O problema do sistema idealizado pelo técnico Dorival Junior para o Santos em 2017 é que existem adversários, e que estes também pegam na bola e atacam, e quando atacam dão de cara com a defesa do Santos arreganhada, com buracos nas extremas e no meio e ainda marcando em linha. O São Paulo de Rogério Ceni tem seus méritos por vencer, de virada, na Vila Belmiro, por 3 a 1, mas do jeito que está jogando o Santos não passará um jogo sem sofrer gols, e mais de um. Em três jogos no Campeonato Paulista, já foram sete gols sofridos, um pouco mais de dois por jogo.

Mas enquanto o São Paulo ficou atrás e o Santos teve espaço para tocar a bola no campo do adversário, parecia até o Barcelona, como queria Dorival. O Alvinegro Praiano inaugurou o marcador aos 10 minutos, com Copete completando jogada sensacional de Vitor Bueno, e ainda teve outras oportunidades. Mas aos poucos o São Paulo perdeu o medo, passou a tocar mais a bola no campo do Santos e começou a perceber os incríveis buracos na defesa santista.

Aos 36 minutos Zeca cometeu pênalti bobo em Gilberto e Cueva bateu para empatar. Zeca não precisava fazer a falta, só pular junto para a cabeçada. Aos 10 minutos do segundo tempo, repetindo o que já fizera contra o Red Bull, Lucas Lima perdeu a bola no meio de campo e proporcionou um contra-ataque que a avenida Ana Costa no meio da defesa do Santos ajudou a transformar em gol do adversário. Aos 27 minutos, em novo contra-ataque que pegou a defesa santista novamente esburacada, Luiz Araújo, que já fizera o segundo, fez o terceiro do São Paulo.

Há jogadores santistas que merecem ressalvas, sim, pois não jogaram bem, alguns talvez jamais consigam jogar realmente bem, mas o maior culpado pela derrota do Santos foi o técnico Dorival Junior e seu esquema suicida. Menos mal que a derrota ocorra no início do ano e no Campeonato Paulista. Se fosse na Copa Libertadores, um revés desses, na Vila Belmiro, poderia colocar o sonho do tetracampeonato a perder.

Lembro ao ilustríssimo técnico que Libertadores não se ganha com ataque, mas sim com a defesa. Muricy Ramalho levou o Santos ao tricampeonato depois que fez o time marcar atrás da linha da bola. A equipe segurou empates sem gols no México e em Montevidéo que se tornaram decisivos. Se quiser manter esse esquema contra os gringos, o Santos sofrerá gols e não conseguirá furar a retranca e a catimba adversárias. Só um técnico muito ingênuo jogaria uma competição dura como a Libertadores com um sistema tático desses.

Não dá para inventar em um ano tão importante para a história do Santos. O negócio é jogar no 4-3-3 mesmo e lutar pelos pontos de cada dia. Esse contra o São Paulo não era um jogo para perder. Fizesse a tática feijão com arroz e o time ganharia sozinho, pois é mais experiente do que o do São Paulo e tinha o ótimo apoio de 11.320 pagantes.

Acabamos vendo um técnico iniciante, como Rogério Ceni, fazer as substituições certas, motivar a equipe com a atitude correta e sair da Vila Belmiro com uma vitória incontestável. A entrada de Luiz Araújo no lugar de Neilton ainda no intervalo – algo que Dorival Junior jamais faria – se tornou decisiva.

É preciso ter coragem para substituir, para testar os contratados, para colocar no banco quem não está jogando bem ou se acha o dono do time. Que me desculpem os fãs desses rapazes, mas Thiago Maia tropeça na bola, assim como Rodrigão; Leandro Donizete é lento e Victor Ferraz gira, gira, e não faz nada de produtivo. Por sua vez, Lucas Lima joga só pra ele. Se não testar outros jogadores no Campeonato Paulista, quando o professor os testará? Em um jogo fora de casa pela Libertadores?

Bem, mas ainda há muito futebol em 2017 e espero que Dorival Junior e sua trupe tenham a humildade de perceber que o sistema que estão querendo implantar no Santos é suicida e fará o time ser eliminado precocemente da Libertadores, além de não vencer nenhuma competição que disputar este ano.

Escalação e notas dos jogadores do Santos
Vladimir(5), Victor Ferraz (3), Lucas Veríssimo (4), Yuri (5) e Zeca (4); Leandro Donizete (3) (Bruno Henrique |(4, pela vontade), Thiago Maia (2,5) e Lucas Lima (4) (Thiago Ribeiro (3); Vitor Bueno (6,5), Copete (5,5) e Rodrigão (4) (Kayke (sem nota). Técnico: Dorival Junior (1)

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