Agradecimento: Tenho liberado novos leitores da moderação após confiar no seu bom senso. Estou feliz com o resultado. Um blog está sujeito às leis de imprensa, que permitem a crítica, porém sem injúria, calúnia ou difamação. Agradeço a todos por respeitarem esses preceitos. Estamos construindo um importante espaço democrático para analisar o Santos, o futebol e outros assuntos de forma amplamente participativa e democrática!

POR QUE DORIVAL CAIU


Um time sem dinheiro, fazendo todos os jogos fora de casa, ganhou a Copa Davis pela primeira vez. Assim foi a Argentina em 2016, um exemplo de coragem e coerência que o Santos deve adotar para voltar a ser campeão.

Estava assistindo ao Workshop Internacional de Tênis, no Clube Curitibano, em Curitiba, ministrado pelo Departamento de Capacitação da Confederação Brasileira de Tênis, quando soube que Dorival Junior tinha sido demitido. Coincidentemente, as palestras do espanhol Pancho Alvariño, que trabalhou com o russo Marat Safin, ex número um do mundo, e a do técnico argentino Ignacio Asenzo capitão de diversas equipes argentinas em campeonatos sul-americanos me explicaram, claramente, os dois motivos principais que levaram à demissão de Dorival.

Em uma de suas frases marcantes, Pancho disse que o técnico que pede coragem ao seu tenista também precisa ser corajoso. Sim, essa é uma verdade cristalina, olvidada no futebol. Antes de pedir destemor, ousadia, aos seus atletas, um técnico de futebol precisa demonstrar essas qualidades, ou suas palavras soarão falsas, automáticas.

Em suas duas passagens pelo Santos, Dorival Júnior ganhou três títulos: dois Paulistas e uma Copa do Brasil. Porém, com o perdão da expressão vulgar, sempre “com as calças na mão”. A insistência para se jogar na Vila Belmiro era outra materialização desse medo, desse temor inexplicável que crescia assustadoramente nos momentos mais importantes. Mesmo um Pacaembu lotado de santistas era considerado um ambiente hostil para o assustado Dorival Junior, que transmitia essa fobia para seus comandados.

Até a sagrada oportunidade da preleção, momento único em que o comandante inflama seus combatentes para a vitória, era negligenciado por Dorival, que a delegava a Ricardo Oliveira, um pastor evangélico que aproveitava o momento para discursos que buscavam fazer um link entre Deus e o futebol.

Assim, a primeira causa da demissão de Dorival Junior, sem qualquer dúvida, foi a Falta de Coragem. Talvez essa deficiência passasse batida em outros times, mas no Santos, que conseguiu uma posição de respeito no mundo do futebol com muita luta, derrotando os mais temíveis adversários no campo destes, esse defeito é fatal.

O outro motivo da queda do técnico me foi revelado na palestra de Ignacio Asenzo, que contou em detalhes magníficos a campanha que levou a Argentina ao título da Copa Davis em 2016, o primeiro do país depois de perder quatro finais.

É preciso que se saiba, antes de tudo, que a Associação Argentina de Tênis tem menos verba do que a Confederação Brasileira de Tênis. Na campanha da Copa Davis os jogadores não teriam qualquer luxo e precisariam se revezar nas tarefas mais simples, como arrumar as quadras para os treinos e limpá-las depois. Até o astro Juan Martin del Potro se dedicou a elas.

Outro detalhe é que para chegar ao título a equipe teve de vencer quatro confrontos consecutivos em quadras adversárias: Polônia, Itália, Reino Unido e, na decisão, derrotou a Croácia, em Zagreb, de virada, por 3 a 2. Nem é preciso dizer que jamais faltou coragem aos argentinos nessa caminhada, mas um outro detalhe foi essencial: a transparência do técnico Daniel Orsanic.

Antes de cada confronto, o veterano Orsanic conversou em particular com os jogadores, titulares e reservas, e lhes explicou as razões pelas quais seriam escalados ou não. Assim, a equipe se tornou unida e consciente de seus objetivos. Esse comportamento estava de acordo com a nova filosofia da Associação Argentina de Tênis, que depois de ver o esporte degringolar por falta de disciplina e de metas, criou um Programa de Valores baseado em cinco regras de ouro, das quais aquela que, sem dúvida, deveria ser adotada pelo técnico e os jogadores do Santos, diz: Ter planos em vez de desculpas.

Mas dar desculpas é uma demonstração de falta de coragem, da qual já falamos. O exemplo de Orsanic que deveria ser adotado por todo técnico de futebol é a coerência. Se o jogador sabe quais são os critérios do treinador, a rebeldia às suas ordens é menor. Mas Dorival lançava um jogador em uma partida e na outra nem o deixava no banco; insistia com alguns fora de posição e evitava escalar outros especialistas. Um dia reclamava no cansaço devido aos jogos seguidos, no outro alegava falta de ritmo após um longo descanso. Enfim, sua cabeça escondia razões indecifráveis.

Dessa forma, o segundo motivo da queda de Dorival Junior foi a sua Falta de Coerência. Esse defeito não irritou apenas os jogadores, mas também os torcedores, que já faziam piada de suas escalações e, principalmente, de suas substituições. Dorival demonstrou sérias dificuldades para usar o melhor do elenco que tinha nas mãos. Preferiu se apegar aos jogadores de mais ascendência no time, o que incentivava a formação da “panelinha”.

O que esperar de Levir Culpi


Copa do Brasil de 1996, primeiro título importante de Levir Culpi, ao vencer o Palmeiras, de virada, no Parque Antártica (comentei esse jogo pela Rádio Record, com a narração do lendário Fiori Gigliotti).

Dos técnicos possíveis, o experiente Levir Culpi, 64 anos, é o que está mais próximo de acertar com o Santos. Já recebeu até proposta e parece estar a caminho de Santos. Se este blog tivesse a ânsia de dar furos, eu poderia afirmar, com 95% de chances, que o ponderado curitibano será o novo técnico santista. Outra opção, mais arriscada, seria o mineiro Fernando Diniz, 43 anos, ainda sem passagens por times grandes, mas atrevido como um técnico santista deve ser.

Creio que Levir Culpi ficará com a vaga. Duas vezes campeão da Copa do Brasil, ele tem personalidade e, ou consegue montar um bom time, ou fica pouco tempo no clube. Será um bom teste ver como ele se dará com o estilo autoritário da presidência santista e com a confraria já formada entre os jogadores. Uma coisa é certa: Levir não engole sapos e fará o que sua experiência na profissão mandar.

Acredito, ainda, que Fernando Diniz seria uma boa aposta para as categorias de base do Santos. O rapaz tem potencial para se tornar um grande técnico e poderia ser preparado para substituir Levir, que geralmente só permanece uma temporada em cada clube e já está pensando na aposentadoria.

Para você, o que o Levir fará para o Santos jogar melhor?

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