Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Month: janeiro 2018 (page 1 of 2)

Gosto de vitória!

Do jeito que foi, o empate com o Ituano, no Pacaembu com 13 mil espectadores, teve gosto de vitória. O jogo caminhava para o final, e apesar do ataque do Santos ter melhorado com as entradas de Sasha e Rodrygo, faltavam jogadas mais organizadas e agudas. O time de Itu abusava da cera. Por sete vezes seus jogadores caíram no campo pedindo atendimento médico, e o árbitro Vinicius Furlan deu apenas cinco minutos de acréscimo, nessas aberrações que só acontecem no futebol do terceiro mundo.

Nisso, porém, a bola foi centrada na área e o menino Rodrygo, 17 anos recém completados, surgiu atrás do beque para tocar de cabeça por cima do goleiro. Golaço aos 45 minutos para empatar o jogo em 1 a 1 e impedir a derrota em um jogo no qual o Santos teve muitos problemas, mas não merecia perder. Aliás, não me lembro qual foi a última derrota do Santos no Pacaembu com o seu mando campo.

Digo que não merecia perder porque mesmo desfalcado dos titulares Lucas Veríssimo, David Braz, Alison e Bruno Henrique, o Santos foi para a frente no segundo tempo e procurou mais o jogo, enquanto o Ituano apelou para os contra-ataques, faltas e cera. O time de Itu até poderia ter vencido caso pensasse como time grande, mas pensou como pequeno e teve o castigo merecido.

É claro que esse Santos remendado deixou muito a desejar. Victor Ferraz, Rodrigão, Matheus Jesus, Caju e Copete não foram bem. Renato pouco fez. O garoto Robspn Bambu fez o que pôde. Os destaques foram o goleiro Vanderlei, com defesas espetaculares, e o predestinado Rodrygo, com mais um gol decisivo. Mas Vecchio e Arthur Gomes não foram mal, assim como Jean Motta e Sasha.

Ocorre que o Santos está em formação e não dá para exigir muito. No futuro o ataque terá Gabigol, Bruno Henrique e Rodrygo, além de Arthur Gomes, Sasha e, provavelmente, o garoto Diogo Vitor. Os passes de Rodrigão e Copete podem ser negociados sem susto.

A vinda de um bom meia dará uma outra dinâmica ao meio-campo, hoje dependendo apenas dos neurônios de Vecchio. Com outro ser pensante ao seu lado, o argentino também crescerá. Quanto ao Renato, merece uma boa festa de despedida. Não marca e não cria. Chegou a hora do adeus.

Na defesa, as duas laterais têm problemas. A torcida perdeu de vez a paciência com Victor Ferraz, cujos passes errados criaram o lance do gol do Ituano, além de outras jogadas de ataque do adversário.

Não adianta insistir com jogador com má vontade. Quem quer sair do Santos, que saia. Não sei se é o caso de Copete, Victor Ferraz e outros, mas parece que é. Cabe ao departamento de futebol resolver o quebra-cabeça e montar um elenco com jogadores motivados.

Duas ou três contratações bem planejadas e a volta de todos os titulares tornarão o Santos bem mais forte. Por enquanto, não perder para esse chato Ituano, com gol de Rodrygo no final, já foi muito bom.

Pelas circunstâncias, um bom público

Onze mil e quinhentos pagantes e 13 mil no total é um bom público para um domingo à noite e para ver um Santos remendado. Não se pode esquecer que no mesmo dia e horário o atual campeão brasileiro só atraiu 7.500 pagantes.

Sem contar que sábado não havia uma bilheteria aberta para vender ingressos para o jogo e em São Paulo só um posto de venda foi aberto. Está na hora de se criar mais postos de venda, espalhados pelas regiões da capital.

E sem contar que houve pouca divulgação da partida pela mídia e ainda transmissão ao vivo do SporTV.

Uma coisa é certa: o Santos estará mais presente no Pacaembu e o hábito de assistir jogos no estádio municipal de São Paulo fará o público crescer naturalmente. É um caminho que jamais poderá ser abandonado. O rodízio entre Vila e Pacaembu é sagrado evserá cumprido à risca nessa gestão.

E você, o que acha disso?


Eu quero ver o Santos!

Meus amigos e minhas amigas, a grande motivação do torcedor é ver o seu time, em qualquer situação. Eu estarei nesse domingo, no Pacaembu, para ver o Santos de Jair Ventura, Rodrygo, Arthur Gomes e Sasha contra o Ituano. E você?

O jogo começará às 19h30, mas o interessante é chegarmos cedo, ver a torcida chegar, sentir a excitação pela batalha iminente.

Esse jogo tem história. O Santos já enfiou 9 a 1 nesse mesmo Ituano em 2010, sem Neymar e depois de sair perdendo, mas perdeu para o mesmo adversário a decisão do título de 2014.

Agora, é bom não se descuidar. O Ituano ainda está invicto e tem cinco pontos ganhos, apenas um a menos do que o Santos, que perdeu na Vila para o Bragantino. Otimista, garanti a amigos que hoje teremos 15 mil pessoas no Pacaembu.

Estou ficando bem animado com este Santos. Não apenas pela volta de Gabigol, que já quer estrear, mas pela desenvoltura dos garotos Arthur Gomes e Rodrygo e pelo ânimo de Sasha. Sei que um ótimo meia está engatilhado e isso deixará o time ainda mais competitivo.

Fiquei feliz com a notícia de que Diogo Vitor deve renovar com o Santos na semana que vem. O Santos tem tratado esse garoto como um filho há oito anos. Agora que o rapaz pode retribuir esse carinho e esse apoio, ir embora seria tremendamente injusto. Mas a culpa não seria dele, sabemos disso. Falarei sobre o assunto mais abaixo.

Acho que Jair começará o jogo com Vanderlei, Victor Ferraz (ou Daniel Guedes), David Braz, Luiz Felipe e Romário (ou Caju); Alison, Matheus Jesus e Vecchio; Copete, Rodrigão e Arthur Gomes. Creio, também, que Sasha e Rodrygo entrarão no transcorrer na partida.

O Ituano, do técnico Vinícius Bergantin, deverá jogar com Vagner, Igor Vinícius, Ricardo Silva, Léo e Raul; Baralhas, Corrêa e Guilherme; Claudinho, Ronaldo e Sidnei

Fim da Lei Pelé

Nosso Pelé é amado e eterno, mas a lei que leva o seu nome, e que ele não fez, precisa ser alterada urgentemente. Ela tornou os clubes brasileiros escravos de empresários inescrupulosos. Como pode um clube investir anos a fio na formação esportiva e educacional de um jovem e depois vê-lo partir, de graça, antes mesmo de jogar pelo time profissional?

Essa aberração, permitida pela lei, tem ceifado o futebol brasileiro de seus melhores talentos e, consequentemente, reduzido a atração pelo esporte, diminuindo o público nos estádios, a audiência na tevê e os valores de patrocínio. Não dá mais para conviver com tal situação.

O que ainda falta

Como faço parte dela, acompanho com interesse a opinião dos santistas sobre a nova gestão. Percebo que há algumas críticas infundadas, movidas pelo revanchismo ou pela precipitação normal do torcedor, nas também há muitas pertinentes, que tocam em questões que efetivamente precisam ser resolvidas.

O tratamento ao sócio, que precisa ser conquistado e fidelizado, é um desses problemas que merecerão atenção especial. Nosso compromisso, que jamais será ignorado, é o de alcançar 100 mil sócios em três anos e trabalharemos duro para isso.

As franquias e franqueados também precisam ter sua situação resolvida. Herdamos um imbróglio que destrincharemos. Outro gargalo é a venda de ingressos. Como poderemos ter grandes públicos no Pacaembu com tão poucos pontos de venda física na Capital? Isso tem de ser resolvido para ontem.

Há muitas boas notícias a caminho, mas só serão divulgadas quando efetivamente comprovadas. De balões de ensaio e fantasias o santista está farto, não é mesmo?

E você, o que pensa disso?


Ele voltou!


Lições da derrota

Um gol legítimo do garoto Arthur Gomes anulado; um pênalti perdido, no último lance, por Rodrigão, e um gol de rara felicidade do Bragantino provam que a derrota do Santos não foi tão vexatória como alguns querem fazer parecer.

Mesmo com um time ainda em formação, o Santos dominou a partida, criou mais oportunidades e foi derrotado não só pelo valente adversário, como pelas falhas gritantes da arbitragem. Não é para se desesperar.

Vi com ótimos olhos mais uma boa atuação de Arthur Gomes. O garoto veio para ficar. Animei-me mais ainda com a entrada de Rodrygo, apenas 16 anos e muita habilidade e irreverência.

Há problemas, claro. O time ainda não está pronto. Mas reforços virão, há garotos bons de bola e somos santistas. Estamos acostumados a acreditar no imponderável. Ou não?

E você, o que acha?


Que tal 10 mil na Vila?

Depois de uma ótima vitória fora de casa, o Santos estreia na Vila Belmiro neste Campeonato Paulista como líder do Grupo D e com uma das prováveis revelações da competição – o jovem Arthur Gomes, que marcou dois gols contra o Linense – e é justo esperar um público de cerca de 10 mil pessoas na noite dessa segunda-feira.

Feliz do time que tem mais de uma casa e se sente à vontade sempre que pode contar com o apoio e o carinho de sua torcida, como é o caso do nosso Santos. Algo me diz que nessa segunda, a partir das 20 horas, assistiremos a mais uma exibição de técnica, disciplina, garra e ousadia dos nossos rapazes.

O adversário é o Bragantino, orientado pelo técnico Marcelo Veiga. Uma das poucas equipes do Interior a ser campeã paulista, este ano o Braga estreou com uma vitória, em casa, sobre o Botafogo.
Não me parece, entretanto, que possa surpreender o Santos na Vila.

Sem Lucas Veríssimo e Bruno Henrique, vetados pelo departamento médico, o técnico Jair Ventura deverá escalar o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Romário; Alison, Renato e Vecchio; Copete, Rodrigão (“que tiro é esse?!”) e Arthur Gomes.

É um jogo para se assistir com a família, um evento que marca o reencontro do Glorioso Alvinegro Praiano com o velho e querido Urbano Caldeira. Não basta ser torcedor platônico. É preciso participar.

A Globo e o Santos, tudo a ver

Time brasileiro mais conhecido no exterior, um dos poucos a ter uma quantidade significativa de torcedores em todas as cinco regiões do Brasil, o Santos é imprescindível para o espetáculo futebol que tem sido transmitido pela Rede Globo.

Torcedor é uma coisa, dirigente é outra. A gestão presidida por José Carlos Peres não baterá a porta na cara da maior rede de televisão do país. Ao contrário. O objetivo é criar alianças duradouras que fortaleçam o futebol brasileiro, aumentem a audiência do esporte na tevê e tornem as competições nacionais, hoje menosprezadas, novamente valorizadas no mercado estrangeiro.

O alto comando da Globo conhece a força da marca Santos, a mais poderosa do futebol brasileiro, tem grande simpatia pelo time que revela craques e tem uma fome insaciável de gols, e está disposta a mudar sua atitude com relação
ao Glorioso Alvinegro Praiano. Ótimo. Só esperamos que, para o bem do nosso futebol, a meritocracia prevaleça.

Para entender a relação Santos e Globo

Como o texto anterior causou alguma polêmica, tentarei ser mais claro sobre o relacionamento entre TV Globo e Santos Futebol Clube.

Todas as críticas que fiz alertavam para o caminho perigoso da Espanholização. Fiz sempre com o interesse de que a situação mudasse e não querendo um rompimento definitivo com a Globo, o que seria uma irresponsabilidade colossal por parte do Santos.

O maior dinheiro que um clube brasileiro recebe vem da televisão. E sem ela perde-se visibilidade, o que influi no aumento da torcida, no valor do patrocínio e na atração a novos sócios.

Fiquei sabendo que o conflito entre a última diretoria do clube e a Globo tinha tirado o Santos da grade de transmissões da tevê aberto. A emissora tinha negociado com todos os outros 19 clubes da Série A do Brasileiro, menos com o Santos, que não teria valor algum para receber.

A falta de receita da tevê seria e é fatal para um clube que quer se manter grande. Como saldar suas dívidas e reforçar o time sem dinheiro?

Por outro lado, há uma nova disposição da Globo no relacionamento com os grandes clubes brasileiros. Acreditamos que o nosso Santos será tratado de outra forma, e prova disso são as transmissões já programadas pelo Campeonato Paulista.

Não retiro uma vírgula do meu inconformismo e das minhas críticas anteriores à forma como a Globo tratava o Santos. Mas sinto uma nova disposição da emissora e do profissional escolhido para se relacionar com os clubes.

Minha responsabilidade, assim como do presidente José Carlos Peres, do vice Orlando Rollo e de todos que assumem o comando do clube agora é o de zelar, com responsabilidade, humildade e inteligência, pelos interesses do Santos e do futebol brasileiro.

Precisamos da tevê, precisamos da Globo, assim como ela precisa do Santos. E é bem melhor caminhar juntos e em harmonia. Abraços!

E você, o que acha disso?


Older posts

© 2018 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑