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	<title>Blog do Odir Cunha</title>
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		<title>Desfalcado, Santos terá de confiar na juventude contra o Flamengo, no areal do Maracanã</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2010 15:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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Se comparado ao time que venceu a Copa do Brasil, o Santos está bem diferente, pois Robinho, Wesley, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Santos nunca jogou tão desfalcado este ano como o fará logo mais, às 16 horas, sobre a areia do Maracanã. Sem Neymar, suspenso, o time enfrentará o Flamengo, atual campeão brasileiro, que estréia o ex-santista Deivid. </p>
<p>Se comparado ao time que venceu a Copa do Brasil, o Santos está bem diferente, pois Robinho, Wesley, André, Paulo Henrique Ganso e Neymar não jogarão – ou seja, os responsáveis pela magia que encantou o país no primeiro semestre, estão fora da partida de hoje. </p>
<p>O jovem Alan Patrick, requisitado pela Seleção Brasileira sub-19, também não jogará. Com isso, o jogo será mais uma ótima oportunidade para alguns jogadores se firmarem recuperarem o seu lugar no time, casos de Zezinho, Keirrison, Marquinhos e Madson. </p>
<p>Dorival Junior deverá escalar o time com Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Marquinhos e Zezinho (Madson); Zé Eduardo e Keirrison (Marcel). Espero que opte por Zé Eduardo e arme um time baseado na velocidade, única forma de vencer hoje.  </p>
<p>Silas, o falador técnico do Flamengo que até agora não venceu no time carioca, provavelmente colocará em campo uma equipe com Lomba; Leonardo Moura, Welinton (David), Ronaldo Angelim e Juan; Corrêa, Willians, Renato Abreu e Petkovic; Diogo (Diego Maurício) e Deivid. </p>
<p>A arbitragem será de Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS), auxiliado por Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Tiago Gomes Brigido (CE).</p>
<p><strong>Flamengo tem mais experiência, mas Santos é mais rápido</strong></p>
<p>Uma qualidade que o Flamengo sempre teve ao jogar diante de sua torcida foi o jogo ofensivo, rápido, envolvente, em que se destacavam os alas Leonardo Moura pela direita e Juan pela esquerda. </p>
<p>Hoje ambos jogam, mas o Flamengo não é mais o mesmo. O fôlego de Petkovic, o cérebro do time, está cada vez mais curto. Bem marcado, o sérvio pouco faz. Corrêa e Renato Abreu ainda não se firmaram na equipe e Deivid estreará sem ao menos cumprir um período de adaptação.</p>
<p>A melhor arma ofensiva do rubro-negro carioca parece ser o recém-contratado Diogo, ex-Portuguesa de Desportos (aliás, é um fenômeno como um time tão endividado consegue fazer tantas contratações).</p>
<p>Ao Santos, como já disse, resta a possibilidade de imprimir um ritmo forte ao jogo, o que deverá desgastar boa parte dos jogadores do Flamengo – alguns veteranos e outros ainda fora de forma. Até porque o gramado, cheio de buracos, foi coberto com areia, o que torna o jogo mais amarrado e cansa mais os jogadores.  </p>
<p><strong>Juventude e ousadia deram a primeira vitória ao Santos no Maracanã</strong></p>
<p>Como se sabe, o Maracanã foi construído para a Copa do Mundo de 1950. E a primeira vez que o Santos jogou no estádio, pelo Rio-São Paulo de 1952, ocorreu em 3 de fevereiro daquele ano, quando perdeu para o Botafogo por 2 a 1. O Santos jogou aquela partida com Manga, Hélvio e Olavo; Nenê, Formiga e Pascoal; Alemãozinho (depois 109), Antoninho, Nicácio, Odair e Tite. Pascoal fez o gol santista, o primeiro de muitos e antológicos gols que o Santos faria no maior estádio do mundo. </p>
<p>A primeira vitória do Santos no Maracanã foi um gesto de ousadia. O técnico interino Luis Alonso Peres, o Lula, assumia a equipe depois de quatro derrotas consecutivas sob o comando do italiano Giuseppe Ottina (América, 1 a 2; Fluminense, 1 a 2; Palmeiras, 3 a 4 e São Paulo, 1 a 2). </p>
<p>O adversário daquele 5 de junho de 1954 era o temido Botafogo de Garrincha, mas Lula, adepto do jogo ofensivo, escalou o time com Manga, Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Walter, Álvaro, Vasconcelos (depois Hugo) e Tite. E assim, com cinco no ataque, entre eles o garoto Álvaro, o Santos venceu por 3 a 2, com dois gols de Tite e um de Joel, contra gols de Dino e Garrincha para o alvinegro carioca.</p>
<p>Na partida seguinte veio uma derrota contra a Portuguesa (0 a 3), mas nos três últimos jogos do torneio a equipe voltou a vencer, goleando o Flamengo por 4 a 0, batendo o Vasco no Maracanã por 1 a 0 (gol de Tite) e, em um Pacaembu lotado, acabando com uma série de seis vitórias consecutivas do Corinthians, vencendo-o por 2 a 0 (os dois de Vasconcelos). Assim, Lula, que logo de início mostrou personalidade e alguma sorte, assegurou o cargo onde permaneceria por 13 anos ininterruptos e colecionaria a maior quantidade de títulos de um técnico na mesma equipe.</p>
<p>Contei esta história – e peço que você, santista, a guarde com carinho – porque ela pode ser inspiradora. Foi jogando ofensivamente contra o melhor time do Rio de Janeiro à época, que o Santos conseguiu sua primeira vitória no Maracanã. Não digo que ele deva partir desordenadamente pra cima do Flamengo, hoje, mas uma coisa é certa: se jogar recuado, no ritmo do adversário, dificilmente evitará a derrota. </p>
<p><strong>Como este desfalcado Santos deve jogar contra o Flamengo para se manter na luta pela tríplice coroa? Fechado no meio campo, ou com três atacantes?</strong></p>
<p><strong>&#8212; Reveja agora dois momentos felizes do Santos contra o Flamengo, no Maracanã &#8212;</strong></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/u36f2TA9m-8?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/u36f2TA9m-8?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ep5739-bXbI?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Ep5739-bXbI?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
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		<title>E se eu provar que a torcida do Santos é mais fiel?</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 23:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O Corinthians continua comemorando o seu Centenário e prossegue a bajulação da mídia ao alvinegro da capital em busca das migalhas do ibope. Mas há muito exagero em que tudo que se escreve e fala. Como o currículo corintiano é bem inferior ao de muitos outros, os bajuladores concentram-se, então, na força da torcida “que é uma religião” e outras baboseiras que não resistem a uma análise mais fria. E se eu provar, por exemplo, que a torcida do Santos é mais fiel?</p>
<p>Na verdade, não dá para dizer que torcida é mais fanática ou mais maluca. Toda torcida tem a sua cota de malucos e fanáticos. O que importa mesmo são os números, as façanhas, as provas de grandiosidade, como a do Corinthians em 1974, ao invadir o Maracanã, mas também como a do Santos em 2004, quando lotou estádios na caminhada pelo título brasileiro.</p>
<p>Se os corintianos são em tão maior número, por que os santistas dividiam o Morumbi com eles entre os anos 70 e 80, e por que o Santos ainda chega a levar mais público nos jogos do Pacaembu, que são a casa do Corinthians? Será que é porque a torcida do Santos, mesmo menor, é mais participativa? E se é mais participativa, ou seja, se uma porcentagem maior de santistas vai aos jogos, então ela não é mais fiel? </p>
<p>Na verdade, antes que eu mostre que os números comprovam a superioridade da torcida do Santos em São Paulo, eu só gostaria de lembrar que torcida fiel mesmo é a do Bahia, que continua lotando estádios e mantendo uma média de público maior do que qualquer outro time no país, apesar de o tricolor baiano estar há anos longe da Série A do Brasileiro. </p>
<p><strong>Santos detém os recordes de público em São Paulo</strong></p>
<p>Como prometi, vamos aos recordes de público do Santos em São Paulo. Se você não é santista e não acompanha a história do futebol, deve estar estranhando este post, pois pelo que a imprensa esportiva diz o Santos tem a quarta torcida do Estado, não é mesmo?</p>
<p>Pra que time você torce? O Palmeiras? Bem, se você torce para o glorioso Alviverde, fique sabendo que o jogo de maior público já disputado pelo seu Palmeiras ocorreu em 15 de outubro de 1978, no Morumbi. O Palmeiras ganhou do Santos por 2 a 0, diante de 123.318 pessoas, a maioria santistas. </p>
<p>Você é são-paulino? Ótimo. Pois fique sabendo que o jogo do São Paulo com maior público, em toda a história do bravo tricolor, aconteceu em 16 de novembro de 1980, no Morumbi, válido pela decisão do Campeonato Paulista daquele ano. O São Paulo venceu por 1 a 0, gol de Serginho, diante de 122.209 pessoas, a maior parte delas torcedoras do Santos.</p>
<p>Ah, você é torcedor da Portuguesa? Ótimo. Então já deve saber que, em toda a sua história, o jogo de maior público do qual fez parte a valente Lusa ocorreu em 23 de agosto de 1973, na decisão do Campeonato Paulista. Nada menos do que 116.156 pessoas, 90% santistas, superlotaram o Morumbi naquele dia. Eu, meu irmão Marcos, os amigos Paulinho Alemão, Plínio, Junior, estávamos naquela partida que por muitos anos foi o recorde de público em São Paulo – e olhe que o Morumbi já tinha tido decisões de título entre São Paulo e Palmeiras. </p>
<p>E se você é corintiano já conhece a força da torcida do Santos, pois este é o clássico de São Paulo que mais vezes atingiu um público de 100 mil pessoas ou mais. Em sete oportunidades Santos e Corinthians jogaram para um público superior a 100 mil pessoas. Corinthians e São Paulo jogaram seis vezes e Corinthians e Palmeiras, tido pela mídia como o jogo de maior rivalidade, só em quatro oportunidades ultrapassou a marca dos 100 mil. </p>
<p>Na lista dos 20 maiores públicos de jogos entre times brasileiros, o Santos aparece quatro vezes, mesma quantidade do Corinthians. O jogo de maior público é Flamengo 3, Santos 0, no Maracanã, pela decisão do Campeonato Brasileiro de 1983. No mesmo ano o Santos atraiu mais de 110 mil pessoas, 90 santistas, nos dois jogos que fez contra o Flamengo no Morumbi: Santos 2 114.481 em 12 de maio, quando venceu por 2 a 1, e 111.111  em 27 de fevereiro, quando também venceu, por 3 a 2. Ainda em 1983 Atlético Mineiro e Santos jogaram para 113.479 espectadores no Mineirão, em 15 de maio de 1983. </p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h7kFR-cLTkk?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/h7kFR-cLTkk?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><strong>Quem já foi o mais popular, pode voltar a ser</strong></p>
<p>Quando se trata de torcidas, nada é definitivo – por mais que boa parte da mídia tente fazer com que o público acredite que há reservas de mercado para determinados times. Assim como o Santos foi o de maior torcida no país no final dos anos 60, nada impede que possa voltar a ser.</p>
<p>A lista dos 10 maiores públicos do Torneio Rio-São Paulo, aquele que reunia os maiores times do país na era de ouro do futebol brasileiro, mostra bem como o Santos era popular e como seus jogos atraiam muito mais público do que as outras equipes, principalmente as de São Paulo. Perceba que dos 10 jogos de maior público, o Santos este presente em seis deles, enquanto Corinthians e São Paulo só aparecem em uma partida: </p>
<p><strong>10 maiores públicos do Torneio Rio-São Paulo </strong></p>
<p>1.Flamengo 3 x 2 Santos (132.500 espectadores) – Maracanã &#8211; 01/05/1964<br />
2.Flamengo 1 x 1 Vasco (120.165) &#8211; Maracanã &#8211; 29/03/1958.<br />
3.Botafogo 3 x 1 Santos (102.260) – Maracanã – 31/03/1963 (*)<br />
  (*) Jogo válido também para a Taça Brasil de 1962<br />
4.Flamengo 1 x 7 Santos (87.868) – Maracanã – 11/03/1961<br />
5.Vasco 3 x 1 Santos (81.421) &#8211; Maracanã &#8211; 28/02/1999 (público total: 94.500)<br />
6.Vasco 1 x 0 Corinthians (77.881) – Maracanã – 31/05/1953<br />
7.Vasco 2 x 1 Santos (74.155) – Maracanã – 13/04/1961<br />
8.São Paulo 2 x 1 Botafogo (71.668) – Morumbi – 07/03/2001<br />
9.Flamengo 2 x 2 Santos (70.729) – Maracanã – 06/02/1997<br />
10.Botafogo 3 x 0 Vasco (69.960) – Maracanã – 27/03/1966 </p>
<p><strong>E você, duvida da força da torcida do Santos, ou os números provam que ela é muito maior do que parece? </strong></p>
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		<title>Compre esta revista e ajude a preservar a história do Santos</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 02:41:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nós, santistas, temos a mania de dizer que a imprensa persegue o nosso time, pois, entre outras coisas, não reconhece as grandes conquistas do Santos. Bem, não é bem assim. Há jornalistas muito bem informados e extremamente profissionais, que sabem, por exemplo, que a Taça Brasil dava ao seu vencedor o título de campeão brasileiro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós, santistas, temos a mania de dizer que a imprensa persegue o nosso time, pois, entre outras coisas, não reconhece as grandes conquistas do Santos. Bem, não é bem assim. Há jornalistas muito bem informados e extremamente profissionais, que sabem, por exemplo, que a Taça Brasil dava ao seu vencedor o título de campeão brasileiro, e por isso o Santos é o maior campeão nacional do país, com oito títulos nacionais de primeira grandeza, além desta recém-conquistada Copa do Brasil.</p>
<p>Um destes jornalistas esclarecidos se chama Sérgio Quintanilha e era o proprietário da revista FourFourTwo, edição em português, da qual eu era o editor-chefe. Há cerca de um mês a FourFourTwo deixou de ser publicada no Brasil e agora o Quintanilha está lançando a revista FUT, já que esta marca lhe pertence há muitos anos.</p>
<p>Na primeira edição, especial, de 16 páginas, Quintanilha resolveu retratar o título da Copa do Brasil conquistado pelos Meninos da Vila e me deu a honra de escrever as matérias. A publicação traz as súmulas completas dos jogos do Santos na Copa, a ficha dos jogadores, perfis do Quarteto Santástico e o ranking atualizado de 51 anos de campeonatos nacionais no país &#8211; com a liderança do Santos, seguido por Palmeiras e Flamengo.</p>
<p>Outra informação importante trazida pela revista &#8211; e que ainda não vi em nenhum lugar &#8211; é que assim como o Santos bateu o recorde de gols em uma edição da Copa do Brasil (39 gols), ele já tinha batido o recorde do Campeonato Brasileiro (103 gols em 2004), do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (44 gols em 1968) e teve as três melhores médias de gols na Taça Brasil (3,75 em 1963, 3,60 em 1961 e 3,33 em 1964). Ou seja, o Santos é recordista de gols em todas as competições nacionais já disputadas no país. </p>
<p>Estas informações são relevantes e ao menos o santista tem a obrigação de sabe-las e guardá-las com carinho. Por isso, sem nenhum interesse, a não ser o de difundir e preservar a rica história do Santos, faço um apelo para que você, amigo santista e leitor deste blog, adquira esta revista e a guarde. </p>
<p>O sucesso desta edição da FUT representa o início de uma publicação que tratará os times de maneira justa e de acordo com seus méritos esportivos, sem levar em conta fatores subjetivos, como o tamanho das torcidas. Não falo por mim, mas o Quintanilha merece essa força pela seriedade com que trata o jornalismo esportivo. </p>
<p>O jornalismo esportivo nacional precisa de uma revista realmente neutra, isenta, que não faça média com ninguém e que se baseie, repito, apenas no mérito esportivo. O Sérgio Quintanilha é o empresário certo para torcar uma revista assim. E, olhe, ele  nem é santista. É corintiano, mas consegue ver o futebol como ele é, dando o devido valor a quem merece.   </p>
<p>A seguir, a capa e duas matérias da edição número 1 da revista FUT, que pode ser encontrada já neste sábado em bancas de todo o Brasil. Agradeço desde já. </p>
<p><a href="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-capa.jpg"><img src="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-capa.jpg" alt="" title="fut - capa" width="283" height="373" class="aligncenter size-full wp-image-2189" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-recorde.jpg"><img src="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-recorde.jpg" alt="" title="fut - recorde" width="425" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-2191" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-poster-santos-campeao.jpg"><img src="http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/fut-poster-santos-campeao.jpg" alt="" title="fut - poster santos campeao" width="425" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-2193" /></a></p>
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		<title>Vale a pena continuar jogando na Vila Belmiro?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 16:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os sete mil pagantes do jogo de ontem, contra o Avaí, trouxeram de novo à tona um dilema ainda não resolvido. Vale a pena para o Santos continuar jogando na Vila Belmiro para públicos que estão aquém do seu prestígio e de suas necessidades mercadológicas?
É inegável que o Santos atrai mais público em seus jogos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption alignnone" style="width: 616px"><img alt="" src="http://globoesporte.globo.com/Esportes/foto/0,,19444767-EX,00.jpg" width="606" height="455" /><p class="wp-caption-text">Ontem foram só 7.000 pagantes. Até quando? </p></div>
<p>Os sete mil pagantes do jogo de ontem, contra o Avaí, trouxeram de novo à tona um dilema ainda não resolvido. Vale a pena para o Santos continuar jogando na Vila Belmiro para públicos que estão aquém do seu prestígio e de suas necessidades mercadológicas?</p>
<p>É inegável que o Santos atrai mais público em seus jogos em São Paulo, onde tem 1,5 milhão de torcedores, do que na Baixada Santista, onde possui 500 mil aficionados e de menor poder aquisitivo. </p>
<p>Mas a questão não é tão simples e mexe com a paixão dos santistas, chegando a dividir os torcedores em dois grandes blocos: os adeptos dos jogos na Vila Belmiro e aqueles que preferem que o time atue mais em São Paulo. Vejamos os aspectos positivos de cada opção.</p>
<p><strong>O lado bom de se jogar na Vila Belmiro</strong></p>
<p>É menos desgastante para os jogadores, que saem do CT, ali do lado, direto para o estádio.<br />
A pressão sobre o time e a torcida adversária é maior.<br />
O time costuma ter um índice de vitórias excelente quando joga na Vila, principalmente nos clássicos contra outros grandes de São Paulo. </p>
<p><strong>O lado bom de se jogar no Pacaembu</strong></p>
<p>As rendas são maiores. O clube fatura mais.<br />
A exposição na mídia é um pouco maior, já que há uma cobertura mais completa dos veículos de comunicação.<br />
O Pacaembu lotado por um time que não tem sede em São Paulo sempre causa uma impressão muito boa, ótima para o marketing.<br />
Nos últimos anos o time vem mantendo um índice de vitórias tão alto ou maior do que na Vila Belmiro.<br />
<strong><br />
Chapa “O Santos pode mais” prometia mais jogos em São Paulo</strong></p>
<p>Uma das promessas da chapa “O Santos Pode mais”, eleita no final do ano passado, é a de que o Santos jogaria mais vezes em São Paulo, onde tem uma torcida maior e, naturalmente, atrai mais público aos seus jogos. </p>
<p>Estudava-se até a possibilidade de o time atuar em regiões onde mantém um número expressivo de torcedores, como o Interior de São Paulo e o Norte do Paraná. Era consenso que o clube deveria evitar os prejuízos causados pelos jogos na Vila Belmiro, onde manteve uma das piores médias de público nas últimas edições do Campeonato Brasileiro.</p>
<p>Porém, há uma resistência muito grande de boa parte dos santistas de Santos com relação ao time trocar a Vila Belmiro pelo Pacaembu, ou outro estádio paulistano. Em suas últimas campanhas para presidente do clube, Marcelo Teixeira disseminou a idéia de que a oposição queria tirar o Santos de Santos, e com isso obteve o apoio geral dos santistas da cidade. </p>
<p>Na verdade, bairrismos à parte, o que se quer é que o Santos jogue para públicos compatíveis com sua grandeza. Se tiver de escolher, a maioria dos santistas parece preferir que o time continue mandando seus jogos em Santos. </p>
<p><strong>Enquete pede estádio em Santos</strong></p>
<p>Veja que o resultado parcial da enquete sobre o estádio do Santos, mostra que mais da metade dos internautas (54%) prefere que o Santos tenha um estádio maior e moderno em Santos ou que a Vila Belmiro seja ampliada. Apenas 31% preferem um estádio santista em São Paulo ou em Diadema, enquanto 14% quer que se mantenha o rodízio entre Vila e Pacaembu. </p>
<p>Uma coisa, porém, é amar a Vila Belmiro e reconhecer sua importância para a história do Santos. Outra é querer que ela continue sendo o eterno estádio do clube, mesmo ultrapassada e deficitária. </p>
<p><strong>Menor que o Parque São Jorge</strong></p>
<p>Com as últimas mudanças para a construção dos camarotes, a Vila Belmiro teve sua capacidade diminuída para 15 mil pessoas. Ou seja, ela se tornou ainda menor do que o obsoleto Parque São Jorge, que comporta 17.900 pessoas. </p>
<p><strong>Grandeza veio em ganhar fora</strong></p>
<p>É muito importante ter um bom índice de vitórias em casa, mas isso até times médios e pequenos conseguem. O grande diferencial, que fez do Santos um dos melhores do mundo, foi sua incrível capacidade de vencer no campo do adversário, ou longe de sua cidade.</p>
<p>Quase todos os títulos importantes do Santos foram obtidos longe da Vila Belmiro. Vejamos:</p>
<p>Libertadores de 1962: Buenos Aires.<br />
Libertadores de 1963: Buenos Aires.<br />
Mundial de 1962: Lisboa.<br />
Mundial de 1963: Rio de Janeiro.<br />
Recopa Mundial, em 1969: Milão.<br />
Taça Brasil de 1962: Rio de Janeiro.<br />
Taça Brasil de 1963: Salvador.<br />
Taça Brasil de 1964: Rio de Janeiro.<br />
Taça Brasil de 1965: Rio de Janeiro.<br />
Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1968: Rio de Janeiro.<br />
Campeonato Brasileiro de 2002: São Paulo.<br />
Campeonato Brasileiro de 2004: São José do Rio Preto.<br />
Copa Brasil de 2010: Salvador.</p>
<p>A única conquista relevante na Vila Belmiro foi a Taça Brasil de 1961, ganha com uma goleada de 5 a 1 sobre o Bahia. </p>
<p><strong>Indecisão atrapalha o marketing</strong></p>
<p>Esta indecisão do Santos com relação ao seu estádio certamente atrapalha vôos mais altos de seu marketing. Daqui a dois anos o Corinthians terá um estádio grande e moderno, o Palmeiras a sua arena, o São Paulo continuará com o maior estádio do Estado. E o Santos? Continuará jogando para sete mil pessoas em uma Vila Belmiro acanhada e ultrapassada?</p>
<p>O Pacaembu é uma opção pronta, barata, tradicional e bem localizada. O santista gosta de ir ao Pacaembu e o considera a sua casa em São Paulo. Mas para ser uma alternativa permanente o Santos teria de assinar uma parceria com a prefeitura de São Paulo, pois um estádio só pode ser um grande negócio se o clube puder explorá-lo mercadologicamente, com publicidade, eventos, merchandising.</p>
<p>Se o Santos tem os dois pés fincados na cidade mais progressista da América Latina, para muitos fica difícil entender porque não toma posse logo desta conquista e ergue seu estádio na metrópole. </p>
<p>Mas há a questão das raízes, e com o crescimento da cidade de Santos – acelerado pelo Pré-Sal e as obras de modernização do Porto – provavelmente o poder aquisitivo e, consequentemente, a média de público em um estádio na cidade também tenderá a crescer. </p>
<p><strong>A prefeitura de Santos deveria apoiar mais o time</strong></p>
<p>Não há dúvida de que o time do Santos é a entidade que mais divulga a cidade pelo mundo.Assim, não entendo por que a prefeitura santista e o clube não se aproximam em uma parceria duradoura, benéfica para ambas. </p>
<p>Já ouvi que a prefeitura não ajudava o Santos porque o prefeito era palmeirense. Recusei-me a acreditar em tal sandice. Em primeiro lugar, mesmo que isso fosse verdade, o Palmeiras não tem sede na cidade, não paga impostos em Santos e o número de palmeirenses no município não deve chegar a 10%.</p>
<p>Se eu fosse o presidente do Santos e tivesse dificuldades com um prefeito que torcesse por um clube de São Paulo, eu simplesmente lhe diria: está bem, você não vai nos ajudar porque torce para outro time, ok. Mas então vamos pedir aos santistas da cidade – e há 54% de torcedores do Santos em Santos, segundo pesquisa de A Tribuna – que não votem no senhor.</p>
<p>O Santos pode ser decisivo em qualquer eleição na cidade, e deveria usar essa força política para conseguir bons acordos para o clube. Esta é a forma de o Santos continuar em Santos e usar a ser favor todo o potencial da cidade. </p>
<p>Outra desculpa que ouvi é que o prefeito não poderia ajudar o Santos, pois na cidade também há outros clubes tradicionais, como a Portuguesa Santista e o Jabaquara. Ora, mas quanto representam os torcedores de cada clube? Novamente o Santos deveria ter uma posição política e usar a força esmagadora de seus torcedores para influir na política da cidade. </p>
<p>Até porque o que impediria que a prefeitura e os clubes da cidade se unissem para a construção de uma grande e moderna arena municipal, que poderia ser usada tanto pelo Santos, como por outros clubes que disputassem divisões principais do futebol brasileiro?</p>
<p>O espaço imobiliário em Santos se valoriza rapidamente, mas ainda há muito clube abandonado, há muito terreno que poderia ser usado para consolidar esta parceria que tornaria o Santos o maior time – também em patrimônio – do litoral brasileiro. Se ainda não pensaram, que a diretoria do clube e o prefeito pensem seriamente sobre isso.</p>
<p>Se uma decisão não for tomada rapidamente, só restará ao Santos dois caminhos: sair da cidade, em busca de campos mais férteis e de públicos mais reconhecidos ao seu futebol, ou apequenar-se agarrado à sua tímida e romântica Vila Belmiro. </p>
<p><strong>E você, o que acha que o Santos deve fazer a curto e médio prazo para resolver seu problema de falta de público na Vila? </strong></p>
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		<title>Vitória sofrida, quase injusta, mas valeu pela garra</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 02:31:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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Sim, sorte também influi no futebol, e não fosse ela o time de Santa Catarina teria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei se dá pra dizer que o Santos mereceu vencer o Avaí. Creio que não. O resultado mais justo seria o empate. Se alguma coisa fez a diferença em favor do Santos foi a garra. Além da sorte. </p>
<p>Sim, sorte também influi no futebol, e não fosse ela o time de Santa Catarina teria ao menos obtido o empate na Vila Belmiro. Aquela bola que bateu no pé da trave e não entrou é típica de goleiro sortudo, como este Rafael. </p>
<p>Mas, como eu já disse, os deuses do futebol costumam compensar alguns azares. Perder o Ganso, machucado, por seis meses, dá ao Santos um duradouro bilhete da fortuna.</p>
<p>Fazer um gol logo aos 50 segundos, através de Neymar, deu a impressão de que o time poderia vencer com facilidade, mas, como se previa, este Avaí é atrevido e também buscou o ataque, mesmo fora de casa. Time jovem, parece ter uma energia inesgotável. </p>
<p>Como havia muita juventude em campo e pouca maturidade, o jogo foi um corre-corre terrível. Marquinhos não conseguiu controlar a partida no meio-campo e só mesmo a habilidade de Neymar e a versatilidade de Zé Eduardo seguraram o Avaí um pouco mais atrás no primeiro tempo. Keirrison, mais uma vez, ajudou pouco.</p>
<p>Na segunda etapa, o gol dos visitantes parecia favas contadas, até que as entradas de Alan Patrick e Zezinho deram um pouco mais de precisão nas trocas de bola e tornaram o Santos novamente perigoso.</p>
<p>Por sorte o gol de Marcel saiu justamente no curto período de tempo que o Santos voltou a dominar, aos 38 minutos. Depois, o Avaí assumiu o controle do jogo novamente, diminuiu com Válber, aos 42, e manteve o torcedor santista com o coração na mão até o fim. </p>
<p><strong>Lições do jogo</strong></p>
<p>A determinação, a disposição de marcar o adversário foi um aspecto positivo desta vitória que coloca o Santos na terceira posição do campeonato. Mas a partida mostrou também aspectos preocupantes, que merecem melhor análise.</p>
<p>É notório que o poder ofensivo do time caiu muito devido aos desfalques da janela de transferências. Marquinhos não está conseguindo substituir Ganso à altura no meio-campo e Zé Eduardo e Keirrison estão longe de preencherem as lacunas deixadas por Robinho e André. </p>
<p>O Santos passou a ser um time cuja única reserva de arte está nos pés de Neymar e, em menor proporção, nos de Alan Patrick e Zezinho quando estes entram no segundo tempo. Parece pouco para chegar ao título, mas o espírito de luta tem compensado a falta de beleza.</p>
<p>Esta garra será decisiva domingo, no Maracanã, na última rodada do primeiro turno (sem contar o jogo adiado, com o Internacional). Contra o campeão Flamengo, os Meninos da Vila terão de ter o mesmo espírito guerreiro que tiveram contra o humilde Avaí.</p>
<p><strong>O que você achou do jogo com o Avaí? O que viu de positivo e negativo no Santos? </strong></p>
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		<title>Gylmar, o ídolo renegado pelo Corinthians que só foi feliz no Santos, será homenageado hoje na Vila</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 21:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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Como Gylmar vive hoje e, abaixo, o seu jogo de despedida do futebol, aos 39 anos, quando fez sua 100ª partida pela Seleção Brasileira. O Brasil, que jogou com oito titulares do Santos, venceu a Inglaterra, então a campeã do mundo, por 2 a 1, no Maracanã, em junho de 1969. 

Hoje o Santos fará [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GqoJ-0Qgc8k?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GqoJ-0Qgc8k?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><strong>Como Gylmar vive hoje e, abaixo, o seu jogo de despedida do futebol, aos 39 anos, quando fez sua 100ª partida pela Seleção Brasileira. O Brasil, que jogou com oito titulares do Santos, venceu a Inglaterra, então a campeã do mundo, por 2 a 1, no Maracanã, em junho de 1969. </strong></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OeUxYSPWV58?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OeUxYSPWV58?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Hoje o Santos fará uma homenagem a Gylmar dos Santos Neves, o goleiro mais vitorioso do futebol mundial, que vestiu a camisa do Alvinegro Praiano de dezembro de 1961 a dezembro de 1969. Gylmar, um goleiro elegante, frio e elástico, completou 80 anos no dia 22 de agosto e terá uma camisa do Santos com o seu nome.</p>
<p>Nascido no bairro do Macuco, em Santos, em 1930, Gylmar jogou no Portuários, assinou seu primeiro contrato profissional com o Jabaquara, acabou contratado pelo Corinthians no começo de 1951 – como contra-peso no negócio com o quarto-zagueiro Ciciá –, mas dez anos depois, escorraçado pelo clube do Parque São Jorge, finalmente foi feliz no futebol ao se transferir para o Santos. </p>
<p>Gylmar confirma a sina do Alvinegro da capital de maltratar seus ídolos. Seu primeiro problema no Corinthians ocorreu em novembro de 1951, quando o time perdeu por 7 a 3 para a Portuguesa e levantaram a suspeita de que ele teria “amolecido”. Sem poder provar sua inocência, foi afastado do time por seis meses.</p>
<p>“Passei um período muito difícil”, contou-me ele quando o entrevistei para o livro <strong>Time dos Sonhos</strong>. “Não podia nem entrar no clube. Eu não tinha como provar, porque as coisas foram feitas fora, sem que eu soubesse. Só sei que no dia do jogo havia muitas promessas de prêmios para mim. Pensei que estivesse abafando, mas não era nada disso. A intenção deles era outra.”</p>
<p>Gylmar só foi perdoado e voltou a jogar pelo Corinthians porque em 1952 o time estava para embarcar em uma excursão e não tinha goleiro, já que Cabeção fora convocado para a Seleção Paulista. Depois de tentar conseguir, sem sucesso, um jogador emprestado, o diretor Manoel dos Santos propôs o nome de Gylmar, aceito com resistência. Após uma viagem exaustiva de três dias, o time estreou na Turquia e perdeu. Depois, foram 11 vitórias consecutivas, com Gylmar fechando o gol:</p>
<p>“Foi o dedo de Deus que me deu aquela oportunidade. Joguei muito bem. Na partida contra a Seleção da Dinamarca cheguei a defender três pênaltis. Voltei novamente como herói. Joguei todo o Campeonato Paulista de 1952, quando o Corinthians foi campeão”, lembrou ele.</p>
<p>Gylmar foi muito importante na conquista do título paulista do IV Centenário, em 1954. O time fazia 1 a 0 e ele segurava o resultado. Vivia uma fase excepcional, que quatro anos depois o levou à Copa do Mundo da Suécia e o fez sentir a maior alegria de sua carreira:</p>
<p>“A emoção de ganhar uma Copa é indescritível. Você fica meio bobo. Com exceção do Castilho, Didi e Nilton Santos, ninguém ali havia estado em Copas do Mundo.”</p>
<p>O goleiro novamente voltou como herói, mas aos poucos foi reduzido à única estrela de um Corinthians que perdera Cláudio, Luisinho e Baltazar e não estava contratando jogadores à altura dos que saíam. A fase negativa não tardou. Gylmar passou a ser apontado como o culpado pelas derrotas. Mesmo quando se queixou de dores no braço, não lhe deram ouvidos. O médico do clube disse que ele estava fazendo corpo mole para sair do Corinthians. </p>
<p>Num treino, ao se atirar nos pés de um atacante, o goleiro sentiu uma dor aguda no cotovelo, que inchou imediatamente. Tirou a cotoveleira e, enquanto se dirigia para o vestiário, mostrou o braço para os diretores que assistiam o treino.</p>
<p>“Vieram conversar comigo, mas eu disse que não queria nada, que tinha um seguro particular e no dia seguinte iria procurar um hospital para me operar. Fui para casa louco de dor. Tratei com água quente, sal e vinagre para desinchar e três dias depois estava operando no Hospital Santa Catarina, com o doutor João de Vicenzo. Minha mulher, que tem curso de enfermagem, assistiu a cirurgia. Imaginou-se que seria simples, por se tratar de uma bursite, ou algo assim, mas a operação demorou duas horas e meia. Eu tinha um tendão partido no braço e não sabia. Isso é o que causava a dor. Se demorasse mais um pouco para operar, o tendão estaria tão retraído que seria impossível emendar novamente.”</p>
<p>No dia seguinte, ainda sonolento pela anestesia, Gylmar recebeu o repórter Milton Reina, da Gazeta Esportiva, e admitiu que sua situação no Corinthians ficara difícil. A entrevista gerou a manchete: “Gylmar diz que não joga mais no Corinthians”. Em resposta, o presidente do clube, Vadi Helu, retrucou dizendo que agora era o Corinthians que não queria mais Gylmar e estipulou o passe do goleiro em 10 milhões de cruzeiros.</p>
<p>“Era uma fortuna. A transferência mais alta daquela época tinha sido a de Mauro, do São Paulo para o Santos, que custou cinco milhões de cruzeiros. Um goleiro por dez milhões era para não vender. Talvez a idéia fosse que eu terminasse a carreira ali. Mas, como eu já tinha meu emprego como chefe de seção da Secretaria da Fazenda, não estava desamparado. E eu trabalhava mesmo, todas as tardes.”</p>
<p>Nesse meio tempo surgiu o interesse do Santos, mas este não dispunha de todo o valor. Foi preciso fazer um empréstimo da Federação Paulista de Futebol e ainda receber uma doação do empresário José Ermírio de Moraes. Gylmar não ganhou nenhuma porcentagem, tampouco luvas de seu novo clube. Melhor negócio para ele seria ter aceitado uma proposta do Peñarol, de Montevidéu, mas o goleiro não quis:</p>
<p>“O Peñarol ofereceu uns 12 milhões para o Corinthians, mais uma fortuna na minha mão, mas resolvi não ir. Não queria dar mais nenhum tostão para o Corinthians. Eles me judiaram demais.”</p>
<p>O contrato com o Santos foi assinado em dezembro de 1961. Logo em seguida o time iniciou uma excursão à América Central. Quanto voltou, Gylmar já era o titular. Em 1962, no melhor ano de sua carreira, foi campeão paulista, brasileiro, da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes. Convocado novamente para a Seleção Brasileira, tornou-se bicampeão mundial no Chile.</p>
<p>Nessa Copa de 62, contra a Espanha, realizou a defesa mais importante de sua vida. O Brasil perdia por 1 a 0 e seria desclassificado com este resultado. Em um ataque pela esquerda, Gento driblou Djalma Santos &#8211; jogando a bola por dentro e saindo correndo pela pista de atletismo &#8211; e cruzou. Puskas vinha entrando, enquanto Gylmar e o zagueiro Mauro saíram para cortar o cruzamento. O goleiro conseguiu socar a bola, mas ele, Mauro e Puskas trombaram e caíram. A bola sobrou para Peiró, que vinha na corrida e bateu de primeira, num chute a um metro do chão. Gylmar só teve tempo de erguer o braço e espalmar para escanteio. Em seguida, no contra-ataque, o Brasil empatou o jogo (e acabou vencendo por 2 a 1, com gols de Amarildo em centros de Garrincha). Os espanhóis creditaram sua eliminação na Copa àquela defesa do goleiro brasileiro.</p>
<p>No Santos, Gylmar finalmente pôde viver um tempo feliz, de tranqüilidade e profundo respeito. O time era como uma família e nunca foi maltratado por dirigentes. Ao contrário: era o clube que melhor remunerava seus jogadores. Em uma excursão à Europa, Gylmar se recorda de que as delegações de Santos, Botafogo (de Garrincha, Didi, Nilton Santos&#8230;) e Corinthians se encontraram no mesmo hotel. Em conversas informais com os jogadores dos outros times, ficou sabendo que o “bicho” (prêmios em dinheiro) que os santistas ganhavam por partida era o dobro dos botafoguenses e cinco vezes maior do que o dos corinthianos.</p>
<p>Gylmar admite que o Santos seria até hoje um dos melhores do mundo caso seus diretores tivessem tido maior visão e soubessem administrar o clube de maneira mais eficiente, mas, pessoalmente, não tem queixas:</p>
<p>“Se o Santos tinha condição de pagar ou não, eu não sei, só sei que pagou todo mundo e nunca atrasou. Todos queriam ver o Santos jogar. Onde jogavam, enchia. Começou a chover dinheiro. O Santos era uma equipe vencedora, com grandes valores, que ficou no auge por 13 anos. O ambiente era ótimo. Nunca tivemos uma discussão entre os jogadores.”</p>
<p>O Santos foi o melhor time de todos os tempos? Gylmar responde a essa pergunta comparando a equipe com o Real Madrid, o melhor time do mundo antes da fase áurea do Santos:</p>
<p>“Há uma celeuma sobre quem foi o melhor time de todos os tempos. Uns dizem que foi o Real Madrid, outros o Santos. Acho que cada um teve a sua época. Que eu me lembre, os dois só se enfrentaram uma vez, em 1959, na Europa, quando o Santos estava começando a ser o grande time que foi, e o Real ganhou (5 a 3). Quando o Santos começou sua evolução e o Real iniciou sua fase regressiva, ele nunca mais quis jogar com o Santos, sempre evitou. Chegou ao cúmulo de abrir mão de jogar a final de um torneio na Argentina para não nos enfrentar. Foi um quadrangular, em 1965, com Santos, Real, Boca Juniors e River Plate. Ficaram Santos e Real para decidir o título, mas eles não quiseram jogar, preferiram deixar o título para nós do que correr o risco de perder pra gente. Queriam manter aquela imagem de ter sido o único time a vencer o Santos” (o Santos venceu o Boca Juniors por 4 a 1, no dia 8 de agosto, e o River Plate por 2 a 1, quatro dias depois. A decisão seria contra o Real Madrid, que se recusou a jogar).</p>
<p>Gylmar jogou no Santos até dezembro de 1969. Em sua despedida pela Seleção, em 12/06/1969, na vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra, no Maracanã, o Brasil tinha oito titulares do Santos. Ao abandonar o futebol, aceitou o convite para ser relações públicas de uma concessionária Chevrolet. Depois montou a sua, na Vila Prudente, em São Paulo. Em 1983 foi convencido a tornar-se supervisor da Seleção Brasileira, cujo técnico era Carlos Alberto Parreira. Ficou decepcionado com o que viu. O marketing comandava tudo. “Talvez eu fosse o errado, pois trazia a mentalidade do tempo em que eu era jogador, em que não se exigia dinheiro para ganhar jogo.”</p>
<p>Na verdade, nem tudo Gylmar fez conforme seu tempo. Numa época em que a maioria dos jogadores de futebol adorava cair na noite, ele sempre foi um jogador de ir pra cama mais cedo, mesmo sofrendo de insônia. Quando saía, chegava ao extremo de – coisa de cinema – pedir leite em boate. Paradoxalmente, era o melhor companheiro de quarto do boêmio Dorval, que por mais tarde que chegasse, ainda encontrava o goleiro acordado, tentando ler para atrair o sono.</p>
<p>De saúde perfeita até 2000, Gylmar sofreu um acidente vascular cerebral e hoje não consegue falar e vive em uma cadeira de rodas. Mas, lúcido, compreende tudo e certamente se emocionará com essa demonstração de carinho dos santistas, os torcedores que o fizeram recuperar o amor pelo futebol.</p>
<p><strong>Quer enviar uma frase de apoio e carinho para Gylmar? Fique à vontade. Ele merece.  </strong></p>
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		<title>Edu Dracena promete a Tríplice Coroa</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 16:41:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não gosto de cantar vitória antes, mas sentir que o time está confiante é sempre bom &#8211; ainda mais quando quem demonstra essa confiança é o capitão da equipe, o zagueiro Edu Dracena. Veja que neste vídeo gravado pela SantosTV para divulgar o jogo de hoje, contra o Avaí, Dracena promete a Tríplice Coroa. 
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Não gosto de cantar vitória antes, mas sentir que o time está confiante é sempre bom &#8211; ainda mais quando quem demonstra essa confiança é o capitão da equipe, o zagueiro Edu Dracena. Veja que neste vídeo gravado pela SantosTV para divulgar o jogo de hoje, contra o Avaí, Dracena promete a Tríplice Coroa. </p>
<p>Ele diz: &#8220;Pode ter certeza, torcedor santista, a gente vai conquistar essa Tríplice Coroa não só para nós, mas para vocês também&#8221;. </p>
<p>O capitão foi essencial na conquista da Copa do Brasil, quando marcou não só o gol decisivo contra o Vitória, na final, como aquele que diminuiu a contagem contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O filme mostra, ainda, o lance espetacular em que Dracena salva um gol certo do Avaí.</p>
<p><strong>Você acha que Edu Dracena falou pra agradar o torcedor, ou ele realmente confia na conquista da Tríplice Coroa?</strong></p>
<p><object width="640" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-Pxl_nM885Y?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-Pxl_nM885Y?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"></embed></object></p>
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		<title>Método Científico OC analisa Santos e Avaí</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:39:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Avaí está engasgado na garganta do santista, já que foi o único time que impediu o Santos de ganhar mais um título este ano. A surpreendente derrota para o clube catarinense por 3 a 1, no Pacaembu, acabou eliminando o Santos da Copa Sul-americana. Hoje, às 21 horas, na Vila Belmiro, com transmissão do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Avaí está engasgado na garganta do santista, já que foi o único time que impediu o Santos de ganhar mais um título este ano. A surpreendente derrota para o clube catarinense por 3 a 1, no Pacaembu, acabou eliminando o Santos da Copa Sul-americana. Hoje, às 21 horas, na Vila Belmiro, com transmissão do Sportv, os times voltam a se encontrar pelo Campeonato Brasileiro. O que acontecerá na partida, segundo a análise do MCOC?</p>
<p>Mesmo sem Paulo Henrique Ganso, o Alvinegro Praiano está mais equilibrado agora do que naquela partida pela Sul-americana, em que havia uma pressão imensa para que Neymar deixasse a Vila Belmiro e os jogadores voltavam das comemorações pelo título da Copa do Brasil. </p>
<p>Hoje o técnico Dorival Junior poderá usar o melhor que possui no momento, com Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena e Alex Sandro; Arouca, Danilo e Marquinhos; Zé Eduardo, Neymar e Keirrison. Zezinho e Madson são opções no banco de reservas. </p>
<p><strong>Alan Patrick poderá jogar. Ele tinha sido convocado para a Seleção Brasileira sub-19 que participará da Copa Sendai, no Japão, mas acaba de ser liberado pela CBF.</strong> Rodriguinho sentiu uma contusão na coxa esquerda e Léo cumprirá suspensão automática.</p>
<p>O Avaí, que não terá o lateral-direito Patric e o meia-atacante Robinho, suspensos, deverá ser escalado por Antonio Lopes com Renan; Marcos, Emerson, Rafael e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Jéferson e Válber; Cristian e Vandinho. No banco de reservas Lopes terá Zé Carlos, Emerson Nunes, Pará, Leandro Bonfim, Bruno, Sávio e Laércio. </p>
<p>O jogo é válido pela 18ª rodada, a penúltima do primeiro turno. O time catarinense é o oitavo na classificação, com 23 pontos.O Santos é o sexto, com 27 pontos, mas voltará para a terceira posição com uma vitória. </p>
<p><strong>Os perigos do Avaí: a velocidade, a malícia de Lopes e os pontapés de Marcinho Guerreiro</strong></p>
<p>O Avaí não tem se contentado em jogar pelo empate quando atua fora de casa. Atrevido, tem jogadores rápidos e um contra-ataque perigoso. Jogando com velocidade surpreendeu o Santos na Copa Sul-americana e tentará repetir o feito esta noite.</p>
<p>Hoje, porém, o Santos é um time mais ajustado do que aquele que perdeu por 3 a 1, no Pacaembu. Sem contar que naquela partida alguns erros de arbitragem ajudaram o time catarinense. Um deles foi permitir que Marcinho Guerreiro ficasse em campo até o final, apesar dos inúmeros pontapés que desferiu durante o jogo.</p>
<p>Com três atacantes, além do apoio de Marquinhos e Danilo e dos laterais, hoje o Santos deverá assumir a iniciativa e criar um número maior de oportunidades do que o adversário, como invariavelmente acontece nos jogos na Vila Belmiro. </p>
<p>Como o potencial do Santos – até que prove o contrário – é de 100 pontos, e o do Avaí é de 80, se os dois times jogarem tudo o que podem, o Santos deverá vencer por um gol de diferença. Porém, como na Vila Belmiro a tendência é os adversários serem dominados e renderem um pouco menos do que o esperado, o MCOC fica com uma vitória santista por dois gols de vantagem</p>
<p><strong>E você, o que acha que dará no jogo de hoje, na Vila? Será que esse Avaí pode aprontar de novo?</strong></p>
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		<title>Juca Kfouri e Serginho Groisman falam do momento mais importante dos 100 anos do Corinthians</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 17:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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		<title>Parabéns Corinthians! Que os próximos 100 anos sejam iguais</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Odir Cunha</dc:creator>
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Lindo filme mostrando torcedores do Corinthians torcendo na final do Brasileiro de 2002. Um filme que desnuda a alma corintiana. Imperdível!!!
A rivalidade no futebol é boa e não deve ser transformada em ódio. O poder de um time também faz a grandeza de seus adversários. O que seria do real Madrid se não existisse o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Jjpo1XEE6MI?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Jjpo1XEE6MI?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p><strong>Lindo filme mostrando torcedores do Corinthians torcendo na final do Brasileiro de 2002. Um filme que desnuda a alma corintiana. Imperdível!!!</strong></p>
<p>A rivalidade no futebol é boa e não deve ser transformada em ódio. O poder de um time também faz a grandeza de seus adversários. O que seria do real Madrid se não existisse o Barcelona? É por isso que, para o Santos, a presença do Corinthians é indispensável. </p>
<p>Pegue a gloriosa história do Alvinegro Praiano e constate que em seus grandes momentos ela teve como principal coadjuvante o alvinegro da capital. Vejamos:</p>
<p>Primeira vitória do Santos em Campeonatos Paulistas: em 22 de junho de 1913. Uma goleada de 6 a 3. Em quem? Corinthians.</p>
<p>Maior goleada em um clássico obtida pelo ataque dos 100 gols de 1927: 8 a 3, em 4 de setembro de 1927. Adversário? Corinthians.</p>
<p>Primeiro título paulista do Santos: em 17 de novembro de 1935. Vitória de 2 a 0. Onde? Parque São Jorge. Em quem? Corinthians. </p>
<p>Maior tabu entre times grandes do futebol brasileiro: Santos ficou 11 anos sem perder para um time no Campeonato Paulista, a competição mais importante da época para os times do Estado. Vítima? Corinthians.  </p>
<p>Time que sofreu mais gols de Pelé – 50 gols em 48 jogos. Adivinhe? Corinthians.</p>
<p>Time que o Santos venceu por 1 a 0 em 2 de dezembro de 1984, tornando-se campeão do Campeonato Paulista de 1984, antes de entrar em um longo período sem títulos? Corinthians. </p>
<p>Time que o Santos venceu por 3 a 2 em 15 de dezembro de 2002, saindo da fila com o título brasileiro? Corinthians. </p>
<p>Time que levou o drible mais famoso de Robinho, as lendárias oito pedaladas? Corinthians.</p>
<p>Time de quem Robinho nunca perdeu? Corinthians. </p>
<p><strong>As alegrias vêm em dobro</strong></p>
<p>Claro que os santistas também tiveram motivos para se entristecer neste duelo tão tradicional que serviu de gancho para que eu e o amigo Celso Unzelte fizéssemos o livro “O Grande Jogo”. Mas descobri que mesmo as tristezas mais profundas sentidas pelos santistas acabam compensadas por alegrias ainda maiores.</p>
<p>Não se pode negar que aquele gol sofrido por Ricardinho nos últimos segundos da semifinal do Campeonato Paulista de 2001 foram bem dolorosos. O empate colocaria o Santos na final contra o Botafogo de Ribeirão Preto, com a vantagem de dois resultados iguais e o direito de fazer o segundo jogo em casa. Era um título quase certo, que tiraria o Santos da fila. </p>
<p>Pois bem: um ano e meio depois era o Santos quem marcava o gol no último segundo, e ao invés de uma semifinal de um Paulista, era a grande final do Brasileiro. Uma vitória épica, de um bando de Meninos geniais e atrevidos contra um time que vinha sendo apontado como o melhor do país.   </p>
<p>Outra tristeza inegável para os santistas foram os 7 a 1 sofridos em 6 de novembro de 2005, naquele Campeonato Brasileiro influenciado pela máfia russa. Porém, apesar da goleada constrangedora, foi apenas uma partida. A vingança veio nos quatro jogos seguintes, todos eles vendidos pelo Santos, por 1 a 0, 2 a 0, 3 a 0 e 2 a 1.</p>
<p>Foi como se um o deus do futebol perguntasse: vocês querem ganhar de 8 a 1, ou preferem que eu desmembre esse resultado em várias partidas? E o Santos optou por ganhar de 8 a 1, mas em quatro vezes. </p>
<p>Enfim, não dá para pensar no Santos sem o Corinthians. Este duelo entre os alvinegros, o clássico mais antigo de São Paulo, certamente ainda trará muitas emoções aos torcedores dos dois times. Assim, os santistas desejam, de coração, que os próximos 100 anos do Corinthians sejam exatamente como os 100 primeiros. </p>
<p><strong>O que você tem a dizer sobre esse clássico? Ele lhe traz alguma lembrança importante? </strong></p>
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