Nas conversas que tive com José Carlos Peres e Walter Schalka, candidatos de oposição com maior probabilidade de vencer a eleição presidencial do Santos, no começo de dezembro, consegui que concordassem e se comprometessem com alguns pontos básicos que discutimos aqui neste blog e que recebi em sugestões por e-mail e conversas pessoais, entre elas naquele encontro que tivemos no Murymarelo Bar.

Na verdade, algumas dessas ideias já estavam enraizadas na plataforma de Peres e Schalka, muito parecidas com as que elaboramos a partir das discussões do Movimento por um Santos Melhor. A primeira necessidade do clube, no momento, e nisso ambos concordam, é a vital transparência.

O torcedor comum às vezes se ilude com os resultados do futebol, que não têm sido de todo ruins, mas o certo é que poucas vezes em sua história o Santos foi administrado de maneira tão obscura e imprudente como vem sendo agora. Aumentam-se desmedidamente as despesas, fecham-se os olhos para formas óbvias de receitas e não se sabe os números reais de nada, a ponto de o orçamento de 2015 ser reprovado pelo conselho fiscal e pelo próprio conselho deliberativo.

A propósito, as recomendações do conselho fiscal têm sido desobedecidas desde o início desta gestão, o que a torna autoritária e temerária. As eleições próximas representam a esperança da grande maioria dos santistas de ver o clube finalmente trilhando o caminho da responsabilidade financeira e administrativa, o que só se conseguirá com a eleição de uma chapa oposicionista.

Defendi, ainda, metade dos mandos de campo no Pacaembu, outra medida com a qual Peres e Schalka também concordam. Um estádio maior, além de naturais vantagens para a visibilidade, conquista de novos torcedores, aumento da média de público e valorização da marca Santos, permitirá a campanha permanente de associados que alcançará 100 mil sócios em três anos, em uma ação agressiva que abrangerá todo o território nacional.

A solução para a questão com o veto da Polícia Militar aos jogos na capital é simples: o clube deve requerer, em princípio, que todos os seus jogos sejam marcados para o Pacaembu. Depois, pedirá a mudança para a Vila Belmiro das partidas que quiser.

É evidente que a questão da venda de ingressos terá de ser solucionada definitivamente, dando ao sócio e ao torcedor em geral a possibilidade da compra do ingresso com rapidez e facilidade, sem obrigá-lo a filas e a cambistas. Essa é uma questão fácil de ser resolvida, pois só requer vontade política e, repito, transparência.

Sugeri também, e ambos concordaram, a construção de um novo centro de treinamento para a base, em Santos. Costumo dizer que assim como a Flórida, nos Estados Unidos, é uma região conhecida como o centro das academias de tênis do mundo, Santos e a Baixada Santista podem se tornar um polo de excelência do futebol, com escolas, atrações turísticas, cursos universitários, tudo voltado para atrair jovens praticantes, estudiosos e turistas. Como parte desse projeto, o clube e a Prefeitura trabalharão juntos para preparar os equipamentos e criar um roteiro turístico na cidade baseado em Pelé e no melhor time de todos os tempos. A esse projeto se daria o nome de “Cidade do Futebol”.

Ainda sobre a base, maior fonte de orgulho e de renda do Santos, o monitoramento dos meninos e o relacionamento com seus pais deverá ser contínuo, responsável e produtivo, sem fatiamento de passes dos garotos e com o mínimo de 80% de suas propriedades para o clube.

Sugeri, ainda, que se crie um departamento cultural no clube, pois a história é um dos patrimônios do Santos e merece um tratamento especial e permanente. O ideal seria a criação de uma superintendência que supervisionaria a comunicação, o marketing e a cultura. Um dos eventos da área seria a criação da Semana Santista, comemorada a cada aniversário do clube e recheada de atrações culturais ligadas à história do Santos, como lançamento de filmes, vídeos, livros, exposição de artes plásticas, peças teatrais, palestras e demais eventos que marquem e ressaltem os feitos santistas ao longo de sua história.

Enfatizei também a necessidade do endomarketing, com o ensino da história do Santos aos jogadores e funcionários do clube, principalmente aos novos contratados. Requisitados permanentemente pela mídia, os jogadores profissionais do Santos, assim como o técnico da equipe, podem contribuir enormemente para a difusão da história do time, desde que a conheçam, obviamente.

Por fim, para completar esse conceito de universalidade santista, é importante estudar a melhor maneira de implantar o voto à distância. Pela característica de sua enorme torcida, espalhada pelo mundo, o Santos precisa dar a seus associados a possibilidade de votar para presidente, desde, é claro, que preencham os requisitos para tal. Não é justo apenas pedir apoio aos santistas e não lhes dar em troca a honra de escolher os destinos do clube. Essa medida geraria mais credibilidade do torcedor e, com ela, mais comprometimento e apoio.

Apelo popular

Obviamente há muitas outras iniciativas a serem adotadas para que o Santos tenha uma administração eficiente e passe a caminhar na direção que queremos. Conversei sobre elas com Peres e Schalka, mas sem fechar questão, pois dependem de estudos de especialistas da área.

Por tudo que conheço da história do Santos, creio que é preciso estabelecer um plano de marketing coerente com essa história e com a alma do santista. Vejo o Santos como um clube popular, um time apaixonante, e não apenas um exemplo estético e frio do futebol arte.

Após anos de estudo, defendo que o Santos tem uma das maiores torcidas do Brasil e, com um bom trabalho pode aumentá-la ainda mais, campeão ou não. Se o caminho adequado para sua imagem for acelerar essa tendência popular, então a Vila Belmiro deverá ser reformulada para oferecer mais lugares baratos e voltar a ser o caldeirão que assustava os times visitantes, além de mais jovens em São Paulo, obviamente.

Mas o Santos tem outras imagens que devem ser analisadas com carinho e abrangência antes da criação de um plano de marketing. As mais marcantes são a associação com o “futebol arte”; com os jovens, já que também é identificado como o time dos “Meninos da Vila”, ou ainda com o rebelde, o underdog que luta contra o status quo. Todas essas imagens podem ser exploradas, desde que analisadas e discutidas amplamente.

Bem, há muito mais que poderia incluir neste post, e você sabe muito bem disso, pois há anos temos discutido ideias para o Santos. Porém, o essencial já foi dito. Se Peres ou Schalka forem eleitos e cumprirem os pontos principais da plataforma do Movimento por um Santos Melhor, já nos daremos por muito satisfeitos e ficaremos tranquilos com relação ao futuro próximo do Glorioso Alvinegro Praiano.

E você, o que acha desses pontos? Tem outros a acrescentar?


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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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