Em 2015, um massacre que resultou em um magro 2 a 1.

Santos e Palmeiras fazem o clássico mais importante do futebol brasileiro dos últimos anos. Não só estão jogando melhor e têm os melhores jogadores, como disputaram o último título brasileiro, a final de Copa do Brasil de 2015 e dois jogos decisivos nos dois mais recentes Campeonatos Paulistas. Como ambos têm a tradição de buscar o futebol bem jogado e já foram chamados de “academias” pelo estilo bonito e elegante de jogar, esse confronto deve ser chamado de “O clássico dos clássicos” e nunca de “o clássico da saudade”, expressão que não quer dizer nada e não corresponde à verdade, pois o clássico mais antigo de São Paulo é Santos e Corinthians, jogado pela primeira vez em 22 de junho de 1913, no antigo campo do Parque Antártica e vencido pelo Santos por 6 a 3, com dois gols de Adolfo Millon e dois de Arnaldo Silveira.

A primeira partida entre Santos e Palmeiras, na época chamado de Palestra Itália, ocorreu em 7 de outubro de 1915, no campo do Velódromo, em São Paulo, e o Alvinegro Praiano goleou por 7 a 0, com três gols do centroavante Ary Patusca. Doze anos depois, em 1927, decidiriam o título paulista na Vila Belmiro, e mesmo jogando pelo empate para conquistar seu primeiro título estadual, o Santos perderia por 3 a 2, em uma atuação facciosa do árbitro Anthero Molinaro, ligado às hostes palestrinas.

Em 1950 o Santos ficou a apenas um ponto do Palmeiras, campeão paulista, e esse pontinho deu ao rival a oportunidade de disputar a Copa Rio, em 1951, que os palmeirenses consideram seu primeiro título mundial. A partir de 1959 até 1969, período que considero a fase de ouro do futebol brasileiro, o Santos dominou o futebol nacional e, em São Paulo, só não obteve 11 títulos consecutivos porque o Palmeiras conseguiu furar a sequência em 1959, 1966 e 1969. É por isso que, com orgulho, os palmeirenses dizem que seu time foi o único que conseguiu rivalizar com o Santos de Pelé.

Nas competições que revelaram os primeiros campeões brasileiros, o maior duelo também reuniu santistas e palmeirenses. O Santos obteve seis títulos e o Palmeiras quatro. Defendi com orgulho e prazer a legitimidade dessas conquistas no “Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” e me lembro bem que um dos inócuos argumentos usados contra a unificação era a de que esses times outrora campeões não eram mais tão importantes para o futebol nacional e se apegavam ao passado para conseguir alguma evidência.

Pois na mesma época o Fluminense foi campeão brasileiro, o Cruzeiro também e, no ano passado, o Palmeiras. Quanto ao Santos, foi além ao conquistar sua terceira Copa Libertadores em 2011; o Bahia voltou à Série A e o Botafogo vive sua melhor fase desde há muitos anos. Seis grandes clubes brasileiros, sem dúvida alguma.

Mesmo sem Pelé, 9 a 6 para o Santos

Com relação às disputas do Campeonato Paulista, desde 1974, quando Pelé parou, o Palmeiras conseguiu seis títulos: 1974, 1976, 1993, 1994, 1996 e 2008. No mesmo período o Santos ergueu nove vezes a taça: em 1978, 1984, 2006, 2007, 2010, 2011, 2012, 2015 e 2016. Seis conquistas em 11 anos é um feito extraordinário e representa uma das hegemonias mais marcantes nesse que é o campeonato regional de melhor nível técnico e mais importante do País. No momento, os dois times estão empatados com 22 títulos paulistas cada um.

Tabu na Vila

Como bem lembrou o companheiro Paulo Vinicius Coelho, o Palmeiras não vence na Vila Belmiro desde 2011, período em que sofreu nove derrotas e só conseguiu dois empates.

Minha previsão

Considero as equipes que jogarão o clássico neste domingo, a partir das 18h30m, na Vila Belmiro, as duas mais bem ajustadas do futebol brasileiro no momento, apesar de seus técnicos estarem na berlinda: tanto Dorival Junior como Eduardo Baptista estão sendo contestados por boa parte dos torcedores de seus times e uma derrota, ainda mais acachapante, poderá colocá-los no olho da rua. Creio que Baptista, por ser menos experiente na profissão e estar há menos tempo no clube, corre risco maior.

Em campo, prevejo uma partida mais tensa do que deveria ser – pela situação delicada dos técnicos e pelo recente acirramento da rivalidade entre as equipes –, mas mesmo assim vislumbro jogadas de alta técnica, pois as duas equipes têm jogadores capazes disso, tais como os santistas Renato, Victor Bueno, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, e os palmeirenses Zé Roberto, Tchê Tchê, Dudu e Borja.

Quanto ao resultado, creio que a lógica deva apontar vitória do Santos ou empate. Mesmo considerando que os jogadores se equivalem, a verdade é que o Santos está mais entrosado e, acredito, chegará mais vezes ao gol de Fernando Prass.

O Santos deve iniciar a partida com Bruno Henrique e Vitor Bueno, mas creio que no segundo tempo Copete e Vladimir Hernández substituirão a esses dois. Nas zagas, destaco Lucas Veríssimo, que se saiu muito bem contra o Strongest no meio da semana. Do lado palmeirense, lembro que o veterano Edu Dracena, jogando na sobra, continua titular ao lado de Mina. A briga no meio será dura e o Palmeiras deverá colocar cinco jogadores por ali. Só Renato, Thiago Maia e Vitor Bueno não darão conta do setor, por isso mesmo Lucas Lima deverá recuar e os laterais Zeca e Victor Ferraz deverão fortalecer o setor.

Porém, desde que o Palmeiras recue, o Santos poderá assumir a posição de que mais gosta, que é avançar suas linhas e trocar bolas na intermediária do adversário até que surjam as oportunidades de gol. Acredito que essa será a configuração mais comum na partida.

Times prováveis

Santos: Vladimir, Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato e Thiago Maia; Vítor Bueno, Lucas Lima e Bruno Henrique; Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior. Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo; Michel Bastos, Guerra, Tchê Tchê e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.

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