set 05

O Santos nunca jogou tão desfalcado este ano como o fará logo mais, às 16 horas, sobre a areia do Maracanã. Sem Neymar, suspenso, o time enfrentará o Flamengo, atual campeão brasileiro, que estréia o ex-santista Deivid.

Se comparado ao time que venceu a Copa do Brasil, o Santos está bem diferente, pois Robinho, Wesley, André, Paulo Henrique Ganso e Neymar não jogarão – ou seja, os responsáveis pela magia que encantou o país no primeiro semestre, estão fora da partida de hoje.

O jovem Alan Patrick, requisitado pela Seleção Brasileira sub-19, também não jogará. Com isso, o jogo será mais uma ótima oportunidade para alguns jogadores se firmarem recuperarem o seu lugar no time, casos de Zezinho, Keirrison, Marquinhos e Madson.

Dorival Junior deverá escalar o time com Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Arouca, Danilo, Marquinhos e Zezinho (Madson); Zé Eduardo e Keirrison (Marcel). Espero que opte por Zé Eduardo e arme um time baseado na velocidade, única forma de vencer hoje.

Silas, o falador técnico do Flamengo que até agora não venceu no time carioca, provavelmente colocará em campo uma equipe com Lomba; Leonardo Moura, Welinton (David), Ronaldo Angelim e Juan; Corrêa, Willians, Renato Abreu e Petkovic; Diogo (Diego Maurício) e Deivid.

A arbitragem será de Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS), auxiliado por Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Tiago Gomes Brigido (CE).

Flamengo tem mais experiência, mas Santos é mais rápido

Uma qualidade que o Flamengo sempre teve ao jogar diante de sua torcida foi o jogo ofensivo, rápido, envolvente, em que se destacavam os alas Leonardo Moura pela direita e Juan pela esquerda.

Hoje ambos jogam, mas o Flamengo não é mais o mesmo. O fôlego de Petkovic, o cérebro do time, está cada vez mais curto. Bem marcado, o sérvio pouco faz. Corrêa e Renato Abreu ainda não se firmaram na equipe e Deivid estreará sem ao menos cumprir um período de adaptação.

A melhor arma ofensiva do rubro-negro carioca parece ser o recém-contratado Diogo, ex-Portuguesa de Desportos (aliás, é um fenômeno como um time tão endividado consegue fazer tantas contratações).

Ao Santos, como já disse, resta a possibilidade de imprimir um ritmo forte ao jogo, o que deverá desgastar boa parte dos jogadores do Flamengo – alguns veteranos e outros ainda fora de forma. Até porque o gramado, cheio de buracos, foi coberto com areia, o que torna o jogo mais amarrado e cansa mais os jogadores.

Juventude e ousadia deram a primeira vitória ao Santos no Maracanã

Como se sabe, o Maracanã foi construído para a Copa do Mundo de 1950. E a primeira vez que o Santos jogou no estádio, pelo Rio-São Paulo de 1952, ocorreu em 3 de fevereiro daquele ano, quando perdeu para o Botafogo por 2 a 1. O Santos jogou aquela partida com Manga, Hélvio e Olavo; Nenê, Formiga e Pascoal; Alemãozinho (depois 109), Antoninho, Nicácio, Odair e Tite. Pascoal fez o gol santista, o primeiro de muitos e antológicos gols que o Santos faria no maior estádio do mundo.

A primeira vitória do Santos no Maracanã foi um gesto de ousadia. O técnico interino Luis Alonso Peres, o Lula, assumia a equipe depois de quatro derrotas consecutivas sob o comando do italiano Giuseppe Ottina (América, 1 a 2; Fluminense, 1 a 2; Palmeiras, 3 a 4 e São Paulo, 1 a 2).

O adversário daquele 5 de junho de 1954 era o temido Botafogo de Garrincha, mas Lula, adepto do jogo ofensivo, escalou o time com Manga, Hélvio e Feijó; Urubatão, Formiga e Zito; Joel, Walter, Álvaro, Vasconcelos (depois Hugo) e Tite. E assim, com cinco no ataque, entre eles o garoto Álvaro, o Santos venceu por 3 a 2, com dois gols de Tite e um de Joel, contra gols de Dino e Garrincha para o alvinegro carioca.

Na partida seguinte veio uma derrota contra a Portuguesa (0 a 3), mas nos três últimos jogos do torneio a equipe voltou a vencer, goleando o Flamengo por 4 a 0, batendo o Vasco no Maracanã por 1 a 0 (gol de Tite) e, em um Pacaembu lotado, acabando com uma série de seis vitórias consecutivas do Corinthians, vencendo-o por 2 a 0 (os dois de Vasconcelos). Assim, Lula, que logo de início mostrou personalidade e alguma sorte, assegurou o cargo onde permaneceria por 13 anos ininterruptos e colecionaria a maior quantidade de títulos de um técnico na mesma equipe.

Contei esta história – e peço que você, santista, a guarde com carinho – porque ela pode ser inspiradora. Foi jogando ofensivamente contra o melhor time do Rio de Janeiro à época, que o Santos conseguiu sua primeira vitória no Maracanã. Não digo que ele deva partir desordenadamente pra cima do Flamengo, hoje, mas uma coisa é certa: se jogar recuado, no ritmo do adversário, dificilmente evitará a derrota.

Como este desfalcado Santos deve jogar contra o Flamengo para se manter na luta pela tríplice coroa? Fechado no meio campo, ou com três atacantes?

— Reveja agora dois momentos felizes do Santos contra o Flamengo, no Maracanã —

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , , , , ,

set 02

Não sei se dá pra dizer que o Santos mereceu vencer o Avaí. Creio que não. O resultado mais justo seria o empate. Se alguma coisa fez a diferença em favor do Santos foi a garra. Além da sorte.

Sim, sorte também influi no futebol, e não fosse ela o time de Santa Catarina teria ao menos obtido o empate na Vila Belmiro. Aquela bola que bateu no pé da trave e não entrou é típica de goleiro sortudo, como este Rafael.

Mas, como eu já disse, os deuses do futebol costumam compensar alguns azares. Perder o Ganso, machucado, por seis meses, dá ao Santos um duradouro bilhete da fortuna.

Fazer um gol logo aos 50 segundos, através de Neymar, deu a impressão de que o time poderia vencer com facilidade, mas, como se previa, este Avaí é atrevido e também buscou o ataque, mesmo fora de casa. Time jovem, parece ter uma energia inesgotável.

Como havia muita juventude em campo e pouca maturidade, o jogo foi um corre-corre terrível. Marquinhos não conseguiu controlar a partida no meio-campo e só mesmo a habilidade de Neymar e a versatilidade de Zé Eduardo seguraram o Avaí um pouco mais atrás no primeiro tempo. Keirrison, mais uma vez, ajudou pouco.

Na segunda etapa, o gol dos visitantes parecia favas contadas, até que as entradas de Alan Patrick e Zezinho deram um pouco mais de precisão nas trocas de bola e tornaram o Santos novamente perigoso.

Por sorte o gol de Marcel saiu justamente no curto período de tempo que o Santos voltou a dominar, aos 38 minutos. Depois, o Avaí assumiu o controle do jogo novamente, diminuiu com Válber, aos 42, e manteve o torcedor santista com o coração na mão até o fim.

Lições do jogo

A determinação, a disposição de marcar o adversário foi um aspecto positivo desta vitória que coloca o Santos na terceira posição do campeonato. Mas a partida mostrou também aspectos preocupantes, que merecem melhor análise.

É notório que o poder ofensivo do time caiu muito devido aos desfalques da janela de transferências. Marquinhos não está conseguindo substituir Ganso à altura no meio-campo e Zé Eduardo e Keirrison estão longe de preencherem as lacunas deixadas por Robinho e André.

O Santos passou a ser um time cuja única reserva de arte está nos pés de Neymar e, em menor proporção, nos de Alan Patrick e Zezinho quando estes entram no segundo tempo. Parece pouco para chegar ao título, mas o espírito de luta tem compensado a falta de beleza.

Esta garra será decisiva domingo, no Maracanã, na última rodada do primeiro turno (sem contar o jogo adiado, com o Internacional). Contra o campeão Flamengo, os Meninos da Vila terão de ter o mesmo espírito guerreiro que tiveram contra o humilde Avaí.

O que você achou do jogo com o Avaí? O que viu de positivo e negativo no Santos?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , ,

set 02

O Avaí está engasgado na garganta do santista, já que foi o único time que impediu o Santos de ganhar mais um título este ano. A surpreendente derrota para o clube catarinense por 3 a 1, no Pacaembu, acabou eliminando o Santos da Copa Sul-americana. Hoje, às 21 horas, na Vila Belmiro, com transmissão do Sportv, os times voltam a se encontrar pelo Campeonato Brasileiro. O que acontecerá na partida, segundo a análise do MCOC?

Mesmo sem Paulo Henrique Ganso, o Alvinegro Praiano está mais equilibrado agora do que naquela partida pela Sul-americana, em que havia uma pressão imensa para que Neymar deixasse a Vila Belmiro e os jogadores voltavam das comemorações pelo título da Copa do Brasil.

Hoje o técnico Dorival Junior poderá usar o melhor que possui no momento, com Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena e Alex Sandro; Arouca, Danilo e Marquinhos; Zé Eduardo, Neymar e Keirrison. Zezinho e Madson são opções no banco de reservas.

Alan Patrick poderá jogar. Ele tinha sido convocado para a Seleção Brasileira sub-19 que participará da Copa Sendai, no Japão, mas acaba de ser liberado pela CBF. Rodriguinho sentiu uma contusão na coxa esquerda e Léo cumprirá suspensão automática.

O Avaí, que não terá o lateral-direito Patric e o meia-atacante Robinho, suspensos, deverá ser escalado por Antonio Lopes com Renan; Marcos, Emerson, Rafael e Eltinho; Marcinho Guerreiro, Rudnei, Jéferson e Válber; Cristian e Vandinho. No banco de reservas Lopes terá Zé Carlos, Emerson Nunes, Pará, Leandro Bonfim, Bruno, Sávio e Laércio.

O jogo é válido pela 18ª rodada, a penúltima do primeiro turno. O time catarinense é o oitavo na classificação, com 23 pontos.O Santos é o sexto, com 27 pontos, mas voltará para a terceira posição com uma vitória.

Os perigos do Avaí: a velocidade, a malícia de Lopes e os pontapés de Marcinho Guerreiro

O Avaí não tem se contentado em jogar pelo empate quando atua fora de casa. Atrevido, tem jogadores rápidos e um contra-ataque perigoso. Jogando com velocidade surpreendeu o Santos na Copa Sul-americana e tentará repetir o feito esta noite.

Hoje, porém, o Santos é um time mais ajustado do que aquele que perdeu por 3 a 1, no Pacaembu. Sem contar que naquela partida alguns erros de arbitragem ajudaram o time catarinense. Um deles foi permitir que Marcinho Guerreiro ficasse em campo até o final, apesar dos inúmeros pontapés que desferiu durante o jogo.

Com três atacantes, além do apoio de Marquinhos e Danilo e dos laterais, hoje o Santos deverá assumir a iniciativa e criar um número maior de oportunidades do que o adversário, como invariavelmente acontece nos jogos na Vila Belmiro.

Como o potencial do Santos – até que prove o contrário – é de 100 pontos, e o do Avaí é de 80, se os dois times jogarem tudo o que podem, o Santos deverá vencer por um gol de diferença. Porém, como na Vila Belmiro a tendência é os adversários serem dominados e renderem um pouco menos do que o esperado, o MCOC fica com uma vitória santista por dois gols de vantagem

E você, o que acha que dará no jogo de hoje, na Vila? Será que esse Avaí pode aprontar de novo?

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ago 29

Um pênalti não marcado sobre Junior, do Vitória, foi decisivo para que o Corinthians vencesse no Pacaembu, assim como o pênalti mal marcado para o Fluminense, em uma clara bola na mão, poderia ter permitido ao time carioca manter sua vantagem na liderança do campeonato.

Mas Rogério Ceni, inspirado, impediu a injustiça. Ele que já havia marcado um gol de falta, pegou o pênalti cobrado por Washington e garantiu ao menos o empate para o São Paulo, que continua perto da zona de rebaixamento.

Em Minas, Luxemburgo reabilitou Felipão e ficou perto de um recorde. Seu time já sofreu 11 derrotas neste turno. Parece que o projeto do professor não está dando certo. No Palmeiras, Kléber e Marcos Assunção fizeram a diferença.

O Grêmio se salvou da derrota contra o Atlético Paranaense, que abriu o marcador com Maikon Leite.

O Avaí também garantiu ao menos um pontinho contra o Atlético Goianiense, em Goiás.

O curioso é que os três jogos das 16 horas terminaram com o mesmo placar: 2 a 1. E os três das 18h30m foram empates.

O jogo que deixou meu amigo Godô mais feliz foi a vitória do Guarani, de virada, sobre o Flamengo.

Resultados de hoje

Corinthians 2, Vitória 1
Guarani 2, Flamengo 1
Atlético/MG 1, Palmeiras 2
Fluminense 2, São Paulo 2
Atlético/GO 2, Avaí 2
Atlético/PR 1, Grêmio 1

O que você achou desta rodada?

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ago 28

O futebol tem coisas esquisitas. Quando todo mundo acha que um jogo será fácil, ele se complica. Por isso, não é tão simples analisar as possibilidades de Santos e Goiás, hoje, às 18h30m, no Pacaembu.

Uma vitória e o Santos manterá vivo o sonho da tríplice coroa, podendo saltar para o terceiro lugar do campeonato (e ainda com um jogo por fazer). Mas o Goiás também precisa vencer, pois é o lanterna da competição e com um triunfo poderá até sair da zona de rebaixamento.

Sem Paulo Henrique Ganso, que passou por uma cirurgia de joelho neste sábado e deverá ficar seis meses afastado do time, o Santos só pode chegar, na melhor das hipóteses, a um potencial de 100 pontos. Vejamos como o time se sairá sem o Maestro. Porém, enquanto não deixa claro até que nível alcançará, 100 pontos é um valor fidedigno para o time de Neymar.

Quanto ao Goiás, está em último lugar no campeonato e em crise, já que o técnico Leão acabou de ser demitido. A seu favor o Goiás tem o fato de, historicamente, ser uma asa negra do Santos (já empatou em 4 a 4 um jogo que perdia para o Santos por 4 a 1, no mesmo Pacaembu, nos tempos de Pelé). Mesmo assim, tem alguns jogadores perigosos, como o ex-corintiano Rafael Moura, o He-Man. Com boa vontade, seu potencial vai a 70 pontos.

Diante de sua torcida, o Santos rende mais, enquanto o Goiás tem caído muito quando joga no campo do adversário. Ao contrário de Dorival Junior, que não gosta muito de ver o Santos jogando no Pacaembu, eu acho que é um estádio propício para o Santos, além de proporcionar públicos bem maiores do que na Vila.

Hoje, por exemplo, quantas pessoas iriam à Vila, em uma noite de sábado, ver o time contra o Goiás. Não mais do que 10 mil pessoas. Estou certo de que o público no Pacaembu será bem maior.

Nos elencos, superioridade do Santos

Mesmo sem Ganso, Dorival Junior ainda poderá escalar um time ofensivo, se quiser. Estou certo de que a maioria dos torcedores gostaria de ver um ataque com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar. Mas o técnico está propenso a colocar quatro no meio-campo e apenas dois mais à frente.

O requisitado Alan Patrick não deverá começar entre os titulares. Dos novos Meninos, Zezinho é o mais cotado para entrar no time (olho nele, porque acho que vai explodir a qualquer momento). Sem Edu Dracena e Alex Sandro, suspensos, o técnico deverá escalar o Bruno Aguiar e Léo, que devem dar conta do recado.

O mais provável é que Dorival escale o meio-campo com Arouca, Rodriguinho, Marquinhos e Zezinho, deixando apenas Neymar e Zé Eduardo (ou Keirrison) no ataque. Bem, na verdade o técnico tem preferido começar o jogo com o centroavante Marcel, que, inoperante, sempre acaba substituído.

No Goiás, que não ganhou nenhuma partida desde que voltou das férias da Copa, e cujos salários estão atrasados dois meses, os desfalques são o lateral Wendel Santos e o volante Wellington Monteiro, suspensos. O time será dirigido pelo técnico interino Wladimir Araújo.

Como o Santos tem um elenco melhor, joga em casa e vem de três vitórias, é normal que seja considerado o favorito. Mas até onde vai esse favoritismo? Vamos às contas:

Como deve atingir o máximo de seu potencial com esta nova formação, o Santos chegará a 100 pontos. Quanto ao Goiás, mesmo que renda tudo o que pode, não deverá passar dos 70 pontos. Esta diferença, de 30 pontos, é suficiente para uma vitória por um ou dois gols de diferença. Um bom palpite do MCOC é 3 a 1.

E você, o que acha que acontecerá no jogo de hoje? Que time Dorival Junior deveria escalar para enfrentar o Goiás no Pacaembu?

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