Mudança de domicílio eleitoral
Diante da grave situação administrativo-financeira do nosso clube, é importante que o presidente Modesto Roma não seja reeleito para mais três anos. Por isso, você que é sócio do Santos e gostaria de votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.


Um Bahia e Santos dos tempos em que os santistas jogavam com amor

Nesse conturbado final de ano, em que fatores que não conhecemos ao certo parecem perturbar os jogadores santistas, o que poderíamos dizer a eles antes do jogo de hoje, às 21 horas, contra o Bahia, na Fonte Nova? Eu pediria que apenas joguem futebol, algo que não fizeram na última partida e fizeram muito pouco contra o Vasco.

Para um time que lutava pelo título, o Santos caminha para um final de campeonato melancólico. Essa tendência pode ser quebrada ou confirmada hoje. Será preciso caráter para sair dessa situação. Até porque o Bahia, em sua casa, costuma dominar os adversários.

Dizem que a falta de ânimo dos santistas se deve a atrasos no pagamento de seus rendimentos. Se não for de salários, é de direitos de imagem, o que dá na mesma. Em uma administração transparente o sócio e o torcedor seriam informados, mas nesse Santos atual as verdades são encobertas por anúncios fantasiosos, ainda mais agora, às vésperas de uma eleição. Se nenhum jogador colocar a boca do mundo, o problema continuará debaixo do tapete.

Como bem disse David Braz, que deverá voltar ao time hoje, assim como Bruno Henrique, o “Santos precisa de algo mais”. Acho que entendi o que ele quis dizer. Apenas entrar em campo e trotar atrás da bola não garantirá uma vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem. Será preciso, nos jogos que faltam, ganhar ao menos três: do Bahia, hoje; do Grêmio, na Vila Belmiro, e do Avaí, na última rodada, também na Vila (nem conto com o Flamengo, no Rio, pois lá me parece derrota certa). E isso exigirá um esforço extra.

Pelo andar da carruagem, o torcedor sabe que essa missão parece impossível. Se os jogadores não se motivarem, será mais fácil o Santos não marcar pontos em nenhum desses jogos. Mas, então, como animar um time que parece esperar impacientemente pelo final da temporada? Bem, eu apelaria para o sentimento atávico de todo jogador de futebol…

Quando crianças, e quando amadores, jogamos futebol por amor, por diversão. Jogamos apenas para viver momentos agradáveis e, se possível, conseguir algumas boas vitórias que depois compartilharemos nas conversas com os amigos. O cestinha Oscar Schmidt me dizia que era um homem realizado, pois adorava jogar basquete e ainda ganhava para isso. Pois esses jogadores do Santos podem simplesmente jogar futebol com o mês mo amor e dedicação que o faziam quando eram crianças, ou amadores.

O torcedor sabe quando o time se empenha, ou quando enrola, faz o tempo passar e finge que joga. E ele também identifica os jogadores que colocam a alma em campo, ou aqueles que apenas batem cartão. No Santos, ele confia na determinação de Vanderlei, Lucas Veríssimo, David Braz, Alison e Bruno Henrique, mas tem desconfiado de muitos, entre eles Victor Ferraz, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Todos os citados jogarão, além do lateral Daniel Guedes e do jovem Arthur Gomes, que tem sido escalado insistentemente por Elano. Que todos, simplesmente, joguem futebol.

O Bahia, orientado pelo experiente Paulo César Carpegiani, deverá jogar com Jean, Eduardo, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Renê Júnior, Juninho, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio e Mendoza. A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (SC), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). A partida será transmitida pelos canais Sportv e Premiere.

Um caso de abnegação

Sei que parece fácil pedir empenho para quem se sente desrespeitado, mas já passei por situação parecida e decidi, com meus companheiros da revista TêrisEsporte, usar o nosso mês de aviso prévio, no primeiro semestre de 1981, para fazer a última edição daquela publicação mensal que estava chegando ao fim (destino, infelizmente, de todas as revistas esportivas do Brasil).

Minha alegação foi a de que cada um daqueles exemplares seria importante para o nosso currículo de jovens profissionais da comunicação. Todos concordaram e assim foi feito. Hoje, talvez, nenhum leitor se lembre, apenas nós, que trabalhamos religiosamente no mês em que poderíamos ter ficado em casa, mas certamente nossa atitude fortaleceu nosso caráter e nos ajudou a seguir em frente em nossas carreiras.

E você, o que pensa disso?

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