Castilho de Andrade e Odir Cunha, ganhadores do Prêmio Esso de Informação Esportiva de 1979.

Odir Cunha (São Paulo, 17 de setembro de 1952) é um jornalista e escritor brasileiro. Nasceu no bairro da Vila Maria e foi criado no bairro de Cidade Dutra, em São Paulo. Filho de Moacyr Cunha (falecido) e Olimpia Souza Cunha, irmão mais velho de Marcos Magno Souza Cunha, publicitário, e Olivar Souza Cunha, professor de História. Casado pela segunda vez, tem dois filhos.

Formado em jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado, de São Paulo, ingressou na redação do Jornal da Tarde em fevereiro de 1977. Com dois anos de profissão, havia conquistado dois prêmios Esso, o mais importante do jornalismo brasileiro. O primeiro, em 1978, pela cobertura da Copa do Mundo de futebol da Argentina, como integrante da equipes de esportes do Jornal da Tarde, comandada pelo jornalista Vital Bataglia, e em 1979, pela cobertura dos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, ao lado do jornalista Castilho de Andrade.

Na redação de O Globo

No Jornal da Tarde, trabalhou como repórter, redator, editor de esportes, editor do extinto Caderno de Domingo e crítico de tevê. Foi também editor e comentarista de tênis da TV Record, comentarista de futebol da Rádio Record, editou cinco revistas especializadas em tênis, entre elas a atual Revista Tênis, lançou e editou a Revista do Futebol, dirigiu o departamento de imprensa da Secretaria Municipal de Esportes da Cidade de São Paulo durante a gestão de Oscar Schmidt, atuou três anos como repórter da sucursal paulista do jornal O Globo e no mesmo período acumulou as funções de repórter e produtor das Rádios Globo e Excelsior, nas quais se tornou o redator de Osmar Santos – na época em que este era chamado de “O Locutor das Diretas”, por sua atuação na campanha pelas eleições diretas no Brasil.

Na produção do "Balancê"

Na Rádio Excelsior, hoje CBN, foi o produtor responsável dos programas “Balancê” e “Partido do Esporte” de 1982 a 1984. Em 1983 estes dois programas foram agraciados com o prêmio da APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte, como os melhores do rádio de São Paulo nas categorias variedades e esporte.

Convencido pelo saudoso sonoplasta João Antônio de Souza, o Johnny Black, Odir Cunha por sua vez convenceu Osmar Santos, chefe da equipe de esportes das Rádios Globo e Excelsior, a fazer o Balancê com auditório, o que acabaria gerando o programa de tevê Perdidos da Noite e alavancando a carreira do ex-repórter de campo Fausto Silva, hoje um dos mais festejados apresentadores da tevê brasileira.

Contratando Rivelino para a Revista do Futebol

Para realizar um teste físico com o jovem piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna para a matéria Um corpo que corre – publicada em fevereiro de 2004 no jornal O Globo –, o jornalista apresentou e recomendou o preparador físico Nuno Cobra ao piloto brasileiro, o que deu início a um trabalho e a uma amizade que fizeram história na Fórmula-1 e no esporte brasileiro.

Em 1996, Odir foi convidado pela editora Best Seller para fazer a biografia do jogador de basquete Oscar Schmidt. A pesquisa para o livro foi decisiva para o recorde mundial extra-oficial de 49.743 pontos, que Oscar detém hoje.

Em dezembro de 2003, após dez anos de pesquisa, lançou pela Editora Códex o livro Time dos Sonhos, a história completa do Santos Futebol Clube, com 535 páginas. Em 2006 a editora Gloria Books, de Londres, pediu autorização para utilizar 31 mil palavras deste livro na obra Pelé – Edson Arantes do Nascimento, lançado pouco antes da Copa do Mundo da Alemanha.

Em maio de 2007, lançou, pela Editora Planeta, o enciclopédico “Heróis da América, a história completa dos Jogos Pan-americanos”, livro com 415 páginas.

Em novembro do mesmo ano, outra obra esportiva de sua autoria, desta vez impressa pela editora Realejo, surgiu no mercado: Donos da Terra, livro que conta a história do Mundial Interclubes de 1962, entre Santos F.C. e Benfica, na primeira vez em que um time brasileiro sagrou-se campeão intercontinental. Esta partida é considerada a melhor exibição do Santos e de Pelé, que marcou três gols e deu o passe para mais um.

No início de junho de 2008, dois meses antes dos Jogos Olímpicos, lançou o livro “Sonhos mais que possíveis”, com 60 histórias de superação de atletas olímpicos. A obra foi impressa pela Editora Planeta e comercializada no Brasil pela Avon.

Com João Havelange e José Carlos Peres, pela unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959

Em 2009, a convite de seis grandes clubes brasileiros – Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Botafogo, Fluminense e Bahia -, pesquisou, redigiu e editou o “Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959”. O documento busca a ratificação, por parte da CBF, dos títulos nacionais de clubes disputados de 1959 a 1970, denominados “Taça Brasil” e “Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata”.

Ainda em 2009 foi nomeador coordenador das festividades do Centenário do Santos Futebol Clube, a ser comemorado em 2012, e assumiu o cargo de editor-chefe da revista de futebol FourFourTwo, edição em português.
No início de 2010, com o início da gestão do presidente Luis Álvaro Ribeiro, foi destituído da função de coordenador do Centenário do Santos e desligado do Santos. Então, em parceria com o amigo José Carlos Peres, mentor do Projeto da Unificação, trabalhou de forma independente para a Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959, o que acabou ocorrendo em dezembro de 2010.

Voltou a ser convidado e assumiu a coordenação das festividades do Centenário do Santos Futebol Clube, mas devido ao tom crítico e independente de seu blog, foi novamente destituído da função pela presidência do Santos e teve todo o seu trabalho extirpado do Filme do Centenário, produzido para comemorar os 100 anos do clube (além de ceder o seu livro “Time dos Sonhos” para roteiro do filme, pautou entrevistas, pesquisou o conteúdo e deu uma longa entrevista, posteriormente excluída pela direção do clube).

Escreveu três livros que foram lançados em 2012, ano do Centenário do Santos, todos rendendo royalties para o clube: “100 anos de futebol arte”, que vendeu 11 mil exemplares e se tornou o livro de arte mais vendido no País em todos os tempos; “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, em parceria com o amigo, jornalista e pesquisador Celso Unzelte, e “Agenda Permanente” do Santos Futebol Clube.

De outubro de 2011 ao final de 2012 tornou-se editor do selo jovem da Editora Novo Conceito, encarregado de descobrir e orientar novos escritores brasileiros. Nesse período analisou cerca de 3.000 obras e revelou autores de grande talento e potencial, como Chico Anes, autor de “O sonho de Eva”, Maria Fernanda Guerreiro, “A filha da minha mãe e eu” e Mariana Carvalho, “Simplesmente Ana”, entre outros.

Desde fevereiro de 2013 é editor de conteúdo do Museu Pelé e editor de livros da Editora Magma Cultural, de São Paulo. Também escreve uma coluna às sextas-feiras no jornal Metro de Santos e mantém há trIes anos e meio o Blog do Odir Cunha, hoje um dos mais, ou o mais influente entre os santistas.