Uma torcida pode sim, comprar todos os ingressos do estádio em menos de uma hora. Uma outra pode comprar esses mesmos ingressos em três, quatro, cinco dias. O que importa é o resultado final. Um dos segredos dos enormes públicos que o Santos levava ao Morumbi e ao Pacaembu entre meados da década de 1970 e meados da década de 1980 era a capacidade de mobilização de sua torcida, principalmente da dinâmica Torcida Jovem, fundada em 1969.

Hoje a Internet, a mídia social, serve como o meio de comunicação mais eficaz entre os santistas, conclamando-os ao jogo desta quinta-feira, no Pacaembu, às 21h45, diante do colombiano San José. Quanto tempo se levará para vender todos os ingressos é irrelevante. O que interessa é termos um grande público para empurrar o time para mais uma vitória que o deixará bem próximo da próxima fase da almejada Copa Libertadores.



Média no Pacaembu pode ser superior a 20 mil pagantes

Histórico recente comprova: atingir e manter uma média superior a 20 mil pagantes no Pacaembu é totalmente viável para a torcida santista. Para comprovar isso, pesquisei os jogos do Santos no Estádio Municipal de São Paulo durante a gestão de Modesto Roma. Foram 13 partidas ao todo, mas incluirei nesse estudo apenas 12 delas, pois uma teve mando de campo e torcida única do adversário, no caso o São Paulo (São Paulo 0 x 1 Santos, em 13/10/2016, com 28.321 pagantes e um total de 29.314 pessoas).

Excluindo-se esta partida com o São Paulo, todas as outras tiveram mando de campo do Santos ou uma grande maioria de torcedores santistas, como nos casos dos jogos contra o Red Bull e a Portuguesa, que detinham o mando de campo. Assim, levo em conta 12 partidas e apenas o público pagante, mesmo sabendo que os não pagantes também importam, principalmente quando crianças, e representam, em média, um acréscimo de 2,5 mil pessoas por jogo.

Bem, vamos então ao público dos jogos do Santos no Pacaembu, com maioria de torcedores santistas, durante a gestão atual:

Portuguesa 1 x 3 Santos – 14.361 pagantes
Santos 4 x 2 Linense – 10.954 pagantes
Santos 1 x 0 Osasco Audax – 9.113 pagantes
Santos 3 x 2 Figueirense – 25.930 pagantes
Santos 4 x 1 Mogi Mirim – 9.897 pagantes
Santos 1 x 0 Água Santa – 16.035 pagantes
Santos 3 x 0 Botafogo (RJ) – 16.530 pagantes
Santos 3 x 0 São Paulo – 19.748 pagantes
Santos 3 x 2 Santa Cruz – 24.586 pagantes
Santos 5 x 1 Kenitra – 10.350 pagantes
Red Bull 2 x 3 Santos – 20.412 pagantes
Santos 1 x 0 Ponte Preta – 33.236 pagantes

O total destes públicos dá 211.052 pessoas, que dividido por 12 resulta na média de 17.587 pagantes por partida.

Coincidentemente, se somarmos os não pagantes, teremos a média praticamente exata de 20 mil pessoas por partida do Santos no Pacaembu. Entretanto, vamos continuar falando apenas dos pagantes.

Todo o santista que costuma ir aos jogos do time sabe que das imensas dificuldades que o torcedor do Santos costuma ter para obter informações precisas sobre a venda dos ingressos, comprá-los e adentrar o estádio.

Não se consegue escapar das imensas filas e dos desconfortos provocados pela estrutura do futebol brasileiro e também pela precariedade do sistema adotado pelo clube, que só agora começa a ser mudado.

Não se podia comprar ingressos com cartão de crédito. Toda a operação precisava ser em dinheiro e o sócio não podia simplesmente passar a carteirinha na catraca e entrar. Os pontos de venda também não eram espalhados geograficamente pela Capital Paulista. Os três – Pacaembu, Ginásio do Ibirapuera e loja do Santos na Rua Augusta – ficam todos na mesma região da cidade.

Apenas com a melhoria e a agilização de todo o sistema, com pontos de venda nos pontos cardeais da cidade e também no Centro, o número de ingressos vendidos subiria, no mínimo, de 20 a 30%. Se a divulgação das partidas fosse feita com maior antecedência e fossem criadas promoções para o torcedor que vai ao estádio, isso também atrairia um público maior.

Por tudo isso, atingir a média de 22 a 25 mil pagantes a cada partida com o mando do Santos no Pacaembu não é nenhuma utopia. Mas deixo claro que não defendo todos os jogos do Alvinegro Praiano no estádio da Capital.

Creio que um rodízio entre Pacaembu e Vila Belmiro melhorará a média dos dois estádios e dará fôlego para torcedores santistas de ambas as regiões assistirem ao menos a duas partidas do time a cada mês. Essa estratégia foi usada no Paulista de 1978 e no brasileiro de 1983, nas quais o Santos conseguiu suas melhores médias de público nas duas competições.

Deixemos a política de lado e, a exemplo do prefeito João Dória, pensemos como gestores. O mercado do Santos é enorme. Não pode ser diminuído por interesses pessoais.

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