De origem humilde, Ricardo Oliveira já pediu esmola nos semáforos da Zona Norte de São Paulo. Hoje, para os padrões brasileiros, é um homem rico. O futebol tem muitos exemplos similares. O maior deles, sem dúvida, é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, primogênito de Dondinho e Celeste, nascido em uma pequena casa de tijolos e pintura desbotada de Três Corações, Minas Gerais, que antes dos 20 anos já era chamado de “Rei do Futebol”, título que o acompanha desde então.

Pelé e Ricardo Oliveira têm muita coisa em comum. Ambos, guardadas as imensas proporções, são reconhecidos como bons jogadores de futebol, artilheiros, destacaram-se no Santos e têm espírito de liderança. Porém, adotaram estilos diferentes para liderar. Pelé preferia comandar pelo exemplo.

Determinado a ser campeão do mundo na Copa de 70, ele usou o tempo de preparação para voltar ao seu peso e à sua forma ideais, não permitiu que nada desviasse o seu foco, aceitou sem reclamar as condições do treinamento puxado e a desconfiança de boa parte da opinião pública e mostrou, em campo, que ainda era o melhor do mundo e poderia levar a Seleção Brasileira a mais um título mundial, o que acabou acontecendo.

“Se o bife estava duro, ele cortava em pedacinhos e comia sem dizer nada. Se ele, que era o Pelé, não reclamava, o que a gente podia falar?”, diz Rivellino, lembrando os tempos de concentração para a Copa do México.

De técnica e talento reconhecidamente superiores, Pelé também foi o atleta, ao lado do zagueiro Brito, com o melhor rendimento nos treinos físicos. O resultado do seu empenho pôde ser observado em todos os seis jogos do Brasil, realizados no escaldante horário do meio-dia. Ao final da Copa, em que marcou quatro gols e deu cinco assistências, o Rei do Futebol foi escolhido, justamente, o melhor jogador da competição.

Hoje o Santos está diante de uma decisão infinitamente menor. Às 20 horas de segunda-feira, no Pacaembu, enfrentará a Ponte Preta por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista – um obstáculo plenamente superável para um time de melhor elenco, de técnica superior e que ainda jogará diante de sua torcida. É jogo para entrar confiante e obter uma vitória consagradora. A liderança do time, porém, está se revelando um problema.

Em uma rápida entrevista após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, Ricardo Oliveira mostrou-se descontente por não ter sido consultado sobre o agendamento da partida de volta para o Pacaembu e deixou a entender que tanto ele como outros jogadores santistas prefeririam enfrentar a Ponte na Vila Belmiro. Ora, esse tipo de reação não contribui nada para motivar a equipe e já deixa uma desculpa pronta – a ser utilizada por outros jogadores e pelo técnico Dorival Junior – em caso de eliminação diante do bom time de Campinas.

Além de não haver explicação técnica para a escolha da Vila, onde o Santos já foi derrotado três vezes neste Paulista, é no Pacaembu, em que o Alvinegro Praiano venceu seus 18 jogos mais recentes realizados ali, que o time terá de jogar mais vezes se quiser dobrar sua média de público e reencontrar o caminho de uma grandeza que tem lhe escapado devido a uma visão limitada e regional que verdadeiros líderes, como Pelé, já tinham deixado para trás.

Sem jamais ser o capitão do time, Pelé inspirava otimismo, destemor, confiança. Em muitas excursões santistas ao estrangeiro, o incansável atacante chegou a disputar cinco jogos em apenas oito dias. Bem diferente do Santos atual, que desde a derrota de sábado terá nove dias para se preparar tranquilamente para a revanche contra a Ponte Preta, no Pacaembu, estádio cujo maior artilheiro é Pelé, com 115 gols.

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