ago 28

Como se previa, o Santos venceu o Goiás e se aproximou de Corinthians e Fluminense. Desta vez o Método Científico OC acertou em cheio, com o palpite de que o Alvinegro Praiano venceria com a diferença de dois gols.

O jogo de hoje deixou lições e confirmações. Cinco delas:

1 – O Pacaembu é ótimo estádio para o Santos. Atrai mais público do que a Vila Belmiro (hoje foram quase 17.968 pagantes) e permite um índice de vitórias igual ou maior do que no Urbano Caldeira.

2 – Zé Eduardo é titular. Marcel tem de ir pro banco – e Keirrison, se não melhorar, também.

3 – Madson continua sendo importante, principalmente quando entra no segundo tempo e pega a defesa adversária cansada. O baixinho pode ajudar muito o time nesse campeonato.

4 – O povo pediu e Alan Patrick não decepcionou. O novo Menino da Vila parece que veio para ficar.

5 – Time tem de ter outro cobrador oficial de pênaltis.

A quatro pontos do Corinthians, a quem, no segundo turno, enfrentará na Vila Belmiro, o Santos está, sim, na briga pelo título brasileiro, o que lhe daria a almejada tríplice coroa.

O que você achou da vitória sobre o Goiás? Acha que ela indica que o time disputará o título, ou ainda são precisos mais reforços?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , ,

ago 01

Apesar do técnico Dorival Junior, que tirou os poucos jogadores mais experientes e encheu a equipe de garotos no final da partida, os reservas do Santos conseguiram uma vitória heróica sobre o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente, por 2 a 1, e devolveram ao time a possibilidade de sonhar com a luta pelo título brasileiro.

O Santos, que só tinha três titulares em campo – o goleiro Rafael, o lateral-esquerdo Léo e o meia Marquinhos – chegou a estar vencendo por 2 a 0 a 15 minutos para o final, e parecia ter o jogo sob controle quando o técnico Dorival Junior iniciou as lambanças.

Primeiro tirou Marquinhos, o único que conseguia segurar a bola no meio-campo, e colocou o garoto Alan Patrick, que não sabe marcar e ainda não tem jogado bem nas vezes em que é escalado. Não satisfeito, Dorival substituiu Madson, que preocupava a defesa do Grêmio Prudente, pelo estreante Dimba, cuja maior qualidade, por enquanto, é ser parente do veterano artilheiro.

Sem jogadores que conseguissem marcar bem o experiente meio-campo do Prudente ou ao menos segurar a bola, o Santos passou a ser bombardeado pelo adversário, que fez um gol e ainda teve dois pênaltis para empatar e até virar o jogo. Por obra divina o goleiro Rafael defendeu um e o outro se chocou contra a trave.

Pelo andamento do jogo, o Santos mereceu a vitória. Mas, pelo últimos 15 minutos, o Prudente poderia ter saído ao menos com o empate. A partida mostrou como um técnico que não sabe substituir pode estragar um time e colocar uma vitória em risco. É uma temeridade deixar Dorival Junior decidir as substituições no Santos. Deveria ser criada uma junta técnica para fazer isso no Santos.

Destaques: Rafael e o 500º gol

O time todo do Santos tinha méritos antes do final desastroso. Até o novato Zezinho desta vez jogava bem. O limitado Rodriguinho havia marcado um gol belíssimo em um sem-pulo de forsa da área, o 500º do Santos na fase de pontos corridos do Campeonato Brasileiro, igualando-se ao Cruzeiro, que hoje atingiu também a marca.

No final, quem salvou o time foi o jovem goleiro Rafael. Pegou um pênalti e no outro, em cima da hora, pressionou tanto o atacante Róbson que este chutou na trave. Depois desta atuação, não ficou nenhuma dúvida de que o Santos não precisa mais procurar goleiro. Rafael é o cara!

Outros que se destacaram foram os zagueiros Bruno Aguiar e Vinícius; Luciano – autor de outro belo gol, o primeiro do jogo –, além dos experientes Zé Eduardo e Madson, que atormentaram a defesa do Prudente com velocidade e muitas deslocações.

Com a vitória, que representou também a primeira derrota do Grêmio Prudente em seu estádio, o Santos termina a rodada na sétima posição, com 18 pontos ganhos, apenas dois abaixo do terceiro lugar (Internacional) e oito atrás do líder Fluminense.

Como não precisará mais poupar jogadores no Brasileiro, pois joga a final da Copa do Brasil no meio da semana, o time – se Dorival Junior não inventar – terá boas possibilidades de ainda lutar pelo título.

O que você achou da partida e das mexidas do professor Dorival Junior? E de Rafael, o que podemos dizer? Está surgindo mais um grande goleiro santista?

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jul 31

A decisão do técnico Dorival Junior de usar time reserva amanhã, em Presidente Prudente, dá a vários jogadores mais uma oportunidade de mostrar que um dia podem chegar a titulares. Entre eles há muitos novatos, mas um, não tão garoto assim, gera uma expectativa maior.

Refiro-me a Madson, batizado Madson Formagini Caridade, nascido em Volta Redonda em 21 de maio de 1986. Desde que foi punido por ter chegado tarde ao clube, ao comemorar seu aniversário, o “Pequeno Madson”, como gosto de chamá-lo, não foi mais o mesmo. Tem entrado pouco no time e, quando entra, não inflama mais a torcida, como antes.

Preocupo-me com Madson pois o considero um jogador utilíssimo cujo potencial não vem sendo devidamente aproveitado. Talvez por culpa dele mesmo, talvez por culpa do Santos, que ainda não tem um psicólogo para lidar com seus atletas, principalmente os mais jovens.

Bem, Madson já tem 24 anos, mas se comporta como um menino. Talvez, por sua altura – apenas 1,59m – seja visto apenas como um menino, mas não se pode esquecer que sua energia e força física já ajudaram muito aos clubes pelos quais passou: foi destaque no Volta Redonda, no Vasco e no Santos, principalmente no Campeonato Paulista de 2009, quando teve atuações destacadas nas semifinais, contra o Palmeiras, e chegou a ser escolhido por especialistas do jornal Lance! como o “Craque do Paulistão”.

Lembro-me de um jogo no Pacaembu em que Luxemburgo era o técnico do Santos. Quando os reservas foram se aquecer, o estádio inteiro passou a pedir “Madson!”, o técnico foi obrigado a colocá-lo em campo e logo na primeira jogada Madson arquitetou o lance que acabou em um gol de Neymar. Antes do fim do jogo o lance e o gol se repetiram, para êxtase de todos nós que testemunhávamos o espetáculo.

As qualidades do pequeno gigante

Ele pode ser pequeno, mas é extremamente forte e não tem medo de cara feia. Madson parte para cima de beques imensos e parece não sentir as pancadas. É um forte, sem dúvida. Mais do que isso: é rápido, insinuante, e quando pega uma defesa já meio cansada, ninguém consegue pará-lo.

Reconheço que ele poderia acertar melhorar o último passe ou ter um chute mais forte e certeiro, mas admito também que é difícil conciliar velocidade com precisão. Só o fato de ser uma preocupação constante para a defesa inimiga já faz dele uma arma que não pode ser negligenciada.

Por isso, torcerei muito para o “Pequeno Madson” amanhã, em Prudente. Não só por ele, aliás. Creio que a oportunidade também é ótima para Zé Eduardo firmar-se como um sério candidato à vaga deixada por André. Sei que Keirrison veio para ser titular, mas se demorar muito para voltar á antiga forma, Zé Eduardo será a solução.

Também quero ver de novo Bruno Aguiar, que substituiu Edu Dracena melhor do que a encomenda na partida contra o Vitória. Se repetir a bela atuação, poderá ambicionar a chamada titularidade. Por que não?

Outros que merecem análise mais cuidadosa são Maranhão, Rodriguinho e Danilo. Os três têm qualidades e podem ser úteis. Maranhão tem altos e baixos e, quem sabe, longe da inclemência da torcida santista, possa até se sair melhor do que quando joga na Vila. Rodriguinho faz um feijão com arroz bem feito. Nada mais. E Danilo parece estar em evolução. Não encantou, mas não decepcionou.

De Rafael, Léo e Marquinhos não preciso dizer nada. São titulares importantes para o Santos. E o que esperar de Vinícius e Zezinho, que até agora pouco mostraram? Não sei. Confesso que esperava mais de Zezinho, mas o garoto parece assustado com o peso da camisa do Santos. É outro que precisaria de um trabalho psicológico. Dá a pinta de que pode jogar muito, mas a cabeça está atrapalhando.

Enfim, mesmo sendo um jogo aparentemente sem maiores atrativos, sei que para o santista é muito importante, pois o sonho do título brasileiro ainda existe e poderá ser acalentado com uma surpreendente vitória em Presidente Prudente. Como já disse, a lógica é que a partida termine empatada, mas não se pode descartar a possibilidade de os reservas jogarem como titulares, jogarem como nós queremos que joguem.

E você, o que acha de Madson e o que espera do jogo em Presidente Prudente?

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jul 23

Houve época em que o único estádio em que o Santos ganhava um jogo era a Vila Belmiro. Jogar fora era derrota certa. Nos clássicos em São Paulo, o empate já estava ótimo e, quando fazia gol, era preciso correr todos os programas esportivos para rever o lance. Só isso aplacava a paixão do santista, tão mal correspondida naqueles tempos. Portanto, isto que está acontecendo agora com o Santos, na volta das férias da Copa, não me abala nem um pouco. Sinto, porém, que tem deixado muito torcedor desesperançado, o que só contribui para aumentar a possibilidade de novos fracassos.

Antropólogos descobriram, há duas ou três décadas, o povo mais feliz do mundo. Era uma tribo africana que tinha a incrível capacidade de esquecer as tristezas tão logo aconteciam. Viviam como crianças, a maior parte do tempo refrescando-se em uma cachoeira próxima, sem recordar dos amigos que morriam. Não por frieza, mas por que viver o presente era melhor. Se o torcedor agisse da mesma forma, os clubes não sofreriam crises.

Em 2004, meses depois de lançar “Time dos Sonhos”, fui entrevistado pelo então estudante Olavo Soares, cuja tese de conclusão do curso de jornalismo na USP falava das razões que fazem os times viverem longas filas sem títulos. Eu já tinha pensado muito nisso e cheguei à conclusão de que é um círculo vicioso sadomasoquista que, quando começa, dificilmente é rompido.

O pior problema é a impaciência, que encurta o tempo de trabalho dos técnicos e de adaptação dos novos jogadores. E esse tal de contrata-demite-contrata-demite vai afundando o time, desesperando o torcedor e onerando os cofres do clube. Quando se vê, gastou-se uma fortuna, ainda há débitos com direitos trabalhistas a perder de vista, e o time continua ruim, inferior a outros que investem menos, porém são mais organizados. E pacientes.

Times de grande torcida estão mais sujeitos a estes períodos de crise constante, pois a pressão é maior. A busca por salvadores da pátria gera dirigentes oportunistas que prometem muito e, quando eleitos, às vezes fazem menos do que os antecessores. As cornetas soam a cada derrota e o ambiente se torna inadministrável.

Ao invés de broncas, eles precisam de carinho

A derrota desestrutura o torcedor fanático, pois ele a encara como uma afronta pessoal. É como se pensasse: “Que direito esses caras têm de me fazer infeliz?”. E tome bronca em cima de todo mundo, do jogador veterano ao novato, do técnico ao preparador físico, do diretor de futebol ao presidente. Mas será que tudo fica errado de uma hora para outra?

Não, não fica. Porém, por mais esclarecidas que muitas pessoas ligadas ao futebol sejam, acabam agindo pelo impulso. Se a bola bate na trave e entra, está tudo bem, se bate na trave e sai, está tudo errado. Será que precisa ser assim mesmo? Analisemos este Santos que encantou o Brasil e agora vem de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro…

Os jogadores desaprenderam de jogar? Neymar e Paulo Henrique Ganso deixaram de ser craques? Dorival Junior deixou de ser um bom técnico para se transformar em mais um “burro”? Luís Álvaro, de esperança de renovação na direção do Santos, virou mais um político fazedor de média?

Não, claro que não. Mas a mágoa do torcedor diz tudo isso, como a mãe que xinga o filho que ama apenas para mexer com seus brios e fazer com que lute contra os obstáculos da vida, ao invés de entregar-se a eles.

É lógico que todos os envolvidos querem continuar vencendo, pois é o sucesso que inspira respeito, traz fama e fortuna. E é lógico que o santista continuará amando Robinho, Neymar, Ganso, Wesley, Arouca e todos os outros que na primeira metade deste ano tornaram o Santos uma referência mundial do futebol-arte.

Então, para definir o comportamento ideal de um torcedor nas horas difíceis de seu time, eu emprestaria uma frase que sintetiza a postura correta dos pais diante de filhos adolescentes: Quando eles menos merecem, mais precisam de carinho.

Eu sei que alguns Meninos devem estar com a cabeça na montanha de dinheiro que pode entrar nas suas contas; que outros estão deslumbrados com as mulheres bonitas que, imaginaram, nunca lhes daria bola; que, enfim, estão se julgando os reis da cocada preta. Isso é ruim? Não sei. Arrogância é, mas autoconfiança nunca foi. Ao contrário.

Imagino também como deve ser difícil vencer no mundo competitivo e às vezes selvagem do futebol, em que adversários grosseiros e invejosos chutam por trás, dão cotoveladas no seu rosto, cabeceiam sua nuca, xingam, provocam, ameaçam quebrar sua perna a cada partida. E se, nas arquibancadas, ao invés de amigos, você tem inimigos, aí é que dá vontade de largar tudo e procurar outro clube.

Por tudo isso é que, mesmo perdendo a paciência às vezes, como todo torcedor, o meu lado racional, quase zen, diz que o que esses rapazes precisam é de compreensão e carinho. Um recado tipo: “Sei que em outros clubes vocês seriam xingados, ameaçados, banidos, mas no Santos é diferente. Nós entendemos que vocês estão tentando fazer o melhor e, assim como estivemos ao seu lado nas vitórias e nos sorrisos, continuamos com vocês nesse momento difícil. Façam sua parte em campo, que nós faremos a nossa fora dele”.

Às vésperas de decisão mais importante para o clube dos últimos seis anos, seria uma falta de inteligência descomunal contribuir para arruinar o ambiente do futebol do Santos. Como aquela feliz tribo africana, o torcedor deve esquecer o que aconteceu ontem e permitir que os Meninos reúnam as forças e partam, confiantes, para o seu objetivo. Sim, porque o papel da torcida é ser, mesmo, o décimo-segundo jogador, e não o segundo e implacável juiz.

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A sensação de ser especial

Livros autografados para o Papai

Tenho oito exemplares do “Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter” e do livro de bolso “O time do meu coração”. Acho que podem ser bons presentes para o Dia dos Pais, não? Posso enviar pelo correio. Os interessados devem entrar em contato comigo pelo e-mail odir.cunha@uol.com.br

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jul 18

O técnico Muricy Ramalho armou uma retranca na Vila Belmiro, arriscou alguns contra-ataques e, graças ao desleixo com que o Santos encarou a partida, conseguiu voltar para o Rio de Janeiro com uma vitória caída dos céus por 1 a 0. Nesta segunda-feira talvez digam que o Fluminense é candidato ao título e o Santos não é mais o mesmo do primeiro semestre. Mas isto seria apenas meia verdade.

Infelizmente, mesmo de onde se espera uma visão um pouco mais parcial e criativa de um jogo de futebol, o que se tem é a mesma regra de sempre: se ganhou, jogou bem, se perder, jogou mal.

Meu primeiro contato com a opinião de jornalistas esportivos após uma partida costuma ser no UOL, que assino. E logo de cara deparo-me com a mesma visão padronizada, pois no lead da matéria já há uma incoerência. Diz: “Mas o Fluminense não se intimidou. Com uma retranca bem postada…”. Ora, um time que não se intimida precisa armar retranca?

O texto da matéria no UOL diz que o Fluminense confirmou a “boa fase” e subiu para vice-líder do campeonato. Na lista dos “principais lances” do jogo, todos os cinco do primeiro tempo escolhidos pelo site foram do Santos; e dos oito do segundo, apenas três do Fluminense (e isso porque esqueceram do último lance, com Marcel, que dominou sozinho na pequena área e se enrolou com a bola). Ou seja, das 13 oportunidades selecionadas pelo UOL, o Santos teve 10, mas afirmam que o Flu está em “boa fase” e não se intimidou na Vila.

Ora, ora, ora… O Fluminense ganhou com um gol legal. Parabéns. Mas dizer que esta vitória o confirma como um dos candidatos ao título é exagero. Seus principais jogadores são os mesmos que no ano passado quase levaram a equipe à Série B. Salvou-se só na última rodada e ficou apenas um ponto à frente da zona do rebaixamento.

Muricy está motivando a equipe, conseguindo extrair o máximo de empenho dos jogadores, mas futebol que é bom, o Flu ainda está devendo. As vitórias têm sido conseguidas à fórceps e hoje foi evidente a surpresa que ela provocou até mesmo em seus jogadores, que se abraçaram, emocionados, após o encerramento do jogo.

Os palhaços estão pondo fogo no circo

Sexta-feira, na Rádio Globo, preveni aos palmeirenses que não se entusiasmassem demais com o Palmeiras e previ uma derrota do time, hoje, para o Avaí. Ganhar deste Santos sem brilho e sem ânimo não é credencial para time nenhum.

A lógica era o Santos ter vencido o Palmeiras e voltado a vencer hoje, com folga, este limitado Fluminense, assumindo a segunda posição do Brasileiro. Ao invés disso, está em nono lugar, a três pontos da zona do rebaixamento. Por que será? Bem, há vários fatores.

O primeiro é a tal janela de transferências, em agosto. Como prostitutas diante de um novo cliente rico – e digo isso com todo o respeito às prostitutas, que têm uma profissão como outra qualquer –, há jogadores de futebol que ficam excitados para trocar de cama, ou melhor, de clube, e rapidamente se esquecem de quem lhes deu casa, comida, trabalho e prestígio.

Bem, isso já é normal para torcedores de times do terceiro mundo e os santistas já estão acostumados com a história. Mas aí é que deve entrar o técnico e a diretoria com uma postura firme, profissional, coisas que este Santos positivamente não tem.

Achei legal a história do Luis Álvaro de que o Santos é o Cirque du Soleil. Só que quanto melhor é o espetáculo, mais profissionais devem ser os artistas. E o que está acontecendo no Santos é que os palhaços estão a ponto de botar fogo no circo (esta história de que o Robinho e o Wesley começaram brincando de mão e saíram na porrada não me surpreende).

Abre o olho, Dorival

Preveni Dorival Junior no meu post de ontem. Disse a ele para não escalar o André, não deixar de colocar o Danilo no banco, não subestimar Zé Eduardo e Madson. E o que aconteceu hoje?

Começou com André, que está com o crânio na Ucrânia e não fez nada, e teve de substituí-lo no segundo tempo; teimou com Maranhão, que andou tropicando na bola; e no fim foi obrigado a colocar Madson e Zé Eduardo para tentar ao menos o empate.

Pô, pra fazer isso não precisa ser técnico do Santos e ganhar mais de 200 mil por mês. Deixa comigo que eu faço bem melhor.

Olha, Dorival, assim vou ficar cansado de lhe defender. Faça o óbvio, meu amigo. Não invente. Aproveite que sua profissão está valorizada e ganhe seu bom dinheirinho sem querer passar de professor a mestre, coisa que você não é e, pelo jeito, nunca será.

Não quero acreditar que você perdeu o comando dos garotos. Se você não conseguir controlar um bando de moleques, vai controlar quem? É sua chance de provar que é um bom técnico e não um técnico-paraguaio, que começa bem nos clubes, mas em pouco tempo está dominado pelos jogadores.

Você tem insistido nos mesmos erros. Esta teimosia com o André vai lhe custar caro. O garoto não quer mais dividir. Hoje, perdeu um gol feito. E o Marcel, numa boa, não serve para o Santos. O Zé Eduardo ao menos corre, se desloca. O mesmo faz o Madson. Se os dois estivessem no time desde o começo, talvez a sorte tivesse sido outra.

Enfim, hoje é a pior noite de domingo para os santistas neste ano. E os próximos dias não deverão ser melhores, pois o próximo jogo será contra o Atlético/PR em Curitiba. Se continuar assim, logo, logo, a equipe estará entre as últimas. Como pode um time, com os mesmos jogadores que encantaram o Brasil, agora tropeçar diante de adversários tão limitados?

Nestas horas é que se vê como é difícil torcer para um time de país pobre, em que os clubes não apitam nada e o futebol é controlado por uma confederação que só enxerga o próprio umbigo. Futebol em que quase todos os jogadores estão loucos para jogar em um “time grande” da Europa – mesmo que este time seja de países como Ucrânia, Rússia, Grécia, Turquia, que não têm tradição no esporte, mas têm dinheiro, muito dinheiro.

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , ,