Vanderlei fez boas defesas, a zaga santista não jogou mal, mas o Barcelona foi melhor e mereceu a vitória. Santos terminará 2017 sem títulos.

Faltam 101 dias para terminar 2017, mas para o santista o ano já acabou. A 12 pontos do líder do Campeonato Brasileiro, com problemas no elenco e sem ânimo para empreender uma recuperação, ao Santos resta apenas tentar permanecer no G4 da competição nacional. A derrota e a eliminação diante do Barcelona de Guayaquil, em plena Vila Belmiro, ainda ecoam em nossas cabeças. O que deu errado nessa temporada em que o Santos disputou quatro competições e em todas ficou longe do título?

Bem, as explicações para o fracasso estão nos comentários do post anterior, alguns de uma lucidez impressionante. Por mais que o futebol seja imprevisível, é evidente que faltou planejamento, seriedade, profissionalismo. Perder para um time estrangeiro, na Vila Belmiro, após 33 anos de invencibilidade, não foi obra do acaso.

Há meses temos visto o Santos jogando mal e sendo dominado, mesmo no Urbano Caldeira. Já tinha sido assim contra o Atlético Paranaense, nas oitavas da Libertadores. Aquele time que, em sua casa, pressionava e às vezes goleava os adversários, há muito tempo não dá o ar de sua graça. Falta-lhe a habilidade, a energia e a ousadia de um Geuvânio, um Gabigol, um Thiago Maia, meninos que se foram precocemente para o exterior, trocados por dinheiros para pagar a folha salarial.

Mais uma vez a alegação de que o velho e acanhado estádio é carismático e nele o Santos não perde, caiu por água abaixo. Negligenciou-se novamente a oportunidade de se jogar para 30, 40 mil pessoas no Pacaembu ou mesmo no Morumbi, o que resultaria em uma pressão muito maior sobre o adversário, além de mais dinheiro em caixa.

Se alguém tiver a pachorra de somar os milhões de reais que já foram perdidos pelo preconceito dessa diretoria de utilizar os grandes estádios da capital nos jogos importantes do Santos, verá que o montante já alcança uma pequena fortuna. Um clube profissional não pode se dar a esse luxo.

Um clube profissional que queira ser competitivo não pode vender precocemente seus jovens valores, como os citados Geuvânio, Gabigol e Thiago Maia, apenas para pagar as folhas salariais, e contratar jogadores inconsistentes, sem condição de serem titulares em um time grande do Brasil, como Leandro Donizete, Kayke, Cleber, Vladimir Hernandez, Fabián Noguera, Copete, Vecchio…

O departamento técnico de um clube profissional deve ter um rígido programa de treinamentos, a fim de transformar jogadores em atletas capazes de suportar os 90 minutos de uma partida de futebol. Mas no Santos só se ouve falar de descanso e de poupar jogadores. E justo na hora agá, no jogo decisivo, dois titulares importantes, do mesmo setor do campo – Lucas Lima e Renato – acabaram desfalcando o time.

A administração de um clube profissional não pode passar três anos só aumentando as dívidas, transformando o clube em um grande cabide de empregos e não deixando, de legado, nem um centavo a mais em seu patrimônio. Pode parecer que não, mas tudo isso estava em campo, na noite de quarta-feira, diante do Barcelona de Guayaquil – um clube que talvez pareça humilde, mas é bem estruturado e tem um estádio, o Monumental Isidro Romero Carbo, com capacidade para 57 mil pessoas.

A falta de opções no banco de reservas refletiu a péssima montagem do elenco santista para 2017. Com alguma capacidade técnica, havia apenas Jean Mota, que fez o que pôde. Essa não é a hora de culpar os jogadores, eu sei. A responsabilidade por vestirem a camisa do Santos é de quem os contratou e escalou.

Mas, por falar neles, é óbvio que, como a partida confirmou, alguns não poderão mais estar nos planos do clube em 2018. Assim como faltou categoria a muitos já citados, o ex artilheiro Ricardo Oliveira mostrou que não tem mais pernas e por falta delas perdeu a maior oportunidade do Santos no segundo tempo. Renovar contrato com ele seria mais uma temeridade. O próprio caso de Lucas Lima tem de ser analisado com carinho, pois parece que ele não tem mais a menor motivação de continuar no Santos. E sem motivação o jogador finge que joga, toma cartões de graça e está sempre no departamento médico.

Não se pode, ainda, tirar a responsabilidade do técnico Levir Culpi, que depois de um início firme, em que chegou a discursar contra os cultos religiosos na concentração, parece ter seguido o roteiro de Dorival Junior e sucumbido à vontade, ou falta dela, de alguns líderes do elenco. De que adiantou, por exemplo, poupar todos os titulares contra o Botafogo? Usasse um time misto e hoje o Santos estaria a nove pontos do líder, com alguma chance de tentar alguma coisa no Brasileiro.

Porém, acima do técnico há o departamento de futebol. E se ele é frouxo, não impõe regras claras e não consegue cobrar ou amparar os jogadores, o que se tem é um elenco sem comando, em que não há espírito coletivo e muito menos motivação para grandes conquistas.

Por fim, acima do departamento de futebol há a presidência do clube, que tem a obrigação de definir as metas, os procedimentos e os rumos da entidade. Se ela é correta, responsável e transparente, essa credibilidade passa para todos os setores do clube e chega até o elenco.

Após um fracasso, os torcedores costumam descontar sua frustração nos jogadores, como ocorreu na Vila Belmiro, mas os atletas são apenas o primeiro elo da cadeia e, por isso, quase sempre os menos culpados. Muitas vezes são obrigados a jogar com salários atrasados, o que é desmotivador para qualquer profissional.

De qualquer forma, com ou sem chance de título, o Campeonato Brasileiro ainda não terminou e o Santos tem a obrigação de seguir lutando em busca da melhor colocação possível. Afinal de contas, o verdadeiro profissional tem de estar sempre disposto a dar o melhor pela empresa que lhe dá o sagrado pão de cada dia. E para o sócio do clube restará, até o começo de dezembro, a inadiável tarefa de analisar muito bem e decidir o que quer para o Santos a partir de 2018.

E você, o que acha disso?

Somos todos Santos

Enfim, chegou o momento de anunciarmos a chapa Somos todos Santos, encabeçada por José Carlos Peres, Orlando Rollo e por mim. O anúncio ocorrerá hoje, quinta-feira, a partir das 19 horas, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Na oportunidade falaremos de nossas propostas, resumidas em um conjunto de 11 pontos principais.

Você é nosso convidado(a) para esse evento importante para o futuro do Santos. Confirme sua presença com a Mariana, pelo telefone (13) 99136-3264 e venha viver conosco esse momento que pode ser decisivo na história do clube. Estarei lhe esperando de braços abertos.

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Atenção: Teremos transmissão ao vivo do evento pela fan page do Movimento Somos todos Santos e na fan page de Orlando Galente Rollo.

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” e nos deu mais um mês de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais impactantes da história do Santos e do futebol. Agora faltam 23 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos na metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

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No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
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Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

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Há mais três histórias infanto-juvenis

– Pedrinho no Descobrimento do Brasil – Um buraco no tempo leva Pedrinho ao momento em que o Brasil está sendo descoberto pela esquadra de Cabral. Para crianças e adolescentes que gostam de História.
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