Não comprem livros na Livraria do Blog hoje. Amanhã começa a grande promoção de setembro, mês de aniversário do blogueiro.

Imponderável Santos FC

A gestão de um clube de futebol encerra o eterno confronto do pragmatismo com a sensibilidade. Pragmatismo pode ser definido como o modo de pensar e agir que acredita nas medidas concretas e imediatas para se solucionar os problemas. Mas será que todos os problemas de um clube podem ser resolvidos apenas com a razão, com a expertise que vem dos manuais de administração corporativa?

Há pouco via os triunfos do Internacional, admirava o seu estádio, a sua campanha de associados e a maneira como apoiava e investia na sua base. Imaginei que com tudo isso o time iria de vento em popa rumo ao seu destino grandioso. Penso que ainda chegará lá, mas hoje, para tristeza de seus torcedores, a equipe amarga a Série B.

Escrevo sobre isso um dia depois de ver o desempenho do time B do Santos na Copa Paulista. Caramba, meninos, que falta de ânimo e de perspectiva, que espetáculo triste diante da Portuguesa! Confesso que, além do atacante Diego Cardoso – que merece, sim, novas oportunidades no time de cima –, não consegui vislumbrar nenhum com chance de se tornar profissional a curto prazo, no que, reconheço, devo estar sendo injusto.

O desempenho coletivo de um time prejudica a avaliação individual, eu sei e não deveria incorrer nesse erro. A emoção nos leva para um lado, da mesma forma que pode nos empurrar para o outro. A vitória, se viesse, somada a raras boas jogadas de ataque, já poderiam ter me dado uma sensação bem mais positiva desses meninos. Mas o que quero dizer com isso?

Em suma, o que todos já sabemos: que o futebol não é uma ciência exata. A administração de um clube talvez exija os mesmos cuidados que tornam as empresas saudáveis e autossustentáveis, mas a arte do futebol, especificamente, exige mentores que conheçam as nuances do esporte e de seus praticantes.

O Santos tem uma vantagem adicional sobre os outros clubes, que é a atração que exerce nos jovens e a tolerância de sua torcida com relação a eles. Há outro fator importante, que é a excitante sensação de aventura que o torcedor desfruta quando chega ao clube um atleta desconhecido, um under dog, quase um loser, que, mesmo não sendo muito jovem, não deu certo em lugar algum e anda desacreditado.

Assim ocorreu com Giovanni, Ailton Lira e, mais recentemente, com Ricardo Oliveira e Lucas Lima. Reservas desacreditados, jogadores em fim de carreira conseguem renascer na Vila Belmiro da mesma forma que meninos podem florescer ali com todo o seu talento. Só falta dizer que o Santos é um jardim, o que poderia não parecer muito másculo, mas é mais ou menos por aí mesmo. No Alvinegro Praiano craques brotam do nada.

Os melhores times do Santos foram baratos, e mais frutos do acaso do que do planejamento. Porém, é evidente que o planejamento pode ajudar o acaso. Como? Aprimorando o processo de seleção dos garotos que vêm para a base do Santos. Não dá para aceitar que “filhinhos de empresários” preencham as vagas que, historicamente, foram e devem ser reservadas aos jovens que tratam a bola com carinho e intimidade.

Por isso o Santos precisa ter um novo CT para seus meninos, que devem ser selecionados a dedo e preparados com carinho. Os outros clubes têm infanto-juvenis, mas só o Santos têm Meninos da Vila. Lidar com eles deve ser tão importante como trabalhar com os profissionais.

E para descobri-los nesse país imenso, para saber onde vivem, como jogam, e trazê-los para o time de Pelé, Coutinho, Pepe, Robinho, Neymar e tantos outros ex meninos de ouro, é preciso selecionar e manter a melhor rede de olheiros já formada no futebol. Só assim, repito, o planejamento ajudará a sorte e o que era esporádico se tornará rotineiro.

Aos garotos do Santos B eu só diria que não desistam, que se animem a si próprios e encarem cada partida, cada minuto no Santos como uma oportunidade única de caminhar na direção do futuro que sonharam. Não sei como todos chegaram ao Santos e não sei se são realmente os melhores que poderiam formar nesse time, mas já que estão vestindo essa camisa, façam tudo para honrá-la. O prêmio ao seu esforço e deedicação certamente virá.

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A cada dia cresce o número de pessoas que escrevem (e falam) sobre esporte. Com a não obrigatoriedade do diploma de jornalista, a atividade está aberta a todos.

Entretanto, essa profissão tão fascinante exige conhecimento técnico e ético para ser bem desempenhada.

Por isso criei o Curso de Especialização Técnica e Ética no Jornalismo Esportivo, que ministrarei nesse mês de setembro na sede da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo, na avenida Paulista.

Não perca essa oportunidade de conhecer segredos da profissão que só um atento jornalista com 40 anos de experiência pode lhe dar. As inscrições ainda estão abertas, mas as vagas são limitadas.

Inscrições abertas para o II Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo
As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem

As regras para uma boa entrevista
Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista
Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para
Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa
Como planejar e divulgar cada cliente

Escrever um livro
Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica
Como evitar os crimes de opinião:
Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto
Clareza
Objetividade e ordem direta
Escolha das palavras simples e concretas
Uma ideia por parágrafo
Precisão. Sem ela não há credibilidade.
Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
A importância de reler o texto
Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas
Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem
Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer
Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

– Tarefas na classe e em casa
– Matérias sobre eventos escolhidos
– Trabalho Final
– Entrega de Certificado de Conclusão com o número de horas/aula

Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Carga horária: 16 horas

Datas e horários: dias 5, 6, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de setembro, das 19h30 às 21h30.

Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.

Investimento: R$ 300,00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de setembro.)

Sócios da ACEESP em dia com a anuidade não pagam.

Informações e inscrição até 4 de setembro pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br