Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Month: março 2018 (page 1 of 4)

Quanto vale sua paixão?


O que se faz quando o destino de quem amamos está em jogo?

O Santos só volta a jogar quinta-feira, às 21h30, na Argentina, contra o Estudiantes, e esse intervalo nos dá tempo para reflexões. Tive uma delas ontem à noite, assistindo ao filme “O destino de uma nação”, que conta como Winston Churchill uniu e liderou a Grã Bretanha contra o poderio nazista.

Como as tropas alemãs tinham dominado a Europa continental, assessores insistiam que Churchill negociasse a paz com Adolf Hitler, pois, para eles, a guerra seria uma causa perdida para os britânicos. Ao que Churchill respondeu: As causas perdidas são as únicas que valem a pena lutar.

Lembrei-me do nosso Santos porque para muitos o Glorioso Alvinegro Praiano parece mesmo uma causa perdida. A cada gestão começamos do zero. Ou pior, do muito menos zero. Há os que puxam de cá, os que puxam de lá. Há muitos que continuam se perguntando o que o Santos pode fazer por eles, e não o que eles podem fazer pelo Santos. Enfim, às vezes se tem a impressão de que os desejos individuais, nem sempre legítimos, colocarão o destino do nosso clube eternamente em segundo plano.

Porém, posso afirmar que esta gestão caminha para cumprir seus 11 compromissos de campanha. Farei um balanço de todos eles na terça-feira, quando completaremos três meses à frente do clube. Aos poucos queremos provar que o sonho de um Santos imenso e próspero não é uma causa perdida. Porém, por mais que façamos, é evidente que não faremos nada sozinhos, pois para dar qualquer passo precisaremos da pessoa mais importante nesse processo: VOCÊ!

Como já disse e repeti várias vezes, o Santos depende, exclusivamente, de quem o ama, de quem é apaixonado por ele. Nenhum plano de marketing, nenhuma campanha maciça de associação, nenhuma promoção mirabolante para encher estádios dará certo se o torcedor não acreditar nessa diretoria e nesse time. Essa confiança, esse apoio, é o começo – e o fim – de tudo. E a melhor forma de abraçar o time é tornar-se sócio.

Sei que se vivêssemos a iminência de uma guerra, como no filme, as pessoas estariam dispostas a fazer sacrifícios por sua pátria. No Brasil uma campanha já fez as pessoas doarem alianças e correntinhas de ouro para salvar a economia do país. Um time de futebol é, obviamente, menos importante do que uma nação, mas quanto vale a alegria de uma vitória que permanece na alma dias, meses, anos a fio? Por outro lado, quanto nos entristece uma derrota importante, que interrompe a esperança de um título?

Quanto não daríamos hoje para não sofrer o dissabor de derrotas decisivas, de gols que nos impediram de erguer troféus e juntar mais lembranças maravilhosas à nossa invejável história?

Fiquei sócio do Santos, há apenas 12 anos, após ter sido convencido pelo nosso atual presidente, José Carlos Peres, de que assim eu ajudaria mais o clube. Escrevia artigos e livros, ia a jogos, comprava uma ou outra camisa oficial, mas ainda faltava alguma coisa. Então, fiquei sócio, recebi minha carteirinha com extrema felicidade – como se finalmente tivesse me tornado um cidadão santista – e agora digo que jamais deixarei de estar ligado ao Santos enquanto viver. Na alegria, obviamente, mas, principalmente, na tristeza, que é quando o clube mais precisa de nós.

Sei que se eu conseguir, se todos nós conseguirmos, transmitir esse mesmo sentimento que o Peres me passou para muitos santistas que hoje não são sócios, iniciaremos um caminho irresistível rumo ao futuro que sonhamos, que terá um time sempre forte, excelentes novos jogadores a cada temporada, um estádio à altura dos nossos jogos, grandes patrocinadores, espaço nobre na tevê e uma torcida cada vez maior e mais motivada.

Alguém pode me chamar de sonhador, mas sei que não sou o único. Só precisamos que 4% dos santistas do Brasil sonhem o mesmo sonho. Alguém tem dúvida de que essa é uma causa pela qual vale a pena lutar?

Quando perguntaram a Winston Churchill se valia a pena colocar em risco a segurança da Grã Bretanha em uma guerra que seria longa e sofrida, ele respondeu, imediatamente: O que importa é a coragem de lutar. Essa filosofia também serve para nós, santistas. Lutemos!

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E então, santista, que tal lutar pelo futuro do nosso clube?


Orgulho e esperança


Sasha e Rodrygo, autores dos gols que calaram o Pacaembu na vitória do aguerrido Santos sobre o decantado Palmeiras


O que Jair Ventura falou após Palmeiras 1 x 2 Santos

Chuva incessante, Pacaembu lotado de palmeirenses, adversário considerado o time mais caro time da América do Sul… Tive receio de que nossos Meninos sentissem a pressão. Mas o jogo começou e logo percebi que estava subestimando esse Santos imprevisível, que se defende bem, sabe atacar com perigo e tem uma personalidade que não deveria ser comum em uma equipe com tantos jovens.

A vitória de 2 a 1, sacramentada no primeiro tempo, demonstra a força de um time que ainda pode crescer muito. Os pênaltis determinaram a classificação palmeirense para a final do Campeonato Paulista, mas não se pode minimizar a importância da vitória santista durante os 90 minutos. Na verdade, na maior parte dos dois jogos o Santos foi melhor, o que nos dá muita esperança de que com alguns ajustes esse time possa conseguir resultados ainda mais expressivos.

Talvez, se nos últimos 15 minutos o técnico Jair Ventura não tivesse optado por segurar a vitória, fazendo entrar Jean Mota e Leandro Donizete, quem sabe o Santos não fizesse o terceiro gol e definisse a classificação. O adversário estava um tanto descontrolado. Mas Ventura foi sensato, preferiu no mínimo garantir o triunfo e levar a decisão para os pênaltis, o que acabou conseguindo. E não se pode analisar cobranças de pênaltis, nas quais o anistiado Jailson pegou um, contra nenhum de Vanderlei. A diferença foi só essa.

Quem jogou bem, quem jogou mal, o que Jair Ventura poderia ter feito, como foi a atuação do árbitro. Essas análises eu deixo para meus companheiros de blog. Quanto a mim, voltei para casa tranquilo. O Santos venceu, não foi derrotado, como muitos “especialistas” preconizavam. O Santos está sempre renascendo, graças a esses Meninos que brotam não sabemos onde. E sinto que a história se repetirá.

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E você, o que acha disso?


Nossa história pesa…

Um narrador de rádio disse que o Santos nem deveria ir para o Pacaembu, para o jogo desta terça-feira, às 20h30, pois a semifinal já está definida. Com um time mais caro e jogando em casa e pelo empate, para esse radialista não há como o Palmeiras perder para o Santos a vaga para a final do Campeonato Paulista. Bem, o microfone, assim como o papel, aceita tudo. Um dia esse mesmo senhor disse que o Lucas, ex-São Paulo, era melhor do que o Neymar…

É evidente que o Palmeiras é favorito para a vaga, pelas circunstâncias, mas um comunicador sensato jamais demonstraria tanta certeza. O Santos tem jogadores em ascensão, que jogam com vontade, enquanto o Palmeiras tem um time no qual a maioria dos atletas tenta justificar o alto salário.

Há, ainda a história. E ela tem um peso. É claro que o Palmeiras tem uma história rica, de títulos e craques, mas a do Santos é inigualável. E como o futebol é cíclico, a cada jogo essa história pode se materializar nos pés ligeiros de um garoto atrevido, como Rodrygo, Arthur Gomes, Diogo Vitor…

E precisa ser preservada…

pierin digitalizacao O historiador Gabriel Pierin, acima, e o pesquisador Gabriel Santana, abaixo, no trabalho de digitalização de documentos históricos do Santos que só deverá terminar em agosto. Nossa história é um patrimônio a ser preservado.
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Conforme um dos compromissos de nossa campanha, todos os documentos ligados à memória santista estão sendo digitalizados. Desde as primeiras súmulas, escritas à mão pelo técnico Urbano Caldeira, até as atas das reuniões centenárias. Se isso não fosse feito agora, perderíamos uma parte de nossa alma.

Temos na equipe do Memorial das Conquistas e no Departamento de Memória e Estatística do Santos profissionais apaixonados pela história do clube. Nas fotos vemos o historiador Gabriel Pierin, autor do livro “O Nascimento de um Gigante” e o pesquisador Gabriel Santana, que recentemente respondeu sobre a história santista em um programa de tevê. Eles estão trabalhando diariamente na digitalização dos documentos, tarefa que só deverá ser concluída em agosto.

Em abril, mês de Centenário do Santos, os sócios já terão acesso gratuito às primeiras atas do clube. Logo, logo, o site do SócioRei publicará artigos históricos e oferecerá aos associados um serviço de consulta sobre jogos, títulos, recordes e atletas que já vestiram a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano.

Como se sabe, estamos empenhados em um projeto de expansão do Memorial das Conquistas e em outro de restauração da Chácara Nicolau Moran. Muitas reuniões e estudos já estão sendo realizados nesse sentido e esperamos que até o final do semestre tenhamos notícias concretas sobre tais empreendimentos.

E você, o que acha disso?


O Santos foi valente

Sim, é verdade que o Palmeiras dominou a primeira meia hora de jogo, aproveitou-se da velocidade de Keno contra Daniel Guedes e abriu caminho para o único gol do jogo, marcado por Willian aos cinco minutos. Porém, não é menos verdade que a partir daí, e durante todo o segundo tempo, o Santos tomou a iniciativa, atacou mais e obrigou Jailson a umas cinco defesas difíceis e decisivas. Então, o empate seria o resultado justo? Sim, sem dúvida.

Os novos Meninos da Vila mostraram vontade, coragem e mereciam ao menos um gol para brindar os 19.500 santistas que compareceram ao Pacaembu.

Dessa vez gostei mais de Arthur Gomes, sem contar, é claro, a garra de Alison e a mobilidade de Sasha. Diogo Vitor não me parece ser um meia distribuidor de jogo, mas um atacante que deve jogar mais próximo da meta adversária, pois adora bater a gol.

Gabriel precisa ser mais solidário. No final do primeiro tempo tinha Diogo Vitor livre e, mesmo sem ângulo, resolveu chutar a gol, desperdiçando ótima chance. É o tipo de jogada difícil de se ver em um time europeu, pois lá os atacantes jogam mais para o time e menos para seus egos. Se Gabriel pretende voltar por cima para a Europa, tem de começar desde já a praticar um futebol menos individualista.

Quanto ao Palmeiras, para um time formado com a força da grana da Crefisa, seu futebol deixa muito a desejar. Parece que joga só o suficiente para abrir uma vantagem, mesmo pequena, e depois usa de todos os recursos, até a abominável cera, para retardar o jogo e fazer o tempo passar. Aliás, se o árbitro Flávio Rodrigues de Souza fosse mais rigoroso contra a cera e contra as faltas seguidas dos palmeirenses, a sorte santista talvez fosse outra.

Jogar-se ao gramado pedindo atendimento médico foi um artifício usado algumas vezes pelos palmeirenses, principalmente pelo goleiro Jailson, sem o árbitro demonstrasse a mínima intenção de fazer o jogo correr. Houve um lance claro de lei de vantagem em que ele parou o ataque do Santos, mas por outro lado, permitiu que o Palmeiras batesse uma falta sem sua autorização que pegou a defesa santista totalmente desprevenida. Enfim, não fez uma arbitragem imparcial o senhor Flávio, que também permitiu ao trombador Felipe Melo distribuir trompaços a torto e a direito.

De qualquer forma, o jogo foi bom e mesmo com uma folha de pagamentos que é um quarto da do rival, o Santos merecia melhor sorte. Agora, o jeito é ganhar o jogo de volta, terça-feira, às 20h30, no mesmo Pacaembu. Nossos Meninos jogarão diante de um público só de palmeirenses, mas agora já sabem que o adversário não é um bicho tão feio quanto parecia.

O goleiro Jailson, suspenso por três jogos, não deveria enfrentar o Santos, mas o departamento jurídico do Palmeiras conseguiu um efeito suspensivo. O que é isso? Como o nome diz, trata-se de uma suspensão da pena. É mais ou menos como o habeas corpus para um réu condenado.

E você, o que achou do Santos contra o Palmeiras?


Venha ajudar os Meninos do Santos a vencer o jogão do ano




Os Meninos estão começando a mostrar o que valem

Sim, o seu apoio será decisivo para a vitória sobre o decantado Palmeiras neste sábado, às 19 horas, em um Pacaembu repleto de santistas. Perceba que os grandes momentos do Santos em 2018 foram o segundo tempo contra o Corinthians, quando empatou e só não ganhou porque foi prejudicado grotescamente pela arbitragem, e no segundo tempo diante do Nacional do Uruguai, quando marcou dois gols mesmo com um jogador a menos. O que ambos tiveram em comum: a massa santista tomando o Pacaembu e empurrando o time para a frente. Pois é exatamente isso que ocorrerá novamente neste sábado.

Times jovens têm a característica de crescer bastante quando incentivados por sua torcida e de se inibir no campo adversário. Vamos fazer a nossa parte e dar aos Meninos o carinho e o apoio que merecem para buscar essa grande conquista, no clássico paulista de maior rivalidade nos últimos anos. Uma grande vitória hoje e o caminho estará aberto para a final.

É preciso reconhecer o bom nível do adversário, cujo time foi montado a peso de ouro, mas não se pode esquecer a predestinação do Santos, um time fadado a deixar sua marca no futebol. Eles gastaram milhões para ter dois jogadores para cada posição? Tudo bem. O Santos tem o toque mágico que transforma seus jogadores nos grandes momentos.

Nossa defesa é boa; o meio-campo tem lutado, sob o comando do guerreiro Alison; e no ataque, além do surpreendente desempenho de Sasha e o prestígio de Gabriel, temos Rodrygo, Arthur Gomes e Diogo Vitor, de enorme futuro, que podem explodir a qualquer momento. São ingredientes que fazem esse “Clássico dos Clássicos” merecer toda a nossa atenção.

Não fosse a longa rivalidade, os dois times têm decidido títulos e lutado pelas melhores posições das principais competições nacionais nos últimos anos. Além disso, hoje demonstram duas filosofias diferentes do nosso futebol: o Santos continua se valendo de sua mística, de seu dom de revelar Meninos bons de bola, enquanto o Palmeiras investe pesado – com a ajuda da patrocinadora Crefisa – para ter o melhor elenco do Brasil. Veremos…

Para comprar seu ingresso

As bilheterias do Pacaembu ficarão abertas até as 21 horas desta sexta-feira e se abrirão novamente no sábado, a partir das 9 horas. O site do SócioRei permanecerá aberto o tempo todo, até o horário do jogo, 19 horas do sábado. Dá para comprar seu ingresso até durante a balada, na madrugada, quando a concorrência será menor. ]

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Um Santos ainda mais ofensivo

Ao que tudo indica Jair Ventura escalará um Santos ainda mais ofensivo contra o Palmeiras. Há evidências de que ele colocará Sasha no meio, tirando Jean Mota. A linha de ataque ainda teria Diogo Vitor, Rodrygo e Gabigol.

No Palmeiras, Roger Machado também deve manter um trio atacante, com Keno, Dudu e Willian. Enfim, o jogo promete ser mais interessante do que os confrontos do Santos com o Botafogo de Ribeirão Preto. A arbitragem será de Flávio Rodriges de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos. Bom trabalho para eles e que ao menos sejam imparciais.

Ônibus para São Paulo

Ônibus sairão da Vila Belmiro com associados para ver o jogo em São Paulo. O ingresso é uma lata de leite em pó.

Vá se alegrar, ou vá sofrer. Mas vá!

Na final do Brasileiro de 2002, confesso que estava com receio de ir o jogo. Ver aquele gol no último lance da semifinal do Paulista de 2001 me deixou ressabiado. Mas um amigo me deu coragem: “Nessa hora é que o time precisa de você. Em casa você não vai ajudar nada”.

Criei coragem e fui, para viver, naqueles dois jogos, meus momentos mais felizes como torcedor do Santos. Agora, sou eu que peço a quem pode ir e está com um pé atrás. Viver uma grande emoção sempre vale a pena. Vamos sofrer, ou se alegrar, mas sempre do lado dos nossos Meninos da Vila. Vá ao jogo e, qualquer que seja o resultado, não se arrependerá.


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