Nessa vitória de 3 a 1 sobre o Novorizontino deu para perceber que há jogadores reservas que poderiam ser mais aproveitados, tais como Jean Motta, Rafael Longuine e Kayke. Este último marcou dois gols e mostrou muita mobilidade. Por outro lado, Matheus Ribeiro e Léo Cittadini jogaram abaixo do que se pode esperar de reservas do Santos. Sábado começa a disputa das quartas de final, contra a Ponte Preta, em Campinas.

preto no branco - filme
Ontem à noite, no Cine Belas Artes, aconteceu a pré-estreia do filme Preto no Branco, o Clássico do Século, que com belas imagens e uma edição fantástica conta a história do grande jogo Santos e Corinthians. Participei do filme, assim como o historiador Plínio, do Corinthians, o conselheiro santista Carlos Cunha, e outros. Uma ideia genial do diretor Kim Teixeira, que na foto é o que aparece de pé, bem no centro. Em outro post falarei mais desse filme produzido pela Limonada Suíça, com coprodução da Canal Azul, pois mistura as artes populares do rap e do futebol de uma maneira harmoniosa, envolvente e emocionante. Saí de lá com a certeza de que podemos ser rivais, sim, mas sem ser inimigos, que um complementa o outro, que assim como o Corinthians é importante para o Santos, o Santos é essencial para o Corinthians. Preto no Branco, Branco no Preto. Se puder, assista. Você vai gostar.


Participação especial dos rappers Ice Dee, Xis, Criminal D e Fernandinho Beat Box, alvinegros da Vila e do Parque, que se misturam para cantar a história desse embate, em clima de paz e bom humor. Um detalhe: quando eu apareço nesse trailer dizendo que o Santos tinha o melhor ataque do Brasil, estou me referindo ao ataque dos 100 gols, de 1927, com Omar, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista. Se estivesse falando de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe obviamente diria que se tratava, e ainda se trata, do melhor ataque da história.

Desde que vença, tudo bem

Mesmo sem seis titulares, poupados pelo técnico Dorival Junior, é aconselhável que o Santos vença o Novo Horizonte hoje, às 21h45, na Vila Belmiro, para ter a vantagem de fazer o segundo jogo das quartas de final em casa e criar possibilidades de também jogar a segunda partida da semifinal diante de seus torcedores.

Com os mesmos 19 pontos da Ponte Preta, o Santos terminará essa fase atrás da rival caso esta vença o Palmeiras, em Campinas, e o Santos não consiga o mesmo diante do Novo Horizontino. A lógica indica que o Santos vencerá, e a Ponte, mais enfraquecida este ano, alcance no máximo o empate. Porém, para não depender de outros resultados, o Alvinegro Praiano precisa mesmo é da vitória.

Sem Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo,Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, Dorival deve escalar o time com Vanderlei, Matheus Ribeiro, Cleber, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete e Vitor Bueno; Copete, Kayke e Vladimir Hernández.

As dúvidas que devem afligir a muitos santistas são:

Se Yuri é um quebra-galho na zaga, por que não escalar o argentino Fabián Noguera? E se a ideia é não colocar mais o gringo para jogar, por que relacioná-lo para o jogo?

Se o goleiro João Paulo é o terceiro reserva, por que não foi ao menos relacionado? Caso não haja nenhuma confiança no rapaz, por que mantê-lo no elenco?

Se Jean Mota e Rafael Longuine se saíram bem na última vez em que entraram no time, por que não podem começar o jogo agora?

Por que o Santos precisará de dois volantes – Leandro Donizete e Thiago Maia – contra um time que, previsivelmente, irá à Vila Belmiro para se defender? Isso não é queimar uma substituição logo de cara?

Não seria melhor colocar LD ou TM e depois substituir um pelo outro?
Pelo que foi pago por seu passe, Kayke tem de jogar, claro, mas a verdade é que o torcedor quer ver mesmo o jovem atacante Arthur Gomes.

Os atacantes Rodrigão, com inflamação no pé direito, e Bruno Henrique, gripado, estão fora do jogo. Thiago Ribeiro está relacionado.

O Novo Horizontino, que já está classificado e nas quartas enfrentará o Palmeiras, deverá ser escalado pelo técnico Silas Pereira com Michael, Moacir, Domingues, Diego Sacoman e Igor; Doriva, Jéci (ou Caíque) e Fernando Gabriel; Cléo Siva, Everaldo e Roberto. A arbitragem será de Salim Fende Chavez, auxiliado por Risser Jarussi Corrêa e Vitor Carmona, todos de São Paulo.

Creio que a possibilidade de o Corinthians não vencer o Linense, no Itaquerão, é pequena, mas o time de Lins vem jogando bem e caso consiga ao menos o empate hoje poderá ajudar o Santos a se tornar o time com a segunda melhor campanha na competição, posição que, se for mantida com os jogos das quartas, dará ao Alvinegro Praiano a vantagem – nada desprezível – de fazer o segundo jogo da semifinal também em casa.

Uma particularidade que ajudou o Santos em quase todas as campanhas que o levaram às finais dos oito mais recentes Campeonatos Paulistas foi jogar os jogos decisivos em casa. Este ano ele tem, até agora, apenas a terceira campanha, o que o faria decidir a vaga para a final no campo do adversário caso a situação não seja mudada nos próximos três jogos. Porém, como os pontos das diversas fases são cumulativos, vitórias hoje, diante do Novo Horizontino, e contra a Ponte Preta, nas quartas, podem devolver-lhe essa vantagem. Torçamos.

E você, o que acha disso?

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A seguir, apresento um artigo de um notável historiador do Esporte Clube Bahia. O amigo Antônio Matos, jornalista e delegado de Polícia, que está finalizando o livro ‘Heróis de 59’, sobre a conquista pelo Bahia da I Taça Brasil, escreve sobre dois ídolos esquecidos do grande Tricolor Baiano.

HENRIQUE E CARIOCA, DOIS ÍDOLOS ESQUECIDOS DO BAHIA
Por Antônio Matos*

Meio desengonçado nos seus quase dois metros, o zagueiro de área Henrique, revelação do campeonato carioca de 1956 pela Associação Atlética Portuguesa, chegou a Salvador em janeiro de 1957, juntamente com o volante Joe, também da Portuguesa, por indicação do treinador Lourival Lorenzi, o ‘Mariposa’.

Vestiu a camisa três do Bahia por quase 10 anos e em 405 jogos. Foi campeão brasileiro de 1959, vice em 1961 e 1963 e conquistou os títulos estaduais de 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962, no primeiro pentacampeonato do clube.

O ‘Gigante de ébano’, apelido cunhado pelo consagrado radialista baiano Carlos Lima, numa referência a cor e ao seu tamanho, era quase imbatível pelo alto e tinha um bom desarme no chão. Nascido em 30 de agosto de 1933, o carioca Henricão se distinguia pela lealdade, jamais utilizando o porte físico para intimidar os adversários.

Para que os torcedores mais novos tenham ideia de quem se tratava, ele lembrava, por ser negro e alto e pelos poucos recursos técnicos que dispunha, os também zagueiros tricolores Advaldo, o ‘NBA’ (1994), e Rafael Donato (2012/2013). Possuia, entretanto, uma garra incomum e um futebol melhor do que os dois juntos.

Na I Taça Brasil, machucado e afastado dos gramados por mais de 70 dias, só entrou no time a partir do primeiro jogo contra o Sport, na Fonte Nova. Na partida decisiva contra os pernambucanos, foi um dos destaques, marcando implacavelmente o perigoso centroavante Osvaldo, artilheiro do Sport, com quatro gols, nos dois primeiros compromissos diante do Bahia.

Formou dupla de zaga com inúmeros companheiros dos mais diversos estilos, a exemplo de Bacamarte, do lendário Juvenal Amarijo, Vicente, Pinheiro, Russo, Gonzaga, Ivan, Pepeu, Hílton, Thiago, Dario e até com a então jovem promessa Roberto Rebouças.

Sob o comando do folclórico treinador Pedrinho Rodrigues, atuou pela Seleção Brasileira, representada por jogadores em atividade no futebol baiano, contra o Chile, em 1957, pela segunda edição da Taça Bernardo O’Higgins. Ficou no primeiro jogo na reserva de Valder, do Fluminense de Feira, substituindo-o no decorrer da partida. No segundo compromisso, já era titular.

Sofrendo de Alzheimer, Henricão atualmente mora no Rio, para onde retornou em maio de 1967, após encerrar a carreira em meio a um sério desentendimento com o presidente Osório Villas-Boas.

Embora mineiro de Ponte Nova, José Paulo de Souza, ponta esquerda inteligente e driblador, era conhecido como Carioca. Participou dos dois primeiros jogos (Bahia 5 x CSA 0, no Mutange, e Bahia 2 x CSA 0, na Fonte Nova) na campanha do time baiano na Taça Brasil de 1959 e foi dele, aos 20 minutos do segundo tempo, o terceiro gol no chocolate aplicado à equipe alagoana, em Maceió.

Revelado pelo Sete de Setembro (Belo Horizonte) e com apenas 22 anos, teve, em maio de 1959, o passe adquirido a peso de ouro ao Cruzeiro.
Uma memorável partida, com direito a ‘baile’ no marcador Leone, num jogo diante do Bahia em Salvador, foi o suficiente para os dirigentes baianos abrirem o cofre e desembolsassem Cr$ 250 mil: Cr$ 150 mil à vista e Cr$ 100 mil equivalentes a renda de um amistoso com o próprio Cruzeiro, na Fonte Nova.

Carioca chegava para ser titular da extrema esquerda, mas uma discussão com o dirigente Benedito Borges mudou seu destino. Transtornado, alegando saudades da família e doença da mulher, voltou – por conta própria e com apenas quatro meses de clube – para Belo Horizonte.

Como a legislação esportiva da época, lastreada em conservadoras resoluções da Confederação Nacional de Desportos (CND), era muito pouco protetiva para os jogadores, o jovem rebelde Carioca teve o contrato suspenso e jamais conseguiu o atestado liberatório.

O Bahia exigia que ele devolvesse os Cr$ 100 mil que recebera de luvas e, como isto não aconteceu, foi obrigado a encerrar precocemente as atividades profissionais como atleta.

Filho de um motorista de táxi e com muito tino comercial, teve um restaurante na capital mineira, chamado ‘Recanto da Bahia’, com a cozinha dirigida por pessoas recrutadas em Salvador. Em seguida, esteve à frente de postos de gasolina e, também ligado a setor hoteleiro, chegou a comandar uma rede de motéis.

Embora com um agressivo glaucoma, que lhe reduziu bastante a visão, continuou trabalhando até que um câncer de pâncreas lhe tirou a vida em junho de 2015.

Dentre outras coisas, os filhos de Henricão se queixam que ele, ainda lúcido, não foi convidado para participar do filme ‘Bahêa Minha Vida’, que registrou depoimentos de Nadinho, Leone, Vicente, Marito e Léo, seus companheiros de jornada na I Taça Brasil.

Apesar de apenas dois jogos e de um gol naquela competição, Carioca legitimamente sempre reivindicou o título nacional. Reclamava de ser esquecido nas diversas comemorações promovidas pela conquista da TB/59 e lastimava não ter uma foto sequer com a camisa tricolor. “O Bahia vem, pelo menos, uma vez por ano a BH e ninguém me procura. Acho que o pessoal pensa que eu não integrei aquele elenco campeão”, lamentava.

Hoje, 29 de março de 2017, faz 57 anos em que o capitão Beto levantou, no Maracanã, o troféu de campeão brasileiro de 1959, após uma indiscutível vitória do Bahia sobre o Santos, por 3 x 1. Em relação a Carioca isto já não é mais possível, mas ainda é tempo de se homenagear em vida Henrique.

*Antônio Matos, jornalista e delegado de Polícia, está finalizando o livro ‘Heróis de 59’, sobre a conquista pelo Bahia da I Taça Brasil.

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