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Pelé, com a camisa 10 da Seleção e o vídeo de seu gol contra a Itália: única referência ao futebol no Moma, o museu de arte moderna mais importante dos EUA.

Todo campeonato de futebol terá um campeão, mesmo medíocre. Porque os campeonatos, mesmo nas épocas áridas, sem talento e inspiração, precisam ter seus campeões. Terão bajulações e fama passageiras, mas engrossarão as estatísticas. Assim, tal time terá um título a mais e os estatísticos louvarão os números, como se eles pudessem ser eternos, o que nunca conseguirão, pois só a arte sobrevive ao rigor do tempo.

No Moma, o decantado museu da arte moderna de Nova York, a humanidade é representada nas telas e comentada em variadas línguas, pois gente de todo o mundo se espreme em seus corredores em busca das mensagens mais profundas e tocantes que o homem produziu. Aqui não há espaço para quem fez menos do que o máximo.

Sem nenhuma supresa, eu e Suzana encontramos a camisa 10 da Seleção Brasileira e o vídeo de Pelé marcando o primeiro gol da decisão da Copa de 70, contra a Itália. Sim, nós já sabemos, mas é sempre emocionante se deparar com a consciência da imortalidade de Pelé, o 10 do Santos e do Brasil. Nesse momento, fica tão evidente como a arte está acima das estatísticas…

É inegável que vencer campeonatos é importante, porém, acima das circunstâncias de momento, o compromisso maior do Santos deve ser com a arte do futebol e a imortalidade que vem com ela. Essa é a meta que uma gestão ousada deve seguir buscando. As estatísticas têm o seu valor, mas o Santos nasceu para pairar acima delas.

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Pessoas de todas as partes do mundo se aglomeram para ver “Céu com estrelas”, obra-prima do holandês Vincent Van Gogh. A mediocridade passa, mas o essencial fica.