Quantas vezes, antipatizados com o autor, não nos colocamos antecipadamente contrários a uma ideia? Freud explica. Perseguidos por um gordinho de óculos no primário, talvez, sem perceber, tenhamos desenvolvido aversão a gordinhos com óculos. Digo isso porque me incomoda um tipo de rejeição antecipada aos candidatos Walter Schalka e José Carlos Peres nesse processo eleitoral do Santos. O que deve importar é o caráter de ambos, a experiência e a capacidade que têm e o que podem fazer pelo clube.

Os adversários querem associar o ótimo gestor Schalka aos piores momentos de Luis Álvaro Ribeiro e ao período tenebroso de Odílio Rodrigues, da mesma forma que os críticos a Peres o condenam por ter trabalhado na gestão de Modesto Roma.

Ora, quem realmente ama o Santos se sente honrado quando é convidado a fazer alguma coisa útil pelo clube, independentemente de quem é o presidente. Eu mesmo só pude participar do trabalho que resultou no Dossiê da Unificação dos Títulos Brasileiros porque Peres convenceu o então presidente Marcelo Teixeira de que, mesmo escrevendo para o site Santista Roxo, eu não era um opositor sistemático à sua administração, apenas um crítico – como, aliás, continuo sendo, pois, como jornalista sou, acima de tudo, fiscalizador.

Ah, então Peres era marcelista? Não, sempre foi apenas santista, tanto que no início da gestão de Luis Álvaro Ribeiro, quando o novo presidente pegou um clube endividado e com contas urgentes a saldar, o primeiro dinheiro importante que amparou aquele início claudicante não veio dos grandes empresários ligados a Laor, mas das mãos do próprio Peres, então executivo do G4 Paulista, associação criada por ele para defender e criar novas fontes de renda para os quatro grandes de São Paulo.

Na mesma época, em uma retribuição insólita, Laor fechou a subsede de São Paulo, dirigida por Peres, e desligou do clube o próprio Peres e eu, que ainda trabalhávamos para a aprovação do Dossiê, além de Victor Queiroz, um jovem talentoso de marketing e nosso apoiador. Como consequência, apenas Peres e eu, sem nenhuma ajuda do Santos, seguimos em busca da sonhada unificação dos títulos brasileiros.

Todo o trabalho que fizemos em 2010 foi coordenado pelo próprio Peres, que chegou a nos pagar uma viagem ao Rio de Janeiro,na qual expusemos os motivos da unificação para a imprensa carioca no salão nobre do Fluminense. Ao final daquele ano, como se sabe, conseguimos a tão sonhada Unificação e só então surgiu Luis Álvaro Ribeiro, com um sorriso de orelha a orelha, para colocar no pescoço as seis medalhas de campeão brasileiro.

Como disse em sua campanha para presidente do Santos, em 2014, se eleito Peres abriria a administração do clube para as melhores cabeças e os melhores profissionais santistas, independentemente de chapa ou tendência política. Mesmo crítico, como eu, ele não se recusa a trabalhar pelo Santos. E quantos santistas, convidados a ajudar o Santos em suas áreas de atividade profissional, recusariam esse chamado?

Por que, como negociou Peres, a pré-temporada do Santos não foi feita nos Estados Unidos, com exposição internacional e um bom dinheiro para o clube? Por que o maravilhoso negócio das escolinhas do Santos no exterior está negligenciado e corre perigo desde que ele saiu do clube, após sete meses de inúmeras tentativas bloqueadas pelo atual presidente? Bem, essas respostas apenas Dorival Junior e Modesto Roma podem dar.

Quanto ao boato de que está se candidatando para dividir a oposição, pois na verdade é apoiado por Marcelo Teixeira, isso beira o surrealismo. Peres tem ideias diametralmente opostas a Teixeira, a quem respeita. Na verdade, também respeito Marcelo Teixeira, pois sem a sua compreensão eu não teria tido a oportunidade de produzir o Dossiê. E foi Teixeira quem me escolheu para coordenar as festividades do Centenário do Santos, cargo do qual fui extirpado no início de 2010, com a eleição de Laor, que prometeu colocar os renomados João Dória e Celso Loducca para cuidar do evento.

Só que um ano depois nada tinha sido feito e Laor me reconvidou, às pressas e sem nenhuma verba, para apagar o incêndio. Ainda conseguimos fazer algumas coisas, como o cruzeiro do centenário, mas as festividades ficaram muito aquém do que poderiam ser devido à improvisação e ao ano perdido. Por isso é preciso ter cuidado com o anúncio de nomes renomados que, na verdade, podem servir apenas de fachada para facilitar a eleição de uma chapa, mas não estão devidamente interessados na parte “chata”, que é trabalhar diaria e incansavelmente pelo clube.

Sei muito bem, pois eu e ele já conversamos horas e horas sobre isso, que Peres quer um Santos universal, sem fronteiras, como eu. Está longe de ser regionalista, mesmo adorando a cidade de Santos e sendo proprietário, há décadas, de duas cadeiras cativas na Vila Belmiro. Quanto a Teixeira, desejo-lhe uma vida tranquila, feliz, rodeado de amigos, mas apenas como administrador dos negócios da família. Que tenha a sabedoria de permitir ao Santos seguir o seu caminho natural. Porém, se quiser apoiar Peres, o que duvido, que mal haverá nisso?

Não é justo duvidar de alguém que tanto fez pelo Santos desde o início deste século, quando criou a Ong Santos Vivo em uma época na qual o time não ganhava nada e era desprezado pela mídia. Acompanhei de perto a dedicação de José Carlos Peres pelo Alvinegro Praiano nesses anos todos e sei que ele deu muito mais do que recebeu do clube. Vi como investiu tempo, dinheiro e patrimônio na busca de seus sonhos de um Santos melhor. Tem todo o direito de ser candidato à presidente agora.

Da mesma forma, é injusto criticar Walter Schalka pelos problemas das gestões de Luis Álvaro Ribeiro e Odílio Rodrigues. Sua capacidade como gestor foi e está sendo provada a cada dia, à frente de enormes corporações brasileiras, como a Votorantim e a Suzano. Ele pode trazer métodos modernos e austeros de administração para o futebol, pois é um especialista em recuperar empresas falimentares, como é o caso do nsoso clube hoje.

Schalka e Peres são ótimas opções para presidir o Santos, essa é a verdade. Continuo torcendo para que se afinem e trabalhem juntos pelo nosso clube. Caso lancem chapas diferentes, que montem equipes de trabalho tão competentes e comprometidas quanto eles próprios.

E você, o que acha disso? Acha que sou peresista ou schalkista?


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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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