quanto com a Universidad Católica, em Santiago, e só ganhou do Deportivo Municipal, da Bolívia, por 4 a 3, porque virou ao final da partida, após estar perdendo por 3 a 2.

3 – Escolher jogadores com espírito de Libertadores, ou preparar o espírito de quem for escolhido. Além de ter calma, será preciso inteligência, além de tranquilidade para não revidar ao ser provocado, e nem afrontar o árbitro.

4 – Oferecer um bom prêmio em dinheiro a cada jogador em caso de título. Sabemos que eles já ganham bem, mas é uma regra de mercado. Todos os outros clubes motivam, o Santos não pode deixar de fazê-lo.

5 – Ficar atento às arbitragens. Há muito direcionamento nas arbitragens do campeonato sul-americano de clubes.

6 – Promover uma pacificação com a torcida. Se não houver o famoso pacto, o ambiente se degringolará e os jogadores, em vez de motivados, se sentirão enojados e temerosos. Se não der para ganhar o Paulista, dane-se, o que importa é a Libertadores.

7 – O jogador deve encarar cada partida da Libertadores como se fosse a última de sua vida. Para ter força, deve lembrar dos ídolos do passado e se espelhar neles. Enfim, fazer jus a vestir essa camisa.

O quarto título da Libertadores colocará o Santos como o time brasileiro mais vitorioso em competições internacionais. É uma meta difícil e ousada, mas, como diz o outro, se não for para sonhar, é melhor nem viver.

E você, o que acha disso?

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Crise de comando

Desculpem-me mas nem vou analisar uma derrota na Vila Belmiro para a Ferroviária treinada por um técnico de futsal diante de 5.500 testemunhas em uma maravilhosa noite de sábado. As evidências dizem tudo. Só gostaria de lembrar que:

Quando os jogadores não queriam jogar no Pacaembu, o presidente e a diretoria acharam ótimo, porque preferem o Santos só para Santos, ou melhor, só para eles.

Quando o técnico e os jogadores se recusaram a fazer a pré-temporada nos Estados Unidos, ou em Marrocos, alegando desgaste excessivo, a presidência e a diretoria também aceitaram.

Quando, em 2015, resolveram sacrificar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro para se poupar para a final da Copa do Brasil, a presidência e a diretoria se calaram.

Era evidente que haveria problema na primeira vez em que os jogadores fossem contrariados, o que ocorreu com a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas.

Agora, a presidência e a diretoria do Santos estão em uma sinuca de bico, pois as opções são as seguintes:

Limpar o elenco dos jogadores indisciplinados e paneleiros.

Contratar de novo o Sérgio Dimas e se desmoralizar.

Substituir o técnico Dorival Junior por um que tenha mais personalidade, mas aí a crise entre o técnico e os jogadores será ainda maior.

Dirigir o clube com isenção e profissionalismo e fazer o que é melhor para o Santos, não para o grupo que se apossou do clube.

E pior disso tudo é que a Copa Libertadores está logo aí. Ou a presidência e a diretoria agem com liderança e responsabilidade, ou a vaca vai pro brejo.

Qual é a sua opinião sobre isso?

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Costas do Victor Ferraz

Meu amigo e minha amiga, a Ferroviária, que enfrenta o Santos neste sábado, às 19h30, na Vila Belmiro, é um perigo. Digo isso porque o seu técnico, o PC de Oliveira, é novo no ramo e, como todo técnico novo, certamente não gosta de inventar. Fará o que é o óbvio ululante, o que quer dizer que, a exemplo do São Paulo, no meio da semana, forçará suas jogadas de ataque nas costas do Victor Ferraz.

Vê-se até pelo porte físico do nobre PC, um tanto acima do peso, que ele não é de correr no campo e nem está acostumado com a rotina dura dos treinamentos no futebol. Por isso, por ser um principiante no cargo, é evidente que não criará fórmulas mirabolantes para tentar vencer o Santos no Urbano Caldeira. Se conhece alguém no São Paulo e lhe perguntou o que o tricolor fez para ganhar na quarta-feira, já deve ter ouvido a resposta: jogar nas costas do Victor Ferraz.

Um detalhe é que o simpático PC de Oliveira é técnico da Seleção Brasileira de Futsal, ou seja, é novato no futebol de campo, mas sabe como ninguém explorar aqueles espaços exíguos que surgem nas quadras do futsal. Imagine, então, caro leitor, e cara leitora, o homem vislumbrando aquela verdadeira Avenida Paulista, aquela Ana Costa ampliada que convencionamos chamar costas do Victor Ferraz.

Mesmo que não tenha assistido à partida, mas que puxe papo com uma criança em fase pré-escolar em um sítio perdido na zona rural de Araraquara, ainda assim ouvirá do pequerrucho, ou da pequerrucha, que qualquer um sabe que a manha para ganhar do Santos, na Vila ou em qualquer outro lugar, é jogar nas costas do Victor Ferraz.

Se o buraco por ali já era grande, ficou maior agora que o professor Dorival Junior resolveu criar uma versão tupiniquim da laranja mecânica, que poderia se chamar meio jerimum mecânico. Meio porque funciona mais ou menos bem do centro do campo para a frente, mas é uma lástima do centro para trás. É mais ou menos aquela história do neurocirurgião que se formou por correspondência e só sabe abrir a cabeça do paciente, mas não sabe fechá-la. Dorival deve pensar: meu time é ótimo com a bola no pé, quando a perde não é problema meu. O que tenho a ver com as costas do Victor Ferraz?

Na verdade, só por ter sido escolhido como capitão da equipe já se percebe que esse rapaz tem as costas quentes. Por outro lado, tem também as costas largas para suportar toda essa pegação no pé. Afinal, para quem é titular absoluto no Santos há tanto tempo, para quem joga mais no ataque do que na defesa e já marcou… já marcou… quantos gols ele já marcou pelo Santos, mesmo? Bem, não importa. Para quem tem a dupla missão de defender e atacar, além de trotar cientificamente pelo campo para enganar o adversário, talvez seja injusto destacar que a única tática de todos os adversários que têm enfrentado o Santos nos últimos dois anos seja jogar nas costas do Victor Ferraz.

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