set 02

Não gosto de cantar vitória antes, mas sentir que o time está confiante é sempre bom – ainda mais quando quem demonstra essa confiança é o capitão da equipe, o zagueiro Edu Dracena. Veja que neste vídeo gravado pela SantosTV para divulgar o jogo de hoje, contra o Avaí, Dracena promete a Tríplice Coroa.

Ele diz: “Pode ter certeza, torcedor santista, a gente vai conquistar essa Tríplice Coroa não só para nós, mas para vocês também”.

O capitão foi essencial na conquista da Copa do Brasil, quando marcou não só o gol decisivo contra o Vitória, na final, como aquele que diminuiu a contagem contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O filme mostra, ainda, o lance espetacular em que Dracena salva um gol certo do Avaí.

Você acha que Edu Dracena falou pra agradar o torcedor, ou ele realmente confia na conquista da Tríplice Coroa?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , ,

jul 30

O técnico Dorival Junior resolveu não arriscar e já definiu um time reserva para enfrentar o perigoso Grêmio Prudente, domingo, no Prudentão. Dos titulares, apenas Edu Dracena, Léo e Marquinhos estarão em campo. Keirrison, que poderia estrear, foi vetado depois de treinar apenas 30 minutos, ontem.

O problema maior do novo contratado não é físico, é técnico mesmo. Parece que Keirrison desaprendeu nesse período que esteve na Europa. O fato de não ser aproveitado por Barcelona, Benfica e Fiorentina não só tiraram a confiança do garoto, como também o seu futebol – que, diga-se de passagem, nunca foi muito sofisticado.

Assim, a estréia de Keirrison no Santos deverá ocorrer apenas no dia 8 de agosto, na partida contra o Internacional, na Vila Belmiro. Sem ele, o time que entrará em campo contra o Grêmio Prudente, neste domingo, será: Felipe; Maranhão, Edu Dracena, Vinícius e Léo; Rodriginho, Danilo, Breitner (ou Roberto Brum) e Marquinhos; Zé Eduardo e Madson.

Com este time, é improvável esperar por uma vitória em Presidente Prudente. Um empate já deverá ser considerado um bom resultado. Com isso, o Santos deverá se afastar ainda mais das primeiras posições no Campeonato Brasileiro.

Você acha que Dorival Junior está certo em poupar os titulares para a decisão da Copa do Brasil, ou gostaria de ver um time mais forte em Presidente Prudente?

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jul 25

O único gol do jogo foi contra – de Renato Silva, aos 15 minutos do segundo tempo –, mas se um time tinha de sair vencedor neste domingo, na Vila Belmiro, tinha de ser mesmo o Santos, que foi um pouco mais agressivo e objetivo. Comandado por Paulo Henrique Ganso, o Alvinegro contou com a volta de Marquinhos, lento para alguns, mas cujo domínio e toque de bola melhora muito o padrão do meio-campo santista. A partir deste setor o Santos foi um pouco mais ousado, o suficiente para merecer a magra vitória e subir para a oitava posição no Campeonato Brasileiro.

O São Paulo, quer sofreu a quarta derrota para o Santos este ano, apresentou alguns jovens promissores, como Samuel, Diogo e Casemiro, mas voltou a mostrar inoperância total no ataque e deu a impressão de que não terá forças para segurar o Internacional na quarta-feira, quando irá ao Beira-Rio para o jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores.

O Santos, por sua vez, com a vitória ao menos melhorou o ambiente para a primeira partida da decisão da Copa do Brasil, quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o perigoso Vitória. Mesmo bastante modificado com relação ao time do primeiro semestre, o esquadrão baiano tem jogado bem fora de casa e deve ser encarado com respeito – como mostra a elucidativa matéria do companheiro Ademir Quintino em seu blog – www.blogademir.blogspot.com

O quarto Sansão do ano – que marcou também a quarta vitória santista – mostrou que:

Paulo Henrique Ganso tem de ser jogar até com uma perna só. No final do jogo, quando pediu a bola para fazer o tempo passar, fez o que quis com ela. Ele faz com que jogar futebol pareça algo muito simples. Craque, maestro, nome certo na lista da Seleção de amanhã.

Neymar está tentando, mas sem alguém que se aproxime dele pela esquerda para fazer as tabelas, fica difícil. Além disso, deve estar mesmo com a cabeça no Chelsea. E amanhã é outro santista que deverá ser chamado por Mano Menezes para o amistoso contra os Estados Unidos.

Rafael teve atuação excelente. Apesar de bem jovem, quando exigido mostra uma segurança que não se via em Fábio Costa ou Felipe.

Marquinhos faz falta a este time. Pode ser lento e não aguenta correr o tempo todo, mas enquanto está em campo é essencial para o domínio do meio-campo.

Marcel tem melhorado. Não é um craque, mas tromba com a defesa inimiga, ajuda na marcação da saída de bola e é importante nas bolas altas. Hoje atuou até como zagueiro nas bolas paradas do São Paulo. Creio que tenha sido sua melhor, ou menos ruim, atuação no Santos.

Zé Eduardo é mais rápido e insinuante e sempre cria mais espaços quando entra. Só precisa ser mais decisivo, não desperdiças contra-ataques.

Os zagueiros Edu Dracena e Durval são limitados, mas hoje foram auxiliados pelo meio-campo e não comprometeram muito. De qualquer forma, não dá para ficar com dois zagueiros pesadões e veteranos. Ao menos um deles deveria ser substituído por alguém com maior poder de recuperação.

Os laterais Maranhão e Alex Sandro não são de todo ruins e às vezes até apoiam bem, principalmente Maranhão, que hoje se mostrou bem atuante. Mas lhes falta mais cabeça, mais experiência. Maranhão até avança bem, mas na hora de chutar a gol, ao menos hoje, foi um desastre. Que treinem mais este fundamento: bater na bola.

Rodriguinho compõe bem o meio, mas dificilmente tira a bola de um adversário sem cometer falta. Hoje contei duas vezes em que ao atacante do São Paulo estava de costas para o campo e mesmo assim Rodriguinho fez faltas, propiciando boas chances de cruzamento à área.

Dos novatos, Breitner entrou inseguro, mas melhorou bem, e Danilo, jogando fora de sua posição, até que se saiu bem. Espera-se que Dorival Junior não invente mais e deixe o rapaz jogar na sua, que é a lateral-direita.

No São Paulo, em que Ricardo Gomes já subiu ao telhado, gostei do início de Cléber Santana e das entradas de Marlos e Washington. Marcelinho Paraíba só utou, Rogério Ceni não teve culpa no gol (ou será que deveria ter saído do gol para cortar o cruzamento?), Fernandinho pouco fez e, como já citei, ao menos os jovens Samuel, Diogo e Casemiro mostraram personalidade e certamente merecerão novas chances no time principal.

A arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira foi boa, sem influência no resultado. O único senão foi o público, apenas 9.367 pagantes, mas como não dava para jogar no Pacaembu, que à noitinha teria o jogo do Corinthians com o Guarani, o jeito era jogar na Vila Belmiro – que, ao menos nas horas em que o time precisa do carinho da torcida, costuma funcionar.

Como é óbvio, a vitória melhorará o ânimo dos santistas para o jogo decisivo contra o Vitória. Se jogar tudo o que pode na quarta-feira, o Santos deverá vencer, apesar da boa fase do adversário. Ao São Paulo restou o aprofundamento da crise, já que dos quatro jogos que fez no retorno das férias, empatou um e perdeu três.

Neste momento, a direção são-paulina deve estar vivendo o velho dilema: espera-se os jogos contra o Internacional, que são, na verdade, os que interessam ao Tricolor nesta volta da Copa, ou demite-se Ricardo Gomes antes? O mais inteligente é esperar. Ricardo Gomes não é nenhuma maravilha, mas é um bom técnico e não há nenhum outro do mesmo nível no mercado.

E você, o que achou do Sansão de hoje? Acha que a vitória dará o ânimo que o santos precisava para a partida contra o Vitória: E o São Paulo, arrancará ao menos um empate no Beira-Rio?

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mai 24

Diante de uma temporada irretocável, o Santos firma-se como a principal equipe do país. Em qualquer certame regional, e mesmo nas Copas do Brasil e da Libertadores, não foi visto um time que tenha tanto poder de fogo, que seja tão capaz de conseguir os resultados que o favoreçam.
Campeões estaduais, Grêmio e Atlético Mineiro desafiaram seu poderio, e ambos caíram,estafados, na Vila Belmiro. O mesmo aconteceu com o semifinalista da Copa Libertadores, o São Paulo. Internacional, Cruzeiro, Flamengo e Corinthians já decepcionaram seus torcedores em mais de um momento.

No caso do Santos, mais importante que os resultados é a maneira como foram conquistados. Essa equipe alcançou o status de “Grande Time” porque tem os dois elementos básicos e paradoxais do futebol, que todos os grandes times tiveram: individualidade e coletividade.
Incontestáveis, as duas pedras preciosas da nova safra conduziram um estilo de jogo que muitos julgavam suicida. Não fosse o faro artilheiro do garoto de 18 anos e a maestria do camisa 10, esse esquema jamais daria certo. Sempre que exigidos, no entanto, os dois corresponderam com atuações decisivas.

Juntos, eles possuem algo em torno de 40 gols e 25 assistências no ano. Os dribles de um toque só, a rápida mudança de trajetória, e o jeito de bater na bola de Neymar não lembram outro que não Lionel Messi. Já o ofício de armar as ofensivas, o porte privilegiado que denota toda categoria e elegância nos movimentos do corpo, e os recursos intermináveis de Paulo Henrique Ganso só encontram espelho nos grandes armadores do passado, cujo último raro representante foi Zinedine Zidane. Dois jogadores dessa categoria atuando juntos representam um bônus de imprevisibilidade gigantesco.

Da mesma forma como o esquema jamais daria certo sem Ganso e Neymar, as duas joias santistas dificilmente estariam jogando tanta bola sem o apoio de uma equipe tão organizadamente técnica e veloz.

Quando funciona, o criticado sistema defensivo santista é um dos mais eficazes: a pressão dos atacantes na saída de bola, a dedicação dos meio-campistas e o posicionamento adiantado da defesa geralmente levam o adversário a trocar passes sem objetividade e sem espaço, lá atrás. Soltam a bola, então, sob pressão, facilitando o trabalho dos experiente zagueiros, cuja principal virtude é antecipar as jogadas. Assim, ao recuperar a bola, menos jogadores adversários estão atrás de sua linha. Aliando esse posicionamento compacto na defesa à qualidade técnica e à velocidade na retomada, esses jogadores constituem um sistema de jogo que ainda não foi superado.

Os dois volantes, fundamentais nas duas frentes, Robinho, peça chave na seleção brasileira, e André, o garoto artilheiro que faz a parede magnificamente, são coadjuvantes que dizem alguma coisa sobre o nível da equipe.

O torcedor já está na expectativa da tríplice Coroa, feito admirável por sua dificuldade, mas ele pode ficar tranquilo. Mesmo que os títulos da Copa do Brasil e do campeonato Brasileiro não venham, esse Santos sempre será lembrado como um Grande Time.

Por Adriano Takeshi

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mai 03

Por Fernando Ortega

Há muito tempo não se via uma final de campeonato tão disputada quanto a deste domingo, no Pacaembu. Os pontos corridos, fórmula do Brasileirão, premia o melhor time, mas, como bem lembra meu amigo Onofre Pinheiro, afasta a emoção de um grande mata-mata, como o de ontem!

O acolhedor Paulo Machado de Carvalho – enigmático e magnético – recebeu os dois melhores times de São Paulo de 2010: Santos e Santo André. Santos do futebol moleque e atrevido; Santo André do elenco entrosado e de futebol vistoso.

Os Meninos da Vila vestiram a faixa que tanto mereciam: a faixa de campeão! Seria imperdoável que este Santos entrasse para o rol dos times que deram espetáculo e não foram campeões. Rol formado por Hungria de 54, Holanda de 74, Brasil de 82 e do próprio Santos de 1995.

Naquele 17 de dezembro de 1995 os deuses do futebol tinham certeza de que o Santos seria campeão. Talvez, por isso, não foram ao Pacaembu naquela noite. Deu no que deu! Tristeza e revolta à torcida santista e aos admiradores do futebol arte.

Ontem, no entanto, alguns desses deuses fizeram plantão no Pacaembu. Eles estavam ao lado do Felipe nas importantes defesas que o arqueiro fez; ao lado de Edu Dracena, que se redimiu de más atuações e jogou muito no segundo tempo; junto de Arouca ao chutar para escanteio a bola que iria para o gol; e, por fim, ao pé da trave, quando a bola caprichosamente esbarrou-a e não decretou a perda do título do melhor time do futebol brasileiro da atualidade.

O Santo André valorizou por demais o título do Santos. Jogou com os brios à flor da pele. É uma pena que a equipe que foi vice-campeã paulista de 2010 sofrerá um grande desmanche. O Santo André de ontem poderia ter o mesmo brilho do Santos de hoje, eis que naquele elenco tem jogadores habilidosos e de garra.

A torcida santista que assistiu à grande final quase enfartou. Também pudera: três vezes atrás do placar, três jogadores expulsos e cada herói alvinegro tentando superar o cansaço físico e mental, que atormentavam o time tal qual a boa equipe do Santo André.

Além da falta do suspenso Wesley (como ele fez falta ontem!), nosso grande técnico falhou (em minha opinião) ao não escalar o André. O Santos jogou sem sua identidade e sua vocação: o ataque. Talvez por isso tenha permitido que o Santo André fosse tão ferozmente em busca de seus gols.

Arouca, Neymar e Paulo Henrique foram gladiadores. Seguro como sempre, Arouca evitou uma pressão ainda maior do adversário, além do possível gol que nos tiraria o título – tanto guardando a defesa quanto guardando o gol que ele salvou quase que em baixo das traves.

Os gols de Neymar mostraram o tamanho de seu talento e o futuro que o futebol reserva a este garoto. Não adianta dizerem que ele faz firulas. A firula faz parte do futebol e toda vez que ele parte com a bola dominada contra a zaga adversária, instala-se o “deus nos acuda”. Gols de craque, atuação de homem, choro de menino após o apito final!

Falar do Paulo Henrique é literalmente chover no molhado. O passe magistral no segundo gol do Santos, a armação das jogadas, a retenção da bola no ataque, a falta do meio de campo que quase encobriu o goleiro, o escanteio batido a si mesmo, a recusa a ser substituído… Enfim, foi o grande jogador da final. O melhor homem em campo, o herói de um título, o craque que um técnico teimoso inventa desculpas para não levá-lo à Copa do Mundo!

Este time de garotos que o Santos formou e que, segundo nosso presidente Luís Álvaro Oliveira Ribeiro, será mantido, redescobriu, reinventou e reescreveu o futebol. É a prova de que é possível dar espetáculo e ser campeão. É possível jogar bonito e ganhar títulos. Este time prova que a tese do ‘futebol de resultados’ é uma falácia de medíocres e daqueles que não têm coragem de tentar. Telê Santana sempre esteve certo em 1982…

O título paulista do Santos confirma tudo isso e dá muita tranqüilidade para afirmar que os deuses do futebol, esses mesmos que fizeram plantão no Pacaembu neste dia 2 de maio de 2010, certamente, após a partida, foram para a Vila Belmiro comemorar o título com os Meninos, com Dorival Júnior, a torcida Santista e aqueles que amam o futebol bem jogado!

 Fernando Ortega (advogado e jornalista) – fernandoferf@hotmail.com

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