Meu amigo e minha amiga, a Ferroviária, que enfrenta o Santos neste sábado, às 19h30, na Vila Belmiro, é um perigo. Digo isso porque o seu técnico, o PC de Oliveira, é novo no ramo e, como todo técnico novo, certamente não gosta de inventar. Fará o que é o óbvio ululante, o que quer dizer que, a exemplo do São Paulo, no meio da semana, forçará suas jogadas de ataque nas costas do Victor Ferraz.

Vê-se até pelo porte físico do nobre PC, um tanto acima do peso, que ele não é de correr no campo e nem está acostumado com a rotina dura dos treinamentos no futebol. Por isso, por ser um principiante no cargo, é evidente que não criará fórmulas mirabolantes para tentar vencer o Santos no Urbano Caldeira. Se conhece alguém no São Paulo e lhe perguntou o que o tricolor fez para ganhar na quarta-feira, já deve ter ouvido a resposta: jogar nas costas do Victor Ferraz.

Um detalhe é que o simpático PC de Oliveira é técnico da Seleção Brasileira de Futsal, ou seja, é novato no futebol de campo, mas sabe como ninguém explorar aqueles espaços exíguos que surgem nas quadras do futsal. Imagine, então, caro leitor, e cara leitora, o homem vislumbrando aquela verdadeira Avenida Paulista, aquela Ana Costa ampliada que convencionamos chamar costas do Victor Ferraz.

Mesmo que não tenha assistido à partida, mas que puxe papo com uma criança em fase pré-escolar em um sítio perdido na zona rural de Araraquara, ainda assim ouvirá do pequerrucho, ou da pequerrucha, que qualquer um sabe que a manha para ganhar do Santos, na Vila ou em qualquer outro lugar, é jogar nas costas do Victor Ferraz.

Se o buraco por ali já era grande, ficou maior agora que o professor Dorival Junior resolveu criar uma versão tupiniquim da laranja mecânica, que poderia se chamar meio jerimum mecânico. Meio porque funciona mais ou menos bem do centro do campo para a frente, mas é uma lástima do centro para trás. É mais ou menos aquela história do neurocirurgião que se formou por correspondência e só sabe abrir a cabeça do paciente, mas não sabe fechá-la. Dorival deve pensar: meu time é ótimo com a bola no pé, quando a perde não é problema meu. O que tenho a ver com as costas do Victor Ferraz?

Na verdade, só por ter sido escolhido como capitão da equipe já se percebe que esse rapaz tem as costas quentes. Por outro lado, tem também as costas largas para suportar toda essa pegação no pé. Afinal, para quem é titular absoluto no Santos há tanto tempo, para quem joga mais no ataque do que na defesa e já marcou… já marcou… quantos gols ele já marcou pelo Santos, mesmo? Bem, não importa. Para quem tem a dupla missão de defender e atacar, além de trotar cientificamente pelo campo para enganar o adversário, talvez seja injusto destacar que a única tática de todos os adversários que têm enfrentado o Santos nos últimos dois anos seja jogar nas costas do Victor Ferraz.

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